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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Missa de encerramento do Curso para Cerimoniários (Jacarepaguá - Rio de Janeiro)

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Terminou com a Missa dominical do IV Domingo da Páscoa, o Domingo do Bom Pastor, o Curso para Cerimoniários que o mestre de cerimônias episcopal, Wescley Luis de Andrade, a convite do Prof. Alexandre Mendes da Silva, ministrou no Rio de Janeiro, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Pechincha, Vicariato episcopal Jacarepaguá. A Santa Missa, na forma ordinária do Rito Romano, versus populum, foi celebrada com solenidade pelo pároco, Mons. Jan Kaleta. Detalhe para o altar ornamentado com os castiçais e o crucifixo em arranjo beneditino!


















Mitos Litúrgicos comentados - Mito 4: Consagração

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Este estudo é baseado no artigo "Mitos Litúrgicos", que escrevi e foi revisado por Sua Excelência Reverendíssima Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen (RS). O artigo lista 32 idéias equivocadas sobre a Sagrada Liturgia e contra-argumento com a palavra oficial da Santa Igreja. Foi publicado em Fevereiro de 2009 e pode ser lido na íntegra em:

http://www.salvemaliturgia.com/2009/04/mitos-liturgicos.html

Nesta terceira postagem, postamos o Mito 4, juntamente com um comentário atual a respeito, aprofundando o assunto.

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Mito 4: "Na consagração deve-se estar em pé"

Na Consagração os fiéis devem estar de joelhos, em sinal de adoração.

Quanto aisso a lei da Santa Igreja é clara em afirmar na Instrução Geral no MissalRomano (n. 43), que determina que os fiéis estejam "de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande númerodos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, quenão estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração."

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Comentário sobre este Mito (30/04):

Começo relatando dois absurdos que já vi:

1. Um curso de formação (?) litúrgica, onde se ensinou que na Consagração os fiéis não devem estar de joelhos, mas de pé, em sinal de prontidão (!!!) Ora, isso atenta diretamente contra o espírito da Liturgia e as próprias determinações expressas do Missal, como vimos acima.

2. Uma livraria católica (?) onde estava sendo vendido um livro que dizia algo como: se ajoelhar é sinal de humilhação, e não devemos nos humilhar diante de nada nem de ninguém (!!!).

E partindo-se do princípio da nossa fé católica Presença Real e Sacramental de Nosso Senhor Jesus Cristo na Hóstia Consagrada, e do seu Santo Sacrifício que é renovado na Santa Missa (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 1362-1372; 1374-1377; 1411), percebemos que esta questão é gravíssima!

Para compreendermos melhor a gravidade de tudo isso, passemos a palavra ao Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, no seu maravilhoso livro "Introdução ao Espírito da Liturgia":

"É possível que a posição de joelhos se tenha tornado estranha à cultura moderna - na medida que esta última se tenha afastado da Fé, não reconhecendo mais Aquele perante o qual o gesto correte é instrinseco é - estar de joelhos. Quem aprende a ter fé, também aprende a ajoelhar-se; uma Fé ou uma Liturgia que desconhecesse a genuflexão seria afetada num ponto central. Onda ela se perdeu, tem que ser reaprendida, para que a nossa oração permaneça na Comunidade dos Apóstolos, dos Mártires, de todo o Cosmos e em união com o próprio Jesus Cristo."

Com efeito, o Papa friza que aqui NÃO estamos falando de um elemento acessório da Sagrada Liturgia, mas a um elemento CENTRAL, pois diz respeito a ADORAÇÃO A DEUS!

Com efeito, vemos hoje, também no campo litúrgico, um movimento revolucionário igualitarista, que odeia toda a forma de superioridade, e por isso todo o tipo de hierarquia, e que em última instância quer livrar-se de Deus, ou em sua forma atenuada, da idéia de manifestar a adoração devida a Ele.

E o Papa escreve também, entrando concretamente neste problema:

"Há círculos com bastante influência que tentam dissuadir-nos de nos ajoelhar. A argumentação é a de esse ato não condinzer com a nossa cultura (aliás, com qual?) de não ser adequado para uma pessoa reta e emancipada que encara Deus, ou então não ser apropriado para uma pessoa livre, não necessitando, consequentemente, de ajoelhar-se."

Continua o Papa, mostrando a origem cristã do ato de dobrar os joelhos para adorar:

"Com efeito, a posição de joelhos dos Cristão não é nenhuma forma de inculturação de costumes existentes, mas sim a expressão da cultura cristã, capaz de transformar uma cultura existente devido a uma nova e mais profunda compreensão da experiência de Deus. A origem da genuflexão não se encontra numa cultura qualquer - ela é provienente da Bíblia e do seu conhecimento de Deus. Na Biblia, o significado central da posição de joelhos poe observar-se pelo fato da palavra Proskynein surgir 59 vezes só no Novo Testemento, das quais 24 vezes no Apocalipse - o livro da Liturgia Celeste, que é apresentada à Igreja como padrão da Liturgia."

Com efeito, diz o Salmo 94: "Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou." (v.6) Na Sagrada Liturgia, esse gesto passou a simbolizar a adoração a Nosso Senhor, presente no Santíssimo Sacramento, como o próprio São Paulo escreve: "Ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, no céu, na terra e nos infernos." (Fl 2,10)

Nessas tristes situações que citamos, vejo algo como se fosse uma "joelhofobia", como escrevemos em um artigo; e isto está em desacordo com o espírito da liturgia e em desobediência explícita à lei da Santa Igreja. Escuto para isso argumentações como: "Deve-se estar não de joelhos,mas em pé como sinal de prontidão"; ou "A Eucaristia é banquete e ninguém come ajoelhado"; ou ainda "A Eucaristia é para ser comida, não para ser adorada".Ora, todas estas argumentações estão equivocadas (como o próprio artigo dos Mitos demonstra, nas contra-argumentações dos mitos 1, 2, 3 e 4)!

Para compreendermos bem as consequências desse processo que tem acontecido ao noso redor, retomamos alguns pontos que comentamos a respeito do Mito 2:

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Dizem alguns teólogos modernistas que a Liturgia, durante séculos, teve "erroneamente", como centro, a Presença Eucarística de Nosso Senhor (!). Tais modernistas compreender bem o valor dos símbolos para o ser humano, e para que suas novas concepções litúrgicas sejam aos poucos assimiladas, fazem uestão de desprezar os sinais externos da Liturgia que apontam para sua verdadeira essência e para a adoração de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada:

- o dobrar os joelhos para adorar

- as paramentações completas do sacerdote que celebra

- o altar esplendoroso, ornamentado com castiçais e arranjos de flores

- o uso frequente do incenso

- o valor do latim como língua sagrada

- a Santa Missa celebrada em "Versus Deum" ("Voltado para Deus", com sacerdote e povo voltados para a mesma direção, como o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, recomenda que se faça no seu livro "Introdução ao Espírito da Liturgia")

...e assim por diante.

Muitas dessas atitudes destes liturgistas modernistas são sustentadas por muitos dos demais Mitos Litúrgicos que estamos estudando no artigo citado. Estes e outros aspectos serão estudados com maior profundida durante esta sequência de postagens, quando estudarmos os demais Mitos.

Ignorar o valor desses sinais sagrados é ignorar a própria alma humana, a influência do meio externo e a importância dos elementos simbólicos. A Liturgia católica é extremamente humana: compatível com todas as necessidadesdo ser humano.

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Nesse sentido, se eu estou ajoelhado, estou recordando a mim mesmo e a quem me vê que NÃO estou diante de algo qualquer, mas DIANTE DE DEUS. E isso me incentiva a Adorá-lo!

É interessante perceber que os modernistas podem militar pela abolição de outros elementos litúrgicos também para propagar suas idéias litúrgicas revolucionárias, como por exemplo:

- Abolir o ato da genuflexão, no sentido de dobrar um dos joelhos, quando se entra ou sai de um local sagrado em que haja Sacrário, e dizendo: "Basta uma inclinação". Não basta! Além de isso atentar contra o próprio espírito da Liturgia Católica, como mostramos acima, atenta expressamente contra as normas litúrgicas, que dizem. Diz a Instrução Geral do Missa Romano (n.274):

"A genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até o chão, significa adoração; por isso, se reserva ao Santíssimo Sacramento, e à santa Cruz, desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-feira na Paixão do Senhor até o início da Vigília pascal. (...) Também fazem genuflexão todos os que passam diante do SantíssimoSacramento, a não ser que caminhem processionalmente."
A inclinação se faz é para o altar, como afirma a mesma Instrução no n. 275. Para o Santíssima Sacramento, se faz genuflexão, como demonstramos acima.
- Abolir o uso de genuflexórios dentro das igrejas, capelas e oratórios; o genuflxório, além de por si só já ser um incentivo a dobrarmos nossos joelhos, é algo que surgiu exatamente para servir, nesse sentido, a autêntica Lituria Católica .

- Abolir o uso da campainha durante a Elevação do Santíssimo Corpo e do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor durante a Consagração, dizendo que "o uso da campanhia é algo ultrapassado". Ora, não é! Além de isso atentar também contra o espírito da Liturgia Católica, o próprio Missal menciona a campanhia:

"Um pouco antes da consagração, o ministro, se for oportuno, adverte os fiéis
com um sinal da campainha. Faz o mesmo em cada elevação, conforme o costume da
região." (Instrução Geral do Missal Romano, n.150)

Se ao contrário de antigamente, hoje a Oração Eucarística é feita em voz alta e com o uso do microfone, e já não há a necessidade que originou o uso da campanhia (que era indicar o momento da Consagração), precisamos sair de uma perspectiva racionalista e compreender que os elementos que compõe a Sagrada Liturgia NÃO são algo meramente funcional, e que neste sentido, a campanhia tornou-se um ato de enaltecimento à Presença Real e Substancial de Nosso Senhor, exatamente no momento em que acontece a transubstanciação: "Dominus Est! É o Senhor!" (Jo 21,7)

Diante de tudo isso, em nossa luta pela defesa da Fé Eucarística da Santa Igreja e da restauração da Sagrada Liturgia, creio que estamos diante de um ponto chave, central, que no nosso apostolado precisamos nos esforçar o máximo para nunca ceder.

Talvez em alguma paróquia ou grupo que participamos em que a crise litúrgica esteja muito grande, podemos optar em "tolerar" este grave abuso (e "tolerar" NÃO significa "aprovar", mas fazer "vistas grossas" em prol de um bem maior...), mas exatamente com o objetivo de não perder campo, para assim que for possível, podermos auxiliar a consertar estes e outros abusos.

Nas aparições da Santíssima Virgem em Fátima (Portugal, 1917), oficialmente reconhecidas pela Santa Igreja, quando o Anjo apareceu para as crianças, antes da Virgem aparecer, ele trazia consigo uma Hóstia Consagrada. Prostrando-se por terra, ensinou a elas a seguinte oração:

"Meu Deus: eu creio, adoro, espero-vos e amo-vos. Peço-vos perdão por aqueles que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam."

Que pela intercessão da Santíssima Virgem e dos santos anjos que rodeiam os altares de Deus, nós possamos crer por aqueles que não crêem, adorar por aqueles que não adoram, esperar por aqueles que não esperam em Deus e amar por aqueles que não amam o Deus-Amor Sacramentado...

"Ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, no céu, na terra e nos infernos." (Fl 2,10)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Bela foto de uma ordenação sacerdotal entre os agostinianos no Brasil

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A foto seguinte é um exemplo de liturgia bem celebrada, com os paramentos corretos, as posições bem definidas. Notem o hábito dos frades da Ordem de Santo Agostinho, inclusive com o solidéu característico. O Bispo está sentado em frente ao altar, como convém durante o rito da ordenação, segundo tradicional disposição, e os acólitos, com o livro do ritual e o microfone, estão ajoelhados aos seus pés.

O ordenando é o Fr. Eustáqui Alves Corrêa, OSA.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O rito cisterciense

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Entre os ritos litúrgicos da Igreja Ocidental, figura o cisterciense, particular da Ordem de mesmo nome e também da Ordem Trapista (ou dos Cistercienses da Estrita Observância).

Trata-se não de um conjunto de particularidades litúrgicas anexas ao rito romano, como vemos, por exemplo, entre os franciscanos e os servitas. Tampouco, é um uso distinto, mas ainda no mesmo rito romano, como se nota entre os anglicanos convertidos à Igreja Católica, ou na Liturgia das Horas dos beneditinos. O rito cisterciense é um rito mesmo, específico, com um conjunto de regras todo próprio, à semelhança do ambrosiano, do mozárabe, do bracarense, do antigo rito celta, do cartusiano (cartuxo) e do dominicano, no Ocidente, ou do bizantino, do maronita, do siríaco etc, no Oriente.

Na verdade, esse rito hoje está extinto, ao menos para a Missa. Após o Vaticano II, os cistercienses e os trapistas, que o praticavam, aderiram oficialmente ao rito romano, adotando os livros litúrgicos romanos, à exceção do Ofício Divino. De fato, os membros das duas ordens continuam recitando a Liturgia das Horas conforme o antigo breviário cisterciense, fidelíssimo à Regra de São Bento.


Faremos, entretanto, um pequeno esboço histórico do rito cisterciense, que, até o século XVII, era bastante distinto do romano.

Entre suas características estava a ausência do salmo Judica me nas Orações ao Pé do Altar, na Missa. Em seu lugar, cantava-se ou rezava-se o Veni Creator, invocando o Espírito Santo para o sacrifício que se iria celebrar.

O rito cisterciense não previa genuflexões, mas, em seu lugar, as inclinações profundas.

Após o Ato Penitencial e a oração Indulgentiam, presentes no rito romano, estavam previstos o Pater Noster e a Ave Maria. Essa devoção mariana presente no Ordinário da Missa é bem característica dos cistercienses que lhe foi legada de São Bernardo, um dos seus patriarcas, e autor das três últimas invocações da Salve Regina.

Ao beijar o altar, fazia-o em silêncio. Não estava prevista a oração Oramus te Domine.

Na Proclamação do Evangelho, não se fazia a mera persignação, mas um grande sinal-da-cruz.

Preparava-se o vinho e a água no cálice, sobre a credência, antes de levá-lo ao altar.

Não haviam as orações Corpus Tuum e Quod ore sumpsimus, após o Agnus Dei.

A Missa terminava com o beijo no altar e um sinal-da-cruz feito pelo celebrante.

É de se notar que, em alguns dias do ano, não só o Próprio variava, como no rito romano, como também o Ordinário. Assim, por exemplo, no Domingo de Ramos, o Evangelho da Paixão era cantado apenas na Missa Solene Conventual, enquanto nas demais Missas do mosteiro era lido um Evangelho distinto. No mesmo Domingo de Ramos, enquanto o rito romano tradicional previa sete bênçãos sobre os ramos, o rito cisterciense estipulava apenas uma bênção, mais longa. Essa bênção continua como alternativa para os cistercienses e trapistas ainda que hoje tenham adotado o rito romano moderno.



No breviário, seguiram estritamente a Regra de São Bento, com poucas modificações feitas no espírito da Ordem. Uma das distinções em relação ao rito romano é a ausência do Nunc Dimittis nas Completas e a previsão, para as Vésperas, de apenas quatro salmos (e não cinco como no rito romano tradicional, ou três como no rito romano moderno).

Para os sacramentos, a Extrema-Unção era dada antes do Viático, e, na Penitência, a fórmula de absolvição era mais curta do que a romana.


No século XVIII, entretanto, o Abade Geral da Ordem Cisterciense (na época, não havia uma Ordem Trapista distinta), Dom Claude Vaussim, OCist, modificou o Missal específico do rito de modo a aproximá-lo do Missal Romano de São Pio V. Esse Missal Cisterciense reformado vigorou até o início dos anos 1970, quando, então, o rito cisterciense foi completamente abandonado na Missa, tendo as duas Ordens cistercienses adotado o Missal Romano de Paulo VI.


A realidade litúrgica hodierna da Ordem Cisterciense e da Ordem dos Cistercienses da Estrita Observância (trapistas) é a seguinte:

1) A Liturgia das Horas segue o antigo rito cisterciense, consubstanciado nos seus breviários particulares.

2) Os ritos dos sacramentos e sacramentais são tomados dos livros do rito romano, com aquelas derrogações próprias de algumas Ordens religiosas (por exemplo, ritual específico para tomada de hábito, profissão religiosa, bênção de abade e abadessa). Além disso, a Santa Sé lhes concedeu uma Variação no Rito da Unção dos Enfermos e um Ritual de Exéquias específico (que contém, entre outras coisas, os Sufrágios pelos Defuntos). Pode-se dizer que, nesse particular, adotam as Ordens cistercienses o rito romano, mas preservando algo de sua antiga tradição.

3) Enfim, na Missa, seguem o rito romano reformado por Paulo VI e João Paulo II. Sem embargo, o Protocolo 525/70, de 8 de junho de 1971, conjunto da OCist e OCSO, concedeu que, ao utilizar o novo Missal Romano pós-conciliar, os cistercienses levassem em conta certos elementos tradicionais de seu antigo rito particular: textos tomadas do Missal Cisterciense e que não se encontram no Missal Romano (como, alternativamente, a grande bênção cisterciense sobre os ramos no Domingo de Ramos, ao invés da bênção romana); a inclinação profunda no lugar da genuflexão; o sinal-da-cruz amplo no lugar da persignação antes do Evangelho; a preparação do vinho e da água no cálice antes de levá-lo ao altar.

As igrejas cistercienses sempre foram marcadas pela sobriedade, que herdaram do estilo arquitetônico românico, não tendo aderido ao barroco nem ao gótico.

Para baixar o Rituale Cisterciense em português, contendo as rubricas para a Missa em rito romano complementadas pelo Próprio da OCist e da OCSO, bem como as regras da Liturgia das Horas em rito cisterciense, e os rituais com o rito romano derrogado pelos costumes da Ordem, clique aqui.

Abaixo, algumas fotos da liturgia celebrada por monges cistercienses. Trata-se não do rito cisterciense que, como vimos, foi abolido na Missa. São fotos que retratam a Missa na forma ordinária do rito romano, com os livros de Paulo VI, adotados pela Ordem nos anos 70.

Repository por Stephen, O.Cist..
Monumento, ou altar da reposição, na Sexta-feira Santa, custodiado por um monge.

Passion por Stephen, O.Cist..
Ação Litúrgica de Sexta-feira Santa. Notem que o sacerdote não veste casula, mas pluvial. É uma particularidade do rito romano celebrada pelos cistercienses, que lhes veio do antigo rito cisterciense.

Solemn Collects por Stephen, O.Cist..
Idem.

Solemn Collects por Stephen, O.Cist..
Idem.

Veneration of the Cross por Stephen, O.Cist..
Conforme antiga tradição cisterciense, a Adoração da Cruz pelos monges se faz em prostração, não de joelhos.

Veneration of the Cross por Stephen, O.Cist..
Vejam a menina de véu. Como se pode perceber, não se trata de um costume apenas dos frequentadores da Missa tridentina...

Communion por Stephen, O.Cist..
O padre coloca a casula para o rito da Comunhão.

Confetior por Stephen, O.Cist..
Santa Missa, no rito romano moderno, de Paulo VI, ou forma ordinária, mas versus Deum e em latim.

Gospel por Stephen, O.Cist..
Idem.

Schola at the Offertory por Stephen, O.Cist..
Idem.

DSC06125 por Stephen, O.Cist..
Idem.

DSC06128 por Stephen, O.Cist..
Idem.

DSC06136 por Stephen, O.Cist..
Idem.

Kiss of Peace por Stephen, O.Cist..
Idem.



terça-feira, 27 de abril de 2010

Missa Pontifical no XVI Congresso Eucarístico Nacional, em Brasília

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Semana Santa no Brasil com dignidade, sacralidade e respeito às rubricas - XXVII (Procissão e Missa de Ramos, e Missa In Coena Domini, na forma extraordinária, em Campos, RJ, com D. Fernando Arêas Rifan)

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Paramentos vermelhos para a procissão de Ramos.


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Paramentos roxos para a Missa de Ramos no rito antigo, porque na forma extraordinária o caráter da Paixão é cercado pela cor penitencial.

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A leitura da Paixão por três diáconos. E sem dalmática, pois assim é prescrito para essa cerimônia.

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O Bispo, o diácono, o subdiácono (com véu umeral), e o padre-capelão, que assiste em capa pluvial o Bispo na Missa Pontifical.

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In Coena Domini Pontifical.

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Crianças carentes da comunidade da Baleeira.

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Transladação do Santíssimo Sacramento.
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