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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O problema da liturgia centrada na comunidade, e não em Deus

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O Cardeal Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, da Santa Sé, concedeu uma fantástica entrevista em que denuncia certos aspectos do modo como hoje se celebra, na maioria das igrejas, oratórios e capelas, a Santa Missa na forma ordinária do rito romano. Sua principal crítica é ao antropocentrismo de certos celebrantes, que não entendem a verdadeira dimensão do culto litúrgico, que deve ter Deus por destinatário.

É bem verdade o que diz o Purpurado. Nos últimos anos, por uma terrível má compreensão da reforma litúrgica, espalhou-se, mundo afora, uma concepção errônea de que a Missa deve ser para o povo, deve estar centrada nos fiéis. A própria popularização da celebração versus populum, o verdadeiro ódio ao latim, o aposentar do canto gregoriano e da polifonia sacra, a introdução de um comportamento infantil por parte de alguns celebrantes, a desobediência às rubricas, e a contínua e ilegítima criatividade, são parte do problema.

Não se tira a responsabilidade do modo como o Mons. Bugnini, nos anos 60, conduziu a reforma litúrgica, enganando Paulo VI, que se encontrava em profunda crise de depressão bem na época em que a esmagadora maioria do episcopado lhe virava as costas por conta de sua firmeza na defesa da moral matrimonial. Todavia, mais do que certos defeitos das rubricas, e verdadeiros “crimes” feitos na amputação de nossa tradição litúrgica (não insistindo no versus Deum, por exemplo, ou “assassinando” nosso ofertório tradicional de verdadeiras feições sacrificais, substituindo-o por um arremedo de ofertório judaico muitíssimo simplório, ou, então, a completa retirada de nossas belíssimas e significativas “orações ao pé do altar” e do “último Evangelho”, a falta de ênfase no latim como língua litúrgica, simplificações desnecessárias etc), os grandes problemas estão, na realidade, na desobediência pura e simples ao Missal e aos fartos documentos que mandam como deve ser a Missa.

Sim, não negamos que a reforma teve aspectos negativos, e isso o próprio Papa Bento XVI vem dizendo desde seu cardinalato. Sem embargo, ainda que com defeitos, as rubricas e o texto da Missa na hoje chamada forma ordinária, mantém a sacralidade, e uma mínima indicação de que se trata de um sacrifício. O erro atual não é tanto da reforma litúrgica feita na época de Paulo VI – embora tenha sua parcela de culpa -, mas de simples ignorar das próprias rubricas.

É bem verdade que o rito atual precisa ser melhorado – e o será na medida em que, naturalmente, for influenciado pelo rito antigo, tornado forma extraordinária e liberado justamente para essa função de enriquecimento em uma “reforma da reforma” -, mas as rubricas desse rito atual NÃO dizem que é para esquecer a casula, NÃO dizem que é para celebrar a Missa sem aquela atmosfera sacra tão necessária, NÃO dizem para fazer de conta que o gregoriano e o latim não existe, NÃO dizem que está proibido o versus Deum, NÃO dizem para aposentar o incenso, a compostura, a noção de que se está diante do Altíssimo, NÃO dizem para “dar bom-dia” aos fiéis, NÃO dizem para deixar de lado o cristocentrismo…

Rezemos pela reforma da reforma, e façamos a nossa parte: promovendo um adequado culto litúrgico na forma ordinária, com todos os aspectos positivos que ela contém, e valorizando a forma extraordinária para que se torne popular e possa influenciar aquela.

Enquanto isso, leiam a entrevista do Cardeal Cañizares.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fotos de Missas em latim na forma ordinária, celebradas na Holanda

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Missas celebradas na Holanda pela forma ordinária (rito novo, atual, pós-conciliar), mas em latim. Uma delas, de consagração de nova igreja, foi, ademais, celebrada versus Deum, ainda que na forma ordinária. Comunhão na boca com os fiéis de joelhos.




sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Missa no rito ordinário; inglês e versus Deum

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Missa celebrada no rito ordinário, em inglês e versus Deum, pelo capelão da marinha americana Pe. Charles Johnson, da Archdiocese for the Militaty Services, numa doca do pier, quando da manutenção de reparo do porta-aviões USS Theodore Roosevelt.

Retirado de: http://apriestlife.blogspot.com/2009/07/holy-mass-and-hermeneutic-of-continuity.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Na Cruz...no Altar!

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A Tradição e o Magistério nos ensinam que o sacerdote age na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, penso que outra reflexão pode nascer desta perspectiva. Cristo na ara da Cruz estava acompanhado de sua Santíssima Mãe e do Fiel Discípulo, como estariam essas figuras presentes junto ao sacerdote no altar? Muitos fiéis reclamam hoje por uma maior "participação" junto ao Santos Mistérios, se a presença silenciosa da Virgem Maria e a de São João junto ao Redentor fosse meditada e seriamente pensada, muitos silenciariam e perceberiam o quão estranho é o pedido.

Jamais poderia a Virgem subir ao madeiro, jamais poderia o apóstolo derramar o sangue pela redenção dos homens, através do silêncio a participação é muito mais estreita e eficaz. A Liturgia nos apresenta estas duas figuras também junto ao altar e ao sacerdote; nas santas mulheres que assistem ao Santo Sacrifício e nos jovens, tal qual o Evangelista, que sobem junto com o sacerdote ao altar e ali podem escutar o bater próximo do Divino Coração. As mulheres que em muitas situações cuidam dos paramentos sacerdotais, preparam as flores e arranjos para o altar, zelam pela limpeza e ordem do templo, mas acima de tudo auxiliam o ministério sacerdotal através de suas orações e preces, baseadas no exemplo da Virgem Maria que com certa respeitosa distância acompanhava o anúncio evangélico de seu amado Filho.

Como não se lembrar as piedosas senhoras que constantemente aos pés do altar rezam pelos sacerdotes que exercem seu apostolado e cuidado das almas e não podem passar, infelizmente, horas diante do Santíssimo Sacramento? Como não lembrar das mulheres que correndo ao sepulcro para cuidarem do corpo de Nosso Senhor encontram a notícia de sua Ressurreição e o próprio Ressuscitado? Aquelas que como a Filha de Sião, preparam e cuidam das sagradas alfaias, o mesmo cuidado que a Virgem tinha ao cuidar dos cueiros do Menino-Deus e a tristeza ao ver a mortalha, provavelmente tecida por ela, cobrir o chagado corpo. As mesmas que como Maria sofrem ao ver o santo sacerdócio sendo alvo de ataques, o Santíssimo tão profanado e o santo altar alvo de desleixo e falta de carinho.

Penso que o mais próximo exemplo para os acólitos e coroinhas seja o de São João Evangelista, o jovem e fiel discípulo de Nosso Senhor. Estes jovens que sobem ao altar com a coragem e confiança daquele santo rapaz, sem saber bem ao certo o mistério que ali encontrarão, sobem com a mais jovial alegria e simplicidade e podem ficar aos pés da Cruz e sentir o Amor Divino derramando-se sobre suas vidas. Podem como João, reclinar a cabeça durante a Santa Ceia e ouvir o bater do Sagrado Coração que se derrama continuamente em amor e misericórdia para com todos mediante as mãos do sacerdote no Altar e nos Sacramentos. Como não perceber que é justamente ao jovem que reclinado ouviu os mais íntimos segredos do Coração de Deus que Nosso Senhor entrega sua amada Mãe?

O Santo Altar é o campo aberto onde as sementes da vocação são plantadas e regadas pelo cálice elevado, as moças que vendo o exemplo da Madalena decidem correr atrás do Divino Esposo e deixando tudo aceitam as núpcias da fé, ou então, os jovens que percebendo que o Coração Divino pulsante e amoroso no santo altar é pouco perscrutado e pouquíssimos desejam reclinar-se sobre o peito de Jesus Cristo entregam sua juventude e correm ao encontro da Cruz.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dedicação da igreja e do altar da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes / Rodeio Bonito - RS

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No último dia 18 de outubro, em missa solene foi dedicada a Igreja e o Altar da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes na cidade de Rodeio Bonito - RS. Na ocasião também foi comemorado os 60 anos da mesma paróquia.

A cerimônia foi presidida por S. E. R. Dom Antonio Carlos, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, contava-se com a presença de vários presbiteros que vieram concelebrar, e numerosos fieis, vindos das cidades que fazem parte da paróquia.






















quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Missa de Casamento na forma extraordinária, no Rio de Janeiro

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Missa celebrada após o rito do casamento. Ambos na forma extraordinária do rito romano (rito antigo, uso tradicional, rito tridentino ou de São Pio V). Celebração feita dia 25 de abril de 2009 pelo Pe. Demétrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico e também diretor espiritual do Seminário da Arquidiocese de Niterói, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé do Rio de Janeiro. Canto pelo Coro da Arquidiocese do Rio, com regência de Benedito Rosa e orgão de Claudia Feitosa.



























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