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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mais uma reunião da Cetel e até agora nada!

Do sempre excelente Oblatvs:
 O site da CNBB informa que os responsáveis pela tradução da terceira edição típica do Missal Romano estiveram reunidos em Brasília.

"A Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) se reuniu em Brasília (DF), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para dar continuidade às revisões da tradução do Missal Romano e de outros textos litúrgicos. Esta é a segunda reunião do ano e a primeira reunião da nova composição da Cetel, após a sua escolha, em maio, em Aparecida (SP), na 49ª Assembleia Geral da CNBB. (...) Desde 2005 a equipe da Cetel vem fazendo o trabalho de tradução e revisão da terceira edição do Missal Romano. Por ano são três reuniões."

Há seis anos - e com grande atraso - tal comissão começou a fazer um importantíssimo trabalho de rever as péssimas traduções clementinas que vigoram entre nós. A terceira edição típica não oferece grandes novidades em relação às edições anteriores, ou seja, não fizeram significativos acréscimos ou mudanças  no pobre Missal de Paulo VI, mas um novo missal em língua vulgar poderá acrescentar muito, sobretudo para os padres.

Costumo dar como exemplo as palavrinhas "sanctas ac venerabilis" do Cânon Romano. Elas estavam lá antes de "mudarem" a Missa; permaneceram no Missal de Paulo VI e são repetidas ininterruptamente há centenas de anos pelos sacerdotes ao se referirem às mãos de Nosso Senhor no sagrado momento da consagração. Desde que rezem em latim, como eu fiz ontem! Porque no Brasil Dom Clemente Isnard e Cia. decidiram amputar as mãos divinas.

Alguns alegam que se trata de um preciosismo tolo, que o mais importante é a participação do povo e que, afinal, o Cânon quase não é usado. Mas ninguém responde em que três palavrinhas incomodam tanto e a quem, para que tenham sido sumariamente eliminadas do Missal em português. E como elas, tantas outras que sobreviveram no Missal em latim, não foram poupadas nestas bandas.

Eu imagino que só veremos a tradução acabada quando a Santa Sé ameaçar o mundo com uma quarta edição do Missal Romano - revista, ampliada e corrigida. Se isto acontecesse, a Cetel se apressaria em trazer à luz a atualíssima de 2001 (sic!), antes que os curialistas resolvessem enriquecer o Missal ou eliminar seus excessos.
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