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quarta-feira, 11 de maio de 2011

A caminho da face de Deus

“Oculi nostri ad Dominum Jesum, oculi nostri ad Dominum nostrum”

“O nosso olhar se dirige a Jesus, o nosso olhar se mantém no Senhor”


A lógica de São Tomás de Aquino, grande teólogo medieval, para a existência de Deus se baseava no fato de que as coisas não existem por si só, devendo sua existência sempre a algo anterior. Assim, deveria haver no princípio de tudo algo capaz de iniciar a primeira existência: o “primeiro motor”. Este primeiro ser que dá existência a todos os outros é Deus.

Do mesmo modo, a comunidade cristã deve sempre se lembrar que não deve sua existência a si mesma, mas sim ao seu “primeiro motor”. Nosso Senhor é este primeiro motor, do qual provém toda a atividade pastoral e ao qual devemos estar constantemente voltados.

Um dos aspectos reavivados pelo Sagrado Concílio Vaticano II foi a visão do povo de Deus enquanto comunidade. Tal visão, promoveu um grande enriquecimento da vida paroquial em todo o mundo. Mas, teve um efeito colateral. Por vezes a comunidade, em especial na assembleia litúrgica, volta-se para ela própria com tanta convicção de celebração comunitária que esquece a quem a comunidade se dirige. Preocupamo-nos com o meio e nos esquecemos do fim.

A comunidade orante não deve se enxergar como um círculo, mas como uma fila. Por que o círculo coloca cada qual de frente ao seu semelhante, nos faz interagir mais e melhor, mas não nos leva a lugar algum. A fila, porém, pode ser maçante, pouco convidativa, e de restrito contato com os similares, mas leva a todos para um lugar onde ninguém estava inicialmente.

Assim deve ser a comunidade cristã: direcionada, voltada a Deus e não a si mesma. O sacerdote, primeiro dentre os membros da comunidade não deve ser aquele a quem a comunidade se volta como foco das atenções. Também não deve ser aquele que observa a comunidade, mas sim, o primeiro daqueles que se volta a Deus, o primeiro da fila, que mostra o caminho, que indica o rumo certo, que serve de exemplo a seu povo.

E assim deve prosseguir a caminhada da Igreja, até o dia em o Senhor se compadecer de nós e nos chamar à vida eterna, como diz a sagrada escritura: “Eu levanto os meus olhos para vós, que habitais nos altos céus. Como os olhos dos escravos estão fitos nas mãos do seu senhor, como os olhos das escravas estão fitos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos, no Senhor, até de nós ter piedade.” Sl 123, 1-2
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