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segunda-feira, 18 de março de 2013

A Missa de Pedro no dia de São José


Texto original publicado na página Direto da Sacristia, no Facebook.


Foram divulgados os detalhes da Capela Papal para o início do ministério petrino do Bispo de Roma, dia 19 de março, Solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria, às 9h30 (de Roma, 5h30 no Brasil).

É importante frisar que, ao contrário de qualquer outro Bispo ou Prelado equiparado pelo Direito a Ordinário do lugar, o Papa não recebe de ninguém a posse de seu ofício de Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, assim como não apresenta a ninguém a sua possível demissão. Ele faz estas coisas por si só, independente de qualquer outra autoridade eclesiástica.

A Missa terá lugar a partir do sagrado (átrio) da Basílica de São Pedro, como nas outras missas celebradas na Praça São Pedro.

Contudo, antes mesmo da celebração eucarística, segundo o pensamento de distinguir da missa aquilo que não lhe é estritamente próprio, serão executados os ritos próprios do início do ministério, seguidamente:

1. Ao primeiro canto do "Tu es Petrus", o novo Sumo Pontífice, com os Patriarcas das Igrejas Orientais, descerão ao Sepulcro de São Pedro e lá se deterão em oração, e depois ele incensará as relíquias do Apóstolo, onde estarão, como parte de si, o pálio pastoral e o Anel do Pescador. O Papa e os Patriarcas retornarão ao piso da Basílica Vaticana e se unem à procissão de ingresso.

Com o início da procissão, será cantado o glorioso hino "Laudes Regiae", executado em grandes momentos na vida da Igreja, semelhante a um presente na coroação do Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Junto à invocação de todos os Santos, será pedida a salvação eterna "à Igreja santa de Deus, que reúne as almas além dos confins dos reinos", "a docilidade ao rebanho e a graça e a caridade ao Papa Francisco, que reúne os povos na unidade da doutrina", como também, "a força, a sabedoria do Espírito Santo e o cuidado pela Igreja universal". Com o refrão "Cristo vive! Cristo reina! Cristo impera!".

2. No trono, o Papa receberá do Cardeal Protodiácono Tauran (o mesmo do anúncio da eleição) o pálio pastoral, depois de terem sido invocadas as Três Pessoas Divinas, recordando que é o Pai que lhe dá o pálio da Confissão de Pedro, que é na Igreja de Cristo "gerada na fé com o Apóstolo Paulo" que o Papa sucede a Pedro, e que seja o Espírito da Verdade a lhe dar "discernimento para confirmar os irmãos na unidade da fé".

E se canta, segundo o salmo 67, que "Deus confirme o que Ele tem feito por ti".

3. O Cardeal Protopresbítero rezará diante do Papa uma curta oração, pedindo "Deus, que não desampara quem Vos invoca com coração reto e fiel, escuta a súplica da Vossa Igreja" e que Ele, pelo humilde serviço dos Cardeais, colocou o Papa Francisco no alto do ministério apostólico, conceda ao Pontífice o Dom do Espírito "para que corresponda à grandeza do carisma que lhe foi conferido".

4. Ainda no trono, o Papa receberá do Cardeal Decano Sodano o Anel do Pescador depois da oração que reza que é o mesmo Cristo, "o Pastor e Bispo das nossas almas" e "que edificou a Sua Igreja sobre a rocha", que lhe dar o Anel de Pedro e que seja o Espírito a manter a força do ministério com os crentes em Cristo, na unidade da comunhão com o ensinamento do Apostólo Paulo.

5. Por fim, apenas uma representação dos Cardeais presta obediência ao Santo Padre, e não cada membro do Colégio, como aconteceu no início do pontificado de João Paulo II, entre os últimos atos de seu pontificado, restaurou isto que, no entanto, ainda dependeria da vontade de seu sucessor, ora expressada.

Será novamente cantado o "Tu es Petrus", agora com o Papa totalmente revestido como Sumo Pontífice.

A Missa, em latim e própria da Solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria, terá os cantos "De angelis".

A primeira leitura, em inglês, será do livro de Samuel; o salmo responsorial será o 88; a segunda leitura, em espanhol, será da Carta de São Paulo aos Romanos. Diversamente das outras missas de inauguração do pontificado e da "In Coena Domini", o Evangelho será proclamado unicamente em grego, por um diácono oriental, e não também e primeiramente em latim, por um diácono de rito romano.

A Oração dos fiéis terá preces, seguidamente, em russo, francês, árabe, a africana suaíle e chinês.

Será rezado o Cânon Romano e o próprio Papa pedirá por si "una cum me indigno famulo tuo".

Ao fim da Missa, depois da "Salve, Regina", será entoado o oportuno "Te Deum".

***

Link do arquivo .pdf do livreto para essa Missa, AQUI.

Créditos da foto: CNS/Catholic Press.
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