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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Missa no rito ordinário; inglês e versus Deum

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Missa celebrada no rito ordinário, em inglês e versus Deum, pelo capelão da marinha americana Pe. Charles Johnson, da Archdiocese for the Militaty Services, numa doca do pier, quando da manutenção de reparo do porta-aviões USS Theodore Roosevelt.

Retirado de: http://apriestlife.blogspot.com/2009/07/holy-mass-and-hermeneutic-of-continuity.html

sábado, 24 de outubro de 2009

Santa Missa In Coena Domini

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O Santo Padre celebrou na tarde da Quinta-feira Santa deste ano a Santa Missa In coena Domini, na ceia do senhor. Nela podemos observar muito zelo tanto da parte do celebrante, quanto da dos assistentes. Notamos que o Papa distribuiu a comunhão de joelhos a alguns fiéis, que as mulheres presentes à celebração portavam véus. Observa-se o silêncio sagrado de maneira exemplar. Na procissão de entrada entram as sete velas. É notável, ainda, a beleza advinda do latim cantado divinamente.



Para fazer download clique com o botão direito aqui e selecione a opção "salvar link como".

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Na Cruz...no Altar!

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A Tradição e o Magistério nos ensinam que o sacerdote age na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, penso que outra reflexão pode nascer desta perspectiva. Cristo na ara da Cruz estava acompanhado de sua Santíssima Mãe e do Fiel Discípulo, como estariam essas figuras presentes junto ao sacerdote no altar? Muitos fiéis reclamam hoje por uma maior "participação" junto ao Santos Mistérios, se a presença silenciosa da Virgem Maria e a de São João junto ao Redentor fosse meditada e seriamente pensada, muitos silenciariam e perceberiam o quão estranho é o pedido.

Jamais poderia a Virgem subir ao madeiro, jamais poderia o apóstolo derramar o sangue pela redenção dos homens, através do silêncio a participação é muito mais estreita e eficaz. A Liturgia nos apresenta estas duas figuras também junto ao altar e ao sacerdote; nas santas mulheres que assistem ao Santo Sacrifício e nos jovens, tal qual o Evangelista, que sobem junto com o sacerdote ao altar e ali podem escutar o bater próximo do Divino Coração. As mulheres que em muitas situações cuidam dos paramentos sacerdotais, preparam as flores e arranjos para o altar, zelam pela limpeza e ordem do templo, mas acima de tudo auxiliam o ministério sacerdotal através de suas orações e preces, baseadas no exemplo da Virgem Maria que com certa respeitosa distância acompanhava o anúncio evangélico de seu amado Filho.

Como não se lembrar as piedosas senhoras que constantemente aos pés do altar rezam pelos sacerdotes que exercem seu apostolado e cuidado das almas e não podem passar, infelizmente, horas diante do Santíssimo Sacramento? Como não lembrar das mulheres que correndo ao sepulcro para cuidarem do corpo de Nosso Senhor encontram a notícia de sua Ressurreição e o próprio Ressuscitado? Aquelas que como a Filha de Sião, preparam e cuidam das sagradas alfaias, o mesmo cuidado que a Virgem tinha ao cuidar dos cueiros do Menino-Deus e a tristeza ao ver a mortalha, provavelmente tecida por ela, cobrir o chagado corpo. As mesmas que como Maria sofrem ao ver o santo sacerdócio sendo alvo de ataques, o Santíssimo tão profanado e o santo altar alvo de desleixo e falta de carinho.

Penso que o mais próximo exemplo para os acólitos e coroinhas seja o de São João Evangelista, o jovem e fiel discípulo de Nosso Senhor. Estes jovens que sobem ao altar com a coragem e confiança daquele santo rapaz, sem saber bem ao certo o mistério que ali encontrarão, sobem com a mais jovial alegria e simplicidade e podem ficar aos pés da Cruz e sentir o Amor Divino derramando-se sobre suas vidas. Podem como João, reclinar a cabeça durante a Santa Ceia e ouvir o bater do Sagrado Coração que se derrama continuamente em amor e misericórdia para com todos mediante as mãos do sacerdote no Altar e nos Sacramentos. Como não perceber que é justamente ao jovem que reclinado ouviu os mais íntimos segredos do Coração de Deus que Nosso Senhor entrega sua amada Mãe?

O Santo Altar é o campo aberto onde as sementes da vocação são plantadas e regadas pelo cálice elevado, as moças que vendo o exemplo da Madalena decidem correr atrás do Divino Esposo e deixando tudo aceitam as núpcias da fé, ou então, os jovens que percebendo que o Coração Divino pulsante e amoroso no santo altar é pouco perscrutado e pouquíssimos desejam reclinar-se sobre o peito de Jesus Cristo entregam sua juventude e correm ao encontro da Cruz.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dedicação da igreja e do altar da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes / Rodeio Bonito - RS

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No último dia 18 de outubro, em missa solene foi dedicada a Igreja e o Altar da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes na cidade de Rodeio Bonito - RS. Na ocasião também foi comemorado os 60 anos da mesma paróquia.

A cerimônia foi presidida por S. E. R. Dom Antonio Carlos, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, contava-se com a presença de vários presbiteros que vieram concelebrar, e numerosos fieis, vindos das cidades que fazem parte da paróquia.






















quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Missa de Casamento na forma extraordinária, no Rio de Janeiro

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Missa celebrada após o rito do casamento. Ambos na forma extraordinária do rito romano (rito antigo, uso tradicional, rito tridentino ou de São Pio V). Celebração feita dia 25 de abril de 2009 pelo Pe. Demétrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico e também diretor espiritual do Seminário da Arquidiocese de Niterói, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé do Rio de Janeiro. Canto pelo Coro da Arquidiocese do Rio, com regência de Benedito Rosa e orgão de Claudia Feitosa.



























sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Das Premissas

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Lógica não é uma das áreas que mais me atrai na Filosofia, mas sou tentado a usá-la neste momento para explicar certos conceitos presentes neste apostolado os quais algumas vezes passam despercebidos da grande maioria que nos acompanha.

O famoso silogismo aristotélico é constituído de premissas e conclusão, as premissas são juízos o
u fatos que obrigatoriamente tendem para uma conclusão; felizmente este blog é sobre Liturgia e não Lógica, explico-me.

O apostolado exercido pelo Salvem a Liturgia é o da glorificação de Deus Altíssimo e salvação das almas, através da divulgação e defesa do Sacro Rito Romano. Qualquer um que considerasse o apostolado como somente crítica a certas posturas litúrgicas ou exaltação de outras, estaria desconsiderando as importantes premissas deste apostolado.


O fiel que deixasse de participar de uma Santa Missa pelas rendas não serem as melhores ou os candelabros sem polimento deveria rever diante de si e do Senh
or os motivos que o motivam ao "torto zelo" pela Liturgia. Cuidar da Liturgia e descuidar das almas e da adoração ao Senhor seria tornar a conclusão premissa e inverter a ordem correta entre as mesmas.

A própria palavra APOSTOLADO compreende a preocupação com as almas e com a glória de Deus. Infelizmente, certas posturas adquiridas de forma automática fundamentam aqueles que nos acusam de ausência de pastoralidade e anacronismo.


Os que nos acusam de possuirmos uma "visão superficial" das realidades eclesiais brasileiras ou internacionais não possui fundamentação, sabemos que discutir a validade da comunhão na mão ou na boca torna-se relevante diante da constatação de que muitos não conhecem o real valor da Sagrada Eucaristia, não podemos contudo, esquecer que o fato apresentado como "superficial" possui sua repercussão direta no problema anterior.


É de nosso conhecime
nto o bem que tal apostolado tem causado aos fiéis que procuram a reta doutrina, e como consequência, a perda que causamos aos anjos rebeldes retirando de suas mãos cada vez mais almas, os quais possuem somente como forma de ataque fazer com que este apostolado seja mal entendido.

Proteja-nos a Mãe de Deus e São Miguel Arcanjo nesta difícil tarefa que nos foi confiada pelo próprio Deus e pela Santa Igreja.

"Quando Lúficer não pode agir por seus meios, os homens o fazem"
(São Vicente de Paula)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Roquete e sobrepeliz

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Introdução
Roquete e sobrepeliz são duas vestes muito semelhantes. Seus papéis também podem se confundir. Apresentamos aqui a história de tais peças de maneira resumida. Tratamos ainda de seus usos na liturgia e suas principais diferenças.
O Roquete

Do que se trata
Trata-se de uma "túnica" de cor branca. Geralmente feita de linho fino ou tecido semelhante. Atinge os joelhos. Distingue-se da sobrepeliz principalmente pelas mangas mais estreitas, frequentemente enfeitados com rendas. Pode ser forrada nos punhos e/ou na barra.

Roquete com punhos forrados de vermelho
Quem usa e como usa
Esta peça é usada na atualidade por bispos e alguns prelados. Entretanto o direito de usar pode ser concedido à outros: como os cônegos da igreja catedral. Seu uso se dá com as vestes corais. Não é uma veste sacra, não podendo ser utilizado como um substituto para o sobrepeliz. Quando o bispo se troca, pode manter o roquete sobre a batina, colocando sobre eles o amito, a alva e os demais paramentos. Não pode, porém usar a sobrepeliz sobre o roquete, no caso de administrar algum sacramento.


Cardeal em vestes corais com roquete

História
As primeiras conhecimento do uso do Roquete datam do século IX. Trata-se de um inventário dos paramentos do clero romano. Neste ele é chamado "camisia". O nome "rochettum" apareceu em Roma no século XIV, não demorou muito para substituir todas as demais denominações.
Fora de Roma, tal paramento também era usado. No império franco (século IX) , como "Clericalis alba"; e na Inglaterra (século X), sob o nome de "oferslip". No início do século XII, o Roquete é mencionado por Gerloh de Reichersperg como "Talaris túnica". A partir do século XIII em diante, é frequentemente encontrado nos textos sobre liturgia.Um bom exemplo da "camisia" do século XII é o Roquete de Thomas Becket, o único sobrevivente medieval.

Roquete de Thomas Becket

O IV Concílio de Latrão prescreveu seu uso para os bispos que não pertencem a uma ordem religiosa, tanto na igreja quanto em todas as demais aparições públicas.
Significado
Com o resumo de seu uso aos bispos e alguns prelados, o roquete ganhou ao longo do tempo, o significado de autoridade e jurisdição.

Protonatário apostólico com manteleta sobre roquete em São Pedro

Papa em vestes corais com roquete, detalhe nas mangas com renda

Dom Eugênio Cardeal Sales com roquete na posse de Dom Orani

O então cardeal Ratzinger com roquete

Pio XII com roquete

D. António Barreto, Bispo do Porto (Portugal)

Papa João XXIII

Bispos de roquete nas vestes corais

A sobrepeliz
Do que se trata
Veste branca usada pelos sacerdotes em rituais que não se juntou à missa, por vários ministros no exercício de suas funções. A liturgia sempre quis colocar uma veste branca como base, à semelhança dos 24 anciãos que estão nos céus em volta do trono do Cordeiro (Ap 4, 4).
Não se sabe ao certo, o início do uso da sobrepeliz. Sem dúvida era originalmente uma veste reservada para procissões enterros e ocasiões semelhantes. Na Inglaterra e na França, já era encontrada no século XI. Na Itália, somente no século XII. Fora usada em casos isolados, como na administração de alguns sacramentos. Ao fim deste século já era característica do baixo-clero em suas funções litúrgicas. A vestição da sobrepeliz sobre os clérigos após a tonsura é descrita nos livros litúrgicos nos séculos XIV e XV. Os agostinianos tiveram, certamente,um papel fundamental na propagação do uso da sobrepeliz, usando-a nos serviços litúrgicos e como parte do próprio hábito. Nesta última função a sobrepeliz foi sendo substituída pelo escapulário. Originalmente, a sobrepeliz era uma vestimenta longa chegando aos pés, no século XIII começou a se reduzir, até atingir a forma que tem hoje. Seu nome se deve aos países nórdicos, onde era endossada sobre roupas de pele, por conta do clima frio.
Acólitos
A sobrepeliz é usada por acólitos que servem à missa como turiferário, cruciferário, ceroferário, etc, tanto na forma ordinária como na forma extraordinária do rito romano. Conforme era usada pelos agostinianos e posteriormente em toda a Itália, no fim do século XII.

Forma ordinária do rito romano celebrada pelo Papa Bento XVI

Acólito servindo na forma extraordinária do rito romano

Idem
Cerimoniários
Um dos casos mais notáveis do uso da sobrepeliz é pelos cerimoniários. Eles endossam a sobrepeliz sobre o hábito talar que lhes é conveniente. Abaixo tem-se algumas fotos dos cerimoniários pontifícios usando sobrepeliz.

Cerimoniários assistindo ao papa durante o rito do lava-pés. Observe que Mons. Guido Marini (à direita) usa sobrepeliz com renda e não roquete. Observe as mangas: são largas.

Na celebração da sexta-feira santa, durante o rito da adoração da Santa Cruz.
Vestes corais
Nas vestes corais o roquete pode ser substituído pela sobrepeliz, conforme determinação da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
Papa em vestes corais com sobrepeliz

Cardeal Serafim com vestes corais cardinalícias com sobrepeliz.

Cardeal Serafim com sobrepeliz com renda em Vitória

Administração dos sacramentos
Sempre que o sacerdote confere algum sacramento for da missa, faz uso da sobrepeliz sobre hábito talar e com estola. A cor desta de acordo com o sacramento em questão. Tal prática é antiga e já encontra na Itália no século XII.





Diáconos, Presbíteros e Acólitos assistentes
Na forma extraordinário do rito romano, os diáconos-assistentes usam sobrepeliz. Eles vestem-se ainda com batina e dalmática ao desempenharem sua função. Deixam à mostra, a parte inferior da batina.
De igual maneira, o presbítero-assistente e os acólitos-assistentes usam a sobrepeliz sob o pluvial; o primeiro com amito.
À frente do bispo, os dois diáconos assistentes e o presbítero assistente.

Procissão: os diáconos assisntes à frente do bispo. Podemos observar claramente as sobrepelizes.Pontifical ao trono na forma extraordinária, os diaconos-assistentes estão à frente com dalmáticas

Diferenças básicas
Concluindo esta pequena esplanação acerca dessas duas vestimentas. Gostaria de enfatizar as diferenças básicas entre os atuais modelos de roquete e sobrepeliz. O primeiro é estreito, apresenta grande quantidade de rendas e notavelmente mandas unidas às da batina. A sobrepeliz é mais larga, não possui necessariamente rendas e, se as possui, é em menos quantidade. As mangas são mais largas e não rentes às da batina. Abaixo detalhe das mangas:

Roquete

Sobrepeliz

Bibliografia:
  • Decreto da Congregação dos Ritos de 10 de janeiro de 1852
  • M. Magistretti, vestuário igreja em Milão, II ed., Milão 1905, pp. 30-34: G. Braun, suas vestes, trad. ital., Turim 1914, pp. 81-84, E. Roulin, Linges. insignes et liturgiques vêtements, Paris 1930, pp. 28-34
  • M. Magistretti, Delle vesti ecclesiastiche in Milano, II ed., Milano 1905, pp. 30-34: G. Braun, I paramenti sacri, trad. ital., Torino 1914, pp. 81-84; E. Roulin, Linges. insignes et vêtements liturgiques, Parigi 1930, pp. 28-34.Enciclopedia Cattolica, IV, Città del Vaticano, 1950.
  • http://en.wikisource.org/wiki/Catholic_Encyclopedia_(1913)/Surplice
  • http://en.wikisource.org/wiki/Catholic_Encyclopedia_(1913)/Rochet
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