Manchetes

sábado, 19 de novembro de 2011

Padre Zuhlsdorf: sobre o fim do ano litúrgico e o começo do novo

Ontem, 18 de Novembro, escreveu o padre John Zuhlsdorf (padre Z) a respeito do fim do ano litúrgico e o começo do novo (o original pode ser lido neste link):


No calendário novo, pós-conciliar, focamos o fim dos tempos na Festa de Cristo Rei. No calendário antigo, tradicional, não ocorre nenhuma festa litúrgica especial neste Domingo, apontando uma inquebrável continuação no ciclo pelo qual a Igreja representa os mistérios da salvação.
Ao mesmo tempo em que aguardamos a Segunda Vinda do Senhor – e é disso que se trata o Advento, a propósito; a Segunda Vinda, da glória e do julgamento – nós a tememos.
Os primeiros cristãos rezavam ansiosamente “Vinde! Senhor, vinde!”. Nos séculos posteriores esta ânsia deu lugar à sóbria percepção do que sofreremos no dia da Sua Vinda. Eles rezavam em direção ao Oriente, de onde acreditavam que o Senhor retornaria. Rezavam em jubiloso temor, em medo confiante do Senhor, o que é um começo de sabedoria.
Ambas estas atitudes nos podem ajudar, em nossos dias, a nos preocuparmos, temerosamente confiantes, sobriamente jubilosos, com o encontro que teremos com o Senhor quando Ele voltar.
O último dia de tua vida será uma antecipação da Segunda Vinda. Como escreveu Agostinho: Qualis in die isto quisque moritur, talis in die illo iudicabitur (ep. 199.2). Na morte, tua vida será desnudada. Na Sua Segunda Vinda, o Senhor desnudará todas as coisas. Tudo aquilo que toleramos na vida com paciente perseverança e, às vezes, sofrimento, será explicado.
Santo Agostinho explicou que os juízos do Senhor nos são obscuros agora; entretanto, mais tarde ficarão claros.
A justiça nesta vida é imperfeita. Na vida futura, ela será aperfeiçoada.
Tudo que Deus permite que aconteça aqui e agora terá suas razões explicadas. Veremos finalmente a justiça perfeita mesmo detrás daquilo que agora é oculto e desafiador.
O ano da Igreja nos apresenta, novamente, os mistérios imutáveis da nossa salvação. Mas a cada ano ficamos um pouco diferentes e mais próximos do momento quando a justiça oculta e os julgamentos do Senhor serão revelados.
Não te contentes em vagar pelo caminho da sua vida, rumo ao julgamento, com o mesmo conhecimento da Fé salvadora que possuías ao terminares o catecismo, quando criança.
Não permaneças frio nesse caminho sem o calor das obras de misericórdia.
Vive em alegria sóbria, ou sobriedade jubilosa quanto ao estado de tua alma enquanto segue o caminho rumo à Vinda do Senhor por meio dos misteriosos anos de espera da Santa Igreja.
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