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sábado, 8 de maio de 2010

Aprendendo o Latim (Parte IV)


É a análise sintática que identifica as funções de cada termo de uma oração. No latim, substantivos, adjetivos e pronomes têm seis flexões no singular e seis no plural para indicar essas funções. São os chamados casos. Por exemplo, uma mesma palavra assume, no singular e no plural, diversas flexões, de acordo com sua função na oração. Seja a palavra frater, irmão. De acordo com sua função na oração e seu número, pode figurar como frater, fratris, fratri, fratre, fratrem, fratres, fratrum, fratribus. Em português você diria o irmão, do irmão, ao irmão, com o irmão, o irmão, os irmãos, dos irmãos, aos irmãos, com os irmãos, etc. Complicado, não é? Não, se você tiver bons conhecimentos de análise sintática!

Toda oração tem necessariamente sujeito e predicado. Se a oração for mais longa, pode ter obejto ou objetos diretos, objeto ou objetos indiretos, adjuntos adnominais, complementos nominais, adjuntos adverbiais, etc.

Pedro caminha.

Os dois termos isolados não fazem uma oração. Eu sei apenas quem é Pedro e sei que caminhar significa mover-se com as duas pernas. Mas, se uno os dois termos, sei que é Pedro que faz a ação de caminhar. Logo, Pedro é o sujeito da oração, que faz a ação indicada pelo predicado caminha, o verbo.

Nesta ação de caminhar, só Pedro é envolvido, isto é, a ação de Pedro fica nele. Mas, há casos em que a ação indicada pelo verbo transita, isto é, passa do sujeito para terceiros. Diz-se, nesse caso, que o verbo é transitivo. A ação do sujeito atinge, direta ou indiretamente, um terceiro. O termo que representa esse terceiro chama-se objeto (direto ou indireto).

Pedro disse a verdade.

Nesta oração, a ação verbal passa do sujeito para um terceiro elemento. Se eu disser apenas Pedro disse, sem dúvida há uma oração: sujeito e predicado. Mas é incompleta, porque logicamente até uma criança perguntaria: disse o quê? A resposta direta ao verbo, sem preposição, é o objeto direto. No caso, a verdade é objeto direto do verbo dizer.


Aqui o áudio da oração "Regina Caeli", própria do Tempo Pascal, com seu responsório e oração:




Regína caeli, laetáre, allelúia. Quia quem meruísti portáre, allelúia. Resurréxit, sicut dixit, allelúia. Ora pro nobis Deum, allelúia.

V. Gaude et laetáre, Virgo Maria, allelúia.
R. Quia surréxit Dóminus vere, allelúia.

Oremus. Deus, qui per resurrectionem Filli tui Dómini nostri Iesu Christi mundum laetificare dignatus es, praesta, quaesumus, ut per eius Genitricem Virginem Mariam perpetuae capiamus gáudia vitae.
Per Christum Dominum nostrum. Amen.




c) Pronúncia eclesiástica ou italiana.



Durante a Idade Média o latim era pronunciado segundo as regras fonéticas da língua mãe do falante. Assim, na Galiza e Portugal era falado ao jeito "português", em Castela doutro diferente ("à espanhola"), nos países de língua catalã e occitana de mais outro, na Lombardia, na Itália, na França, na Escandinávia, nos países germânicos e eslavos, etc., cada um segundo o seu próprio sistema fonético, empregando fonemas alheios ao latim original. A Igreja tentou seriamente unificar, pelo menos no seu seio, todas as pronúncias para lograr uma língua litúrgica unificada, com bem pouco sucesso. A escolha fonética, ficando lá o Vaticano, foi a da pronúncia italiana do latim, que tem as regras desta língua e que só agora está conseguindo êxito fora do Vaticano.

Pronúncia das vogais:

Os ditongos ae e oe são sempre pronunciados como a vogal e aberta

Pronúncia das consoantes:

Pronúncia do C:

Como o ch dos dialetos do norte português (ou do galego), antes de i e de e

Como o tch da palavra tchau

Pronúncia do G:

Como dj

Exemplo: Regina (rainha) lê-se /redjina/

Pronúncia do R:

Como o r da palavra caro.

2 comentários:

  1. nao consigo abaixar as oraçoes em latim ccmo devo fazer

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  2. No caso da palavra maleficarum onde se situa a sílaba tônica?

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