sábado, 9 de abril de 2011
Tenebrae com os Cônegos Regulares de S. João Câncio
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Convite: padre do Salvem a Liturgia celebra Missa na forma extraordinária, em Juiz de Fora, MG
Os leitores atentos do Salvem a Liturgia acompanham as notícias de Missas na forma extraordinária celebradas pelo Pe. Demétrio Gomes, da Arquidiocese de Niterói, RJ, todos os Domingos. Além de celebrar o rito antigo, o Pe. Demétrio celebra também o rito novo, seja em vernáculo, seja em latim.
Outro sacerdote de nossa equipe, o Pe. Elílio de Faria Matos Júnior, da Arquidiocese de Juiz de Fora, MG, começará a celebrar o rito tradicional, a princípio mensalmente. O local é a Igreja da Paróquia São Sebastião, Bairro Barra do Triunfo, em Juiz de Fora, iniciando no próximo Domingo, dia 10 de abril, às 19h.
A morte da liturgia, ou: Por que cobrimos as imagens no fim da Quaresma?
No Missale Romanum de 1962, na forma extraordinária do Rito Romano, este é o primeiro Domingo da Paixão. No Novus Ordo também chamamos o Domingo de Ramos de “Domingo da Paixão”. Hoje é o início do “Tempo da Paixão”. É conhecido como o Domingo Iudica, da primeira palavra do Intróito da Missa, do Salmo 42 (41).
Perdemos coisas durante a Quaresma. Estamos sendo podados através da liturgia. A Santa Igreja experimenta morte litúrgica antes da festa da Ressurreição. O Aleluia cessa na Septuagésima. Música e flores são abandonadas na Quarta-Feira de Cinzas. Hoje, estátuas e imagens são envolvidas com um véu roxo. Por isso é que hoje é às vezes chamado Domingo Repus, de repositus analogus to absconditus ou “escondido”, porque esse é o dia em que cruzes e outras imagens nas igrejas são cobertas. O Ordo universal da Igreja publicado pela Santa Sé tem uma indicação de que as imagens podem ser cobertas a partir deste domingo, o 5º da Quaresma. Tradicionalmente as cruzes podem estar cobertas até o fim da celebração da Paixão do Senhor na Sexta-Feira Santa e as imagens, tais como estátuas, podem continuar cobertas até o início da Vigília Pascal. Em minha paróquia natal de Santa Inês em St. Paul, Minnesota, a grande estátua da Pietá está apropriadamente descoberta durante a função litúrgica da Sexta-Feira Santa.
Também, como parte da poda, a partir de hoje no rito antigo da Missa, o salmo “Iudica nas preces ao pé do altar e o “Glória ao Pai” no fim de certas orações não foi mais recitado.
A poda se faz mais profunda conforme avançamos pelo Tríduo. Depois da Missa da Quinta-Feira Santa o Santíssimo é removido do altar principal, que fica nu (a toalha é removida) e sinos são substituídos por matracas de madeira. Na Sexta-Feira Santa não há sequer Missa. No início da Vigília somos privados até de luz! É como se a Igreja mesma estivesse completamente morta com o Senhor em sua tumba. Essa morte litúrgica da Igreja revela como Cristo se esvaziou completamente de Sua glória para nos salvar de nossos pecados e nos ensinar quem somos.
Na vigília da Páscoa, a Igreja então ressurge gloriosa para a vida. Nos tempos antigos, a vigília era celebrada tarde da noite. Na escuridão, uma simples centelha era espalhada pelas chamas. As chamas espalhavam-se por toda a Igreja.
Se pudermos nos conectar de coração e mente com a liturgia da Igreja, na qual esses sagrados mistérios são reapresentados, por nossa receptividade ativa nos tornaremos participantes nos mistérios salvíficos da vida, morte e ressurreição de Cristo. Para iniciar essa receptividade devemos ser membros batizados da Igreja e estar em estado de graça.

quinta-feira, 7 de abril de 2011
Pré-lançamento: Breviário tridentino latim-inglês
Recomendamos vivamente a quem quiser recitar a Liturgia das Horas tradicional. O preço é relativamente acessível: U$ 350 os três volumes.
Mais informações no próprio site da Baronius Press.
| Roman Breviary - Breviarium Romanum |
| Latin-English Breviary [side-by-side] |
| Flexible cover (Black Leather), Size: 4.5" x 7", Item No: 5500, 3-Volume Set, 6,064 pages Vol. I – 1952 pages Vol. II – 2144 pages Vol. III – 1968 pages $350/ £230 (provisional price, to be confirmed at pre-ordering stage) |
Reforma da reforma, em festa do padroeiro, na Paróquia São José, em Belém do Pará
As fotos retratam dois momentos da Solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria, na capital paraense: visita da Imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, com a Missa cantada pelo pároco, Pe. Wiremberg José; Missa de encerramento da festividade e saída da procissão de São José, com a Missa cantada pelo pároco da Catedral, Pe. José Gonçalo. A Missa foi celebrada no hall de um dos maiores shopings centers de Belém, situado na área da paróquia.
Segundo o leitor Rudá Melo, que nos enviou, gentilmente, as fotos, a paróquia
foi criada a 30 de janeiro deste ano de 2011. O Pároco, sensivel a importancia da liturgia, sempre inssistiu na sacralidade de todas as cerimonias já realizadas neste pouco tempo. Graças a tal sensibilidade é possivel constatar a relação direta entre a liturgia e a caminhada pastoral.
Era até engraçado o espanto - e depois os comentários - das pessoas admiradas ao verem o sacerdote dirigindo-se ao altar de barrete. O Crucifixo, voltado para o sacerdote, e os castiçais sobre o altar, o uso do incenso solenizando os ritos, o uso de vasos sagrados preciosos e artisticamente belos, bem como de alfaias até então desconhecidas (como o véu do calice e a bolsa do corporal) poderiam ser mal interpretados e - na compreensão de alguns - ser até uma barreira para a "pastoral".
Ao contrário o padre de "chapeuzinho" está fazendo um belo trabalho nesses dois meses. Havia apenas uma sta. missa aos sábados, com boa frequencia de povo. E só.
Com a presença do sacerdote, além desta, são celebradas outras 3 aos domingos, om uma grande afluencia de pessoas, bem como a santa missa diária, além de toda a assistencia pastoral prestada.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Um casamento ad Orientem
Celebrou-se, no dia 5 de fevereiro do corrente ano, o Sagrado Matrimônio de dois leitores do Salvem a Liturgia: o filósofo e mestre em sociologia Rudy Albino de Assunção e a psicóloga Renata Silva.
O rito do casamento se deu durante a Missa, celebrada versus Deum, ainda que na forma ordinária (i.e., rito moderno, pós-conciliar), e em vernáculo, pelo Pe. Lourenir Geraldo Nascimento (conhecido como “Pe. Hiko”), na Capela de São Sebastião, em Gravatal, SC, Diocese de Tubarão.
Acompanharam a Missa, cantos dignos ao som do órgão e de um violino, junto de um coro, e os acólitos (não-instituídos) usaram a batina com a sobrepeliz.
Nas palavras do noivo:
Buscamos fazer uma Liturgia em que resplandecesse o Mistério Pascal de Cristo, que se nos revela também no Matrimônio Cristão, como imagem perene e insubstituível da entrega de Cristo pela Igreja.
Algumas fotos do casamento:
terça-feira, 5 de abril de 2011
Os enganos da carne
Sois vós tão insensatos? Tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis? (Gal 3,3)Se há uma coisa em que somos mestres em fazer é iniciar algo e não terminar. Se eu perguntasse a você quantos livros começou a ler e não terminou; quantas vezes prometeu que rezaria o Santo Terço diariamente e nada; quantas vezes decidiu não comer algo e comeu; você perderia as contas. Eu também! Sou rainha de começar algo e não terminar. E isso mostra o quanto você e eu somos inconstantes, o quanto somos infiéis e o quanto não perseveramos em nossa caminhada rumo ao amor do Pai. E estas atitudes influenciam diretamente nosso espírito. Explico.Algo que deixamos de considerar em nossa caminhada rumo ao Pai é que as atitudes da nossa carne influenciam diretamente em nosso espírito; e, como os nossos olhos só conseguem ver o que é mortal - e por isso não enxergam o que é eterno, não veem o sobrenatural - não vemos mal algum em assistir a um reality show que traz tanta pornografia; em ler uma obra que tenha teor maçônico; em ouvir músicas que excitem profundamente nossa sexualidade... Porém, todas estas coisas podem (e contribuem) perder a nossa alma, levando-nos para a desgraça eterna.Não se deixe levar pelos enganos da carne. Sabemos que o que a carne nos oferece é enganador, não tem constância. As paixões, as devassidões, as promiscuidades... todas elas se originam da carne. O que há de bom em nós não provém da nossa carne, mas é mérito exclusivo de Deus, que por seu amor, nos doou todos os dons que fossem necessários para que prosseguíssemos firmes rumo à nossa salvação.Uma vez resgatados pelo Sangue do Cordeiro; uma vez batizados, não podemos mais nos submeter ao homem velho. As práticas da vida velha devem ficar para trás, crucificadas na cruz. No Domingo da Páscoa a única coisa que pode ressurgir é a nossa vida nova, uma vida glorificada com Cristo. Só que para isso, precisamos viver o que vem ANTES da ressurreição, que é a morte. Portanto, se não queremos viver como o homem velho, precisamos morrer diariamente para nós, para a nossa carne, para as nossas vontades todos os dias, pois se morrermos cada dia para nós mesmos, a cada dia viveremos para Deus e sua vontade.Que esta meditação de hoje sirva-lhe como desafio para todos os dias de sua vida.Penitência:Reflita sobre como você tem se colocado diante do Senhor, em como você tem observado seus mandamentos. Pergunte-se se as coisas que você tem feito têm colaborado para a perdição ou a salvação de sua alma. Questione-se sobre o caminho que você tem trilhado, se está caminhando rumo à Pátria ou a Desgraça Eterna.Por fim, não deixe de olhar o Cristo Crucificado. Adore-o. Prostre-se diante do Senhor crucificado. Observe suas chagas, seu lado aberto. Contemple sua face. Analise o amor extremo e constrangedor que existe por você. Ouça, como bem ouviu Santa Tereza de Ávila, a bendita frase do Senhor: "Olha a quem te Olha" e olhe o Senhor. Contemple-o. Adore-o. Depois disso, deseje sepultar com o Senhor toda a sua vida de pecado, todo homem velho, todos os enganos da carne, para que, no Domingo de Páscoa, você possa bradar o verdadeiro Aleluia! Não mais aquele Aleluia sem verdade, e sim o Aleluia do homem novo, que não se corrompe, mas que vive conforme a vontade do Espírito.

