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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aprendendo o Latim (Parte II)


O latim, quando disciplina obrigatória dos currículos escolares, era língua destacada, de aprendizagem difícil e, em alguns casos, desesperadora. A razão disso é que nossa língua-mãe tem outras maneiras de construir suas orações. O latim é língua sintética, isto é, seus vocábulos e sua fraseologia são de extrema concisão. Com dois termos, pode formular uma oração que, nas línguas derivadas, teria meia dúzia de palavras. Veja esta inscrição nos antigos cemitérios: MORITURI MORTUIS que, traduzida para o português, teria a seguinte redação: "Aqueles que um dia hão de morrer (oferecem, dedicam aos mortos".

A dificuldade na aprendizagem do latim é que não há condições de ensiná-lo como se ensinam as línguas modernas. Uma saída didática é utilizar-se dos cantos gregorianos. Por exemplo: para aprender o francês, o inglês, o espanhol, etc., você só precisa adquirir vocabulário, conjugar os verbos, ter noções de gênero e número e se exercitar na língua. No fundo, é um simples processo de memorização de regras e vocábulos. O latim, não. Você pode decorar todos os termos latinos, conjugar todos os verbos, saber de cor e salteado as cinco declinações e, apesar disso, não ser capaz de construir uma única oração, se não tiver sólidos conhecimentos de análise sintática. Este é o segredo da aprendizagem da língua latina. Se você não souber o que é sujeito, predicado, objeto direto ou indireto, complemento restritivo, adjunto adverbial, etc, o latim será língua cifrada para você.

Por isso, é lamentável que tenha sido retirado do currículo secundário, pois exercitar-se na língua latina é um método excelente de desenvolver o raciocínio, dar ordem às idéias, ter perfeito conhecimento das funções da palavra e aprender a redigir com clareza e correção.

Aqui o áudio da oração "Ave Maria":



Em gregoriano:




Ave, María, grátia plena, Dóminus tecum. Benedicta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui, Iesus.
Sancta María,  Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

a) O Alfabeto.

O alfabeto latino clássico consta das seguintes letras:

A B C D E F G H I L M N O P Q R S T V

às quais se acrescentam os símbolos Æ e Œ para a representação dos ditongos AE e OE, respectivamente.

As letras K Y Z são usadas na grafia de palavras oriundas do Grego.

As letras J e U foram criadas tardiamente para se distinguir, na escrita, entre o I e o V vogal e semivogal.

O Latim propriamente dito não utiliza nenhum acento. Porém, em obras didáticas, costuma-se colocar um acento sobre as vogais para indicar sua duração. As vogais longas são representadas com o acento conhecido como MACRON: Ā Ē Ī Ō Ū; e as vogais breves são marcadas com a BRACHIA: Ă Ĕ Ĭ Ŏ Ŭ.


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