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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fotos da Vigília Pascal na Catedral de Bagé, RS

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Missa celebrada por S. Exc. Revma., D. Gílio Felício, Bispo de Bagé, no Rio Grande do Sul. Em vernáculo, no rito moderno, versus populum, mas extremamente piedosa e com um muito cuidado para com a liturgia.

Algumas coisas até poderiam melhorar, claro, mas D. Gílio está resgatando, em Bagé, a sacralidade na Missa, "brick by brick", tijolo a tijolo. Aos poucos, as coisas entram nos eixos.

Parabéns ao Bispo e ao Sem. Marcelo Guterres Dutra, cerimoninário episcopal.











quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Revista Virtual "Salvem a Liturgia" - número 03

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A terceira edição da revista "Salvem a Liturgia" já pode ser baixada clicando-se na figura abaixo. Este mês trazemos:

  • Fotos da Posse de Dom Orani na Arquidiocese do Rio de Janeiro;
  • Semana Santa com os Arautos na Itália;
  • "Joelhofobia";
  • "Uma crise na beleza, uma crise na fé";
  • Sobre o Canto na missa;
  • Alguns motivos para o latim na missa;
  • Entrevista com Dom Antônio Rossi Keller;
  • A necessidade da rotina na liturgia;
  • "Missa é como um poema, não suporta enfeite" por Adélia Prado;
  • Erros litúrgicos e sugestões para Coibi-los V, VI e VII;
  • Fotos da ordenação sacerdotal de Pe. D. Gregório, OSB Oliv.;
  • Acerca do uso do gremial, manícoto, barrete e solidéu;
  • Sobre o rito de dedicação de igrejas;
  • E muito mais...
Veja também:
Revista "Salvem a Liturgia" Nº01
Revista "Salvem a Liturgia" Nº02

domingo, 23 de agosto de 2009

Fotos da Semana Santa da Igreja São Cristóvão, em Valinhos, SP

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Missas celebradas, na Semana Santa de 2009, pelo Pe. Rodrigo Caitini Flaibam, em paróquia da Arquidiocese de Campinas. Na forma ordinária (rito moderno). Detalhe para o barrete.















sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Missa Solene da Assunção de Nossa Senhora

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Por Juliana R. Lima

Em uma missa lindamente celebrada, Pe. Gaspar e os diáconos Sidnei e Adriano nos brindaram com uma liturgia riquíssima no Mosteiro de S. Bento em honra a N. Sra. da Assunção, padroeira do Estado de São Paulo junto com o grande Apóstolo dos gentios. Mas mais ainda: ela é padroeira da basílica abacial dos monges. Por isso era festa da padroeira hoje lá.

Foi uma missa solene e com diácono e sub-diácono. A Epístola e o Evangelho foram cantados pelos dois diáconos. A Epístola pelo Dc. Sidnei e o Evangelho pelo Dc. Adriano. Em seguida, Pe. Gaspar brindou-nos com um lindo sermão, onde falou sobre Nossa Senhora, e cujo áudio você pode ouvir aqui.

Ele explica de maneira belíssima o mistério da Assunção e como devemos tomar a Virgem de modelo para as nossas vidas.

Veja algumas fotos dessa missa belíssima:






















E após a missa, fui falar com o Pe. Gaspar. Ele está muito feliz com o que viu da nossa pequena comunidade em São Paulo. Ainda não somos uma paróquia pessoal, é fato. Mas caminhamos para isso, se Deus nos ajudar. E ele falou estar muito bem impressionado e que dava a sua bênção a todos daqui. Ele sabe do nosso pequeno blog, sabe que estamos em comunhão com a Adm. Apostólica e com a Igreja e que trabalhamos para a nossa fé e para a glória de Cristo e sua Igreja.

Na sacristia, conversando com o Dc. Adriano e um dos monges, vejo esse paramento belíssimo, que foi usado pelo padre na missa:
Veja que casula linda. Toda bordada à mão. Esses paramentos são da dedicação da basílica, de 1922 e o abade fez questão que eles usassem tais paramentos. É uma riqueza, um luxo só

É muito bom ver a Igreja tão bem representada e uma missa belíssima. A coleta de hoje foi toda destinada ao seminário da Administração Apostólica, do qual o Pe. Gaspar é reitor. Afinal, agosto é mês das vocações. Esperamos ter contribuido com pelo menos um pouco para ajudar a formar sacerdotes santos.

Lembrando que domingo que vem tudo volta ao normal e quem participa das aulas sobre magistério com o Pe. Jonas, a aula é às 20:30 no salão da S. Gonçalo. Entrem pelo portão de trás da igreja. Quem não foi, vá. A aula é excelente e um aprendizado que não tem preço.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Kyriales (do Mosteiro OSB de São Paulo, SP, mediante o Sancta Missa)

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Pode-se baixar as partituras e os mp3 dos Kyriales (Kyrie, Gloria, Sanctus e Agnus) abaixo para uso nas Missas em nossas paróquias, na forma ordinária mesmo. Ao contrário do que alguns pensam, o canto gregoriano e o latim não são exclusividade da forma extraordinária (ou rito tradicional ou rito tridentino).
  • Kyriale I (Lux et origo), para o Tempo Pascal
  • Kyriale II (Kyrie fons bonitatis)
  • Kyriale III (Kyrie Deus sempiterne)
  • Kyriale IV (Cunctipotens genitor Deus)
  • Kyriale V (Kyrie magnæ Deus potentiæ)
  • Kyriale VI (Kyrie rex genitor)
  • Kyriale VII (não disponível)
  • Kyriale VIII (De angelis)
  • Kyriale IX (Cum iubilo), para as solenidades e festas de Nossa Senhora
  • Kyriale X (Alme Pater), para as festas e memórias de Nossa Senhora
  • Kyriale XI (Orbis factor), para os Domingos do Tempo Comum
  • Kyriale XII (Pater cuncta)
  • Kyriale XIII (Stelliferi conditor orbis)
  • Kyriale XIV (Iesu redemptor)
  • Kyriale XV (Dominator Deus)
  • Kyriale XVI, para as férias do Tempo Comum
  • Kyriale XVII, para os Domingos do Advento e da Quaresma
  • Kyriale XVIII, para as férias do Advento e da Quaresma, e para as Missas de Requiem.
  • Credo III (3m49.3s - 1784 kb)

  • Cantus ad libitum
  • quarta-feira, 19 de agosto de 2009

    A arte de celebrar a Liturgia

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    Por D. Alfred C. Hughes, Arcebispo Emérito de New Orleans, Louisiana, Estados Unidos.

    Artigo publicado no Clarion Herald, jornal oficial da Arquidiocese de New Orleans, em 08/08/09. Original em inglês disponível em:

    http://www.clarionherald.org/pdfs/2009/08_08_09/header/page02.pdf

    Tradução: Fabiano Rollim

    O Arcebispo Malcolm Ranjith (Ex-) Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, recentemente proferiu uma palestra na Gateway Liturgical Conference em St. Louis. Ele tocou na questão central que precisamos enfrentar se quisermos realizar a visão expressa na Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II: a arte de celebrar a Sagrada Liturgia.

    Primeiro, ajuda-nos reconhecer que o termo arte geralmente se refere a habilidades criativas que contribuem com a beleza. Entretanto, da forma como isso se aplica à Sagrada Liturgia, as habilidades humanas são subordinadas à realidade divina que está acontecendo. Quando o foco é no humano, separado do divino, a celebração da Liturgia sofre.

    Não deve haver qualquer tensão entre a arte de celebrar e a plena, ativa e frutuosa participação de todos os fiéis. Infelizmente, no primeiro estágio de implementação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, uma grande ênfase foi dada no aspecto externo da participação do povo. Como resultado, o foco na plena participação pendeu mais na direção do envolvimento de ministros leigos na Liturgia do que nas disposições interiores requeridas para fazer a participação mais frutuosa. Na Sagrada Liturgia é Cristo quem age. O que é incrivelmente importante é que nós somos interiormente unidos a Ele na oferta sacrifical que Ele fez uma vez historicamente e que é re-presentada na celebração sacramental da Liturgia. O Senhor é o artista. A nossa parte é estar unidos a Ele.

    Logo, a arte de celebrar bem não é apenas questão de executar uma série de ações reunidas em uma unidade harmoniosa, mas uma comunhão profundamente interior com Cristo e sua ação auto-sacrifical e salvífica. Isto significa que o sacerdote precisa entrar em uma atitude profundamente reverente, totalmente concentrada e humilde, de fé e oração. Seu senso de temor tem que ser tangível. Seu desejo de viver o que está celebrando tem que ser reconhecido em sua vida.

    Mais ainda, a Sagrada Liturgia é uma ação que foi confiada à Igreja. O celebrante não é dono da Liturgia. Ela não é sua para que possa alterá-la. A Liturgia é um presente, um tesouro, a ser respeitada e recebida com senso de reverência e protegida contra uma secularização inapropriada.

    O próprio Cristo é o principal celebrante. O Papa Bento XVI, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis (N.23), afirma esta verdade vigorosamente: “É necessário que os sacerdotes tenham consciência de que, em todo o seu ministério, nunca devem colocar em primeiro plano a sua pessoa nem as suas opiniões, mas Jesus Cristo. Contradiz a identidade sacerdotal toda tentativa de se colocarem a si mesmos como protagonistas da ação litúrgica. Aqui, mais do que nunca, o sacerdote é servo e deve continuamente empenhar-se por ser sinal que, como dócil instrumento nas mãos de Cristo, aponta para ele. Isso exprime-se de modo particular na humildade com que o sacerdote conduz a ação litúrgica, obedecendo ao rito, aderindo ao mesmo com o coração e a mente, evitando tudo o que possa dar a sensação de um seu inoportuno protagonismo”.

    Um dos grandes riscos ao celebrar a Missa voltado para o povo é que o sacerdote será tentado a atrair a atenção para si mesmo. Somos todos humanos. Mas o centro da ação é Cristo. A forma como falamos e agimos tem que atrair a atenção para esta verdade. Logo, um senso de temor e mistério deve perpassar a celebração com o silêncio apropriado e num espírito de oração. O que fazemos é Liturgia Divina. É eclesial em sua forma. Não deve estar sujeita a ajustes pessoais. É por isso que a correta arte de celebrar envolve aderência fiel às normas litúrgicas em toda a sua riqueza.

    O Santo Cura D´Ars certa vez escreveu: “Todas as boas obras juntas não se igualam ao valor do sacrifício da Missa, porque elas são boas obras de homens, e a santa Missa é a obra de Deus. O martírio não é nada em comparação a isso; ele é o sacrifício que o homem faz de sua vida a Deus; a Missa é o sacrifício que Deus faz ao homem de seu Corpo e seu Sangue”.

    Deus nos conceda a todos nós que somos sacerdotes a graça de realizar e cumprir este papel maravilhoso de tal forma que verdadeiramente propiciemos a “plena, ativa e frutuosa participação de todos os fiéis”.

    terça-feira, 18 de agosto de 2009

    Procissão em Belém do Pará

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    D. Orani João Tempesta, OCist, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, em procissão quando ainda era Arcebispo de Belém do Pará.

    Colocamos essa foto aqui como exemplo de respeito do Prelado às tradições litúrgicas. Uma procissão segundo o rito moderno, forma ordinária, com liturgia em vernáculo mesmo, mas toda solene, com pluvial, e dois diáconos de dalmática, segundo as pontas do referido paramento.

    Que bom se toda procissão fosse assim...


    domingo, 16 de agosto de 2009

    Pela Missa no rito moderno celebrada em latim, como deseja o Papa

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    A Missa no rito romano conforme o Missal de São Pio V (dita “Missa tridentina”) começa a ser celebrada de modo mais generoso Brasil afora. Também o Veritatis Splendor se soma na campanha, junto aos Bispos, para que tenhamos, em cada Diocese, um local de culto segundo a forma tradicional do rito romano.

    Todavia, não é só a “Missa tridentina” que é celebrada em latim. Muitos não se dão conta, mas o rito reformado por Paulo VI e João Paulo II, que atualmente é o normativo na Igreja Latina, a Missa que normalmente temos nas nossas paróquias (claro que, livres dos numerosos abusos litúrgicos que se espalharam, infelizmente), também é em latim. Sim, pode-se celebrar a chamada “Missa nova” em latim. E o Papa vem pedindo que o faça!

    Vejam mais sobre isso em:

    Sobre a Missa em latim

    A confusão entre missa em latim e o rito tridentino

    Leitor pergunta sobre a Missa em latim

    Novo leitor pergunta sobre Missa em latim

    Nesse sentido, não só nosso apostolado conclama a que peçamos aos Bispos a “Missa tridentina” em uma igreja da Diocese, mas também que conversemos com nossos párocos para que a “Missa nova” seja celebrada, em cada igreja, ao menos uma vez por mês em latim. O idioma da Igreja Ocidental não deve ficar restrito à forma tradicional da Missa romana: o rito reformado, pós-Vaticano II, também deve valorizá-lo, conforme pede o Santo Padre.

    Essa “Missa nova” em latim não precisa de autorização do Bispo, eis que é a Missa normativa no rito romano, é o mesmo rito romano reformado, atual, em uso, apenas com mudança da língua. Basta conversarmos com os padres que conheçamos e sejam fiéis ao Magistério e à disciplina da Igreja.

    A língua oficial para a celebração da Santa Missa e de todos os atos litúrgicos, no rito romano, em ambas as formas, tradicional (tridentina) e moderna (renovada), é o latim. O Concílio Vaticano II, ao contrário do que muitos pensam, não aboliu o uso do idioma latino, antes o incentivou. “Salvo o direito particular, seja conservado o uso da Língua Latina nos Ritos latinos.” (Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Sacrosanctum Concilium, 36, § 1)

    Há, isso sim, uma permissão para que a Missa seja oferecida em vernáculo, i.e., nas línguas nacionais dos vários países. Pode-se, além disso, dizer determinadas partes da Missa em latim e outras em vernáculo.

    Portanto, a regra é que a Santa Missa, em rito romano, deva ser celebrada em latim, permitindo-se que seja oferecida em vernáculo.

    “A Língua Latina é a língua própria da Igreja Romana.” (Sua Santidade, o Papa São Pio X, Encíclica Inter Pastoralis Officii) “O uso da Língua Latina é um claro e nobre indício de unidade e um eficaz antídoto contra todas as corruptelas da pura doutrina.” (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Encíclica Mediator Dei) “Que o antigo uso da Língua Latina seja mantido, e onde houver caído quase em abandono, seja absolutamente restabelecido. – Ninguém por afã de novidade escreva contra o uso da Língua Latina nos sagrados ritos da Liturgia.” (Sua Santidade, o Papa Beato João XXIII. Encíclica Veterum Sapientia) “Providencie-se que os fiéis possam juntamente rezar ou cantar em Língua Latina as partes do Ordinário que lhes competem.” (Concílio Vaticano II. Constituição Sacrosanctum Concilium, 54) “O Latim exprime de maneira palmar e sensível a unidade e a universalidade da Igreja.” (Sua Santidade, o Papa João Paulo I, Discurso ao Clero Romano) “A Missa se celebre quer em língua latina ou quer noutra língua, contanto que se usem textos litúrgicos que têm sido aprovados, de acordo com as normas do direito. Excetuadas as Celebrações da Missa que, de acordo com as horas e os momentos, a autoridade eclesiástica estabelece que se façam na língua do povo, sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo Sacrifício em latim.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Instrução Redemptionis Sacramentum, 112) “A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as directrizes do Concílio Vaticano II: exceptuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano.” (Sua Santidade, o Papa Bento XVI. Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, 62)


    sábado, 15 de agosto de 2009

    O Movimento Litúrgico do século XX

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    Alguns abusos foram cometidos pelo Movimento Litúrgico. E pérolas foram descobertas e aproveitadas. A própria reforma da Semana Santa por Pio XII e o código de rubricas do Beato João XXIII incorporado no Missal de 1962 (versão em uso para a forma extraordinária do rito romano) foram conseqüências claras e explícitas do Movimento Litúrgico.

    Mas, querendo fazer o bem, alguns se excederam e tiveram idéias influenciadas pelo arqueologismo (ou antiquarianismo). A Mediator Dei, de Pio XII, condenou os abusos e ficou com que era bom. Não se pode negar, entretanto, que determinadas idéias arqueologistas estavam presentes na reforma de Paulo VI - o que em nada compromete a sua autoridade nem desmerece o rito dito moderno.

    Impossível, contudo, avançar sem falar sobre esse Movimento, que foi importantíssimo para o catolicismo do século XX.

    Não posso deixar de citar alguns nomes que dele fizeram parte. Uns foram um tanto exagerados e cometeram sérios equívocos, outros conservadores demais, mas todos quiseram fazer algo para que o povo entendesse melhor o que se celebrava.

    D. Prósper Guéranger, OSB
    D. Lamber Beauduin, OSB
    Pe. Adrian Fortescue
    Pe. Romano Guardini
    Fr. Pius Parsch, OSA
    D. Odo Casel, OSB
    Pe.
    Gerald Ellard, SJ
    Pe. Josef Andreas Jungmann, SJ
    Pe. Louis Bouyer
    Mons.
    Annibale Bugnini, CP
    D. Ildefons Herwegen, OSB

    Ações do Movimento Litúrgico foram a publicação de vários manuais de rubricas e cerimônias para os padres, a edição de missais bilíngües para que os fiéis acompanhassem a Missa, a autorização que conseguiram da Santa Sé para que os sacramentos, fora da Missa, fossem celebrados em vernáculo (principalmente o Matrimônio), o incentivo à Missa dialogada, a insistência no canto gregoriano (em virtude de certas polifonias que eram muito rebuscadas e demoradas) etc. Todos tentaram recuperar a simplicidade do rito romano, uns mediante reformas que respeitariam o desenvolvimento orgânico (sem mutilar o que foi acrescentado de modo natural ao rito, ao longo dos séculos), outros mutilando-o.

    Links:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Liturgical_Movement
    http://www.britannica.com/eb/article-9048559/Liturgical-Movement
    http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3818/is_200001/ai_n8894854
    http://en.wikipedia.org/wiki/Romano_Guardini

    sexta-feira, 14 de agosto de 2009

    Pluvial

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    Introdução
    O pluvial é um manto amplo, aberto à frente que os clérigos usam em algumas circunstâncias.
    O uso do pluvial é muito antigo, estando presente em representações da liturgia muito tempo. Atualmente, preserva ainda um apêndice, fruto de um antigo capuz que tais capas possuíam.


    pluvial
    Detalhe do apêndice que restara dos antigos capuzes.

    O pluvial possui, à frente, um objeto, geralmente metálico, chamado alamar. Este funciona como um broche, unindo as duas partes do manto. O alamar pode ser fixo no pluvial ou removível.



    Seu uso apesar de pequenas modificações e simplificações mantém-se semelhante ao longo dos séculos. Justamente em função de seu uso vem recebendo diferentes nomes através do tempo. Um nome muito conhecido é "capa de asperges" recebe esse nome em função de o celebrante usar-se dela durante o rito de asperges ao início da missa no rito extraordinário, entretanto, no rito ordinário, o celebrante não usa mais o pluvial, aspergindo os fiéis revestido com casula.
    Asperges na forma ordinária do rito romano.Asperges na forma extraordinário do rito romano.

    Um nome pouco conhecido, mas que já fora outrora usado para designá-lo é "casula processionária", isto se dá pelo fato de ser usada em várias procissões, tanto no rito ordinário quanto no extraordinário. Recebeu ainda o nome, isto mais atualmente, de "capa de bênção" por ser usada na bênção com o Santíssimo Sacramento. A grosso modo, podemos dizer que os sacerdotes usam o pluvial em celebrações fora da missa e em procissões extraordinárias. Abaixo vemos duas figuras do antigo uso do pluvial, no caso, o uso por bispos.


    Como podemos ver, o pluvial é um paramento de grande tradição no rito romano. Seu não uso provoca uma perda às celebrações litúrgicas não apenas no que tange a tradição, mas também na beleza dos ritos. Adiante, listamos suas formas de utilização e as ocasiões em que ocorre. Lembremo-nos que o pluvial, como quaisquer outros paramentos, na falta de determinada cor litúrgica, pode-se usar este paramento na cor branca em substituição. Assim, as paróquias menos favorecidas economicamente podem adquirir um pluvial de cor branca e utilizá-lo enquanto ainda não possuírem pluviais das outras cores litúrgicas.

    Quem usa e como usa?
    Na forma ordinária do rito romano usam pluvial apenas padres e bispos e, em restritas circunstâncias, diáconos. Na forma ordinária, os sacerdotes usam em todos os casos descritos abaixo, os diáconos apenas quando presidem a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.
    O pluvial pode ser usado sobre alva, sobre sobrepeliz ou roquete, ou ainda sobre as vestes corais; sempre com estola. Obviamente, quando usado em alguma procissão que faça parte de uma missa, usa-se com alva uma vez que ao retirar o pluvial, o sacerdote imediatamente veste a casula (que não pode ser usada sobre sobrepeliz, roquete ou vestes corais). As rubricas especificam a utilização em cada rito. Quando o sacerdote caminha, os diáconos levantam as pontas do pluvial.
    O cardeal Ratzinger, com pluvial sobre vestes corais.
    O Papa Bento XVI, com pluvial sobre vestes corais, nota-se claramente a murça vermelha.
    O papa Bento XVI, com pluvial sobre a alva, cíngulo e estola; observa-se ainda as pontas do pluvial sendo seguradas pelos diáconos-assistentes.
    O Papa com pluvial roxo, sendo as pontas deste seguradas pelos cardeais-diáconos.

    Uso em procissões dentro da missa
    Um dos usos do pluvial mais conhecidos é durante a celebração da missa em certas circunstâncias:
    • Procissão de domingo de Ramos;
    • Início da Celebração da Vigília Pascal;
    • Procissão de Corpus Christi;
    • Procissão na festa da Apresentação do Senhor;
    • entre outros.
    Nestas circunstâncias, o sacerdote inicia a celebração fora da igreja onde se celebra, com pluvial, este é usado durante toda a procissão, para a incensação do altar no momento que chega. Só então o sacerdote, retirando o pluvial reveste-se com a casula. Ou, no caso de Corpus Christi, celebra a missa toda usando casula, a depõe e reveste-se com o pluvial para a procissão. Nestas circunstâncias, o pluvial é da cor da missa que se celebra (na falta de um pluvial desta cor, usa-se branco). Na falta do pluvial, o padre usa casula em seu lugar.

    Procissão com pluvial vermelho por ocasião do domingo de ramos
    Festa da Apresentação do Senhor 2001
    Procissão por ocasião do Jubileu diocesano, observe o uso do pluvial sobre a batina filetada.

    Presidir a missa sem celebrá-la
    Quando o bispo encontra-se impossibilitado de celebrar a missa, ou ainda quando a utilidade pastoral aconcelhe que um padre ou outro bispo a celebre por alguma causa especial (falecimento de um familiar do padre, aniversário de ordenação etc) o bispo preside a celebração da missa, mas não oferece o Santo Sacrifício. Neste caso ele usa pluvial da cor da missa que se celebra e o sacerdote que celebra usa casula.
    Papa João Paulo II, presidindo a missa que está sendo celebrada por outro sacedote. O papa à frente da Sede, de pluvial e o sacerdote ao altar de casula.

    Presbítero Assistente
    Na forma extraordinária do rito romano, existe ainda o presbítero assistente na missa pontifical. Este, revestindo-se de pluvial assiste ao bispo durante toda a celebração.



    Liturgia das Horas
    Na liturgia das horas quando celebradas com solenidade, principalmente as horas mais importantes, Laudes e Vésperas, o sacerdote usa pluvial. Tanto na forma ordinária quanto na extraordinária do rito romano, o pluvial segue a cor do tempo ou da festa que se celebra.

    padres com pluviais verdes
    padres com pluviais brancos/dourados.
    Papa celebrado as vésperas com pluvial roxo na cidade de Roma em 2007.
    Papa celebrando as vésperas com pluvial dourado nos Estados Unidos.

    Com o Santíssimo Sacramento
    Um dos usos mais comuns é para bênçãos e procissões com o Santíssimo Sacramento. Nestas ocasiões o sacerdote usa pluvial durante a celebração e, para a bênção, usa ainda o véu-umeral sobre este. Quando a celebração envolve somente a bênção e algum rito de adoração a cor do pluvial é branca, quando é feita a celebração de alguma Hora Canônica com exposição do Santíssimo , usa-se paramentos da cor da liturgia das horas.
    Papa João Paulo II portanto o ostensório com a hóstia consagrada
    Bênção com o Santíssimo Sacramento

    Sacramentos e Sacramentais fora da missa
    O pluvial pode ser usado ainda em todos os sacramentos e sacramentais celebrados fora da missa, em alguns casos é obrigatório (segundo as rubricas de cada celebração). Para cada celebração uma cor específica, algumas da cor do tempo outras da cor referente ao sacramento/sacramental, a seguir destacamos alguns:

    • Instituição de Acólitos e Leitores fora da missa;
    • Colocação da pedra fundamental na construção de Igrejas;
    • Batismo, Crisma, Casamentos e Unção dos Enfermos fora da missa;
    • Assembleias quaresmais;
    • Celebração comunitária de penitência, com ou sem sacramento da confissão;
    • Funerais;
    • Para bênçãos (de pia batismal, de nova cruz de cemitério);
    • Celebração da Palavra.

    Funerais
    O Cerimonial dos Bispos e demais livros litúrgicos, prescrevem que nas celebrações exequiais feitas fora da missa ou em procissões entre a casa do falecido e a igreja e da igreja ao cemitério/cripta, usa-se pluvial de cor fúnebre. Tal cor é tradicionalmente negra, podendo ser substituída na forma ordinária pela roxa.

    Uso por diáconos
    Todos os casos acima mencionados referem-se apenas ao uso do pluvial pelos celebrantes, ou seja, os casos resumem-se ao uso do pluvial por presbíteros e bispos. O uso do pluvial por diáconos resume-se um caso, bênção com o santíssimo sacramento, quando o diácono abençoa com o Santíssimo na âmbula ou no ostensório.

    Diácono usando pluvial, observe a estola a tiracolo por baixo do pluvial.
    • IGMR 92 e 341
    • Cerimonial dos Bispos 61, 176, 458, 192, 216, 209, 1100, 243, 261, 265, 271, 388, 390, 449, 473, 601, 614, 622, 567, 661, 804, 882, 833, 847, 1104, 1115, 1127, 999, 1014, 1057, 1074, 225 e 1180
    • Sagrada comunhão e o culto eucarístico fora da missa 92
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