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sábado, 12 de junho de 2010

Esplendor católico no Brasil: Catedral São Francisco de Paula, em Pelotas, RS

Um breve histórico da Catedral da Diocese de Pelotas, no RS:

A história do mais importante edifício religioso de Pelotas pode ser dividida em, pelos menos, três fases. A primeira, foi com a construção da capela em 1813, por iniciativa do Pe. Felício da Costa Pereira, que foi seu autor, projetou e executou a obra, pequeno santuário, construído em alvenaria com duas águas e telhas de barro. Era constituído de uma nave de 6,6 m x 13,20 m (incluindo a capela-mor), sem torres e sacristia.


A Catedral abriga, desde os primeiros tempos, a imagem de São Francisco de Paula, de origem artística desconhecida, tendo sido trazida da Colônia do Sacramento.


Em 1826, após ter sido destruída por um raio, foram iniciadas as obras de um "novo templo", pelo lado de fora do primitivo. Em 1846, o Imperador D. Pedro II, lança, na Praça da Regeneração (hoje Cel. Pedro Osório), a pedra fundamental para a construção de uma nova catedral, no entorno da praça.


Em meados do século XIX, a Catedral já apresentava a fachada atual, com seu pórtico e terraço, com seu jogo de ordens superpostas (dóricas no térreo, jônicas no primeiro pavimento e coríntias nas torres) com sua platibanda e pequeno frontão; com duas torres sineiros e com suas duas cúpulas características. Era ainda muito primitiva: nave única, tribunas laterais, altar-mor ao fundo e duas bases nas torres. Em 1915, sofreu uma ampliação: um prédio de dois pavimentos é anexado para servir de salão paroquial. Em 1933, uma nova reforma ampliou sua capacidade para 1700 pessoas. O altar-mor foi recuado para o fundo, a sacristia ocupou o pavimento térreo do salão paroquial, eliminaram-se as tribunas. As janelas laterais foram retiradas e substituídas por vitrais com passagens bíblicas. Os vitrais foram doados por famílias pelotenses.


A Catedral só veio assumir sua configuração atual entre 1947 e 1948, quando foram construídas a cripta e a grandiosa cúpula (desenho do arquiteto Roberto Offer, de 1847), pelo arquiteto Victorino Zani. Para completar seu trabalho, vieram da Itália os artistas Aldo Locatelli e Emílio Sessa, que se encarregaram da decoração interna do templo, a convite de Dom Antonio Zattera. A pintura mural foi realizada com têmpera sobre reboco seco. A tinta resulta da mistura de pigmentos com aglutinantes solúveis em água, que podem ser cola, ovo, caseína, etc.


Composição figurativa, estruturada sobre uma base geométrica, onde se pode sentir unidade, harmonia e equilíbrio. A combinação de cores determina a oposição entre os claros e escuros, o artista modela e produz texturas por meio da cor. Vários estilos foram utilizados pelo pintor Aldo Locatelli: renascentista, na composição, perspectiva, "sfumato" (sombreados), maneirista, complexidade das posturas, graça, forma serpentinada, variedade dos aspectos do corpo, barroco, força na ação, combinação de luminosidade e dramaticidade, iluminação em diagonal.


Aldo Locatelli ficou conhecido pelo seu magnifico trabalho. Foi contratado depois para pintar a Catedral de Porto Alegre, o Palácio Piratini e a Igreja de Caxias do Sul. Mas sua obra maior está na Catedral de São Francisco de Paula, que originou sua vinda diretamente da Itália a fim de executá-la.

Seguem algumas fotos do exterior do belíssimo templo:

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Fotos do interior:

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Altar lateral de Santa Teresinha: os altares laterais, onde se pode oferecer Missa, foram preservados!

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Capela-lateral de Nossa Senhora

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Altar-mor antigo, versus Deum, e a cátedra do Bispo

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Quando construíram o altar móvel ao estilo das basílicas romanas, permitindo a celebração versus populum, deixaram intacto, graças a Deus, o altar-mor antigo, com o lindo retábulo e o sacrário. É possível, teoricamente, remover o altar-móvel e utilizar o antigo versus Deum.

Além disso, em um caso digno de nota, o próprio altar-móvel moderno é muito bonito e tradicional, em nada destoando da beleza do templo.

Enfim, os altares laterais também foram todos mantidos, tendo escapado da fúria progressista que assolou o Brasil. Dois deles são verdadeiras capelas à parte, com espaço para sacrário, e bancos para assistir Missa.

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O altar-mor antigo e o altar novo em uso, na Missa do meu casamento com a Aline

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O altar-móvel novo em Missa versus populum do meu casamento. Detalhe para o piso do presbitério

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Detalhes do altar

2 comentários:

  1. A paz e bem de Jesus Cristo
    Exemplo a ser seguido pelas nossas Dioceses

    O SACRÁRIO EM SEU LUGAR DE DIREITO
    Monsenhor Daniel R. Jenny, Bispo de Peoria (USA), determinou que, dentro do prazo de cinco anos, o Sacrário deverá estar no centro de todas as paróquias e capelas da diocese. Apresentamos abaixo uma tradução da carta e suas diretrizes.
    1º de abril de 2010 - Quinta-feira Santa
    Queridos sacerdotes, diáconos, religiosos e fiéis da diocese de Peoria,

    Certamente, a Missa é o nosso ato de culto mais importante – a mesma fonte e ápice de tudo o que fazemos como Igreja. Uma profunda reverência ao Sacramento reservado está intrinsecamente relacionada à Liturgia Eucarística.
    Portanto, o Sacramento reservado deve ser tratado com o maior respeito possível, porque devemos dar sempre ao Santíssimo Sacramento no Sacrário, como na Liturgia Eucarística, o mesmo o culto chamado “latria”, que é uma adoração dada a Deus Todo Poderoso. Esta honra deliberada é incomparavelmente maior que a reverência que damos aos sacramentais, às imagens sagradas, ao batistério, aos Santos Óleos, ao Círio Pascal. O Sacramento é reservado não apenas para que a Eucaristia possa ser levada aos moribundos ou aos que não possam assistir a Missa, mas também como o coração e o lugar da oração e devoção de uma paróquia.
    Em nossa tradição católica temos uma série de ritos com os quais nos acercamos do Sacrário. Quando entramos ou saímos da Igreja fazemos o sinal da cruz com água benta, fazemos uma genuflexão em direção ao Sacrário, nos preparamos para a Missa ou damos graças depois da Missa, conscientes da presença do Santíssimo Sacramento. Nas orações e devoções, durante a Liturgia das Horas, em qualquer oração privada que ocorrer em uma Igreja católica, rezamos verdadeiramente perante o Cristo Ressuscitado substancial e realmente presente no Sacramento reservado no Sacrário.
    Estas convicções católicas centrais e suas ramificações arquitetônicas foram afirmadas recentemente por muitos bispos nos Estados Unidos. Como bispo desta diocese, estou também convencido que o lugar onde colocamos o Sacrário – e nossa reverência ritual em direção ao Sacramento reservado – é tão importante para a contínua catequese eucarística como toda a nossa pregação e ensino. Com Jesus verdadeiramente Presente no Santíssimo Sacramento no centro físico de nossos lugares de culto, como Ele não vai se transformar mais firmemente no centro de nossa vida espiritual?
    Depois de consultar o meu conselho presbiteral, peço, portanto, que naquelas poucas igrejas paroquiais e capelas onde o Sacrário não está no centro na parte posterior do santuário, que esses espaços sejam redesenhados de tal forma que o Sacramento reservado fique no centro. Em alguns casos, pode-se fazer esta mudança facilmente, mas devido às limitações financeiras e ao desenho, as plantas para o redesenho poderão ser enviadas ao gabinete do Culto Divino em qualquer momento dos próximos cinco anos. As comunidades monásticas, cujas capelas estejam abertas aos fiéis como oratórios semi-públicos, também poderão pedir uma dispensa deste regulamento geral segundo as normas de sua tradição litúrgica particular. Talvez existam também capelas muito pequenas, nas quais a mudança seja impossível. Esses pedidos deverão ser enviados por escrito ao meu gabinete.
    Gostaria de recordar a todos em nossa diocese que, na Missa, em conformidade com a Instrução Geral do Missal Romano, o Sacrário deve ser reverenciado somente no início e no final da liturgia, ou quando o Sacramento é tomado ou levado novamente ao Sacrário. Em todos os demais momentos da liturgia devemos reverenciar o Altar do Sacrifício.
    Estou convicto que a Liturgia Eucarística e a devoção eucarística não estão nunca em competição uma com a outra, mas informam e fortalecem o nosso culto e reverência. Que todos em nossa diocese cresçamos em um maior amor e apreço para com o dom da Eucaristia.
    Sinceramente em Cristo,
    Rev. Daniel R. Jenky, C.S.C.
    BISPO DE PEORIA
    http://fratresinunum.com/page/9/?ref=spelling
    Fraternalmente!
    André

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  2. Eu sabia que a Catedral de Pelotas era bonita, mas não sabia que era tanto!!! Quem sabe, eu vá visitá-la nas férias de Julho? Eu moro a 1 hora de Pelotas, em Rio Grande.

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