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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O tesouro da arte e liturgia católicas

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O Pe. Fernando Antonio, SJ, português e jesuíta da pura cêpa inaciana, nos manda esse belo artigo de sua autoria, publicado no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura da Conferência Episcopal lusa.

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O tesouro da arte e liturgia católicas

Habituámo-nos a olhar quase com inveja e com um estranho e injustificado sentimento de inferioridade as tradições litúrgicas orientais… quando nós, Católicos Romanos, temos uma tradição litúrgica belíssima, feita sobretudo de Pão e de Vinho e da Palavra de Deus, gestos e palavras que herdámos de Cristo, pelos Apóstolos, e que unem Céu e terra pela nova Árvore da Vida, a Cruz de Cristo.

A nossa liturgia é feita de luz e de fogo, de treva e de silêncio, de gesto e de repouso… É feita do mais puro incenso e do óleo perfumado do Crisma, e daqueles gestos que foram exprimindo na nossa história e na nossa cultura a presença consoladora de Deus entre nós: «Eu estarei convosco todos os dias…».

A nossa tradição produziu textos belíssimos, herdados dos nossos primeiros pais na fé, na era dos mártires, e escritos por grandes Padres da Igreja e autores eclesiásticos como S. Leão Magno, S. Agostinho, S. Tomás de Aquino…

A nossa tradição ergueu a maioria dos mais belos edifícios sagrados construídos na história da humanidade, onde trabalharam os melhores arquitetos, os melhores escultores, os melhores pintores, e tudo isto para o culto divino... E na Casa de Deus sempre encontraram o conforto do lar paterno os filhos de Deus, ricos e pobres, santos e pecadores... e mesmo os filhos pródigos...

E que dizer da música inspirada que ao longo da história os compositores escreveram para a nossa liturgia… desde o Canto Gregoriano, continuando com Palestrina, Byrd, Mozart… e por tantos outros contemporâneos?…

E tudo isto, puro dom de Deus que, pela Igreja, foi sendo comunicado, vivido e realizado de geração em geração, e que agora, como tesouro precioso e imerecido é depositado na fragilidade das nossas mãos pobres, feridas e pecadoras…

Como acontece, por exemplo, com “Ave verum corpus”, hino eucarístico de William Byrd (1543-1623), grande compositor inglês que manteve a sua fé católica mesmo no meio das perseguições, interpretado aqui pelo coro britânico Tallis Scholars, dirigido por Peter Phillips.

«Ave verum corpus natum de Maria Virgine. Vere passum, immolatum in cruce pro homine. Cuius latus perforatum unda fluxit et sanguine. Esto nobis praegustatum mortis in examine. O Iesu dulcis, o Iesu pie, o Iesu fili Mariae. Miserere mei. Amen.»
(«Avé, ó verdadeiro corpo nascido da Virgem Maria. Padeceu verdadeiramente, imolado na cruz pelo Homem. De cujo lado trespassado fluiu água e sangue. Faz que nós Te possamos saborear na prova suprema da morte. Ó doce Jesus, ó piedoso Jesus, ó Jesus filho de Maria. Tem misericórdia de mim. Ámen»)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A Liturgia é um culto prestado a Deus porque Ele é Deus! O interesse é Deus, o centro é Deus!

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Dom Henrique Soares da Costa, Bispo auxiliar de Aracaju, nos presenteou com estas belas palavras e ensinamentos neste último domingo, 16 de fevereiro de 2014, em sua página pessoal no Facebook.



A liturgia é para nosso alimento, alento e transformação espiritual: ela nos cristifica, isto é, é obra do próprio Cristo que, na potência do Espírito, nos dá Sua própria Vida, aquela que Ele possui em plenitude na Sua humanidade glorificada no Céu.


Participar da liturgia é participar das coisas do Céu, é entrar em comunhão com a própria Vida plena e glorificada do Cristo nosso Senhor.

A liturgia não é feita produzida por nós, não é obra nossa! Ela é instituição do próprio Senhor.

Para se ter uma idéia, basta pensar em Moisés, que vai ao faraó e lhe diz: “Assim fala o Senhor: deixa o Meu povo partir para fazer-Me uma liturgia no deserto”. E, mais adiante, explica ao faraó que somente lá, no deserto, o Senhor dirá precisamente que tipo de culto e que coisas o povo Lhe oferte.


Isto tem a ação litúrgica de específico e encantador: não entramos nela para fazer do nosso modo, mas do modo de Deus; não entramos nela para nos satisfazer, mas para satisfazer a vontade de Deus.

Por isso digo tantas vezes que o espaço litúrgico não é primeiramente antropológico, mas teológico: a liturgia é espaço privilegiado para a manifestação e atuação salvífica de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nela, a obra salvífica de Cristo é perenemente continuada na Igreja: Deus é perfeitamente louvado e os que dela participam e toda a Igreja são santificados!

A Liturgia é um culto prestado a Deus porque Ele é Deus! O interesse é Deus, o centro é Deus, o foco é Deus, o ponto focal para o qual se orienta a ação litúrgica é Deus, o Deus Santo a Quem elevamos o nosso louvor e adoração através do Filho, Sumo e Eterno Sacerdote na potência do Espírito Eterno; o mesmo Deus que, respondendo ao nosso louvor e oração, vem a nós através de Jesus, imolado e ressuscitado, na potência do Espírito. Deus vem a nós com a Sua Vida divina.

A Liturgia é algo devido a Deus e instituído pelo próprio Deus. Quando alguém participa de uma liturgia celebrada como a Igreja determina e sempre celebrou, se reorienta, se reencontra, toma consciência de sua própria verdade: sou pequeno, dependente de Deus e profundamente amado por Ele: Nele está minha vida, meu destino, minha verdade, minha paz. Nada é mais libertador que isto!





Na ação litúrgica, que é primeira e principalmente ação do Cristo ressuscitado, Eterno Sacerdote da Nova Aliança, e, somente de modo derivado, ação da Igreja unida a Cristo no Espírito, como Seu Corpo, estamos diante da Verdade que é Deus; verdade que não produzimos nem inventamos, mas vem a nós e enche o nosso coração! Devemos procurá-la? Certamente sim: "Fizeste-nos para ti, Senhor, e nosso coração andará inquieto enquanto não descansar em Ti!" Mas para isto é indispensável a capacidade de silêncio, de escuta, de abrir os olhos do coração para a beleza de Deus. A Liturgia nos dá isto - e não simplesmente como sentimento ou emoção, mas de modo real, efetivo, sacramental: aqueles gestos, símbolos, palavras, ritos, são cheios de Espírito Santo, Espírito de Vida divina, pois são gestos de Cristo feitos pela misericórdia do senhor, gestos da Igreja, ministra da obra da salvação!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Reforma da Igreja da Serra do Machado

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 A reforma da Igreja de São Sebastião da Serra do Machado foi realizada entre Julho e Novembro de 2011 pelo então seminarista Wendell Mendonça, hoje padre, com a permissão do Pároco Padre Jose Manuel Araújo, um padre de idade avançada com problemas de saúde. Um zeloso sacerdote que deu a permissão para que a reforma fosse feita, Mesmo estando impossibilitado de acompanhar fisicamente o trabalho.





Padre Araújo, então Pároco.


Antes da Reforma:







Início da Reforma:




Ambão e Altar Novos:






Igreja Reformada:








terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Missa em ação de graças pelo ano transcorrido

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No dia 31 de Dezembro de 2013, na Igreja Conventual Nossa Senhora do Carmo em São Cristóvão Sergipe, foi realizada a última missa do ano em louvor e gratidão a Deus pelas conquistas adquiridas ao longo de 2013.



Presidida pelo reverendíssimo Frei Cidimário Bezzerra de Arruda, O.Carm., a celebração contou com todo o ritual litúrgico próprio para esta ocasião. Usando uma Pianeta do Séc. XX, que fora restaurada para dar um tom mais solene às celebrações, o frei mais uma vez se manteve fiel à tradição litúrgica da igreja mostrando-nos o quanto é importante o zelo pelo sagrado.



Transcorrida a liturgia inicial normalmente, ao final, foi entoado o solene canto do Te Deum na forma gregoriana em latim pelo Coetus Kyriale Liturgicae Musicae, regido pelo maestro Evandro Bispo de Jesus e composto por 4 vozes dividas e naipes, como forma de obtenção das Indulgências Plenárias obedecendo os requisitos formulados pela Santa Sé Apostólica.



A missa motivou os fiéis a apreciarem esse resgate da celebração litúrgica que se fundamenta na oração. Os cânticos entoados no modo gregoriano (Missa de Angelis) levaram as pessoas a terem um contato mais íntimo com Deus, como observamos no comentário do Mestre das Celebrações da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, Andrey César de Castro Louzada que acolitou o presidente da celebração: “É incomum numa paróquia de 405 anos de fundação, vermos a apreciação das pessoas diante de uma celebração tão solene e tão diferente daquelas que costumeiramente participamos. Desde a preparação até a execução, percebemos um forte zelo e cuidado em preservar e apresentar àqueles que não conhecem o verdadeiro sentido da liturgia e tudo de rico e belo que pode proporcionar aos fiéis. Fiquei muito feliz em ter sido convidado a acolitar esta magnífica celebração.”



























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