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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Celebração da Paixão na Igreja Santissima Trinitá del Pellegrini

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02 de abril de 2010 – Sexta-feira Santa

Celebração da Paixão do Senhor, na Igreja da Santissima Trinitá del Pellegrini, em Roma, Paróquia Pessoal da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, foi celebrada na forma extraordinária do rito romano, em latim.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Forma extraordinária em Curitiba - I

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Missas tridentinas celebradas pelo Pe. Paulo Iubel, na Igreja da Imaculada Conceição, em Curitiba, PR.

Fotos gentilmente cedidas pelo amigo Marcos Vinícius Mattke, que auxilia na organização de celebrações regulares da Santa Missa na forma extraordinária na capital paranaense.

 

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Reforma da reforma: é possível! Forma ordinária em latim e versus Deum em paróquia americana, celebrada pelo Bispo!

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Na Igreja Santa Inês (Saint Agnes), por Dom Lee Piche, Bispo Auxiliar de St. Paulo, Minnesota, em latim e versus Deum, porém no rito moderno, pós-conciliar. A Missa foi concelebrada pelo pároco, Pe. John Ubel, e ajudada por dois diáconos permanentes e vários acólitos. Entre os paroquianos, várias mulheres de véu.

Uma prova de que o rito reformado por Paulo VI por ordem do Vaticano II pode, sim, ser celebrado não só conforme as normas atualmente em vigor, mas em atenção à tradição litúrgica da Igreja Ocidental.

As fotos e a notícia são do New Liturgical Movement.

A reforma da reforma na prática…









In Coena Domini na Igreja Santissima Trinitá del Pellegrini

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01 de abril de 2010 – Quinta-feira Santa

Santa Missa “In Coena Domini”, celebrada na Igreja da Santissima Trinitá del Pellegrini, em Roma, Paróquia Pessoal da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, foi celebrada na forma extraordinária do rito romano, em latim.

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Só canto gregoriano?

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A lacônica pergunta que coloco como título deste texto fica melhor desenvolvida nesta outra: o canto gregoriano deve ter exclusividade no Rito Romano da Liturgia Católica?

A resposta, muito simples, é “não”. Mas por que comecei com esta pergunta? Pareceu-me importante abordar este assunto devido aos textos que tenho escrito aqui no Salvem a Liturgia sobre o Próprio da Missa e mais especificamente ao meu hábito, neles, de sempre falar do canto gregoriano.

Não só existem o hábito e a prática de utilizar também outros tipos de música, como a própria letra da lei da Igreja, expressa em documentos escritos por papas, nunca disse que o gregoriano fosse a única música litúrgica.

Neste ponto um amante do canto gregoriano pode estar com um pé atrás em relação ao que estou dizendo. Mas não é preciso recear. O canto gregoriano tem um lugar de honra, tem o “primeiro lugar”, o que é diferente de exclusividade.

O canto gregoriano, tendo evoluído muito provavelmente a partir de outros tipos de música monódica (a uma voz e sem instrumentos), incluindo a música da liturgia judaica, nasceu com a liturgia, sendo dela, digamos, um irmão. A persistirmos nesta comparação, podemos dizer que outros tipos de música litúrgica são filhos da liturgia.

É difícil dizer em que momento se usou pela primeira vez, na Liturgia, música que não era canto gregoriano. Não por falta de registro histórico; mas, sim, porque as melodias gregorianas foram tomadas como base para a composição de música nova. Primeiro, começou-se a cantar gregoriano a duas vozes; à voz original se superpunha uma segunda voz que, embora cantasse notas diferentes, limitava-se a transpor a melodia original, simplesmente. Isto nem de longe é composição. Quando a segunda voz passou a cantar coisas diferentes, a primeira manteve a melodia gregoriana. Quando se adicionaram uma terceira e uma quarta voz, continuou havendo a voz que mantinha as notas da melodia gregoriana original, mesmo que o seu ritmo houvesse sido estilizado todo em notas longas, na Escola de Notre Dame por volta do ano 1000. Neste ponto, embora não se tivesse canto gregoriano "puro", ele também não estava ausente. Além disto, alternavam-se partes em canto gregoriano e a várias vozes, sendo estas compostas (o que na época era novidade).

Os séculos seguintes trouxeram o desenvolvimento da polifonia (esse tipo de música a várias vozes) a ponto de a Igreja, mantendo o primeiro lugar do canto gregoriano, mencioná-la em seus documentos como um dos tipos de música aceitável para a Liturgia. De fato, no Rito Tridentino, que hoje também chamamos de Forma Extraordinária do Rito Romano, três são os tipos de música permitidos: o canto gregoriano, a polifonia e os tons salmódicos (aqueles utilizados para o canto de salmos).

Isto no caso de a Missa ser cantada. Quando não era cantada (naquilo chamamos de “Missa Baixa”), podia não haver música, ou então se cantavam hinos (muitas vezes em latim, com música em canto gregoriano) ou, em alguns lugares, hinos em vernáculo, que se tornaram aquilo que a Igreja chama de canto litúrgico popular. Este canto litúrgico popular foi mais largamente permitido pelo papa Pio XII, nos anos 50, e sua promoção também foi pedida pelo Concílio Vaticano II.

Entretanto, a expressão “canto popular litúrgico” não pode ser compreendida, devido ao adjetivo “popular”, como música de dança, nem como música carregada de sotaque folclórico, nem como música pop moderna ou música urbana. Se é para se admitir algum caráter étnico, ganha-se muito que ele seja sóbrio e que evoque religiosidade. A possível inculturação quer ajudar no sentimento piedoso, e não na transformação da Liturgia em celebração folclórica ou étnica.

Assim, “canto popular religioso” precisa ser bem separado daquilo a que muitas vezes chamamos de “música popular” no simples âmbito da cultura musical profana. Embora talvez ainda tenhamos algum caminho a percorrer na compreensão mais precisa do que é canto popular religioso, algumas características já parecem claras, como a acessibilidade um pouco mais imediata ao fiel que não tenha estudado música. Penso aqui em aspectos técnicos, como extensão vocal e melismas – dois aspectos que precisam ser moderados no canto popular litúrgico. Esta moderação, ainda acrescento, pode ser encontrada até mesmo em certas composições gregorianas!

Estas três opções musicais (gregoriano, polifonia e canto popular religioso) continuam sendo, inclusive no Rito Novo, as possibilidades na Liturgia. A formulação desta “lista tripla” não foi realizada artificialmente, mas decretada de modo oficial a partir da prática já existente. Um dos seus intentos era impedir o uso de canções populares (agora, sim, de caráter folclórico) que não se adequavam ao espírito litúrgico. Esse uso errôneo de tais canções não começou há dez, vinte ou quarenta anos, mas já em séculos passados. Sempre foi necessária atenção, por parte da Igreja (suas autoridades e também dos próprios músicos litúrgicos atentos), para evitar que o simples gosto musical profano invadisse a Liturgia e a descaracterizasse.

Tanto quanto os objetos utilizados na Liturgia são separados para o uso sagrado, também a música litúrgica (que é um objeto, embora não palpável) precisa ser separada para o serviço sacro.

Todos estes comentários fazem parte do meu raciocínio, aqui, procurando mostrar em que medida o canto gregoriano tem o primeiro lugar, e que negar sua exclusividade não lhe tira a menor lasca de prestígio.

Se soubéssemos que amanhã, precisamente, seria celebrada uma única Missa no mundo, e que ela seria a última antes do fim dos tempos, talvez devêssemos utilizar o canto gregoriano nela. Porém, como até lá temos um número enorme de Missas sendo oferecidas, existe lugar para todos os tipos de música litúrgica digna, inúmeras delas celebradas com canto gregoriano, outras com polifonia, outras com o “canto popular religioso” e outras com demais tipos de música que, de alguma maneira, se encaixem nestas definições e que se revelem apropriadas para o culto divino e para o fortalecimento da piedade dos fiéis e também do sacerdote.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Aprendendo o Latim (Parte V)

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Pedro disse a verdade ao Pai.

Nesta frase, a expressão "ao pai" completa ainda mais o sentido do predicado. Disse a verdade a quem? Este outro objeto do verbo será a ele unido por meio de uma preposição, a. No primeiro caso - objeto direto - havia apenas o artigo - a verdade. Agora temos a+o pai, isto é, uma preposição a foi juntada ao artigo o. Então se diz que a ação do verbo passou ao outro elemento da frase por meio de uma preposição, isto é, não diretamente, mas indiretamente, por isso chama-se objeto indireto.

Pedro disse com franqueza a verdade ao pai.

A oração foi enriquecida com mais um detalhe que indica a maneira, o modo, o estado de espírito com que Pedro disse a verdade ao pai. O elemento da oração que indica alguma circunstância é chamado de adjunto adverbial. No caso, é um adjunto adverbial de modo, isto é, expressa a maneira, o modo como Pedro disse a verdade. Mas há também os adjuntos circunstanciais de tempo, lugar, intensidade, etc.

Pedro disse com franqueza a verdade do fato ao pai.

Um elemento novo  - de fato - enriqueceu ainda mais a oração. Não se trata de uma verdade qualquer, mas da verdade de um determinado fato. Houve uma restrição na generalidade do termo verdade. Por isso se diz que do fato é complemento nominal restritivo, porque complementou o sentido do nome - verdade - restringindo-lhe o âmbito.

Pedro disse ao pai, com franqueza, a verdade do fato lastimável.

Como você vê, a oração está crescendo com novos elementos. cada elemento excerce uma função diferente. Na ordenação de uma oração, os termos se unem uns aos outros para formar um sentido geral. Por isso é que se diz sintaxe (do grego, ordem conjunta), ordem na qual os termos se unem uns com os outros [syn (com)+taxe (ordem]. Agora, mais um termo foi acrescentado para qualificar o nome fato. O fato poderia ser agradável, feliz, mas aqui é lastimável. Esta função de um adjetivo (lastimável) que qualifica um substantivo (fato), chama-se em análise sintática, adjunto adnominal, isto é, um termo que se coloca junto (ad) a um nome para o  modificar, qualificar ou determinar.

Resumindo, os objetos, diretos e indiretos, só complementam verbos; adjuntos e complementos nominais, só nomes, e os adjuntos adverbiais referem-se a circunstâncias.

Aqui a oração do Pai Nosso, e em seguida, em gregoriano:






Pater noster, qui es in caelis: sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo. Amen.

d) A pronúncia Restaurada.



Há, finalmente, a pronúncia restaurada, que busca falar o latim como teria sido pronunciado pelos autores da época clássica, como Cícero e César, aliás, kíkero e káesar.

A pronúncia restaurada é adotada, para mútua compreensão, nos encontros europeus e internacionais.

Vejamos suas principais características:

• Nos ditongos ae e oe, ambas as vogais são pronunciadas. No que diz respeito ao primeiro, continuo a preferir a pronúncia mais fácil, e, como no latim eclesiástico. Aliás, na história do latim, esse ditongo cedo desapareceu, substituído por e. Varrão já observara que o povo dizia Mesium, e não Maesium: "rustici Mesium dicunt, non Maesium".

• As consoantes "c" e "g" são sempre guturais, mesmo antes das vogais "e" e "i". Leia-se, portanto, kíkero, em vez de cícero; késar, em vez cezar; agnus, em vez de anhus.

• O "h" é pronunciado com leve aspiração.

• O "j" tem som de "i".

• O "r" é sempre brando.

• O "s" é invariavelmente pronunciado como em "sim".

• A sílaba ti, precedendo vogal, lê-se tal como escrita, donde: grátia, e não, grácia; skientia, e não, ciência.

• O "v", consoante precedendo vogal, tem som de "v", embora haja quem lhe atribua o som de u, que aliás resulta horrível, como em "uiuo", em vez de "vivo".

• O "x" soa como "cs".

• O "y", como o "u" da língua francesa.

• O "z", como "ds".


domingo, 9 de maio de 2010

Ofício das Trevas na Igreja Santissima Trinitá del Pellegrini

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31 de março de 2010– Quarta-feira Santa

Na Igreja Santissima Trinitá del Pellegrini, em Roma, Paróquia Pessoal da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, foi celebrado conforme a forma extraordinaria o Oficio das trevas.

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Música no Sexto Domingo do Tempo Pascal

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Em 2010 o dia 9 de Maio é o Sexto Domingo do Tempo Pascal na Forma Ordinária do Rito Romano. Nela, a partir da Páscoa contamos os Domingos do Tempo Pascal: segundo, terceiro, quarto e assim por diante. Contando o Domingo da Páscoa como número 1, os seguintes ficam assim:

1 – Páscoa da Ressurreição
2 – Segundo Domingo da Páscoa (in albis, Domingo da Misericórdia)
3 – Terceiro Domingo da Páscoa
4 – Quarto Domingo da Páscoa
5 – Quinto Domingo da Páscoa
6 – Sexto Domingo da Páscoa

Na Forma Extraordinária funciona de outro modo. Depois da Páscoa, vem a Oitava da Páscoa, um Domingo chamado in albis – designação que se mantém também na Forma Ordinária, como colocado acima. Tal Domingo é também chamado de Domingo Quasimodo, sendo esta a primeira palavra de seu Introito.

O Domingo depois do Domingo in albis é, para a Forma Extraordinária, o Segundo Domingo depois da Páscoa, enquanto para a Forma Ordinária ele já é o terceiro. Assim, o rito tridentino conta um a menos.

1 – Páscoa da Ressurreição
2 – Oitava da Páscoa (Domingo in albis)
3 – Segundo Domingo depois da Páscoa
4 – Terceiro Domingo depois da Páscoa
5 – Quarto Domingo depois da Páscoa
6 – Quinto Domingo depois da Páscoa

Tudo isto para entendermos que o Sexto Domingo do Tempo Pascal (Forma Ordinária) é, na Forma Extraordinária, o Quinto Domingo depois da Páscoa. Ambos têm o mesmo Introito, cujo texto se toma do livro de Isaías, capítulo 48, versículo 20. Este mesmo texto é dado pelo Gradual e pelo Missal. No Missal que temos no Brasil, é assim:

Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia!

E em latim:

Vocem iucunditatis annuntiate, et audiatur, alleluia; nuntiate usque ad extremum terrae: liberavit Dominus populum suum, alleluia, alleluia.

A melodia gregoriana deste Introito foi composta no misterioso modo 3. Seu início apresenta uma bela forma em arco, ascendendo da nota principal do modo (mi) até o dó, uma sexta acima, na palavra iucunditatis; e depois descendo de volta ao mi ao longo da palavra annuntiate.

Esse arco se pode visualizar muito bem pelo leitor na figura abaixo, que mostra o início desse belo Introito, Vocem iucundidatis.

Início do Introito do Sexto Domingo do Tempo Pascal. Na Forma Extraordinária é o mesmo Domingo, embora chamado de Quinto Domingo depois da Páscoa.


Uma gravação feita no Mosteiro de São Bento de São Paulo pode ser ouvida neste site.

Como falei anteriormente, esta composição foi escrita no modo 3, o que a partitura indica pelo número 3 colocado acima da primeira letra do texto. Os modos gregorianos são oito, numerados de 1 a 8. O modo 3 é a escala de mi a mi, tendo como outras notas importantes, especialmente, lá e dó, que aparecem em destaque (como não poderia deixar de ser) na música destas primeiras três palavras, assim como em todo o restante.

Por se tratar de um texto litúrgico pascal, contém, como já vimos, alleluias. O penúltimo alleluia é neumático, cada sílaba cantada a, respectivamente, quatro, duas, cinco e duas notas. O último alleluia é melismático, cantando-se a sílaba le com vinte e uma notas. Ele também descreve um arco, começando no ponto mais grave da escala, subindo rapidamente, mantendo-se no agudo, até descer novamente na sílaba lu.

Alleluia melismático no fim do Introito

A antífona da Comunhão para o Sexto Domingo da Páscoa, no Rito Novo, não é uma só, no Graduale Romanum. São três, uma para cada um dos anos A, B e C do ciclo trianual da Liturgia do Domingo. Em 2010 estamos no ano C, então a Comunhão é Spiritus Sanctus, com texto do Evangelho segundo São João, capítulo 14, versículo 26:

O Espírito Santo vos ensinará, alleluia, todas as coisas que eu vos disse, alleluia, alleluia.

E em latim:

Spiritus Sanctus docebit vos, alleluia, quaecumque dixero vobis, alleluia, alleluia.

Recapitulando: na Forma Ordinária, esta é a Comunhão para o Sexto Domingo da Páscoa, ano C.

No rito tridentino não existe o ciclo de três anos, e sim um ciclo de um ano. Neste mesmo Domingo, na Forma Extraordinária, utiliza-se outra antífona na Comunhão.

Porém, Spiritus Sanctus, utilizada no Rito Novo, faz parte também da Forma Extraordinária, e continua neste rito tridentino prescrita como Comunhão da Segunda-feira dentro da Oitava de Pentecostes (a Oitava de Pentecostes, por sua vez, não existe no Rito Novo).


Comunhão do ano C do Sexto Domingo do Tempo Pascal.
Na Forma Extraordinária, é a Comunhão da Segunda-feira dentro da Oitava de Pentecostes.

(Uma gravação está disponível no mesmo site dado acima para o Introito)

Composta no jubiloso modo 8, esta antífona é neumática, quase silábica: são poucas notas por sílaba; uma única vez ocorrem quatro notas na mesma sílaba (o le do último alleluia), diversas vezes são três, duas ou mesmo uma. Se o leitor ainda não canta o gregoriano e tem interesse em aprender, pode sem dúvida nenhuma ter grandes esperanças de cantar esta Comunhão depois de não muito tempo!

O modo 8 é a escala de ré a ré, mas tendo sol como seu centro. Uma nota importante é o dó, na qual a melodia se apóia em vários momentos, tendo nele seu ponto mais agudo: a palavra vos, a sílaba cum de quaecumque, as sílabas di e ro de dixero, a sílaba lu do penúltimo alleluia e a sílaba le do último alleluia. Por coincidência – ou não –, é também o modo do venerável hino Veni creator spiritus, cantado no Ofício Divino a partir da Ascensão do Senhor até Pentecostes, e que dirige seu louvor ao mesmo Espírito Santo que, como nos diz Nosso Senhor Jesus Cristo no texto desta antífona de Comunhão, recordará aos apóstolos todas as coisas que dEle haviam ouvido.
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