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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Erros litúrgicos e sugestões para coibi-los - XI

Rito da Paz

O Rito da Paz inicia-se logo após o Embolismo do Pai Nosso. Tendo os fiéis respondido “Vosso é o Reino...”, o sacerdote celebrante reza:

“Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.” (Missal Romano; Ordinário da Missa; Oração da Paz)

Essa oração, ao contrário do que acontece em algumas paróquias, é dita somente pelo padre. Os fiéis permanecem em silêncio, anuindo ao desejo do sacerdote com seu “Amém”.

Feita prece, o celebrante, se for conveniente – por condições de tempo, lugar e evento particularmente festejado –, pode exortar a todos que se saúdem transmitindo a paz do Senhor aos que estão participando da Missa. Usa, então, alguma das fórmulas de exortação ou alguma semelhante.

Cuide-se que o Rito da Paz não se torne desorganizado, com pessoas saindo de seus lugares e dando à Santa Missa um aspecto pouco piedoso. A balbúrdia e a bagunça não devem ser parte da Celebração Eucarística. Qualquer dispersão pode perturbar a devida devoção, que se requer para a frutuosa participação no sacramento a receber.

É por esse motivo que as rubricas não prescrevem nenhum canto específico para esse momento, nem prevêem que possa ser entoada uma música, como essas costumeiras que vemos por aí, cantadas como se fossem “cantos de paz”. Não há, liturgicamente falando, “canto de paz”, como não existe “canto de glória”.

Na prática

1. O Rito da Paz só seja feito se oportuno. Quando a Missa demorar muito ou houver muitas pessoas não acostumadas aos ritos católicos, é conveniente que se o evite, para que não haja dispersão.
2. Não se execute música durante o abraço da paz.
3. O pároco ou reitor forme seu povo para que seja sóbrio nos cumprimentos. Os acólitos dêem o exemplo ao transmitir a paz de modo solene e digno.
4. Não se altere o texto da oração.
5. O celebrante advirta os fiéis de que só ele deve rezar a oração disposta no Missal.
6. Convide-se o povo ao abraço da paz pelas palavras do Missal, e não por outras, ainda que lícitas.
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