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domingo, 21 de novembro de 2010

Homilia do Pe. Rivero, LC, sobre Cristo Rei

CRISTO REI

Qual é a novidade de Cristo Rei?

Pe Antonio Rivero, L.C.

Reis existiram desde sempre: David, Salomão...Reis no império romano. Reis, muitos reis existiram antes de Cristo, em tempo de Cristo e depois de Cristo.

Qual a novidade de Cristo Rei?

Falar de reis é forte demais. O homem de ontem, de hoje e de sempre rejeita a idéia de se submeter a um rei. Queremos a autonomia, amamos a independência, lutamos pela nossa liberdade quase ilimitada. Parece que aceitar a realidade de um rei ofenderia a nossa liberdade e impediria a nossa realização pessoal e o nosso desenvolvimento pessoal e social.

Qual a novidade de Cristo Rei?

É só um título de honra, de etiqueta, ou pelo contrário, um título essencial que Cristo ganhou com seu sangue derramado na cruz? É um título de conquista ou um título simbólico?

A novidade está se compararmos nosso Cristo Rei aos reis da terra. Como são ou foram alguns de nossos reis temporais?

Os reis da terra de ordinário pensam em poder, grandeza, domínio, investimentos, leis para submeter e conservar a ordem civil, social, política e econômica; leis que às vezes pisoteiam a lei de Deus e inclusive a lei natural.

Estes reis temporais castigam os rebeldes com prisões, cobram os impostos. É verdade, também fazem melhoras em muitos campos materiais, sobretudo quando as eleições se aproximam, e assim poder ganhar pontos. Estes reis com freqüência também atacam a Igreja. São reis para quem o fim justifica os meios.

E como é nosso Cristo Rei?

Cristo Rei veio para servir, não para ser servido.

Cristo Rei veio para dar, não para exigir.

Cristo Rei veio para unir, não para criar confusões e divisões entre partidos.

Cristo Rei veio para perdoar, não para se vingar.

Cristo Rei veio para pagar as dívidas contraídas por nossos pecados.

Cristo Rei veio para abrir as prisões do coração.

Cristo veio para trazer-nos o céu aqui na terra.

Cristo é um Rei atípico e, em certo sentido, utópico. Utopia que é fruto de seu amor, pois Ele fará que essa utopia se realize. Veio instaurar o seu Reino de amor, de justiça, de paz, de verdade, de santidade e de graça.

Cristo não é um Rei que exige privilégios ou uma obediência cega. Mas um Rei que convida a lutar e trabalhar no seu Reino com a arma do amor, para estabelecer esse reino “utópico” e assim possa converter-se em Reino “pan-tópico”, ou seja, um Reino espalhado no mundo todo. Quando acontecerá este sonho de Cristo?

Cristo é um Rei humilde que agüenta as ofensas de seus súbditos e amigos íntimos. Confia neles e espera a volta a seu exercito, caso eles foram embora.

Que atitudes diante a este Cristo Rei?

Uns olhavam a Cristo de longe, nos diz o evangelho de hoje. Lástima!

Outros zombavam de Cristo. Triste!

Sabemos que seus amigos escaparam por medo. Como assim?

Só uns poucos ficaram a seu lado: Nossa Senhora, João, algumas mulheres e o bom ladrão. Parabéns!

E nós? Que zonas de nossa vida ainda não pertencem a Cristo Rei? A nossa mente com seus critérios racionalistas? O nosso coração com afetos nem sempre limpos e santos? A nossa vontade que às vezes é preguiçosa e caprichosa, frouxa e doentia?

O nosso mundo pertence já a Cristo Rei? Por que então expulsam a Cristo de tantos lugares, de tantos gabinetes presidenciais, de tantos palcos culturais, de tantas empresas financeiras...?

As nossas famílias deixaram a Cristo entrar? Só assim acabariam as brigas, as divisões, os divórcios, a falta de amor e compreensão... Cristo, ao entrar, perfumaria cada lar com a paz e o amor, e adiantaria o céu já aqui na terra.

A nossa Igreja só escuta a mensagem de Cristo ou também outras mensagens destorcidas e ambíguas, que nada tem a ver com o evangelho deste Rei Jesus? A Igreja prega sempre este Reino utópico de Cristo para que um dia possa ser um reino “pan-tópico” ou tem vergonha e medo?

Peçamos a graça de que Cristo ganhe o nosso mundo, a nossa Igreja, as nossas famílias, os nossos corações...com a força do seu amor.

Cristo Rei, bem-vindo a nossa vida, a nosso mundo, a nossa Igreja, a nosso lar! Escutamos a tua voz e queremos seguir teus mandatos que nos libertam do pecado e traem o aroma do céu. Viva Cristo Rei!

Pe Antonio Rivero, L.C.

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