Manchetes

Nosso Parceiro

domingo, 23 de outubro de 2011

A mitra


Continuamos a nossa série de posts sobre os paramentos. Apesar de já termos falado das insígnias pontificais em geral, hoje retomamos uma em particular, com a finalidade de olhar melhor sua história, seu simbolismo e, também, seu uso dentro das celebrações litúrgicas.

1. Origem e desenvolvimento
A origem da mitra está em Roma. Entre as vestes não-litúrgicas próprias do papa, encontramos o camelauco. Este se constituía de um pequeno barrete, que passou do uso profano às vestes do papa no início do século VIII, tendo sido citado pela primeira vez durante o Pontificado de Celestino I no "Liber Pontificales".

O formato inicial do camelauco era cônico e era produzido em seda branca. Seu uso se dava principalmente durante as procissões solenes. E foi dessa forma que a mitra teve sua origem. O papa passou a não usar a cobertura para a cabeça não apenas na procissão, mas na celebração que se seguia, geralmente a Santa Missa.

Nesse momento a mitra era um distintivo do papa. Só tempos mais tarde que a mitra passou a ser insígnia episcopal. E, apenas no século XI, que a mitra passou a ser usada também pelos cardeais, ainda que não fossem bispos. Esse é certamente o primeiro caso de clérigos mitrados fora da ordem episcopal. O segundo, foi provavelmente os abades, quando o Papa Alexandre I concedeu o privilégio da mitra ao Abade Eugênio da Abadia de Canterbury, privilégio este que se disseminou até ser comum a todos os abades.

Caminhando um pouco mais na história, podemos ver o uso de mitra até mesmo por não-clérigos. Entre os leigos, podemos citar o uso de mitra pelo Imperador Alemão e pelo Duque da Boêmia. Também, à semelhança dos abades, a algumas abadessas a mitra foi concedida para ser usada sobre o véu.

Esses casos de uso por leigos não persistiram . As abadessas deixaram de usar mitras e também abandonou-se qualquer uso dela relacionado ao poder temporal dos nobres. Aos estes últimos, foram reservadas as insígnias nobiliarquicas, em relação à cabeça, o uso da coroa. As abadessas cobrem-se apenas o véu, embora outras insígnias pontificais lhes sejam mantidas até hoje.

Em relação ao formato, a mitra cônica do século XI, deu lugar, no século posterior, à mitra partida ao centro. Também se nota desse século a faixa junto à base que decora a mitra (círculus). Este formato de mitra, embora seja hoje estranho aos ritos latinos, é o mesmo modelo,  ou ao menos muito semelhante, da mitra dos bispos de Rito Caldeu.
S. Beatitude Cardeal Varkey Vithayathil, arcebispo maior da Sui Iuris Sírio-Malabar

Aparentemente as ínfulas, que nem sempre foram unidas à parte trazeira da mitra, tornam-se parte integrante a partir desse período. Passado certo tempo, o formato bi-côncavo das mitra passou a ser mais pontiagudo e a depressão central mais evidente. Po conta da rigidez da estrutura para manter as pontas, foi acrescentada à estrutura da mitra uma espécie de intertela. Posteriormente, a mitra teve uma outra importante transformação, não tanto em seu formato, mas em sua decoração e seu uso. As mitra passaram a ser decoradas, além da faixa da base (círculus), também uma faixa que passada pelo meio da mitra, à frente e atrás (títulus). As mitras passaram a ser usadas não com as pontas aos lados, mas com uma atrás e outra voltada para frente.


Pouco depois, na parte posterior, ao invés das laterais, passaram a ser presas as ínfulas.
No século XIV, esse formato começou a ser distorcido. O formato que era pouco maior em altura do que em largura, quando dobrado, começou a ficar cada vez mais vertical, até que no século XVII tomou as maiores proporções que teria em toda a história, até a atualidade. Este tamanho foi mantido por vários séculos, até começar a diminuir no século XX.


 2. As partes da mitra latina
A mitra latina, usado no Rito Romano e noutros ritos ocidentais, é munida de duas partes em formato aproximado de pentágono, cada um denominado cúspide; assim, dizemos que a mitra latina possui formato bicúspide.As cúspides apontam para cima e simbolizam que é de lá que provém a autoridade e a dignidade do bispo.

As cúspides estão unidas pelas laterais, na parte inferior e por um tecido no interior da mitra, o forro. Embora hajam variações, ste é geralmente da cor vermelha, sibolizando o Espírito Santo que assiste e aconselha o prelado em seu ministério.

Em destaque o forro dourado da mitra do papa Bento XVI 

O então cardeal Ratzinger utilizando mitra com forro vermelho

Na parte posterior, ficam suspensas duas pequenas tiras munidas de franjas, ínfulas. Essas, segundo a tradição litúrgica têm o significado atrelado ao da estola. Enquanto a última significa o poder sacerdotal, as primeiras simbolizam a plenitude do sacerdócio. Também as ínfulas são forradas.

Mitra mostrando o formato da cúspide e também as ínfulas pendentes

3. Tipos de Mitras
No Rito Romano, as mitras são classificadas tradicionalmente segundo os seus ornamentos. De acordo com a celebração, o cerimonial prevê um tipo de mitra. Na forma extraordinária tem-se três tipos: a mitra simples, a mitra aurifrisada e a mitra preciosa. Na forma ordinária, o Cerimonial dos Bispos distingue apenas dois tipos: simples e ornada.
 3.1 Mitra Simples ("simplex")
O primeiro dos tipos de mitra é a mitra simples, sua principal característica é a falta de ornamentos e a cor predominantemente branca. A mitra simples, ironicamente, possui a mais complexa variação entre os o colégio dos bispos, diferindo entre o papa, os cardeais e os demais prelados. 

 3.1.1 Mitra simples dos bispos e abades
A mitra simples do bispos é branca, exceto pelas franjas vermelhas das ínfulas. São feitas de seda e não possuem nenhum relevo ou bordado, nem mesmo o tradicional brasão nas ínfulas. O forro é geralmente branco, embora se veja por vezes mitras simples de bispos munidas de forro vermelho.

Bispo usando mitra simples por ocasião de ritos fúnebres

Bispos ingleses usando mitras simples durante concelebração 



3.1.2 Mitra simples dos Cardeais
Tradicionalmente os cardeais usam nas celebrações do Sumo Pontífice a mitra pinha, uma mitra de tecido adamascado com relevo dessa fruta. Tanto para os cardeais diáconos, quanto para outras funções e, mais modernamente, para a concelebração.
A pinha é um símbolo muito antigo no império romano, ela representa a união de vários povos em torno da cidade de Roma; liturgicamente, representa a união de todo o mundo na pessoa dos cardeais ao redor do Sumo Pontífice.

 Cardeais em mitra pinha ("della pigna")

As mitras pinhas por muito tempo tiveram grandes dimensões, durante o pontificado de João Paulo II, para que as mitras dos cardeais não fossem mais altas que as mitras do Papa, Dom Piero Marini diminuiu o tamanho máximo dessas mitras, mantendo, entretato, o relevo de pinha, o forro branco e as tradicionais franjas vermelhas nas ínfulas. Atualmente, com o crescente tamanho das mitras do papa Bento XVI, já se especula se as mitras cardinalícias não poderiam crescer algumas polegadas novamente.

Mitras pinhas de tamanho menor, em uso atualmente.

Mitra pinha em vitrine de loja litúrgica entre outras vestes cardinalícias

Detalhe para o vermelho na ponta das ínfulas

Mais recentemente ainda, Mons. Guido Marini, instituiu para os cardeais que concelebram com o papa uma mitra parecida com a mitra dita "faixada" que se deniminou extraoficialmente "levemente ornada". Essa mitra ainda é uma novidade nas celebrações litúrgicas, mal vista por alguns que tinham por via de regra o uso de mitras simples por concelebrantes, apesar de isso sempre se ter visto nas celebrações do papa, mas nunca escrito no cerimonial dos bispos.

 A nova mitra cardinalícia
3.1.3Mitra simples do Papa

A mitra dita simplex usada pelo Sumo Pontífice é, como todas as demais, eminentemente branca, possui, porém, tanto na parte da frente quanto na de trás um estreito contorno dourado, as ínfulas são brancas e possum também um contorno dourado, além de franjas dessa cor.

 Mitra simples pontifícia sendo usada no funeral de um cardeal

 Papa usando mitra simples na quarta-feira de cinzas

 
Bento XVI usando mitra simples de maiores proporções


3.2 Mitra Aurifrisada (auriphigyata)
Essa mitra seria uma versão intermediária entre a mitra simples e a mitra ornada. Ao invés da predominância do branco, ela apresenta a cor dourada. Não possui, como a mitra simples pedras ou bordados, mas já pode conter pérolas. Também se observam mitras aurifrisadas com relevo. Seu forro é geralmente vermelho, embora também se encontre mitras usando forro dourado.

Cardeal Burke com mitra aurifrisada, durante homilia.

Essa mitra não apresenta diferenças entre as mitras papais, cardinalícias e as dos demais bispos. É usada no advento e quaresma e nos demais tempos para alternar com a mitra preciosa.  No segundo caso,é usada na missa pontifical depois do Kyrie rezado até o fim do credo cantado, também para outras cerimônias, como no início da vigília pascal, para rezar as ladainhas nas ordenações e o lava-pés.
Dom Rifan, usando mitra aurifrisada para o lava-pés.

O prelado durante o início da vigília pascal.

Na forma ordinária, a mitra aurifrisada não está propriamente prescrita, mas poderia ser entendida como um dos tipos de mitra ornada. Tendo lugar nas missas pontificais do advento e quaresma.

Papa João XXIII ajoelhado ao faldistório.

3. 3 Mitra ornada, preciosa ("pretiosa")
O terceiro tipo de mitra é a mitra ornada (forma ordinária) ou preciosa (extraordinária). Essa se destaca das duas primeiras por ser mais ricamente decorada. Geralmente munida de pedras preciosas, bordados, prata e ouro. 

  
Bispo usando mitra preciosa

 Na forma extraordinária, não é usada em todos os ritos, mas apenas parte deles. Por exemplo, para a procissão de entrada, de saída, para ser incensado, para imposição das mãos. Noutros ritos se usa a mitra aurifrisada.

Cardeal Cañizares usando mitra preciosa durante o rito de imposição das mãos


Papa Bento XVI usando mitra ornada com faixas em destaque

4. Uso da mitra nas celebrações
A mitra é um dos paramentos com mais complexo ritual. Uma regra geral para usar ou tirar a mitra é o costume apostólico que os homens tem o dever de orar descobertos, assim o bispo tira a mitra para as orações.
4.1 Uso na forma Ordinária
No novus ordo,  a mitra é uma só na mesma ação litúrgica. Como já foi dito, existem apenas dois tipos: simples e ornada. Usa-se a simples na Quarta-feira de cinzas, Sexta-feira santa, nas estações quaresmais, no rito de inscrição do nome, na comemoração de todos os fiéis defuntos, nos ritos exequiais e missas pelos mortos. Em todos os outros dias e celebrações, usa-se mitra ornada.

Dentro das celebrações, o bispo usa mitra quando está sentado, quando faz a homilia, as alocuções e os avisos, quando abençoa solenemente o povo, quando faz gestos sacramentais e quando vai nas procissões; e não usa nas preces introdutórias, nas orações presidenciais, na oração universal, durante a oração eucarística, durante os hinos cantados de pé, nas procissões em que se leva o Santíssimo Sacramento ou Relíquias da Santa Cruz e ainda, diante do Santíssimo Sacramento exposto.

De maneira prática podemos dizer que, na missa:
  • O bispo entra com a mitra;
  • Retira a mitra antes da reverência ao altar;
  • Recebe a mitra imediatamente antes da primeira leitura;
  • Retira depois da bênção do diácono;
  • Recebe para a homilia;
  • Depõe para o credo ou preces, se for o caso;
  • Recebe para receber as oferendas;
  • Retira ao chegar no altar;
  • Recebe depois da oração depois da comunhão;
  • Retira-se usando mitra.
Nas Vésperas (de forma semelhante nas Laudes):
  • O bispo entra com a mitra;
  • Depõe ao subir ao presbitério;
  • Coloca no início da salmodia;
  • Retira após abençoar o incenso para o Magnificat;
  • Recebe após a oração, para a bênção;
  • Retira-se usando mitra.

4.2 Uso na forma Extraordinária
 A mitra simples é usada na sexta-feira santa, no ofícios e missa dos falecidos. Para quem está acostumado à forma ordinária, nota a ausencia na mitra simples na quarta-feira de cinzas. Também usam mitra simples bispos co-sagrantes e bispos com outros ministérios que não seja o de celebrante.

A mitra aurifrisada é usada nos dias da Septuagésima, da Quaresma e do Advento, exceto os Domingos Gaudete e Laetere; também nas Rogações e Quatro Têmporas; na festa dos Santos Inocentes, a menos que caia em domingo; nas ladainhas; nas procissões penitenciais; nas bênçãos e consagrações, quando feitas de maneira privada; nas vigílias das festas que possuem véspera com jejum;

O bispo faz uso de mitra preciosa apenas nos dias em que se diz Glória e Te Deum.

 Lembrado-se que mesmo quando o bispo faz uso da mitra preciosa, não o faz durante toda a missa, mas durante a entrada, a saída, para ser incensado ao início da missa, para lavar as mãos e dar a bênção final. Durante a epístola e o gradual, para as outras partes faz uso da aurifrisada. 

Esse uso, provavelmente se deve à grande ornamentação da mitra precisa, que tornava mais cômodo o uso de uma mitra mais leve durante o decorrer da missa, reservando a mitra preciosa para as partes mais solenes e expressivas.

O Cerimonial dos Bispos diz que, quando está prescrito o uso da mitra aurifrisada como "primeira mitra", pode-se usar a mitra simples como "segunda mitra". Isto é, usa-se a aurifrisada quando se usaria a preciosa e a simples quando se usaria a aurifrisada.

De maneira prática, na Santa Missa:
  • O bispo entra com a mitra preciosa;
  • Depõe a mitra preciosa para as orações ao pé do altar;
  • Recebe a mitra preciosa para ser incensado e a depõe logo em seguida;
  • Recebe a mitra aurifrisada para a leitura da epístola;
  • Depõe a mitra aurifrisada após a bênção do diácono;
  • Recebe novamente a mitra aurifrisada para a homilia;
  • Depondo-a após a homilia para o credo;
  • Recebe a mitra preciosa para as abluções;
  • Depõe a mitra preciosa depois de chegar ao altar;
  • Recebe a mitra preciosa para ser incensado;
  • Depõe a mitra depois do Lavabo;
  • Recebe a mitra  preciosa para as abluções depois da homilia;
  • Depõe a mitra antes da oração depois da comunhão;
  • Recebe a mitra preciosa para a bênção;
  • Depõe-na para o último evangelho;
  • Retira-se usando mitra ornada.
Lembrando que quando a oração rezada excede em muito a cantada e o bispo se senta, recebe a mitra aurifrisada do fim da oração rezada até o fim da oração cantada.


5. Mitra para não-bispos
Apesar de ser uma insígnia episcopal, em vários casos a mitra foi concedida ordinária e extraordinariamente a não-bispos. Entre esses destacamos os monsenhores e cônegos que usaram como privilégio e também aos que usam também nos dias atuais, como os abades e outros clérigos que detém jurisdição sobre um território mesmo não tendo dignidade episcopal, como os administradores apostólicos.

5.1 Mitra para Abades
Dentre estes destacamos os abades que, como vimos, passaram a ter esse privilégio antes de qualquer outro clérigo. Embora por um pequeno período de tempo, por força de lei, fosse proibido aos abades alguns enfeites em suas insígnias, como o uso de enfeites dourados e modelos mais enfeitados;  em geral, as insígnias abaciais são atualmente as mesmas que as usadas pelos bispos. Uma vez que são mitrados, usam também o solidéu à maneira dos bispos. Assim, cada um segundo a cor do próprio hábito monástico, os abades usam solidéu sob a mitra. Abaixo, abades mitrados:





 5.2 Mitra para Cônegos
Não foi apenas aos abades que foi concedido o privilégio da mitra, também às mais altas classes de monsenhor e aos cabidos catedralicos de algumas importantes dioceses e cabidosde outras igrejas importantes. Por exemplo, o panteão em Roma possuiu até a reforma de Paulo VI, cônegos mitrados.

Quanto do Motu Proprio que reduziu o uso das insígnias, os clérigos que já haviam recebido tal privilégio poderiam mantê-lo. Assim, temos uma foto recente de uma celebração o Panteão em Roma, onde vemos um cônego de mais idade portando a mitra que lhe foi concedida quado de sua nomeação ao cabido.


Em alguns casos, o privilégio da mitra concedida aos cônegos sofriam limitações. Era comum que determinados cabidos só pudessem usar mitra simplex, independementemente da celebração.

5.3 Mitra para Monsenhores
Na classe dos monsenhores, os protonotários apostólicos numerários são, sem dúvida, os não-bispos que mais se serviram da mitra. A proximidade com a Santa Sé e o grande poder dentro dos discatérios certamente lhes proporcionaram uma intimidade muito grande com esse privilégio. Tanto que os protonotários chegaram a ter modelos de mitra próprios, como se lista abaixo.

 Essa primeira é a mitra simples, nota-se uma grande semelhança com a mitra simples do próprio Papa. Tanto a mitra é munida de borda dourada, quanto as ínfulas de franjas da mesma cor.

 Essa é a mitra chama "adamascada", muito parecida com as mitras pinhas dos cardeais, no lugar do relevo de pinha, leva relevos florais. Perde apenas em relação ao tamanho para os companheiros do colégio cardinalício.

 Entretanto, essa familiaridade com as insígnias episcopais não fez com que Paulo VI os poupasse. Por meio de motu proprio, o Papa revogou os privilégios mitrais de praticamente todos os clérigos não-bispos, incluindo os protonotários numerários.

5.4 Anglicanorum Coetibus
Recentemente, o papa concedeu o privilégio do uso das insígnias episcopais, entre elas a mitra, aos ex-bispos anglicanos que foram ordenados até o grau de presbítero.



Nesta foto, vemos o Ordinário, Pe. Newton Keith, exercendo o seu direito, como ex-bispo anglicano, de acordo com a Anglicanorum Coetibus, de usar pontificais.
7. Conclusão

A mitra é, apesar de seus muitos tipos e complexo cerimonial, é uma insígnia de significado muito simples: autoridade. Não poder temporal, mas autoridade pastoral. Se o báculo representa a missão do bispo de pastorear o povo, a mitra representa a autoridade que lhe foi dada para desempenho deste ministério. 

Assim, o uso da mitra nas celebrações, não apenas na catedral, mas também ao visitar cada uma das paróquias, é de grande proveito pastoral. Primeiro porque embeleza e enriquece a liturgia, tornando mais próxima dos fiéis a glória celeste; depois por que faz com que o bispo seja visto como Sumo-Sacerdote, uma distinção clara, que até aos menos esclarecidos faz entender o caráter distinto do bispo em relação aos seus presbíteros.

BIBLIOGRAFIA:
  • Caeremoniale Episcoporum, edição de 1886, Liber Primus, caput XVII;
  • Caeremoniale Episcoporum, edição de 1984, caput IV, n.60;
  • The Catholic Encyclopedia, mitre;
  • Forun Cattolici Romani, Dizionario Liturgico, mitra;

blog comments powered by Disqus
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...