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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sine Populo


A Santa Missa sem o povo (Sine Populo), ou com um único assistente(Cuius Unus Tantum Minister Participat), ou ainda, missa privada (Privata) é uma forma da celebração da Santa Missa à qual a assembleia liturgica está fisicamente ausente. Também este tipo de celebração é dita litúrgica, uma vez que, mesmo celebrada em capelas particulares, é culto público a Deus.


Alguns cuidados devem ser tomados em relação à esse tipo de celebração. Deve-se dar preferência para a utilização de altares laterais, principalmente se se celebra em uma igreja que estiver aberta à visitação pública no momento da celebração. Não se permite que se celebre a missa de forma privada em uma igreja onde se está concelebrando a missa, não se proibe, entretanto, a celebração simultânea de várias missas num mesmo recinto. Considerando a ausência do povo, não faz nenhum sentido que o sacerdote use o vernáculo ou a posição versus populum. 


Esse tipo de missa pede ainda o auxílio de um ministro. Esse ministro auxiliará o sacerdote, fará a leitura e o salmo e responderá também as partes que na missa com o povo competem à assembleia. Sendo diácono, exercerá ainda as funções próprias de sua ordem. Na falta de um ministro, ao menos esteja presente fiel que assista o Santo Sacrifício. O padre usará as formulas litúrgicas no singular. Apenas por causa justa e razoável pode o sacerdote celebrar sozinho. Neste caso omitem-se as saudações, as admonições e a bênção do fim da Missa.



Ao se preparar a Santa Misa coloque-se o cálice, as galhetas e o lavabo na credência, ou do lado direito do altar. O Missal seja colocado do lado esquerdo.

Se a celebração desse tipo de missa for diária, em vez de se levar tudo ao local onde se celebra antes da Missa, pode o sacerdote trazer o cálice e o acólito as galhetas.

Como o Missal da forma ordinária não possui leituras, o lecionário seja colocado no ambão ou seja posto ao lado  da estante do missal: fechado e marcado nas leituras do dia. Estando o crucifixo ao centro do altar, acendem-se duas velas.


Na sacristia faz-se os preparativos costumeiros, o sacerdote se paramenta com os paramentos requeridos para a Missa, inclusive a casula, obrigatóriamente. O ministro usa alva e cíngulo ou batina e sobrepeliz ou, ainda, outra veste aprovada. Tomam, se for o caso o cálice e as galheras, respectivamente. Fazem reverência à cruz da sacristia e seguem para o altar.

Chegando ao altar, ambos fazem reverência profunda ou genufletem, se o Santíssimo Sacramento estiver junto do altar. Caso tenham trazido cálice e as galhetam, colocam-nos sobre o altar. O sacerdote oscula o altar.


Então vai até a cadeira e, com o acólito segurando o missal reza do "Em nome do pai" até a coleta. É possível também, de maneira mais próximo ao formato da forma extraordinária, o sacerdote vai até a esquerda do altar, onde está o missal e reza aí tais partes, precedidas pela antífona de entrada. 

O acólito pode ler as leituras, o salmo e a aclamação ao evangelho do ambão. Enquanto isso o sacerdote, senta-se ou, ficando no lado esquerdo do altar volta-se para o ambão. Também é possível que o próprio sacerdote leia tais partes, como no rito antigo, para isso ele pode colocar o lecionário na estante do missal. 


A seguir, o sacerdote vai ao centro do altar, curva-se profundamente e reza a oração "munda cor meun". Então vai para onde está o lecionário, seja sobre o altar, seja no ambão.

As rubricas da forma ordinária não parecem obrigar que o livro passe a ser colocado do lado direito do altar para a leitura do evangelho. Tomando, porém, o costume do rito antigo não parece haver nenhum inconveniente ao fazê-lo.Observe-se, porém que a oração dos fiéis, se houver, deve ser feita do lado esquerdo.

Os ritos eucarísticos são executados da mesma forma que na missa com o povo.


Embora com a revitalização da concelebração as celebrações privadas tenham caído em desuso, estas últimas são ainda a solução ordinária para as situações em que haja mais de um sacerdote e apenas uma missa pública em determinada igreja ou oratório.

É preciso ter em mente que a concelebração deve acontecer apenas em casos específicos,em situações especiais e principalmente nas missas celebradas pelo Bispo.

Bibliografia:
  • PETER J. ELIOTT, Cerimonies Of The Modern Roman Rite, 526-539.
  • Código de Direito Canônico, Cân. 902.
  • Missal Romano, segunda edição 1992, pp. 506-512.
  • Introdução Geral do Missal romano, terceira edição 2002, 252-272.
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