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segunda-feira, 20 de maio de 2013

49° Romaria de Nonoai, em Honra aos Beatos Manuel e Adílio.(Domingo)



Neste domingo, 19 a Paróquia Nossa Senhora da Luz de Nonoai recebeu milhares de fiéis que prestigiaram a 49ª edição da Romaria Penitencial em honra à Nossa Senhora da Luz e Beatos Manuel e Adílio. A Romaria iniciou-se ainda durante a semana, com novena. 

No domingo desde às 06h00min a programação já havia iniciado, com Santa Missa e recepção dos Romeiros que vieram de diversas partes do estado e de outras localidades como da Diocese de Chapecó, em Santa Catarina. Estiveram presentes também parentes do Coroinha Adílio. 

Às 10h00min, Dom Antônio Carlos Rossi Keller celebrou a Santa Missa no palco principal, juntamente com vários padres da Diocese. Mesmo com o tempo severo, milhares de fiéis se colocaram diante do palco para acompanhar. Dom Antonio agradeceu a presença de todos os romeiros, padres seminaristas, autoridades e também aos trabalhadores da romaria. “Hoje todos vocês que se encontram aqui, principalmente os que vieram de muito longe, estão dando um testemunho de fé e devoção” comentou o bispo. 

Dom Antonio também falou sobre a profundidade da fé dos Beatos. “Nossos Beatos morreram em nome da fé, anunciando a Palavra de Deus. Que ao sairmos daqui hoje, nós levemos para nossas vidas um pouco da mensagem deixada por eles”. 

O Padre Manuel Gomez Gonzalez nasceu no dia 29 de maio de 1877 em São José de Ribarteme, Puenteareas, diocese de Tuy, província de Pontevedra, na região da Galícia, na Espanha. Manuel cresceu num ambiente calmo e religioso, recebendo boa formação cristã. E foi na família que Manuel sentiu o germe da vocação sacerdotal. Ordenou-se sacerdote no dia 24 de maio de 1902. 

Manuel, homem de fé, com bondade e paciência, soube exercer seu trabalho pastoral. Reativou o apostolado, realizou um fecundo trabalho com as crianças, abrindo uma escola gratuita. De espírito humanitário trabalhou pelo bem da cidade e do seu povo. 

Beato Adílio Daronch 

Adílio Daronch é o terceiro filho do casal Pedro Daronch (este nascido em Agordo, Itália, vindo para o Brasil com sua família, quando tinha 7 anos de idade) e de Judite Segabinazzi. Nasceu em Dona Francisca, Distrito de Cachoeira, Rio Grande do Sul, no dia 25 de outubro de 1908. Por volta de 1915, a família veio a estabelecer-se em Nonoai, se tornando grandes colaboradores do padre Manuel nas obras sociais e espirituais da Igreja. 

Seus filhos foram alunos do sacerdote, que exercia também a missão de professor. Além de aluno, do padre Manuel, Adílio exerceu o ministério de coroinha e auxiliava nos serviços do Altar e da Paróquia. Embora bastante jovem e, talvez conhecedor dos perigos que a missão poderia apresentar a sua vida, manteve fidelidade a Deus e ao Batismo no serviço da justiça e da paz. 

Adílio, testemunho leigo, deixou-se seduzir pelo Senhor e colocou-se a serviço de seu Altar redentor. Vítima inocente de uma época de violências mostrou sua coragem e sua fé. Um exemplo de zeloso cuidado com as coisas de Deus. Nele nossos adolescentes e jovens devem buscar a inspiração para seus ideais. 

O Martírio 

Os dois religiosos, exemplos de fé e de justiça, foram assassinados por anticlericais, em 21 de maio de 1924, na localidade de Feijão Miúdo, hoje denominada Padre Gonzáles. Este local, em meio à mata nativa, se tornou, através do tempo, alvo de peregrinações religiosas, sendo conhecido como "Chão Sagrado".

A caminho de uma missão e numa perseguição pelas comunidades de colonos, próximo de Três Passos, distante 250km de Nonoai, padre Manuel e seu coroinha Adílio caíram numa emboscada armada por soldados provisórios. Foram amarrados e maltratados. Tudo terminou com dois tiros no sacerdote e três tiros no menino de 15 anos. (FB / JS)

Em 1904, depois de exercer seu ministério sacerdotal em sua terra natal, passou para a Arquidiocese de Braga, Portugal, onde foi pároco das Paróquias Nossa Senhora do Extremo (1905-1911), e de Santo André e São Miguel de Taias e Barrocas (1911-1913). 

Em 1913, devido à perseguição religiosa à Igreja Católica Portuguesa, obteve licença para vir ao Brasil. Chegando ao Brasil, apresenta-se ao Bispo de Rio de Janeiro e é encaminhado ao Bispo de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que o nomeia pároco de Soledade - RS em 23 de janeiro de 1914. 

No dia 29 de dezembro de 1915 é nomeado pároco da Paróquia de Nonoai, região norte do Estado. Em Nonoai desempenhou sua missão evangelizando seu povo com esmero e dedicação até 1924.




Algumas fotos da Romaria: 
















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