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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Padre, o senhor gostou da Missa do Galo celebrada pelo Papa?

Pois é, padre, se o senhor gostou, então por que em Roma tem incenso e em sua paróquia não? Se o senhor gostou, então por que em Roma há canto gregoriano e polifonia sacra e em sua paróquia só música religiosa popular, muitas vezes de péssimo gosto estético e letras pobres e fracas? Se o senhor gostou, então por que em Roma a Missa foi em latim e em sua paróquia nem mesmo um “Dominus vobiscum” se ouve? Se o senhor gostou, então por que em Roma o Papa distribuiu a Sagrada Comunhão exclusivamente na boca e com os fiéis de joelhos e em sua paróquia não só essa postura não é incentivada, como, muitas vezes, vista com maus olhos? Se o senhor gostou, então porque na Missa celebrada pelo Santo Padre, ele foi ajudado por diáconos e acólitos, e em sua paróquia o senhor insiste em colocar “ministros extraordinários da Comunhão” para fazer um papel que não lhes compete? Se o senhor gostou, então por que na Basílica de São Pedro o silêncio, a sacralidade, a solenidade e a sobriedade reinaram, e em sua paróquia o que se viu foi palmas ritmadas acompanhando as músicas, teatrinhos no lugar da homilia, cantos com melodias nada sacras? Se o senhor gostou, então por que o Papa fez um sermão espiritualmente profundo e ricamente teológico e em sua paróquia a homilia foi melosa, romântica e sem conteúdo? Se o senhor gostou, então por que o Romano Pontífice usou alva, cíngulo, amito, estola, dalmática e casula, e em sua paróquia o senhor usa apenas uma túnica protestantizada com uma estola por cima?

A Missa celebrada pelo Papa é o modelo de todas as Missas. É nela que devem os sacerdotes se espelhar. Não se pode ter medo de latim, de canto gregoriano, de polifonia sacra, de silêncio, de paramentos belíssimos, de Comunhão de joelhos. Evitar isso, que se vê abundantemente na Missa do Papa, é ter medo não do latim, do canto gregoriano etc, mas do catolicismo; é substituir a liturgia católica por qualquer coisa que é um seu arremedo.

Senhor padre, o povo não tem receio da tradição litúrgica, nem do latim, nem da piedade, nem da sacralidade ou do silêncio. Talvez alguns não saibam apreciar tudo isso, mas é questão de educá-los. Vamos abolir as letras apenas porque existem analfabetos? Ou vamos ensinar-lhes o significado?

5 comentários:

  1. Gosto do muito do blog, mas cuidado para não cair na besteira de se achar melhor que os outros; um exemplo foi o site do Monfort, quando agrediu pela publicação de repostas as perguntas feitas pelos internautas, citando o nome de padres, e até bons padres, porém como estes padre aparentemente não viam sobre a mesma ótica do Monforte, foram tratados na publicação anátemas.

    Quando deixamos o foco e partimos para o extremo, partimos para agressão.
    A exemplos dos santos devemos esinar com amor, paciência, afinco e sobretudo com o exemplo. Não através de palavras escritas em revolta. Cuidado com os extremos, o equilibrio é fundamental.

    Espero que não me entenda mal, o zelo é fundamental, mas não podemos, nem devemos, e não temos o direito de sair com o dedo apontando para o outro.

    "A abordagem é fundamental. Não é o que se diz, mas o modo como é dito é que destaca, somando com exemplo então arrasta"

    Feliz Nata!

    Tiago Barbosa
    PAX ET BONUM

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  2. Olha, pensei que eu estava falando com o meu Padre. Esse é o meu discurso na minha Paróquia.

    Apesar que esse ano, pela graça de Deus, foi tudo liturgicamente correto, fico muito feliz por ver minha Paróquia buscando a cada dia mais a perfeição e o conhecimento adequado para as realizações das Cerimonias Liturgicas.

    Mas ainda há uma grande oposição, que as vezes nem é do meu Pároco, mas de pessoas que não tem nada haver com a história, mas gostam de se entrometer, proclamanto-se o conhecedor de tudo.

    Parabéns Sr. Rafael Vitola Brodbeck seu blog é muito importante e rico de conhecimentos para a nossa Igreja!

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  3. Fenomenal o texto!
    É o que td mundo gostaria de falar com seu padre...

    Giuliano

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  4. O problema é que a linha que separa o sublime do ridículo é tênue...
    se cairmos no erro de julgarmos nossos irmãos sacerdotes e a Santa Missa por eles celebrada, caímos também no erro de observar apenas as aparências... o verdadeiro sentido da Sagrada Liturgia é o que se celebra com o povo.
    "Liturgia: Ação pública, ação do povo e para o povo..."
    Se movimentos e grupos da Igreja começarem a criticar e excluir, acho que o fim deles mesmos está próximo...
    Missa bem celebrada é a Missa em que se utiliza incenso, sete velas, alva, cíngulo, casula e onde se comunga de joelhos???
    Cuidado irmãos! Isto pode ser um equívoco!
    Não sou nada favorável aos padres relaxados, mas, volto a dizer, a linha que separa o sublime do ridículo é tênue, muito tênue...
    Penso que se deve valorizar tudo o que a IGREJA realiza, e entenda-se IGREJA como TODO O CRISTÃO BATIZADO, ou o Bem-Aventurado João XXIII estava errado, sonhando ou atormentado quando convocou o Vaticano II???
    Irmãos, sabemos a polêmica que a Comunidade de "D. Lefebvre" está gerando na Igreja e no Mundo! Que vosso pensamento não seja em nada semelhante ao dele...
    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
    Salve Maria Imaculada!

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  5. Faltou mencionar o maravilhoso toque dos sinos!!!
    Que saudade da presença de incensos e dos toques solenes dos sinos.

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