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sábado, 13 de junho de 2009

Suspiro


A Sagrada Liturgia, mantida e amada, pela Santa Igreja desde o seu início foi fonte constante de força mística para homens e mulheres das mais diferentes idades e épocas.

Os movimentos modernos atestam energicamente serem possuidores de uma autêntica espiritualidade, espiritualidade litúrgica, mas o que se analisa é diferente realidade; distorções macabras assolam almas e destroem a santidade presente nelas. O que diriam os místicos cristãos, que beberam da Liturgia como fonte borbulhante de vida espiritual, das atuais “modernizações” ou “inculturações”?

O que Santa Teresa do Menino Jesus, enquanto sacristã do Carmelo de Lisieux, diria da falta grotesca de zelo para com os santos paramentos? Túnicas sujas, casulas mal cortadas, ministros leigos paramentados tal qual sacerdotes! A Santa Comunhão ministrada de forma irreverente e sacrílega, ela que ansiava dia a dia pela união com o Amado, aceitaria recebê-lo de qualquer forma? Qual a impressão de Santa Teresa de Jesus ao adentrar uma “igreja” e ter que procurar o Sacrário que para melhor acomodação do “espaço litúrgico”, foi colocado de lado junto a algumas imagens que incomodavam o sacerdote? Ou ainda perceber que ela é mais uma “concelebrante”! Com toda certeza ela desistira de Reformar o Carmelo e reformaria o citado templo.

Quando ainda não são somente os espaços que não transmitem mais a fé, mas o discurso religioso que admite vertentes estranhas ao corpo doutrinal da Igreja. Santa Catarina de Sena, ouvindo uma homilia é admoestada a não lutar pelo papado, instituição humana e que provocou as maiores barbáries vistas pela humanidade, mas quem sabe lutar pela ordenação de mulheres, ela poderia ser a primeira! São Bento entenderia a Santa Missa como verdadeiro martírio, como é difícil encontrar Deus em meio a tanto barulho e agitação! Correria desesperadamente para o deserto.

A Beata Elisabete da Trindade ao ver o fiéis participando da Santo Sacrifício com tal histeria, como em um jogo de futebol, faria muitas outras penitências e talvez não suportasse chegar aos vinte e seis anos; ou ainda, ao ver as grades do Carmelo arrancadas e os véus cortados, talvez preferisse ficar no mundo a tocar seu belo piano.

São Domingos Sávio, o que pensaria das Cristo-Baladas onde o som que é tocados nas Missas ganha um remix juvenil? E a única diferença é a ausência de bebida alcoólica, a “pegação rola solta”, mas antes se faz o sinal da cruz claro! Ainda são católicos... O que une as duas baladas é definitivamente a ausência de Deus.

Dom Bosco em sua juvenil alegria, choraria de tristeza ao ver a Santa Missa tornar-se um palco de espetáculos horrendos aclamado por almas aflitas que adoram a um Deus-Sentimento, São Francisco teria grande trabalho em demonstrar que o fim último da caridade não é o pobre, e que colocá-lo sob o altar e adorá-lo, não manifesta o verdadeiro amor cristão.

Quantos caminhos não teria que percorrer São Domingos para converter almas que se servem de Beatíssima Virgem como amuleto ou slogan de “mulher libertadora”; São Pedro Julião Eymard teria que ser duplamente inflamado de amor para com a Santa Eucaristia, para poder proclamar os abusos e indiferenças que claramente, ultrajam o Sacramento do Amor. São Tomás de Aquino outra Suma teria que escrever para demonstrar as belezas da Fé Cristã tão soterradas por inescrupulosos pastores.

São Pio de Pieltrecina aceitaria de bom grado ser totalmente chagado para revelar novamente a verdade da Cruz que é velada por promessas milagrosas e barganhas espirituais; não ficaria desolada Santa Joana D’Arc em ter que lutar contra, com ou sem espada, almas que desistiram da Verdade e levam os outros ao claro erro?

Não desistira o Beato José de Anchieta de converter os índios? Haja visto eles estarem muito melhor assim! Santa Edith Stein não permaneceria judia? Os judeus alcançarão à salvação final, onde estaria ela com a cabeça ao aceitar o Cristianismo e ainda por cima morrer por esta fé que definitivamente, matou tantos judeus como ela? Chesterton provavelmente aceitaria o Islamismo, pois afinal, adoramos o mesmo deus e o que importa é fazer o bem (relativo)!

Muito provavelmente Santa Clara, desistiria da vida contemplativa que é sinal visível da opressão machista que confina mulheres sábias em conventos e grades, seria ela mais uma freira descaracterizada militante de algum partido. São Vicente de Paulo, poderia facilmente trabalhar pelos pobres sem precisar de oração e vida sacramental, o que está na moda é a Ong com fachada cristã.

Que concorrência desleal teria São Bernardo de Claraval em suas homilias diante dos padres “favos de mel” que promulgam o “deus-aceita-tudo” ou ainda “a igreja chata que nós vamos mudar” e assim agradam a grande assembleia, desprovida de catequese e espiritualidade.

Para quem seriam dirigidas as Apologéticas de Santo Agostinho? Para os pagãos? Provavelmente não. São João Crisóstomo não teria a mesma atitude de Nosso Senhor no templo? Altares profanados, sacerdotes indignos... Poderia ele afirmar que os cristãos se diferem dos pagãos em suas atitudes? Quão triste não ficaria São Lourenço, quando interrogado, tivesse que entregar como bem da comunidade algumas casas na praia ou televisores de última geração.O Santo Cura D'Ars passaria dias sem confessar um fiel, visto que a "confissão é direta com Deus e o padre deixou fazer isso". São Luís Gonzaga teria muita dificuldade na vida religiosa, percebendo que castidade, obediência e pobreza são votos impositivos, negativos e cumprem-se somente no nível legal. As mártires de Compiègne pensariam duas vezes antes de colocar a cabeça na forca: "Morremos pela opressão da Revolução ou pela opressão da Igreja?"

São Thomas Moore não desejaria antes de morrer pedir perdão pelos protestantismos que alcançaram cumes altíssimos na Santa Igreja de Cristo? São Pio X não desejaria viver eternamente para proclamar os erros que tentam derrubar as portas da Igreja e começam por envergá-las?

Estes exemplos por mais que estejam fisicamente mortos, nos atestam que suas atitudes podem ser mais que atuais, o grande problema é quando questionamos os personagens e não as situações.

3 comentários:

  1. Espetacular!! Mas acho que sou suspeito para falar, sou fã do Diego, hehehe.

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  2. Quem é Diego?????????

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  3. Fundamental!!! Como a Nossa Igreja é tão grandiosa!!!!!!!!! E nós homens não sabemos vivenciar esta magnitude e pior as vezes a reduzimos com nossos atos.

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