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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Divina Liturgia em honra de Santo André, na Sé Patriarcal ortodoxa de Constantinopla

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Embora não sejam da Igreja Católica, estando separados da Comunhão com o Papa, os ortodoxos conservam um rito litúrgico católico, o rito bizantino. Daí que as fotos a seguir, ainda que mostrando cristãos que, infelizmente, se separaram de Roma em 1054, retratam uma liturgia católica e apostólica.

Ademais, não é qualquer paróquia ortodoxa que estamos mostrando, senão a antiquísima Sé de Constantinopla, governada por aquele que é o primus inter pares na ortodoxia oriental.

Enfim, não se trata de uma festa qualquer. É a festa de Santo André, Apóstolo, o patrono do Patriarcado de Constantinopla, e considerado seu fundador: após pregar o Evangelho na Trácia, seguiu para onde Bizâncio (que depois se tornou Constantinopla, hoje Istambul), onde, no hoje bairro de Argirúpolis, fundo a primeira igreja cristã, ordenando como Bispo a Santo Estaquis, um dos 7o discípulos de Cristo. A Igreja de Constantinopla/Bizâncio nasceu em Argirúpolis, fundada por Santo André. De fato, Sua Santidade, Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, é o Sucessor de Santo André, como Sua Santidade, o Papa Bento XVI é o Sucessor de São Pedro.

O dia 30 de novembro é a festa de Santo André tanto no calendário romano quanto no bizantino, e é tradição que, nessa data, uma delegação católica de Roma, enviada pelo Papa, vá a Constantinopla festejar seu patrono, em um sinal de que se busca a plena unidade com os ortodoxos, para que voltem à Igreja e a estar cum et sub Petro. Da mesma forma, no dia 29 de junho, festa de São Pedro, os ortodoxos enviam, a mando do Patriarca de Constantinopla, uma legação a Roma.

No Santo André deste ano, o Cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, entregou uma carta de Bento XVI a Bartolomeu I, no qual reafirma o desejo de união e de esforço verdadeiramente ecumênico.

A delegação católica, junto com o Cardeal Koch e do seu secretário, D. Brian Farrell, LC, teve um encontro com o Patriarca, e assistiu à Solene Divina Liturgia por ele celebrada na Catedral Patriarcal de São Jorge no Fanar.

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Fonte das fotos: Patriarcado de Constantinopla

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Piedade e fidelidade: desabafo a alguns sacerdotes

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"Coerentemente com o que prometeram no rito da sagrada Ordenação e cada ano renovam dentro da Missa Crismal, os presbíteros presidam, «com piedade e fidelidade, a celebração dos mistérios de Cristo, especialmente o Sacrifício da Eucaristia e o sacramento da reconciliação». Não esvaziem o próprio ministério de seu significado profundo, deformando de maneira arbitrária a celebração litúrgica, seja com mudanças, com mutilações ou com acréscimos. (Instrução Redemptionis Sacramentum, 31)

Não é o Salvem a Liturgia quem diz isso. É a autoridade DA IGREJA. Por mais que um sacerdote ou um Bispo diga o contrário, a Igreja é clara: não se pode deformar a liturgia, "seja com mudanças, com mutilações ou com acréscimos", e isso é um esvaziamento do "próprio ministério" do padre. Um padre que, por exemplo, omite textos previstos na Missa, modifica outros, insere alguns demais, inventa ritos, deixa de observar as normas, deixa de usar a casula, permite "palmas" na Missa, rock, pop, Comunhão self-service, uso excessivo de ministros extraordinários da Comunhão etc, está "deformando de maneira arbitrária a celebração litúrgica".

É preciso que os padres presidam "com piedade e fidelidade". Repito: PIEDADE (sem Missas-show, sem dessacralização, sem gestos de qualquer jeito) e FIDELIDADE (sem invenção de ritos, sem mudar as palavras, sem acrescentar, sem tirar). E isso "coerentemente com o que prometeram no rito da sagrada ordenação."

É a Igreja quem assim ensina. Por que alguns padres prometem uma coisa e depois não a cumprem?

Cada sacerdote que celebra a Missa "do seu jeito" está traindo, de modo gravíssimo, o solene juramento que professou no dia de sua ordenação: observar as normas, obedecer a Igreja.

Pense nisso, senhor padre, antes da próxima reunião de sua "equipe de liturgia", em que tantos rasgam o Missal e querem substituir os milenares ritos da Igreja por suas próprias convicções e falsas criatividades.

sábado, 27 de novembro de 2010

Missa tridentina em honra do Beato Newman, na Itália

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No Brasil, temos padres oratorianos. Quem sabe um dia noticiamos uma Missa antiga em honra do beato aqui na Terra de Santa Cruz.

Anotações para o Tempo do Advento - forma ordinária

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Rezam as Normas para o Ano Litúrgico e o Calendário Romano:
"O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa." (NALC, 39)
Nesse sentido, o roxo é a cor ditada pelas rubricas, como de espera penitencial, ainda que não tão rigorosa quanto a da Quaresma. De fato, o Advento é uma "pequena Quaresma" em preparação ao Natal. Preparando-nos para celebrar a primeira vinda de Cristo no Natal, aguardamos, neste exílio, pela segunda, em que Ele deve nos achar livres do pecado. O chamado à santidade é também a tônica, pois, do Advento.

Algumas anotações oficiais, tiradas do Diretório Litúrgico da CNBB, para o Advento que começa amanhã, nos ajudam a que as celebrações seja conforme as rubricas e a tradição do rito romano:
1. O órgão e os outros instrumentos musicais devem usar-se, e o altar orna-se com flores, com aquela moderação que convém ao caráter próprio deste tempo, de modo q não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. No Domingo Guadete (3º do Advento), pode-se usar a cor-de-rosa (CB, n. 236).

2. Na celebração do matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, dá-se sempre a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos e a se absterem do pompa demasiada.

3. Até o dia 16, inclusive, não se permitem as Missas para diversas circunstâncias, votivas ou cotidianas pelos defuntos, a não ser que a utilidade pastoral o exija (IGMR, n. 333). Mas podem ser celebradas as Missas das memórias que ocorrem, ou dos Santos inscritos no Martirológio nos respectivos dias (IGMR, n. 316b).
Vejam que, conforme a primeira frase do número 3, a Missa Rorate, do Comum de Nossa Senhora, por motivo pastoral, pode ser celebrada, segundo ilustramos em um artigo do Salvem.

A partir de hoje, último sábado do Tempo Comum, começa, nas Completas, a antífona mariana Alma Redemptoris Mater.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Convite: Vigília pelo Nascituro em Brasília

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Na aurora da salvação, é proclamado como feliz notícia o nascimento de um menino...
(João Paulo II. EV n.1)

Dia: 27 de novembro de 2010
Local: Paróquia do Santíssimo Sacramento (606 L2 Sul)

Programação:

  • 19h30 - Missa com bênção das Gestantes
  • 20h30 - Benção dos Presépios
  • Até às 24h - Oração diante do Santíssimo Sacramento pelas crianças nascentes do mundo inteiro.

Fonte: http://www.promotoresdavida.org.br/component/content/article/1-destaque/293-vigilia-pelo-nascituro

Missais quoditianos de D. Gaspar Lefebvre à venda

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O amigo Paulo Ghetti nos informa que tem disponíveis, para venda, em seu excelente site Missa Tridentina, alguns missais quotidianos de fiéis, de autoria de D. Gaspar Lefebvre, edição 1963, por apenas R$ 115,00. Os missais são novos, nunca foram usados.

A obra é bilíngue, latim-português, e é das mais clássicas em nosso idioma, com bons comentários a cada dia litúrgico, informações sobre o calendário, explicação sobre as partes da Missa, bem como enriquecido de inúmeras orações (ao acordar, ao dormir, Via Sacra, terço, exame de consciência, ladainhas oficiais, orações públicas indulgenciadas etc). Os missais de fiéis foram um grande fruto do chamado “movimento litúrgico”, e ajudar a disseminá-los hoje certamente favorecerá sua ressurreição.

O Paulo ainda informa que venderá apenas um missal por pessoa, pois o objetivo é que a pessoa que o adquira realmente o use ao participar da forma extraordinária, e não revender.

Clique na figura abaixo para ser redirecionado ao site e adquirir.

 

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Convite: Vigília pelo Nascituro em Franca, SP

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Recebemos, por e-mail, do sacerdote amigo, Pe. Michel Rosa:

 

Senhores Excelentíssimos Bispos,
Reverendíssimos Sacerdotes,
Caros filhos e filhas em Jesus Cristo.

Por mandato de Sua Santidade o Papa Bento XVI e respondendo a este mandato, nossa Diocese de Franca, na pessoa de nosso bispo diocesano Dom Pedro Luis Stringhini, estamos promovendo, em unidade com a Igreja Universal e nossos pastores, a Vigília pelo Nascituro.

Terá início no dia 27, sábado às 20 horas no Salão da Cúria Diocesana com a Santa Missa e em seguida adoração ao Santíssimo Sacramento até as 06:00 da manhã do domingo, tendo término com a Santa Missa do Primeiro Domingo do Advento.

Gostaríamos de contar com a vossa ajuda para a divulgação e, se possível com a vossa presença. Deus nos ajude!

Para maiores informações acessar o site da nossa Diocese de Franca ou o site “Missa Tridentina”.

Pe. Michel Rosa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

BENTO XVI: Luce del Mondo (Luz do Mundo): Comentários sobre a Liturgia (I).

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Publicamos alguns trechos do livro-entrevista: BENTO XVI Luce del mondo: Il Papa, la Chiesa e i segni dei tempi. Una Conversazione com Peter Seewald. Libreria Editrice Vaticana: Cidade do Vaticano, 2010.

O livro foi lançado ontem em Roma, em Italiano e Alemão publicamos agora duas perguntas seguidas das respostas do Santo Padre, o Papa Bento XVI.

Qual é o renovamento verdadeiro, o renovamento justo? Uma vez o senhor falou com palavras dramáticas que o destino da fé da Igreja se decide "na relação com a liturgia". Uma pessoa desentendida  poderia pensar: ao final de contas  não é uma questão secundária as formas que se utilizam na Missa, quais as posições que fazem e quais as ações que cumprem?
A Igreja se torna visível aos homens de diversos maneiras: na Caritas, nos projetos missionários, mas o lugar no qual se faz realmente uma maior experiência de Igreja é na liturgia. E é justo que seja assim. Na verdade o sentido da Igreja é de permitir que nos voltemos para DEUS e deixar que DEUS entre no mundo.  A liturgia é um ato pelo qual acreditamos que Ele vem até nós e nós o tocamos. É o ato pelo qual se cumpre o essencial: entramos em contato com DEUS, Ele vem a nós e somos iluminados por Ele.
Na liturgia somos edificados e fortalecidos de duas maneiras: de um lado, escutando a sua Palavra, nós O sentimos falar verdadeiramente, Ele nos indica a estrada a seguir; do outro lado pelo fato que Ele mesmo se doa a nós no PÃO Transubstanciado. Naturalmente as palavras podem ser diversas e as posições do corpo diferentes. Por exemplo, na Igreja Oriental existem alguns gestos diversos dos nossos. Na Índia, um gesto idêntico que temos em comum há em parte um significado diferente. O que realmente importa é que: no cerne esteja verdadeiramente a Palavra de DEUS e a realidade do Sacramento; que DEUS não vem a nós através da investigação do pensamento ou numa palavra fria e exagerada, e que a liturgia não se torna uma auto-representação. (p. 215-216)
 
Por isto que a liturgia é algo que foi dado? Preestabelecido?

Não somos nós a fazer qualquer coisa, nós não mostramos a nossa criatividade, nem tudo aquilo que sabemos fazer. Porque a liturgia não é um show, não é um teatro, não é um espetáculo, mas recebe sua vitalidade de um Outro. E isto deve também se tornar evidente. Por isto que a forma litúrgica preestabelecida é importante. Esta forma pode ser reformada naquilo que é específico, mas não é algo que a comunidade pode produzir. Não se trata de um produzir  para si, mas se trata de um sair de si para dar-se a Ele e fazer-se tocar por Ele.
Neste sentido é importante não só a expressão mas também o caráter comunitário e unitário desta fórmula.  Essa pode variar nos diversos ritos, mas deve sempre ter aquilo que a precede e que provém da plenitude da fé da Igreja, da plenitude da sua  tradição, da plenitude da sua vida e não derivada simplesmente da moda do momento. (p. 216-217)

Fotos de Missa Rorate no Seminário Internacional São Pedro, da FSSP, em Wigratzbad, em 2009

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Convite: Vigília convocada pelo Papa na cidade de Rio Grande, RS

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Recebemos por e-mail:

Sábado, dia 27/11, às 17h30, na Catedral de São Pedro, em Rio Grande, RS, realizar-se-á a celebração da Vigília pela Vida do Nascituro, convocada pelo Papa Bento XVI. Haverá  I Vésperas do 1º domingo do Advento (Liturgia das Horas) e Bênção das Gestantes.

A finalidade sobrenatural do ano litúrgico

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O ano litúrgico está chegando ao fim, e outro começa com o próximo I Domingo do Advento. Servimo-nos da oportunidade para apresentar um excerto do magnífico tratado “Historia de la liturgia”, de Mario Righetti:

A Igreja compôs, laboriosamente, através dos séculos e compõe hoje em dia as próprias festas, segundo a frase de Tertuliano, com a mesma finalidade com que presidiu o surgir e o organizar-se do primeiro núcleo festivo. Os mistérios da vida de Cristo, junto com as gestas dos santos, que foram seus mais fiéis imitadores, são para ela como um memorial, ao qual todo cristão deve constantemente atender para realizar com Cristo e por Cristo a própria formação sobrenatural. O ano litúrgico não quer ser, portanto, uma simples evocação histórica dos fatos da redenção, nem sequer uma gloriosa resenha de heróicas figuras de santos. Mais que uma página de história, é uma página de vida, daquela vida divina que se nos dá por ter Cristo vindo a terra. Ut vitam habeant et abundantius habeant.

Mas para que isto se realize, é necessário estabelecer contato entre Cristo santificador e seus fiéis. Esse contato vivo e vivificante foi estabelecido desde o princípio pela Igreja na Missa e nos sacramentos.

O Cristo que se reproduz na Santa Missa e se oferece no altar é o Cristo da Encarnação no seio da Virgem, do nascimento em Belém, vida escondida em Nazaré; o mesmo Jesus que no Cenáculo instituiu a Eucaristia; que sofreu, morreu e ressuscitou, e que subiu aos céus e que lá em cima, junto do Pai, perpetua seu sacerdócio. Eis aqui porque, nas várias solenidades do ano, exceto no Ofício e no prefácio diriascálico próprio do dia, é sempre e sobretudo a Missa a que serve para celebrar os mistérios de Cristo e os aniversários de seus santos. De igual maneira, quer a Igreja celebre as múltiplas festas marianas, quer a consagração de seus sacerdotes e as bênçãos núpcias sobre os novos esposos, é sempre o sacrifício eucarístico o que constitui o rito central da solenidade, já que, pelos méritos da Cruz e da plenitude da graça que há em Cristo-cabeça, flui todo carisma ao organismo todo da Igreja, que é precisamente seu Corpo Místico, seu verdadeiro pleroma, como a chama o Apóstolo. Essa união dos cristãos a Cristo está belamente expressa na liturgia, que de cada altar faz uma espécie de tumba, onde, sob a mesa palpitam os ossos dos mártires, a fim de que associem a humildade de seu sacrifício capital à Paixão do Senhor.

Desta forma, a liturgia dos santos não resulta uma liturgia colateral, senão que se use e se enxerta toda na divina liturgia dos mistérios de Cristo. Na única liturgia cristã revive Cristo: Cristo-cabeça na celebração de seus mistérios redentores; Cristo-corpo na celebração da liturgia santoral. Naqueles, Cristo comunica à Igreja sua vida; nesta, a Igreja oferece por Cristo ao Pai a santidade que recebeu de seu Esposo.

Depois, nada há tanto em função dos mistérios de Cristo celebrados e revividos no ciclo litúrgico como os sacramentos, efetiva comunicação vital da alma ao grande mistério da graça, dada por Cristo na Encarnação e participada através das sete artérias sacramentais. A liturgia dos sacramentos derivou, inclusive historicamente, do ano eclesiástico, e ninguém ignora a íntima conexão do Batismo e da Eucaristia com o mistério pascal, das Ordens sagradas com as Têmporas, da consagração dos óleos sacramentais com a Quinta-feira Santa, da Penitência com a Quarta-feira de Cinzdas e a Sexta-feira Santa, do catecumenato com a Quaresma etc. Quer dizer, a Igreja não separa os sacramentos dos mistérios de Cristo revividos no ciclo litúrgico, senão que estão vinculados essencialmente e levam sua virtude santificadora às almas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Homilia do Pe. Rivero, LC, sobre Cristo Rei

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CRISTO REI

Qual é a novidade de Cristo Rei?

Pe Antonio Rivero, L.C.

Reis existiram desde sempre: David, Salomão...Reis no império romano. Reis, muitos reis existiram antes de Cristo, em tempo de Cristo e depois de Cristo.

Qual a novidade de Cristo Rei?

Falar de reis é forte demais. O homem de ontem, de hoje e de sempre rejeita a idéia de se submeter a um rei. Queremos a autonomia, amamos a independência, lutamos pela nossa liberdade quase ilimitada. Parece que aceitar a realidade de um rei ofenderia a nossa liberdade e impediria a nossa realização pessoal e o nosso desenvolvimento pessoal e social.

Qual a novidade de Cristo Rei?

É só um título de honra, de etiqueta, ou pelo contrário, um título essencial que Cristo ganhou com seu sangue derramado na cruz? É um título de conquista ou um título simbólico?

A novidade está se compararmos nosso Cristo Rei aos reis da terra. Como são ou foram alguns de nossos reis temporais?

Os reis da terra de ordinário pensam em poder, grandeza, domínio, investimentos, leis para submeter e conservar a ordem civil, social, política e econômica; leis que às vezes pisoteiam a lei de Deus e inclusive a lei natural.

Estes reis temporais castigam os rebeldes com prisões, cobram os impostos. É verdade, também fazem melhoras em muitos campos materiais, sobretudo quando as eleições se aproximam, e assim poder ganhar pontos. Estes reis com freqüência também atacam a Igreja. São reis para quem o fim justifica os meios.

E como é nosso Cristo Rei?

Cristo Rei veio para servir, não para ser servido.

Cristo Rei veio para dar, não para exigir.

Cristo Rei veio para unir, não para criar confusões e divisões entre partidos.

Cristo Rei veio para perdoar, não para se vingar.

Cristo Rei veio para pagar as dívidas contraídas por nossos pecados.

Cristo Rei veio para abrir as prisões do coração.

Cristo veio para trazer-nos o céu aqui na terra.

Cristo é um Rei atípico e, em certo sentido, utópico. Utopia que é fruto de seu amor, pois Ele fará que essa utopia se realize. Veio instaurar o seu Reino de amor, de justiça, de paz, de verdade, de santidade e de graça.

Cristo não é um Rei que exige privilégios ou uma obediência cega. Mas um Rei que convida a lutar e trabalhar no seu Reino com a arma do amor, para estabelecer esse reino “utópico” e assim possa converter-se em Reino “pan-tópico”, ou seja, um Reino espalhado no mundo todo. Quando acontecerá este sonho de Cristo?

Cristo é um Rei humilde que agüenta as ofensas de seus súbditos e amigos íntimos. Confia neles e espera a volta a seu exercito, caso eles foram embora.

Que atitudes diante a este Cristo Rei?

Uns olhavam a Cristo de longe, nos diz o evangelho de hoje. Lástima!

Outros zombavam de Cristo. Triste!

Sabemos que seus amigos escaparam por medo. Como assim?

Só uns poucos ficaram a seu lado: Nossa Senhora, João, algumas mulheres e o bom ladrão. Parabéns!

E nós? Que zonas de nossa vida ainda não pertencem a Cristo Rei? A nossa mente com seus critérios racionalistas? O nosso coração com afetos nem sempre limpos e santos? A nossa vontade que às vezes é preguiçosa e caprichosa, frouxa e doentia?

O nosso mundo pertence já a Cristo Rei? Por que então expulsam a Cristo de tantos lugares, de tantos gabinetes presidenciais, de tantos palcos culturais, de tantas empresas financeiras...?

As nossas famílias deixaram a Cristo entrar? Só assim acabariam as brigas, as divisões, os divórcios, a falta de amor e compreensão... Cristo, ao entrar, perfumaria cada lar com a paz e o amor, e adiantaria o céu já aqui na terra.

A nossa Igreja só escuta a mensagem de Cristo ou também outras mensagens destorcidas e ambíguas, que nada tem a ver com o evangelho deste Rei Jesus? A Igreja prega sempre este Reino utópico de Cristo para que um dia possa ser um reino “pan-tópico” ou tem vergonha e medo?

Peçamos a graça de que Cristo ganhe o nosso mundo, a nossa Igreja, as nossas famílias, os nossos corações...com a força do seu amor.

Cristo Rei, bem-vindo a nossa vida, a nosso mundo, a nossa Igreja, a nosso lar! Escutamos a tua voz e queremos seguir teus mandatos que nos libertam do pecado e traem o aroma do céu. Viva Cristo Rei!

Pe Antonio Rivero, L.C.

Fotos do Rito da Criação de Cardeais, no Consistório Ordinário de 2010

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Pope Benedict XVI (L) leads a consistory at St Peter's basilica on November 20, 2010 at The Vatican. 24 Roman Catholic prelates will join today the Vatican's College of Cardinals, the elite body that advises the pontiff and elects his successor upon his death.

 

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Itaque auctoritate omnipotentis Dei, sanctorum Apostolorum Petri et Pauli ac Nostra hos venerabiles Fratres creamus et sollemniter enuntiamus Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinales.

 

 

O canto do Evangelho por um diácono, parte do rito da criação de cardeais

 


Ad honorem Dei omnipotentis et sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, tibi committimus Titulum (vel Diaconiam) N. In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. R. Amen.

 

 

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O Arcebispo de Aparecida, no Brasil, Dom Raymundo Damascendo Cardeal Assis recebendo o barrete

 

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Novamente, agora sendo cumprimentado pelos demais membros do Colégio Cardinalício

 

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Dom Albert Malcolm Cardeal Ranjith Patabendige Don, grande promotor da liturgia digna e fiel

 

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Dom Velasio Cardeal De Paolis, CS, Presidente da Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé, e Delegado Apostólico aos Legionários de Cristo. Recentemente, S. Emncia. celebrou Missa no rito antigo.

 

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Dom Raymond Leo Cardeal Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, e um grande defensor não só da liturgia digna na forma ordinária, como vivo promotor da forma extraordinária.

 

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Dom Domenico Cardeal Bartolucci, Maestro Perpétuo da Pontifícia Capela Musical Sistina, sacerdote de grande valor e amor à liturgia, e que celebra exclusivamente na forma extraordinária.

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