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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Procissões II

Procissão do Ofertório
Provavelmente a única procissão de caráter laical, não conta com o celebrante, o diácono, nem os acólitos, apenas leigos levando os dons. Essa procissão não faz parte do cerimonial da forma extraordinária do rito romano, tendo sido reinserida na ordinária a partir do uso no rito romano de anterior ao Concílio de Trento. Pode ser feita em todas as missas, mas preferencialmente aos domingos e solenidades.

Terminada a liturgia da palavra inicia-se o canto do ofertório, de junto da porta principal ou de outro lugar mais conveniente, parte a procissão onde alguns leigos levam os cibórios e as galhetas. Não devem ser levados nessa procissão o cálice e a patena, primeiramente porque esses dois vasos são especialmente abençoados e, segundo a tradição, evitar o toque é uma forma de respeito; depois por que não faz sentido levar o cálice vazio ao altar e levar a patena sozinha é algo nenhum pouco prático.

A pocissão termina onde está o celebrante. Este encontra-se, via de regra, na sédia ou cátedra, mas pode se posicionar também na entrada do presbitério ou outro local se a primeira opção for pouco viável. O missal romano prevê, ainda, a possibilidade de ser o diácono a receber os dons dos fiéis. Considerando o caso padrão de o celebrate estar na cátedra, aqueles que levam os dons se aproximam, se for conveniente dois a dois, fazem reverência e se ajoelham aos pés do celebrante. Nesse momento o celebrate pode abençoar aqueles que levam os dons ou dirigir-lhe algumas breves palavras, então pega os vasos e os entrega a algum ministro ou ao menos toca neles. Depois eles se levatam, voltam a fazer reverência e, se não tiverem entregado os vasos com as sagradas espécies ao próprio celebrante, entregam a algum ministro que os leva ao altar.

Fiéis levando as sagradas espécies até o papa Bento XVI

Não se fazendo essa procissão, os ministros, acólitos e diácocos, levam as espécies de maneira mais simples da credência até o altar.

As oferendas sendo levadas da credência até o altar pelos diáconos e acólitos, de maneira mais simples

Procissão do Sanctus
Após o prefácio, inicia-se o canto do Sanctus. Nesse momento, posicionam-se alguns ministros à frente do altar com o incenso e velas. Essa procissão pode iniciar-se da porta central, como a procissão de entrada; porém, seria mais conveniente que fosse uma procissão menos ampla.

Vão à frente o turiferário com o turibulo aceso e o naviculário precedidos, se for o caso, de um cerimoniário. Logo atrás, seguem os ceroferários que podem ser dois, quatro ou seis. Por fim, se houver algum diácono além dos assistentes e daquele que ministra o cálice, pode ir ao final da procissão. Pode ir junto dele um outro cerimoniário.

Chegando à frente do altar, ficam todos perfilados com o diácono ao centro, o turiferário à sua direita e o naviculário à sua esquerda. Os ceroferários ficam nas extremidades. Permanecem de pé.

Esses ministros se retiram, também em procissão, na mesma ordem em que entraram, ao final da oração eucarística, durante o canto do Grande Amém.

Ministros perfilados à frente do altar, após a procissão do Sanctus
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