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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os reis magos na iconografia cristã

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Há duas formas possíveis de representação dos reis magos na iconografia: a histórica e a alegórica. A forma histórica foca o episódio comemorado: o relato dos Santos Evangelhos da adoração de Nosso Senhor Jesus Cristo pelos magos do Oriente. A representação alegórica, por outro lado, foca no significado da festa e do episódio comemorado: a manifestação de Cristo ao mundo e seu reconhecimento pelos povos pagãos, representados na figura dos magos.[1]
A representação mais utilizada nos primeiros séculos da Igreja e durante a antiguidade tardia foi a histórica. Os magos eram representados vestidos em trajes persas[2] reverenciando o Menino Jesus, etronizado ou sentado no colo da Virgem. É assim que o vemos representados nos túmulos dos primeiros cristãos e nos mosaicos das basílicas.






A representação alegórica surge a partir da Alta Idade Média[3]. Nesse período, os três magos passam a representar os diversos povos, decendentes dos três filhos de Noé. Também passam a ser representados em vestes régias (algumas vezes eram representados como reis contemporâneos ao artista, vide a Imagem 07 em que o rei Carlos VII da França é representado como um dos magos), simbolizando a homenagem de todos os reis da terra ao Rei dos Reis. No Renascimento essa representação alegórica fica mais significativa, pois cada um dos magos é representado como uma raça ou etnia (e algumas vezes, reprsentam também as três idades do homem): um representando os europeus, outro os africanos e outro os povos do Oriente Médio. Há inclusive uma curiosa pintura de cerca de 1500 (cuja autoria é geralmente atribuída ao português Vasco Fernandes ou Grão Vasco, vide Imagem 09) em que um dos magos é representado como um índio Tupi, o que mostra o desejo dos cristãos daquele tempo de incluir os povos do Novo Mundo no rebanho dos fiéis de Cristo.











É importante que conheçamos esses pormenores das representações iconográficas das cenas do Evangelho e das festas litúrgicas para podermos penetrar melhor em seus significados. Mais do que uma ocasional visita de importantes pessoas do Oriente, a adoração dos Magos é um sinal de que Cristo veio para salvar a todas as nações. Por isso que enviou o sinal aos pagãos do Oriente para que pudessem vir a conhecê-Lo e prestar-Lhe homenagem.


Notas:
[1] Para histórico e significado da festa da Epifania, consulte: MARTYNDALE, Cyril. Verbete "Epifanía". In: Enciclopédia Católica. Disponível em: http://es.aciprensa.com/e/epifania.htm

[2] Os magos eram provavelmente sacerdotes e astrólogos Medos (os medos eram um povo da pérsia). De fato, era isso que a palavra grega magoi geralmente designava. A favor desta tese estão os testemunhos da primitiva iconografia cristã que sempre os representou trajados aos moldes sacerdotais persas. Tertuliano no século III disse que os magos seriam de estirpe régia, o que é possível dado que os magos integraram algumas dinastias persas e durante a dinastia dos Partos exerceram funções de conselheiros reais. Não se sabe ao certo quantos eram, mas a tradição posterior acabou fixando o número três, baseando-se no fato de terem sido três os presentes oferecidos a Cristo. É provável que tenham vigiado com grande comitiva, haja vista serem pessoas de prestígio e estarem fazendo uma viagem de longo percurso. Para mais informações sobre os Magos, vide: DRUM, Walter. Verbete "Reyes Magos". In: Enciclopedia Católica. Disponível em:
http://ec.aciprensa.com/m/magos.htm

[3] Provavelmente essa nova forma de representação tenha sido fortemente influenciada pelo alegorismo litúrgico, surgido a partir da Alta Idade Média. De fato, a Liturgia da Igreja aplica para a solenidade da Epifania as palavras do Profeta Isaías Omnes de Saba venient aurum et thus deferentes et laudem Domino annuntiantes (Is 60, 6) para o Gradual e o verso do Salmista Reges Tharsis et insulae munera offerent reges Arabum et Saba dona adducent et adorabunt eum omnes reges terrae omnes gentes servient ei (Sl 71, 10-11) para o Ofertório da Missa. Para maiores informações sobre o alegorismo litúrgico vide: JUNGMANN, Josef Andreas, SJ. Missarum Solemnia - Origens, liturgia, história e teologia da Missa Romana. São Paulo: Paulus, 2009. pp. 102-108; RIGHETTI, Mario, OSB. Historia de la Liturgia. Vol. I. Madrid: Biblioteca de Auctores Cristianos, 1955. pp. 55-58.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não à manipulação da Santa Missa!

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Lendo alguns textos de Frei Ângelo Bernardo tive a feliz constatação de que não estou sozinho na busca pela preservação do sagrado, das coisas do Senhor. Em uma forma de desabafo, com a autorização expressa do dito Frei, publico parte dos seus textos, em que ele revela a sua indignação pela banalização do Culto Divino, ou como ele mesmo diz, pela “missa que não foi ‘católica’”, isto é, infinitos acréscimos, invenções, cantos, modas, contos e etc.

Frei Ângelo Bernardo revelou-se no último ano qual outro Santo Antônio, como um “martelo dos hereges”. Seu artigo mais famoso e publicado em diversos sites, é o “Não, não és franciscano”: uma refutação à entrevista que Leonardo Boff deu à revista IstoÉ em Maio de 2010. No momento, ele está preparando a segunda parte – e última – em que abordará temas como “missas-show”, Padres famosos, pedofilia, dentre outros temas polêmicos.

Exímio conhecedor dos documentos do Magistério da Igreja, como um franciscano que é, não deixa de, a exemplo de São Francisco de Assis, querer o melhor para O Senhor e nada para si. Por este motivo, tem preparado muitos artigos que visam alertar o povo de Deus quanto aos “lobos” que o assombra. É Irmão religioso, portanto, não é sacerdote e, por isso mesmo, obviamente, não celebra o Santo Sacrifício da Missa.


Segundo ele, prefere ficar no anonimato, para que seja preservada a sua “liberdade de expressão”, assim como o seu colega que anda em sua mesma linha, Frei Clemente Rojão. O texto que segue está sem as suas costumeiras citações documentais; até porque, para saber mais profundamente das coisas que ele fala, aqui mesmo no Salvem existem postagens que tratam dos termos aos quais ele se refere.

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“Estou cansado de ter que procurar uma Santa Missa, com dignidade e sem modas, como uma agulha no palheiro. Parece até uma sina: onde chego, logo na porta principal da Igreja já está o cartaz com o convite para a “Missa de Cura e Libertação”, com Padre Fulano de Tal... ou pior ainda, quando olho para o outro lado do mural, está agendada a “Missa Sertaneja”; no grupo de oração da semana que vem, “Missa Carismática”... (ah, se Padre Pio ainda vivesse para ouvir o que fizeram com os ‘grupos de oração’...). Por outro lado, quando encontro algumas pessoas que costumam assistir a Santa Missa em sua forma extraordinária ou, vulgarmente chamada de “Tridentina”, chamam-na de “Missa de Sempre”. É que não tenho a pele branca para ver quão vermelho de irritação eu fico quando ouço certos “jargões”.

“Missa de Cura e Libertação”, “Missa Sertaneja”, “Missa Carismática”, “Missa de Sempre”... a que ponto chegamos! Manipular o único e eterno memorial do Sacrifício do Calvário... quanto desgosto sinto! Acredito que seja o mesmo que muitos, quando têm que aturar padres (e alguns até ‘muito bem preparados’, academicamente), falando abobrinhas sentimentais...

Foi-se o tempo em que o início da Santa Missa era feito pelo Padre e não pelos cantores; foi-se o tempo em que o ato penitencial levava a uma contrição autêntica; foi-se o tempo em que o glória era um louvor ao Pai e ao Cordeiro e não um “hino trinitário”; foi-se o tempo em que o salmo era responsorial e não de “meditação”; foi-se o tempo em que a homilia era o momento de catequese; foi-se o tempo em que o canto do Sanctus proclamava, já antecipadamente, a vinda escatológica Do que vem em nome do Senhor; foi-se o tempo em que, após a consagração, era o momento de olhar o Senhor e adorá-lo e não cantar ou bater palmas, e que apenas ‘quem falava eram os sinos’; foi-se o tempo em que a comunhão era de joelhos e na boca; foi-se o tempo em que se guardava silêncio, mesmo que breve, após a comunhão... enfim, foi-se o tempo de tantas coisas... e estas “tantas coisas” geraram Santos, verdadeiros homens de fé e uma fé madura, não infantilizada, à estatura de NSJC.

É certo que a Palavra de Deus é viva e eficaz e que nos toca ao coração. Mas não se trata de banalizar ou denigrir o seu valor. Ela é cortante e penetra o íntimo das nossas almas. A grande questão é o desvio de foco. Se hoje temos concepções de “Missas” como essas, é devido ao subjetivismo de tantos padres, ou seja, eles desviam o foco de NSJC e levam-no para si. Também é certo que o sacerdote age in persona Christi, mas ele deve se re-cordar (= trazer ao coração) sempre o exemplo do Senhor Jesus Cristo que, “embora sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens... Por isso, Deus o exaltou soberanamente...” (Fl 2,6-7.9).

Mas, o que realmente me deixa consternado é a manipulação da Santa Missa para os gostos pessoais e intimistas de cada padre... E nem adianta dizer que é o povo quem quer assim. Errado! Todo sacerdote (ou presbítero, como queiram chamar), recebeu uma formação específica da Santa Igreja Católica Apostólica e Romana. Ora, se assim o é, então, deve obedecer, como prometeram no dia da sua ordenação a tudo o que está escrito e não transgredir ou inventar ou, pior ainda, modificar, sem poder algum para tal coisa. O povo recebe o que o padre dá.

Penso que o dever primeiro de cada sacerdote é a salvação e cura das almas, a começar da sua própria. E rezo para que cada qual tenha consciência do que faz e que temam o juízo. De fato, constato que muitos já não têm mesmo medo da condenação eterna e se afugentam na historinha: ah, o céu ou inferno é aqui e agora... Que Deus lhos perdoe por tanta insanidade e falta de fé. Esta sim é a grande “crise” pela qual muitos deveriam passar. Mas apenas o fazem no sentido mais fraco do termo, que seja, modificação e não no sentido real da palavra, de ‘purificação’. Sim, é necessária uma grande purificação dos pensamentos, palavras, atos e até de omissões!

Acredito que muitos dos que lêem o que escrevo fazem apenas com o intuito de criticar ao final das leituras; mas se pararem para “pensar”, isto é, avaliar onde está o ‘peso’ real das coisas, hão de concordar que os erros não estão em quem lhos constatam; antes, estão nos que são os sujeitos das situações, no caso, dos Padres em relação às concepções da Santa Missa.

Concluindo esta breve conversa, dirijo-me aos “Ministros do Divino Altar”. Se tiverem consciência de que cada um é realmente “um outro Cristo nesta terra”, começarão a executar os seus ofícios com um gostinho de céu, como uma antecipação já aqui e agora do Reino que pregamos e anunciamos. Espero que ao ensinarem as ovelhas confiadas a cada um, quando falarem em “Missa de Cura e Libertação”, “Missa Sertaneja”, “Missa Carismática”, “Missa de Sempre”, façam com a consciência de que em cada denominação errônea dessas, ainda assim, não desviem o foco: NSJC!"

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Costumes natalinos ucranianos

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Texto do ucraíno-católico Andreiv Choma, tirado de uma comunidade do Orkut:

Os costumes natalinos do povo ucraniano remotam da antiguidade. Nos tempos do paganismo, o Natal era denominado dia de Korchuma, o deus do sol.

Quando a Ucrânia converteu-se ao Cristianismo (século X), muitas das tradições do
paganismo foram adaptadas para louvar o nascimento de Cristo.Vários desses costumes foram preservados até hoje na Ucrânia e nos núcleos de colonização ucraniana, espalhados por todo o mundo.

O período que antecede o Natal é chamado de “Pelepivka”, durante essa época não se deve comer carne e derivados, motivo pelo qual não há carne na ceia ucraniana. Por esse período a família deve permanecer unida, ninguém deve viajar ou ausentar-se.

Na véspera de Natal, já desde bem cedo, a dona da casa trabalha no preparo dos doze pratos que serão servidos na ceia, os quais na época do paganismo simbolizavam os doze meses do ano, hoje, representam os doze apóstolos. Enquanto a mãe prepara a refeição, o dono da casa procura deixar toda a propriedade limpa e os animais bem alimentados, para depois forrar o assoalho da sala de jantar com feno, como no local onde Cristo nasceu.

Forra-se então a mesa, onde será servida a ceia, com palha (representando a manjedoura) e cobre-a com uma toalha bordada.As velas de cera de abelhas são enfeitadas especialmente para a festa. As crianças preparam o trigo e o centeio para a saudação do Ano Novo (o tradicional “semear” de casa em casa, tradição trazida pelos ucranianos e difundida em diversos localidades de colonização ucraniana). As meninas preparam guirlandas de diversas folhagens e as enfeitam
com grãos secos e plumas.

Os doze pratos postos à mesa, são:
- KUTIÁ: um preparado de grão de trigo cozido, misturado com sementes de papoula, mel, nozes, e raízes.
- KAPUSNIAK: um preparo com repolho e óleo de girassol.
- PÊRAS SECAS
- BORSTCH: sopa de beterraba, legumes, cogumelos.
- PEIXES
- VARENEKE: pastel cozido, com diversos recheios: batatinha, requeijão, repolho, ameixas secas, cerejas.
- CEREAIS COZIDOS (trigo sarraceno ou milho)
- PERRESKE: pasteizinhos recheados com ameixa , cereja, repolho, etc.
- UZVAR: caldo de frutas cristalizadas.
- HOLUPSTSY: espécie de charuto feito de repolho ou couve e recheado com sementes de trigo sarraceno.
- KOLACH: pão tradicional.
- PALEANESTSE: espécie de torta.

É costume convidar pessoas solteiras, sem lar ou pobres para unir-se à família neste dia. Os convidados recebem atenção especial, e tudo é feito para que os mesmos sintam-se felizes e confortáveis no meio da família que os convidou.

A ceia do Natal começa quando o chefe da casa, ao aparecer a primeira estrela no céu, traz consigo um feixe de trigo, escolhido durante a colheita e guardado com todo o cuidado, esse feixe é chamado “Diduch” e é colocado num canto próximo à mesa de jantar com grande cerimônia.

Acende-se uma vela, o chefe da casa oferece a todos um pedaço de pão embebido em mel, desejando-lhes que a vida seja doce e que nada lhes falte. Antes de iniciar a ceia faz-se uma oração, onde o pai convida, as tempestades, as nevascas e o granizo para tomar parte da celebração. Como não obtém resposta, o pai deseja que estas desgraças não apareçam durante o ano, pois quando convidadas, não compareceram.

Inicia-se a ceia, o primeiro prato servido é o “kutiá”. O anfitrião ergue a primeira colherada do preparado de trigo, relembrando os falecidos da família. Após tal gesto, deseja a todos os presentes boa sorte e longa vida.

Após a refeição, “Koliadas” (canções de natal tradicionais ucranianas) são entoadas por todos os membros da família. A palavra “Koliada” vem do latim: “kalendi” – uma celebração do Ano Novo. Muitas das canções do Natal são dos tempos do paganismo na Ucrânia e, mais tarde, adaptaram-se ao cristianismo.

Os pratos servidos na ceia devem permanecer na mesa durante toda a noite, pois acredita-se que os ausente virão tomar parte da celebração.

À meia–noite a família reunida vai à Igreja para a Liturgia do Natal, onde ,além das “Koliadas”, o povo canta: “Z name Bohr !” – Deus Conosco!

No dia do Natal, diversos grupos de pessoas, chamadas de “koliadnekê”, vão de casa em casa cantando as famosas “Koliadas”, anunciando o nascimento de Jesus.

O Natal é comemorado por mais dois dias, mas as celebrações religiosas continuam por quase quarenta dias.

Stchaslevey i Veceley Sviat!

domingo, 2 de janeiro de 2011

FSSP: Fotos da Missa do dia de Natal na Paroisse du Christ Rédempteur - Bordeaux, França.

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Pensamentos soltos sobre as Missas de Natal e a sua Vigília

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O Natal tem três Missas, e mais uma de vigília. Só as Missas do Natal, mas não de vigília, a meu ver, cumprem o preceito. As Missas do Natal são a da Noite (do Galo, que pode ser antecipada para a tardinha ou noite do dia 24), a da Aurora e a do Dia. Não se confunda a Missa vespertina antecipada da Noite (do Galo) com a da vigília.
"Vespertina" é qualquer Missa rezada à tarde. Estamos falando é da Missa da Noite celebrada de modo vespertino, ou seja, antecipada para a tardinha ou noite, mas antes da meia-noite.
A Missa da Vigília só a prepara.
Infelizmente, muitos chamam a Missa da Noite, Missa do Galo, de "Missa da Vigília". Isso é errado. A Missa da Vigília é distinta da Missa da Noite, ainda que esta última seja celebrada vespertinamente.
Antes da reforma litúrgica, o horário das vigílias, quer do Natal, quer de São Pedro, quer de São João Batista, quer de Pentecostes, era o dia todo. Ou seja, hoje, antes de São João Batista temos um dia ferial comum, mas antes, o dia 23 de junho era todo, liturgicamente, "Vigília de São João". Com a reforma de Paulo VI, se criou uma situação estranha e anômala: o dia 23 é dia 23, ferial, mas, à tarde, se pode celebrar uma Missa da Vigília da solenidade seguinte. Isso causa muita confusão.
Vejam o Natal. Pelo calendário atual (forma ordinária), o dia 24 é parte da novena de Natal e tem uma Missa própria do dia 24, podendo, à tardinha, ser celebrada a Missa da Vigília do dia 25, ou ainda a Missa da Noite (do Galo) antecipada. Isso é uma anomalia. Antigamente, a coisa era simples: dia 24 é o DIA da Vigília. Não havia, então, a Missa do 24, a Missa da Vigília e a Missa da Noite (três Missas), e sim a Missa da Vigília e a Missa da Noite (duas). A Missa do dia 24 era a própria Missa da Vigília. Vigília era o nome do dia litúrgico do 24. Hoje, não.
Para ser mais claro. Neste ano de 2010, o Natal, dia 25, caiu em um sábado. O dia 24, portanto, foi, liturgicamente, a "Sexta-feira da IV Semana do Advento", com as seguintes indicações litúrgicas:
Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. II do Advento.
2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16
Sal 88, 2-3. 4-5. 27 e 29
Lc 1, 67-79[24-12-2010]
No mesmo dia 24, porém à tarde, se poderia (facultativamente) celebrar a Vigília:
Branco.
Missa própria da vigília, Glória, Credo, pf. próprio.
Is 62, 1-5
Sal 88, 4-5. 16-17. 27 e 29
Act 13, 16-17. 22-25
Mt 1, 1-25 ou Mt 1, 18-25
Vejam que é um dia "duplo", por assim dizer.
E a situação se complica ainda mais quando, na mesma tardinha ou noite, se celebra, de modo vespertino, antecipado, a Missa da Noite (do Galo, tradicionalmente, à meia-noite, mas podendo ser antecipada):
Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
Missa própria do dia, Glória, Credo, pf. próprio.
Missa da noite
Is 9, 1-6
Sal 95, 1-2a. 2b-3. 11-12. 13
Tito 2, 11-14
Lc 2, 1-14
Na forma extraordinária, que continua aquilo que o rito romano tradicionalmente celebrou até 1969, o esquema era mais simples: o dia 24 não era "Tal dia ferial da IV Semana do Advento", mas tão somente a Vigília do Natal. Hoje não há um dia litúrgico chamado "Vigília do Natal", mas uma Missa de Vigília do Natal, que é celebrada na tarde do dia ferial tal da IV Semana do Advento.
Antigamente, aliás, por ser o dia todo uma vigília, a Missa da Vigília era celebrada quer à tarde, quer pela manhã do dia 24, e a Missa da Noite era claramente distinta dela. As paróquias que queriam antecipar a Missa da Noite para a tardinha ou noite do dia 24, faziam-no com mais facilidade e sem confusão aos fiéis: bastava pela manhã do dia 24 celebrar a Vigília, e na tardinha/noite, a da Noite.
Hoje, não: celebra-se, de modo ideal, na manhã a Missa ferial do Advento, pela tarde a Missa da Vigília, e depois dela a Missa da Noite. Como, na prática, ninguém faz isso, acaba-se sacrificando a Missa da Vigília, e só se celebra a ferial pela manhã e, na tardinha/noite, a da Noite. Isso quando a situação não é pior: sacrifica-se a da Noite e celebra-se a da Vigília, como se cumprisse preceito.
Que a eventual reforma da reforma contemple essas reflexões e possamos voltar ao esquema anterior.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Reitor da Catedral Shreveport, Louisiana, abre as portas para a forma extraordinária e auxilia como diácono

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No dia 3 de Outubro, na Catedral de St. John Berchmans, Shreveport, Louisiana, o Padre Beneditino Nivakoff, OSB, do monastério de San Benedetto de Núrsia, Itália, celebrou a Missa Solene no usus antiquior. O diácono foi o Fr. Luke Melcher, e o subdiácono, exemplar pela cortesia, foi o reitor da mesma catedral, Fr. Peter Mangum. As fotos são do NLM.


Para refrescar a memória, estes monges já foram postados AQUI no Salvem a Liturgia! e precisam de ajuda no seu modesto mosteiro. 



















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