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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Celebração da Paixão do Senhor, em Frederico Westphalen - RS


Às 15hs da sexta-feira santa como de costume, S.E.R Dom Antonio Carlos Rossi Keller presidiu a celebração da Paixão do Senhor em sua Igreja Catedral.

Segue abaixo a homilia proferida e algumas fotos.

"Todos nós aqui presentes: bispo, sacerdote, ministros e assembleia, em respeitoso silêncio, perante este altar completamente despido de adornos e toalha,estamos relembrando a desonrosa morte de Jesus, contemplando a sua entrega voluntária na Cruz.

Ele entregou-se livremente à morte por amor, para nos restituir à vida.

A verdadeira natureza deste nosso exercício espiritual consistirá, pois, em refletir no amor do Senhor como o mais precioso objeto do nosso desejo.

Escutamos primeiramente a Palavra de Deus, recordamos depois a Paixão de Jesus e adoraremos a cruz; finalmente, participaremos da sagrada comunhão.

Estamos associados a este silêncio para melhor podermos interiorizar esta celebração, a fim de mais intensamente a vivermos.

A Cruz, contemplação da morte.

Este é o dia em que adoramos de modo particular a Cruz. Instrumento de morte infame, este sinal nasceu diante de nós, desde a aurora, e atravessa as horas de Sexta-Feira Santa, durante as quais nos encaminhamos, atenciosos, para seguir, com o pensamento e o coração, a paixão do Senhor: o caminho que vai desde a sua prisão no Monte ao lado da torrente do Cédron, passando pelo Pretório de Pilatos até ao Calvário. A morte.

As horas deste dia, atravessadas de religioso silêncio, fazem-se sentir na significativa liturgia desta tarde: a adoração da Cruz. A contemplação da morte.

A Cruz de Cristo, alegria para o mundo.

Adoramos a Vossa Cruz, Senhor. Sim. Na Cruz, Cristo manifestou-se como Senhor: aceitou a morte e deu a vida. Não foi simplesmente «morto», mas «deu a vida». Aceitou a morte e deu a vida. Deu a Sua vida por nós. Por todos os homens. «Nós» somos apenas uma pequena parte daqueles pelos quais Cristo deu a vida. Não há um único homem, desde o início até ao fim do mundo, por quem Ele não tenha dado a vida.

Ele deu a vida por todos. Redimiu a todos. A Cruz é o sinal da redenção universal: eis que mediante o madeiro – da Cruz – se difundiu a alegria em todo o mundo.

A Cruz, porta para Deus.

A Cruz é a porta, através da qual Deus entrou definitivamente na história do homem. E nesta história permanece. A Cruz é a porta, através da qual Deus não cessa de entrar na nossa vida. Por isso é que nós nos persignamos com o sinal da cruz e dizemos simultaneamente «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

Tais palavras são um convite a Deus, para que venha a nós. E unimo-las com o sinal da Cruz, para que Deus entre no coração do homem mediante a cruz. E, assim, Ele passa a estar presente em todas as atividades, pensamentos e palavras: em toda a vida do homem e do mundo.

A Cruz abre-nos para Deus. A Cruz abre o mundo para Deus.

Que esta Sexta-Feira Santa, dedicada ao mistério da Cruz, que nós meditamos neste dia, nos aproxime cada vez mais de Deus vivo: Pai, Filho e Espírito Santo.

Que o sinal da morte de Cristo vivifique em nós a Sua presença e a Sua força. É o que pedimos a Deus, nesta nossa celebração de hoje."

Dom Antonio Carlos Rossi Keller.  


















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