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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Liturgia simbólica e bela

De um texto do Pe. José Rivera e do Pe. José María Iraburu
A liturgia é um conjunto de sinais sagrados eleitos por Cristo ou pela Igreja para significar as realidades divinas invisíveis (cf. Sacrosanctum Concilium, 33). Será isso possível? Com que palavras e gestos, com que formas e modos poderá a Igreja significar as realidades divinas invisíveis? A Igreja pretende tão alto fim por meio dos símbolos e da beleza.

A liturgia é simbólica. Não pode ser menos do que isso, pois nela – nada menos – participamos na liturgia celeste (cf. SC, 8), e expressamos o inefável, o que olho nenhum viu, nem ouvido ouviu, nem mente humana pode conceber (cf. 1Co 2,9). A liturgia faze o mesmo que os místicos, que acodem necessariamente à linguagem poética e simbólica para tratar de expressar o que é inefável (cf. Moradas 5,1,1).

A liturgia é bela. Não lhe basta, porém, qualquer gênero de beleza, por mais genuína que seja. É preciso que seja uma beleza escolhida, digna, sublime, sobrehumana, que aspira a expressar o mundo sobrenatural da graça e da glória. Não satisfazem à liturgia da Igreja modalidades de beleza comuns e ordinárias, por mais belas que sejam no mundo terreno dos homens. É preciso que sejam modalidades de uma beleza pobre, casta, obediente e tão humilde que a atenção dos fiéis não se perca nos sinais, senão que estes desapareçam significando com eloqüência ao Cristo bendito. Não, não é qualquer beleza que é idônea para os sinais litúrgicos.
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