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domingo, 28 de agosto de 2011

Procissões III

Procissões com o Bispo

As procissões com o bispo, seguem as mesmas formas básicas das procissões feitas com o presbítero, com algumas poucas adaptações em relação à presença dos ministros que o servem e de suas insignias.

Nas procissões de entrada e saída, o bispo caminha sozinho, vão os dois diáconos assistentes um pouco à sua frente, atrás dele vão um ou dois cerimoniários seguidos os acólitos assistentes, dois a dois. Na primeira fila o baculífero e o mitrífero, com as vimpas. Não existe uma regra, mas é conveniente que o baculífero ande à esquerda, uma vez que é desse lado que o bispo porta o báculo. Por fim vai o librífero e um quarto acólito que geralmente cuida do microfone, mas naturalmente não leva esse objeto na procissão.

O bispo caminha, via de regra, com solidéu, mitra e báculo. Nas procissões em que se leva algum objeto como um ramo, uma vela ou outro objeto, mesmo que seja em uma só mão, não porta o báculo, este é levado imediatamente à sua frente pelo baculífero. Os demais acólitos assistentes seguem naturalmente atrás do bispo.
Na vigília pascal, o papa leva uma vela na procissão, e o baculífero leva a férula à sua frente

Se levar na procissão Relíquias da Santa Cruz ou o Santíssimo, não porta mitra; no segundo caso, nem solidéu. Mas, se não for ele a portar o ostensório ou o relicário, leva o báculo normalmente.

Procissão Eucarística

Para as procissões eucarísticas, a cruz vai à frente ladeada por duas velas. Não se leva incenso junto à cruz. Atrás dela os ministros dois a dois, os acólitos, os diáconso e os concelebrantes. Estes últimos portam o pluvial, mas podem portar também a casula se a procissão foi feita logo após a missa. O celebrante principal, se não levar a sagrada eucaristia vai imediatamente à frente dela.

Segue, então, a sagrada Eucaristia carrega por um clérigo vestido com alva, estola, pluvial e véu umeral de cor branca. É coberta pelo pálio ou pela umbela, carregado por quatro ou seis pessoas. À sua frente, vão dois acólitos com turíbulos fumegando; é costume que esses dois turiferários caminhem de costas, ficando sempre de frente ao Santíssimo, apesar de ser uma prática muito difícil para as grandes procissões. Se for o bispo a levar o Santíssimo, o báculo vai à frente dos turiferários e a mitra, bem como livro atrás do pálio.

Representação da procissão de Corpus Christi

Além dos demais acólitos assistentes, vão na parte de trás da procissão, os clérigos em vestes corais. Os de maior dignidade vão mais perto da sagrada eucaristia.

Procissão com relíquias

Existem as procissões que em se levam as relíquias de forma devocional e as que se levam as reliquias para dedicação de altar:

  • Procissão Devocional
Essa é a procissão em que se leva de maneira devocional uma relíquia de um santo ou do Santo Lenho. Essa procissão possui estrutura similar à procissão eucarística, excetuando-se aquilo que é específico do Santíssimo Sacramento: o toque do sino, se for costume, e o uso do pálio.

Assim, a procissão se organiza da seguinte forma. À frente vai a cruz, rodeada pelas velas e precedida de um turíbulo fumegando. Seguem os ministros, os diáconos e os concelebrantes. Segue então, convenientemente, o celebrante com pluvial e estola sobre amito, alva e cíngulo ou sobrepeliz. Os paramentos seguem a cor da liturgia do dia ou da missa, se a procissão se fizer antes dela. Se for relíquia da Santa Cruz ou de algum mártir, pode-se usar véu umeral vermelho, noutro caso, branco.

Se for o bispo a levar a relíquia, o báculo vai à sua frente. Se participar da procissão revestido de pluvial vai à frente de quem carrega a relíquia, se for revestido de vestes corais, atrás. Em qualquer um dos três casos, vai de mitra, exceto se a relíquia for do Santo Lenho.
  • Procissão para dedicação de Igreja ou Altar

Essa segunda procissão não se trata propriamente de "procissão da relíquia", mas da procissão que se faz até uma nova igreja a ser dedicada na qual se leva relíquias. Essas relíquias, diferentemente do tipo anterior, só podem ser do tipo ex ossibus; uma vez que apenas relíquias desse tipo se pode colocar nos altares.

A procissão faz-se como de costume e de acordo com o tipo de entrada escolhido para a nova igreja ou novo altar. Independemente disso, atrás do bispo e de seus acólitos vai a relíquia dentro de um pequeno cofre que se põe sobre um andor. Esse andor é carregado por diácono (ou na falta deles presbíteros) vestidos com alva, estola e dalmática. Se for relíquia de algum mártir, estolas e dalmáticas (ou evanturalmente casulas) de cor vermelha; de cor branca. Os ministros que levam as relíquias vestem-se das cores acima descritas independentemente da cor da missa. Em casos particulares, pode-se adaptar a maneira de a relíquia ser levada, com a devida aprovação.

Chegando a procissão ao altar, os ministros e o celebrante o saudam e o incensam como de costume para a procissão de entrada. Os ministros que portam o cofre com as relíquias, o colocam em um ambiente reservado para ele. Nunca porém sobre o altar ou sobre a credência em que se tenham outros objetos litúrgicos.
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