Manchetes

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Missa no rito ordinário; inglês e versus Deum

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Missa celebrada no rito ordinário, em inglês e versus Deum, pelo capelão da marinha americana Pe. Charles Johnson, da Archdiocese for the Militaty Services, numa doca do pier, quando da manutenção de reparo do porta-aviões USS Theodore Roosevelt.

Retirado de: http://apriestlife.blogspot.com/2009/07/holy-mass-and-hermeneutic-of-continuity.html

sábado, 24 de outubro de 2009

Santa Missa In Coena Domini

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O Santo Padre celebrou na tarde da Quinta-feira Santa deste ano a Santa Missa In coena Domini, na ceia do senhor. Nela podemos observar muito zelo tanto da parte do celebrante, quanto da dos assistentes. Notamos que o Papa distribuiu a comunhão de joelhos a alguns fiéis, que as mulheres presentes à celebração portavam véus. Observa-se o silêncio sagrado de maneira exemplar. Na procissão de entrada entram as sete velas. É notável, ainda, a beleza advinda do latim cantado divinamente.



Para fazer download clique com o botão direito aqui e selecione a opção "salvar link como".

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Na Cruz...no Altar!

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A Tradição e o Magistério nos ensinam que o sacerdote age na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, penso que outra reflexão pode nascer desta perspectiva. Cristo na ara da Cruz estava acompanhado de sua Santíssima Mãe e do Fiel Discípulo, como estariam essas figuras presentes junto ao sacerdote no altar? Muitos fiéis reclamam hoje por uma maior "participação" junto ao Santos Mistérios, se a presença silenciosa da Virgem Maria e a de São João junto ao Redentor fosse meditada e seriamente pensada, muitos silenciariam e perceberiam o quão estranho é o pedido.

Jamais poderia a Virgem subir ao madeiro, jamais poderia o apóstolo derramar o sangue pela redenção dos homens, através do silêncio a participação é muito mais estreita e eficaz. A Liturgia nos apresenta estas duas figuras também junto ao altar e ao sacerdote; nas santas mulheres que assistem ao Santo Sacrifício e nos jovens, tal qual o Evangelista, que sobem junto com o sacerdote ao altar e ali podem escutar o bater próximo do Divino Coração. As mulheres que em muitas situações cuidam dos paramentos sacerdotais, preparam as flores e arranjos para o altar, zelam pela limpeza e ordem do templo, mas acima de tudo auxiliam o ministério sacerdotal através de suas orações e preces, baseadas no exemplo da Virgem Maria que com certa respeitosa distância acompanhava o anúncio evangélico de seu amado Filho.

Como não se lembrar as piedosas senhoras que constantemente aos pés do altar rezam pelos sacerdotes que exercem seu apostolado e cuidado das almas e não podem passar, infelizmente, horas diante do Santíssimo Sacramento? Como não lembrar das mulheres que correndo ao sepulcro para cuidarem do corpo de Nosso Senhor encontram a notícia de sua Ressurreição e o próprio Ressuscitado? Aquelas que como a Filha de Sião, preparam e cuidam das sagradas alfaias, o mesmo cuidado que a Virgem tinha ao cuidar dos cueiros do Menino-Deus e a tristeza ao ver a mortalha, provavelmente tecida por ela, cobrir o chagado corpo. As mesmas que como Maria sofrem ao ver o santo sacerdócio sendo alvo de ataques, o Santíssimo tão profanado e o santo altar alvo de desleixo e falta de carinho.

Penso que o mais próximo exemplo para os acólitos e coroinhas seja o de São João Evangelista, o jovem e fiel discípulo de Nosso Senhor. Estes jovens que sobem ao altar com a coragem e confiança daquele santo rapaz, sem saber bem ao certo o mistério que ali encontrarão, sobem com a mais jovial alegria e simplicidade e podem ficar aos pés da Cruz e sentir o Amor Divino derramando-se sobre suas vidas. Podem como João, reclinar a cabeça durante a Santa Ceia e ouvir o bater do Sagrado Coração que se derrama continuamente em amor e misericórdia para com todos mediante as mãos do sacerdote no Altar e nos Sacramentos. Como não perceber que é justamente ao jovem que reclinado ouviu os mais íntimos segredos do Coração de Deus que Nosso Senhor entrega sua amada Mãe?

O Santo Altar é o campo aberto onde as sementes da vocação são plantadas e regadas pelo cálice elevado, as moças que vendo o exemplo da Madalena decidem correr atrás do Divino Esposo e deixando tudo aceitam as núpcias da fé, ou então, os jovens que percebendo que o Coração Divino pulsante e amoroso no santo altar é pouco perscrutado e pouquíssimos desejam reclinar-se sobre o peito de Jesus Cristo entregam sua juventude e correm ao encontro da Cruz.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dedicação da igreja e do altar da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes / Rodeio Bonito - RS

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No último dia 18 de outubro, em missa solene foi dedicada a Igreja e o Altar da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes na cidade de Rodeio Bonito - RS. Na ocasião também foi comemorado os 60 anos da mesma paróquia.

A cerimônia foi presidida por S. E. R. Dom Antonio Carlos, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, contava-se com a presença de vários presbiteros que vieram concelebrar, e numerosos fieis, vindos das cidades que fazem parte da paróquia.






















terça-feira, 20 de outubro de 2009

Letras católicas na música litúrgica

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"Lex orandi, lex credendi": “A lei da oração é a lei da fé.”. Esta é uma antiga regra que rege a Sagrada Liturgia da Santa Igreja.

Nesse sentido, é evidentente que as letras dos cantos executados na Liturgia precisam ser totalmente compatíveis com a doutrina católica. A Liturgia tem, por si só (não somente nas letras dos cantos, mas em todos os seus gestos e sinais), um caráter catequético, que visa reforçar a nossa fé católica.

Infelizmente, nem sempre é isso que temos visto no Brasil. A crise doutrinal e litúrgica que teve o seu auge na década de 1970 deixou marcas que persistem até hoje. A disseminação da “Teologia da Libertação” (TL) de caráter marxista, condenada pela Santa Igreja teve uma grande influência da vivência litúrgica, e mesmo em letras de músicas que são cantadas até hoje (sobre a TL, ver a "Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação", da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, de 06 de Agosto de 1984).

Ensina-nos o Sagrado Magistério da Santa Igreja que a Hóstia Consagrada é a Presença Real e substancial de Nosso Senhor em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e que a Santa Missa é Renovaçã do Santo Sacrifício de Nosso Senhor (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 1356-1381). Mas infelizmente é comum hoje no Brasil, por exemplo, cantos litúrgicos de gênero popular que parecem reduzir a Santa Missa a um simples evento social (um “encontro de irmãos”, “celebração da fraternidade”, “celebração da vida” ou sei-lá-o-que), e o momento da Sagrada Comunhão, onde se recebe o Corpo de Deus, a um mero sinal de comprometimento social (na melhor das interpretações).

Isso quando não vemos cantos repletos de jargões que, embora possam ter uma interpretações católica, são reconhecidamente bandeiras marxistas (como “igualdade”, “fraternidade”), o que facilmente se explica pela ideologia da TL; ou então letras que incitam a luta de classes e o vandalismo (“vou botar fogo...", etc). E infelizmente, tais letras infestam livrinhos de cantos publicados por algumas dioceses.

Há ainda o costume que tem se disseminado que cantar músicas de origem protestante. Mesmo que algumas não contenham heresia, e sejam evidentemente mais espirituais do que as abordadas acima, elas não expressam a fé católica de forma tão precisa, profunda e completa, como aquelas feitas por católicos que visam reforçar os fiéis na fé católica e auxiliá-los a terem as disposições adequadas para usufruir do tesouro supremo que é a vivência eucarística; estas falam muito do amor a Deus, e quando falam do amor ao próximo, falam de maneira pura, isto é, verdeiramente cristã e SEM ideologia marxista.

Vale a pena comparar essas letras, profundamente católicas e também de gênero litúrgico popular, com os cantos que normalmente são ouvidos nas igrejas hoje...

Segue, abaixo, as letras de alguns desses cantos tradicionais e profundamente católicos:

Prometi no meu Santo Batismo

1. Prometi no meu Santo batismos, ser fiel a Jesus sem cessar; o que os pais e padrinhos falaram,/ hoje eu mesmo vim confirmar.

Refrão: Fiel, sincero, eu mesmo quero a Jesus prometer meu amor.

2. Creio, pois, na divina Trindade, Pai Filho e inefável Amor. No mistério do Verbo Encarnado, na Paixão de Jesus Redentor.

3. Eu prometo da Igreja de Cristo os preceitos sublimes guardar; sua voz, como um eco divino, saberei obediente escutar.

Hóstia Branca

1. Hóstia branca no altar consagrada, adorável cordeiro pascal, os mais ímpios mortais regeneras, teus devotos defendes do mal.

Refrão: Sacrosanto maná dos altares, corpo e sangue do meu Redentor. Reverente minh'alma te adora, eu te adoro, mistério de amor.

2. Hóstia santa, consolo dos justos, divinal esperança dos réus, és no mundo o refúgio das almas, és a glória dos santos nos céus.

3. Hóstia pura, sagrado alimento, pão do céu, encerrado no altar. Oh, eu quero guardar-te em meu peito, vem minha alma fiel confortar.

4. Hóstia viva, sacrário de graças, Jesus Cristo, meu Deus e meu Rei, eu por ti viverei santamente, e contente por ti morrerei!

Glória a Jesus

1. Glória a Jesus na hóstia santa, que se consagra sobre o altar, e aos nossos olhos se levanta para o Brasil abençoar.

Refrão: Que o santo Sacramento, que é o próprio Cristo Jesus seja adorado e seja amado nesta terra de Santa Cruz!

2. Glória a Jesus, Deus escondido, que, vindo a nós na comunhão, purificado, enriquecido, deixa-nos sempre o coração.

3. Glória a Jesus, prisioneiro do nosso amor, a esperar, lá no sacrário o dia inteiro, que o vamos todos procurar.

4. Glória a Jesus, que ao rico e ao pobre se dá na hóstia em alimento, e faz do humilde e faz do nobre um outro Cristo em tal momento!

5. Glória a Jesus na Eucaristia, cantemos todos sem cessar, certos também que, de Maria, bênçãos a Pátria há de ganhar.

Eu te adoro, Jesus-Hóstia

1. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor! És dos Anjos o suspiro, E dos homens glória e honor.

Refrão: Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor!

2. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor! És dos fortes a doçura,E dos fracos o vigor.

3. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor! És na vida alento e força, E na morte o defensor.

4. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor!És na terra fiel amigo,E do Céu, feliz penhor.

5. Eu te adoro, Jesus-Hóstia, Eu te adoro, Deus de Amor! És meu Deus, excelso e grande, E dos séculos, o Senhor.

Bendito, louvado seja

1. Bendito, louvado seja, bendito, louvado seja, o Santíssimo Sacramento, o Santíssimo Sacramento

2. Os anjos, todos os anjos, Os anjos, todos os anjos, louvam a Deus para sempre, amém, louvem a Deus para sempre, amém.

3. Fazei-nos, Virgem Maria, fazei-nos, Virgem Maria, sacrários vivos da Eucaristia, sacrários vivos da Eucaristia.

Coração Santo

Refrão: Coração Santo, Tu reinarás; Tu nosso encanto, sempre serás!Coração Santo, Tu reinarás; Tu nosso encanto, sempre serás!

1. Jesus amável, Jesus piedoso, Pai amoroso, frágua de amorAos Teus pés venho, se Tu me deixas, Sentidas queixas, humilde expor!

2. Divino Peito, que amor inflama, Em viva chama, de Eterna Luz, Porque até em sempre, reconcentrada, Não adorada, Doce Jesus!

3. Correi, cristãos, vinde adorar, Vinde louvar, O Bom JesusCom grande ardor, Rendei-lhes preitos, Com os eleitos, na Eterna Luz!

4. Divino Sol, espanca a treva, Que já longeva, o mundo envolve;Aos pecadores, aos ignorantes, Que andam errantes, Teus olhos volve!

5. Estende às almas, Teu suave fogo, E tudo logo, se inflamará, Mais tempo a terra, no mal sumida, Empedernida, não ficará!

6. Por estas chamas, de Amor benditas, Nunca permitas, ao mal reinar, Ao Brasil chegue, Tua caridade, Que ele em verdade, Te saiba amar!

7. Divino Peito, onde se inflama, A doce chama, da caridade; Não a conserves, reconcentrada, Mas dilatada, na Cristandade!

Vitória, tu reinarás

Refrão: Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás! Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!

1. Brilhando sobre o mundo, Que vive sem tua luz, Tu és um sol fecundo, De amor e de paz, ó cruz!

2. Aumenta a confiança, do pobre e do pecador, Confirma nossa esperança, Na marcha para o senhor.

3. À sombra dos teus braços, a Igreja viverá, Por ti no eterno abraço O Pai nos acolherá.

Prova de amor maior não há


Refrão: Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão!
1. Eis que eu vos dou um novo Mandamento:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"

2. Vós sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
3. Permanecei em meu amor e segui meu madamento:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
4. E chegando a minha Páscoa, vos amei até o fim:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
5. Nisto todos saberão que vós sois os meus dicípulos:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Missa de Casamento na forma extraordinária, no Rio de Janeiro

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Missa celebrada após o rito do casamento. Ambos na forma extraordinária do rito romano (rito antigo, uso tradicional, rito tridentino ou de São Pio V). Celebração feita dia 25 de abril de 2009 pelo Pe. Demétrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico e também diretor espiritual do Seminário da Arquidiocese de Niterói, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé do Rio de Janeiro. Canto pelo Coro da Arquidiocese do Rio, com regência de Benedito Rosa e orgão de Claudia Feitosa.



























terça-feira, 13 de outubro de 2009

O sacerdócio edifica a Igreja

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Autor: Pe. Demétrio Gomes da Silva (Diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José da Arquidiocese de Niterói-RJ)

Publicação original: Julho de 2009


Saiba mais: Catecismo da Igreja Católica, n. 1322-1498;1536-1600; 1667-1673.


Ao proclamar o Ano Sacerdotal, com ocasião da comemoração do 150º aniversário do dies natalis de São João Batista Maria Vianney o Santo Padre, Papa Bento XVI, disse que pretendia “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”. Este Ano Sacerdotal deve ser um tempo no qual não só os sacerdotes, mas todos os fiéis redescubramos a beleza deste grande dom que o Senhor confiou à Sua Esposa, a Igreja.

Se todo cristão é um «Outro Cristo» - Alter Christus -, com muito mais razão o é o sacerdote. Homem configurado ao Senhor não só em virtude do sacramento batismal, mas também pela ordenação sacerdotal, que realiza nele uma identificação total com Cristo, Cabeça da Igreja. Podemos dizer que tal identificação é tão profunda, que já não existe uma alteridade perfeita entre Cristo e o sacerdote. Ele já não é somente um Alter Christus, mas Ipse Christus, o mesmíssimo Cristo.

Estritamente falando, só existe um Único Sacerdote: Jesus Cristo. Todos aqueles que recebemos o dom do sacerdócio por imposição das mãos dos Apóstolos e seus sucessores somos sacerdotes n’Ele, isto é, participamos do seu único e sempiterno sacerdócio.

O sacerdote perpetua a presença do Senhor na história dos homens de todos os tempos. Ele é chamado a fazer de sua voz, a voz de Seu Senhor; do seu olhar, o mesmo olhar amoroso do Mestre; de suas mãos, mãos que seguem curando e levantando aqueles que sofrem sob o peso de seus pecados. Parafraseando a Bem Aventurada Madre Teresa de Calcutá, podemos dizer, em uma palavra, que o sacerdote permite que Cristo siga amando através dele.

Por mais que quiséssemos, jamais conseguiríamos abarcar por completo este mistério na Igreja de Deus. O Santo Cura d’Ars dizia aos seus, que se entendêssemos o que é um sacerdote, morreríamos, não de susto, mas de amor. Afirmava também que só no Céu, o sacerdote entenderá bem a si mesmo.

A dignidade dos sacerdotes - a qual todos somos chamados a redescobrir neste Ano Sacerdotal - não consiste nas qualidades pessoais daqueles que são chamados a este ministério. Na verdade, parece que essas são inclusive bem escassas naqueles a quem o Senhor chama. Se Ele fosse seguir a lógica humana, certamente escolheria a outros. Há seguramente muito mais pessoas eloqüentes por aí, mais inteligentes, e até mesmo mais santas. Por certo, a criatura mais perfeita e bela que saiu das mãos de Deus, a Virgem Maria, não foi chamada ao sacerdócio. Aqui cai por terra a débil argumentação feminista, segundo a qual as mulheres deveriam ser também ordenadas, pois possuem a mesma dignidade que os homens. Em parte é verdade, mulheres e homens possuem a mesma dignidade diante de Deus, mas a dignidade do sacerdote - ignoram os feministas - não reside em que ele humanamente seja mais ou menos digno, mas no tesouro sobrenatural que ele porta, apesar do pobre vaso que é, na eleição que o próprio Deus fez dele.

O Senhor chama aqueles que Ele quis (Cf. Mc 3,13). Essa é a razão suprema do chamado sacerdotal: o querer libérrimo de Deus, totalmente independente das qualidades pessoais daquele que é chamado. A vocação sacerdotal é, por isso, dom totalmente gratuito. Ninguém tem “direito” a recebê-la.

A presença do sacerdote no mundo é absolutamente necessária para que a redenção alcance a todos os homens. A ação mais sublime que um homem pode realizar na terra - consagrar o Corpo e o Sangue do Senhor, e perdoar os pecados - só pode ser realizada por um sacerdote. “O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…). Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas” (São João Maria Vianney).

Sem padre, não há Eucaristia, e, sem Eucaristia, não há Igreja. O teólogo francês, Henri de Lubac, afirmava que a “Eucaristia edifica a Igreja”. Podemos aqui acudir também a uma paráfrase e dizer que “o sacerdócio edifica a Igreja”. O caminho inverso, infelizmente, também é verdadeiro. Se alguém quiser desedificar a Igreja, tentará fazê-lo procurando destruir o sacerdócio. O demônio e os seus amigos sabem muito bem disso, e, como não tiram férias, tentam a todo o momento macular a imagem dos sacerdotes entre os homens.

Essa é a única razão pela qual os pecados dos ministros de Cristo são lançados aos quatro ventos, para que todos os contemplem e deixem de perceber o tesouro que escondem por detrás de suas fragilidades humanas. Não sejamos ingênuos: qual outra razão teriam em publicar em diversos meios de comunicação as misérias desses homens?

É verdade, lamentavelmente, que existem - sejamos realistas - sacerdotes que profanam o seu celibato com toda a espécie de corrupção sexual que a criatividade dos filhos de Adão pode imaginar, sacerdotes que se vendem por dinheiro, que desobedecem às normas da Igreja, enfim.

Como afirmou o Papa Bento XVI, “nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss)”. É um dano inimaginável o que esses maus pastores podem causar às almas de quem eles deveriam salvar, sobretudo porque um sacerdote nunca se condena sozinho. Porém, devemos estar muito vigilantes para que jamais sejamos tomados de certo espírito pessimista, que nos leve a pensar que todos os sacerdotes estão corrompidos, que nos faça, enfim, deixar de contemplar a beleza do ministério sacerdotal, e maravilhosa ação que Deus prodigaliza por meio desses homens.

Diante de tantas sombras, temos que afirmar - também com realismo -, que a imensa maioria dos sacerdotes temos o desejo de sermos fiéis à nossa vocação. Ainda com toda nossa debilidade, que compartilhamos com os nossos irmãos homens, temos o anseio sincero de conversão, de santidade, e para isso, nos confessamos, buscamos uma direção espiritual, e aproveitamos todos os meios ascéticos para colaborar com a graça de Deus em nós. Quantos são os sacerdotes que se consomem diariamente, nos altares de distantes igrejas, no silêncio dos confessionários, nos hospitais, e em tantos outros lugares, para conduzir ao Céu aquelas almas que lhe são confiadas, ocultos aos olhos dos meios de comunicação?

Aproveitemos esta inspirada iniciativa do Santo Padre para fazer novamente brilhar o esplendor do sacerdócio na Igreja Católica. Esplendor que, nem sequer, a miséria dos pastores enfermos - não existem maus pastores, mas pastores doentes - poderão roubar da Santa Igreja. Resgatar práticas simples, mas carregadas de fé, como, por exemplo, pedir a bênção aos sacerdotes. Incentivá-los a que se vistam como padres. Rezar muito pela sua conversão. Fazer, de alguma forma, com que nós mesmos redescubramos o tesouro que recebemos em nossa ordenação e recuperemos nossa identidade diante da Igreja e do mundo.

Certa vez ouvi dizer que a sociedade civil é um reflexo da sociedade eclesiástica. Se isso é verdade, pense no que poderíamos fazer no mundo com um punhado de sacerdotes santos?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Das Premissas

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Lógica não é uma das áreas que mais me atrai na Filosofia, mas sou tentado a usá-la neste momento para explicar certos conceitos presentes neste apostolado os quais algumas vezes passam despercebidos da grande maioria que nos acompanha.

O famoso silogismo aristotélico é constituído de premissas e conclusão, as premissas são juízos o
u fatos que obrigatoriamente tendem para uma conclusão; felizmente este blog é sobre Liturgia e não Lógica, explico-me.

O apostolado exercido pelo Salvem a Liturgia é o da glorificação de Deus Altíssimo e salvação das almas, através da divulgação e defesa do Sacro Rito Romano. Qualquer um que considerasse o apostolado como somente crítica a certas posturas litúrgicas ou exaltação de outras, estaria desconsiderando as importantes premissas deste apostolado.


O fiel que deixasse de participar de uma Santa Missa pelas rendas não serem as melhores ou os candelabros sem polimento deveria rever diante de si e do Senh
or os motivos que o motivam ao "torto zelo" pela Liturgia. Cuidar da Liturgia e descuidar das almas e da adoração ao Senhor seria tornar a conclusão premissa e inverter a ordem correta entre as mesmas.

A própria palavra APOSTOLADO compreende a preocupação com as almas e com a glória de Deus. Infelizmente, certas posturas adquiridas de forma automática fundamentam aqueles que nos acusam de ausência de pastoralidade e anacronismo.


Os que nos acusam de possuirmos uma "visão superficial" das realidades eclesiais brasileiras ou internacionais não possui fundamentação, sabemos que discutir a validade da comunhão na mão ou na boca torna-se relevante diante da constatação de que muitos não conhecem o real valor da Sagrada Eucaristia, não podemos contudo, esquecer que o fato apresentado como "superficial" possui sua repercussão direta no problema anterior.


É de nosso conhecime
nto o bem que tal apostolado tem causado aos fiéis que procuram a reta doutrina, e como consequência, a perda que causamos aos anjos rebeldes retirando de suas mãos cada vez mais almas, os quais possuem somente como forma de ataque fazer com que este apostolado seja mal entendido.

Proteja-nos a Mãe de Deus e São Miguel Arcanjo nesta difícil tarefa que nos foi confiada pelo próprio Deus e pela Santa Igreja.

"Quando Lúficer não pode agir por seus meios, os homens o fazem"
(São Vicente de Paula)

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