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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Liturgia das Capelas às Catedrais: Semana Santa

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Hoje no dia do glorioso mártir São Brás, temos a alegria a anunciar o lançamento do primeiro livro da série "Liturgia das Capelas às Catedrais". Este primeiro volume tem como assunto a liturgia da Semana Santa.  Apesar de um caráter eminentemente prático, voltado para a preparação das celebrações segundo o missal reformado pelo Concílio Vaticano II, foram incluídas ao longo do livro um número razoável de informações sobre a gênese e o desenvolvimento das celebrações; muitas vezes se referindo a edições anteriores do missal com o objetivo de enriquecer a leitura e apresentar o Rito Romano como uma realidade que transcende à comunidade que o celebra seja no tempo, que no espaço. Para comprar, clique na imagem baixo ou no link.

https://www.clubedeautores.com.br/book/227992--Liturgia_das_Capelas_as_Catedrais#.WJT-vhq7qM8 


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Novo arcebispo de Cracóvia celebra Versus Deum

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O novo arcebispo de Cracóvia, e terceiro sucessor de São João Paulo II naquela diocese, tomou posse no último dia 28. Na cerimônia celebrada na catedral de São Wenceslau e Santo Estanislau e concelebrada por diversos bispos e cardeais esteve presente uma multidão de fiéis e também o presidente da república polonesa. O arcebispo fez uso do rationale, um antigo paramento usado sobre a casula pelos prelados de certas dioceses pro privilégio papal desde o século X. O altar usado foi o altar-mor da igreja, unido a um belíssimo retábulo. Abaixo as fotos da belíssima celebração do site da arquidiocese de Cracóvia.

 




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Novidades no "Inspirado no Gregoriano": Graduale Simplex e mais

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Um dos grandes projetos relacionados ao canto sacro em português foi retomado com todo vigor nos últimos meses. Trata-se do "Inspirado no Gregoriano", que já divulgamos aqui anteriormente.



Lincoln Haas Hein, seu autor, retomou o trabalho de adaptação ao português de melodias gregorianas, agora com uma novidade: além das partituras, estão sendo disponibilizados vídeos de algumas das peças.

Durante o ano passado foram publicadas algumas adaptações, como o Ofício de Trevas da Quinta-feira Santa, o responsório O Vos omnes (Canto de Verônica) e o Pai Nosso.

A partir do Advento, contudo, Lincoln começou a adaptar as antífonas de entrada, ofertório e comunhão do Graduale Simplex, mais simples do que o Gradual Romano, e, portanto, com possibilidade mais ampla de uso da parte dos fiéis com pouco contato com o gregoriano.

Ofício da Quinta-feira Santa


Missa de Angelis


Adaptação do Roráte Caeli


Não deixem de acompanhar o projeto pelo site e também pelo Facebook.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A celebração do Te Deum nas Repúblicas latino-americanas

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A maioria dos países de língua espanhola da América adotou a forma de governo republicana logo após a independência. Apesar da influência maçônica nos movimentos de independência e na política desses países bem como de leis que restringiam os bens e a influência da Igreja, as instituições republicanas impregnaram-se também de traços da tradição católica desses povos latino-americanos.

Quando o Brasil se tornou independente em 1822, adotou um governo monárquico, sob a dinastia de Bragança (a mesma família reinante de Portugal) e o início do reinado de seus imperadores era marcado pela cerimônia de coroação do Pontifical Romano, oficiada por um bispo na Capela Imperial do Paço da Cidade do Rio de Janeiro. Como a instituição do regime republicano no Brasil foi feito sob influência da ideologia positivista (contrária à influência das instituições religiosas na sociedade), nossa República não tem nenhuma cerimônia de origem católica que marque o início do mandato presidencial ou o dia da independência (as chamadas Festas Pátrias).

Em vários países da América de língua espanhola, é costume a celebração litúrgica do hino de ação de graças Te Deum laudamus para marcar o início do mandato do Presidente da República e/ou para celebrar o dia da Independência do país. Na Argentina e Paraguai, celebra-se uma Liturgia com o canto do Te Deum na posse do Presidente da República, bem como no dia da Independência. Na Colômbia, celebra-se a Liturgia da Palavra e o canto do Te Deum em presença do Presidente da República e autoridades maiores da nação no dia da Independência. No Peru, o Presidente da República assiste a uma missa de ação de graças com o canto do Te Deum no final da celebração no dia da Independência do país. No Chile, a posse de um novo Presidente da República e a celebração do dia da Independência é marcado por uma celebração ecumênica com o canto do Te Deum.

A tradição do Te Deum remonta às guerras de Independência, quando os generais dos exércitos Patriotas (pró-Independência)assistiam missa e ordenavam um canto do Te Deum para comemorar a libertação de um território dos exércitos Regalistas (a serviço do Rei da Espanha). Atualmente, essas cerimônias tem sido atacadas por defensores do laicismo, que acham que uma cerimônia pública de ação de graças feita pela Igreja Católica em conjunto com as autoridades civis atenta contra a separação entre Igreja e Estado.

A existência da cerimônia de Te Deum em países republicanos mostra que a Igreja não possui uma única forma de governo e também que se adapta às diferentes culturas, impulsionando com seus ritos os povos e seus governantes a buscarem em conjunto louvar a Deus e buscar a justiça e o bem comum.

Abaixo, alguns vídeos de celebrações do Te Deum em posses e Festas Pátrias.


Colômbia - celebração da Independência (20 de julho):



Peru - Missa e Te Deum no dia da Independência (28 de julho):




Chile - celebrações do dia da Independência (18 de setembro):




Argentina - celebrações da Independência (9 de julho) e da Revolução de Maio (25 de maio) e início de mandato:






segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ebook "Salvemos a Liturgia" já à venda!

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Esgotado nas livrarias, e agora em versão ebook vendida diretamente por mim, autor da obra e diretor deste apostolado Salvem a Liturgia.

Ao preço de R$ 19,90 ou em até 2x no cartão, reúne estudos e artigos que ensinam a importância das normas litúrgicas e de como viver o seu espírito, de acordo com o Magistério da Igreja e a Tradição. Você pode adquirir esse ebook clicando AQUI ou clicando no botão abaixo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A Coroa do Advento: no presbitério ou fora dele?

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Um costume de Advento que ganhou destaque nos últimos anos é o da Coroa do Advento. Por conta de sua rápida disseminação, já foi inclusive introduzida na liturgia da Santa Missa da maioria das paróquias.

Tais introduções, contudo, geralmente revelam-se inapropriadas por ferir o espírito da sagrada Liturgia. É salutar nestes casos que certas reflexões e questionamentos sejam feitos, a fim de que o desenvolvimento orgânico da Liturgia se mantenha de modo salutar, diferentemente do que ocorreu nas últimas décadas.

É por este motivo que trago este pertinente artigo do especialista no rito romano Louis Tofari, cuja tradução ao português pode ser lida abaixo.

* * *

A Coroa do Advento deveria situar-se no presbitério?

Por Louis Tofari
Publicado em Romanitas Press
Traduzido por Daniel Pereira Volpato
Com a devida permissão do autor

Durante os tempos litúrgicos da Igreja, testemunhamos uma variedade de costumes que nos ajudam a animar nossa Fé, tanto através da sagrada liturgia como dos costumes observados em casa — ou tradições domésticas.

Um tal costume doméstico é a Coroa do Advento, uma ornamentação de folhagem sempre-verde [*] circular enfeitada com quatro velas que contam as semanas do Tempo do Advento para a Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A presença desta coroa em casa também serve de lembrete à necessidade de nos prepararmos espiritualmente durante o Advento, para o Nascimento do Salvador.

Entretanto, é importante que percebamos que a Coroa do Advento é meramente um costume doméstico, não uma prática litúrgica. Isto é evidenciado pelo fato de que as velas da coroa não são consideradas "velas de cultus" — isto é, velas usadas com um propósito ritualístico no contexto da sagrada liturgia[1]. Também nenhum rubricista ou manual de referência litúrgica sobre velas ou decoração de igrejas (como o Candles in the Roman Rite) mencionam a Coroa do Advento como uma prática possível dentro do presbitério (muito menos da igreja).

A prática da Coroa do Advento não é mencionada como litúrgica porque, estritamente falando, é tão somente um costume doméstico. Assim como pendurar as meias para a visita de São Nicolau de Bari. Ou o andar das imagens dos Três Magos pela casa desde o Primeiro Domingo de Advento até a Festa da Epifania, quando finalmente chegam ao Cristo Menino na manjedoura. Todas essas práticas domésticas são muito boas, mas, de novo, elas não têm nenhum lugar dentro de uma igreja [2].

Agora, dentro do presbitério, são os ornamentos litúrgicos que deveriam primeiramente trazer à nossa mente a preparação penitencial ao Advento, tais como as vestimentas roxas sobre o altar (e.g. o frontal, o conopeu e o véu do suporte do missal[3]), e alguns lugares podem até seguir a louvável prática de usar velas de altar feitas de cera crua. Por outro lado, uma Coroa de Advento iluminada no presbitério pode causar um certo distraimento dessas decorações oficiais e até mesmo tornar-se o foco do próprio altar.

Alguns poderiam objetar que o Círio Pascal também pode distrair-nos do altar, mas deve ser recordado que esta é uma vela litúrgica oficial (ou de cultus), e da mais suprema importância. Solenemente abençoada e acesa com o Fogo Pascal, representa o próprio Nosso Senhor e o triunfo de Sua Ressurreição. Assim, não pode haver comparação entre a presença da doméstica Coroa do Advento e do litúrgico Círio Pascal no presbitério.

Ainda estritamente falando, somente velas de cultus deveriam ser usadas dentro do presbitério (e.g. sobre o altar, na vela do Santíssimo, ou seguradas por acólitos ou ceroferários). Tais velas de cultus incluem ainda o uso de velas adicionais para solenizar uma ocasião tal como uma festa maior ou para mostrar dignidade adicional a Nosso Senhor, quando exposto no Santíssimo Sacramento (e.g. velas normais ou candelabros), bem como para mostrar respeito aos falecidos (e.g. velas do catafalco). Naturalmente, há ainda o uso de velas votivas — as quais, como o nome diz, são dedicadas a um cultus específico —, e mesmo estas situam-se usualmente fora do recinto do presbitério. Em todos estes casos, estas velas adicionais são mencionadas nas rubricas ou por autoridades litúrgicas com um propósito de cultus.

Ouvi alguns objetarem à presença da Coroa do Advento no presbitério por sua origem protestante. Pessoalmente, acredito que este é um argumento bastante fraco, uma vez que a Igreja Católica pode (e tem) adotado e batizado muitas práticas não-cristãs como suas para a liturgia sagrada, como a forma de latim hierático Itala Vetus, usada no Cânon Romano [4]. Portanto, é minha opinião que o argumento mais forte para não exibir uma Coroa de Advento no presbitério é o litúrgico, ou de cultus.

Mesmo se fosse verdade que a Coroa do Advento tem origem protestante — embora eu acredite que esta afirmação não é de todo historicamente precisa —, o fato é: este ornamento integra indiscutivelmente os símbolos católicos, como será explicado abaixo. Além disso, hoje o costume da Coroa do Advento tende a ser efetivamente mais associado ao catolicismo do que ao protestantismo, pois seu uso nos lares católicos tem sido tradicionalmente encorajado por autoridades como o Pe. Francis X. Wieser, autor do Handbook of Christian Feasts & Customs [5]. Assim, ao passo que a Coroa do Advento não é uma prática litúrgica e, portanto, não deveria estar presente no presbitério, por outro lado, é muito recomendável como um costume para os católicos observarem em seus lares.

Talvez durante os últimos parágrafos é provável que muitos leitores tenham estado esperando ansiosamente para ler se a Coroa de Advento poderia ou não ser exibida em qualquer outro lugar da igreja, digamos, na nave ou no pórtico. Em minha opinião a resposta é sim, e tenho visto exemplos edificantes desta prática (e.g. suspendendo uma grande coroa do teto). Mas, novamente, seria de se perguntar qual o benefício geral em fazê-lo, uma vez que, liturgicamente falando, o Advento já é — e oficialmente — representado na igreja pelos arranjos no presbitério e pelas vestimentas dos ministros sagrados, sem mencionar o próprio da Missa. Outro obstáculo é que tal ornamentação deve ser situada de modo a não interferir na visão do presbitério ou do altar.

Para concluir este artigo sobre a Coroa do Advento, vamos examinar brevemente seus simbolismos e, assim, melhor entender a mensagem que ela deve nos dar no conforto de nossos lares católicos, enquanto nos preparamos para a vinda de nosso Divino Menino Salvador.

Os ramos sempre-verdes [*] têm sido há muito usados decorativamente, desde os tempos antigos, para significar a esperança e a vida eterna, bem como a alegria festiva. No contexto da Coroa do Advento, o sempre-verde nos lembra de termos esperança na vinda do Cristo Salvador — o Messias —e a redenção da vida eterna que Ele  nos obterá (particularmente através de graças especiais que o tempo litúrgico do Natal nos concederá). Isso, por sua vez, nos conferirá a alegria sobrenatural que somente Cristo pode dar.

Além disso, o aroma dos ramos sempre-verdes (e.g. de pinheiro ou abeto) proporciona um odor limpo e refrescante, incutindo ainda mais em nós, através dos sentidos, a importância de purificação de nossas almas durante o Advento.

A coroa circular significa a eternidade da Santíssima Trindade e, até se poderia dizer, a eternidade do tempo, no qual a vinda — ou advento — do Filho Unigênito do Pai para a redenção da humanidade sempre esteve na mente de Deus Todo-Poderoso.

As quatro velas significam as quatro semanas preparatórios, ou Domingos, do Advento. Hoje estas velas são frequentemente coloridas, três roxas e a quarta rosa. A vela cor-de-rosa é para o III Domingo do Advento, também chamado de "Domingo Gaudete" por conta de seu Intróito, que nos exorta: "rejubila-te pois o Senhor está perto". A vela rosa também indica um costume romano único para este Domingo, quando vestimentas cor-de-rosa são usadas ao invés das roxas, significando uma sensação de alegria subjugada porque nossa penitência durante o Advento e a expectativa pelo Natal está quase no fim.

É interessante notar que, originalmente, quatro velas brancas — ou mesmo de cera crua — eram usadas na Coroa do Advento. Enquanto em outros lugares ainda uma quinta vela, maior, era colocada no centro da Coroa — significando o nascimento de Cristo —, a qual era acesa durante a Oitava do Natal, para mostrar a realização dos preparativos do Advento.

Outra decoração comumente incluída na folhagem sempre-verde era a presença frutos de árvore, como maças, pinhas ou nozes. Estas "frutas" representam as doces bençãos adicionais (como significado por uma fruta como a maça) — ou desenvolvimento futuro da graça santificante (como significado pelas pinhas carregando suas sementes ou nozes) — que esperamos com expectativa obter do nascimento de Cristo e durante o Tempo do Natal que o segue.

Notas de rodapé


[1] Em latim, a palavra cultus se refere a uma forma oficial de prática religiosa (ou rito). Pode também ser usada para se referir ao "culto aos santos", significando a forma de veneração ou devoção dada a eles pela Igreja Católica.

[2] No que diz respeito à Cena da Natividade ou presépio vista erigida costumeiramente nas igrejas durante os tempos do Natal e Advento, duas distinções devem ser notadas. Primeiro, este é uma prática católica romana imemorial e antiga (que até mesmo predata o famoso incidente de São Francisco de Assis em 1223 — leia mais [em inglês] sobre a história do presépio aqui), e, segundo, idealmente esta peça não-litúrgica não deveria situar-se dentro do presbitério (embora possa ser colocada numa capela lateral).

Além disso, há frequentemente alguma cerimônia habitual atrelada à cena da manjedoura, como uma procissão pela igreja antes ou depois da Missa do Galo, com o celebrante trazendo uma figura do Divino Infante, e, após deitá-lo solenemente no berço, incensar o Cristo Menino — esta prática em particular é derivada da cerimônia observada no verdadeiro local de nascimento de Nosso Senhor em Belém.

Outro exemplo é uma prática litúrgica de fato (sancionada pela Sagrada Congregação dos Ritos) em que o Divino Menino é colocada sobre o altar em conjunto com a cruz do altar, e é incensado à parte durante a Missa (e.g. antes do Intróito e durante o Ofertório), junto com a cruz do altar.

[3] Mais sobre estes apontamentos pode ser lido nos livros The Liturgical Altar e A Guide for Altar and Sanctuary.

[4] Para mais informação a respeito deste aspecto fascinante sobre um dos dois tipos de latim litúrgico usado na Missa Romana (o outro sendo a Vulgata de São Jerônimo), veja o excelente livro do Dr. Christine Morhmann, Liturgical Latin, Its Origins and Character.

[5] Primeiramente publicado em 1958. Uma versão deste inestimável livro foi impressa pela TAN Books em 1998 sob o título Religious Customs in the Family: The Radiation of the Liturgy into Catholic Homes, e está disponível em Christianbook.com.

[*] (NdT.:) Também conhecida por folha persistente, folha perene ou perenifólia.

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