Manchetes

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Convite: Missas na Forma Extraordinária em Santo Amaro

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Divulgamos, a pedido, duas santas missas tridentinas a serem realizadas na Diocese de Santo Amaro:




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

5ª Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria

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“Por Maria Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele.” (São Luís Maria Grignion de Montfort)
 “A leitura deste livro (“Tratado”) marcou em minha vida uma transformação decisiva… antes me mostrava reservado, com medo de que a devoção a Maria pudesse deixar Cristo na sombra, em vez de lhe dar prioridade…entendi agora, à luz do Tratado de Grignion de Montfort, que a realidade é totalmente diferente.” (São João Paulo II, no livro “Não tenham medo”)

Desde 2010, iniciamos uma série de Campanhas Nacionais de Consagrações à nossa Mãe Santíssima, pelo método que São Luís Maria Montfort nos ensina em seu maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Os frutos foram uma grande popularização do “Tratado” entre os católicos do Brasil e dezenas de milhares de pessoas consagrando-se à Virgem, número sempre crescente. Nossa página no Facebook já recebeu  de 400.000 curtidas, atingindo assim inúmeras pessoas.



Temos agora a alegria de neste ano de 2014 realizar a nossa V Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria, a primeira Campanha após a Canonização de São João Paulo II! Ele é nosso intercessor e baluarte, pois o “Tratado” foi o seu livro de cabeceira e sob lema “Totus Tuus” (“Todo Teu”, Todo de Maria…), tão bem viveu e testemunhou a Consagração. João Paulo diz  que é uma Devoção Cristocêntrica, pois “por Maria, vamos à Jesus.” (São Luís Montfort)

Como Igreja, queremos caminhar juntos nesta corrente de graças, pois assim como São João Paulo II, no Grande Jubileu do Ano 2000, consagrou o 3º Milênio à Nossa Senhora, também o Papa Francisco, no dia 13 de Outubro de 2013, consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Agora, cabe a cada um de nós tomar posse, pessoalmente, dessa Consagração e consagrar-se à Virgem Maria.

Por isso, multiplicam-se os Encontros “Consagra-te”, bem como os grupos de preparação para Consagração, em muitas cidades do Brasil (abaixo, trazemos a relação).



A Campanha

Convidamos todos os católicos a se unirem conosco nesta Campanha, fazendo também a sua Consagração Total pelo método de São Luís Montfort ou renovando a sua Consagração, no dia 12 de dezembro de 2014, sexta-feira (Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina); ou, por razões locais, em outra data próxima.



Foi em suas aparições de Guadalupe (México), no ano de 1531, que a Mãe Santíssima falou ao índio São Juan Diego e a nós:

“Não estou Eu aqui, a tua Mãe? Não estás sob Minha Sombra e Minha Proteção? Não sou eu a fonte de tua alegria? Não estás porventura em Meu Regaço? Tens necessidade de alguma outra coisa? Que nenhuma outra coisa te aflija, nem te perturbe.”

Unimo-nos nesta Campanha aos demais países da América Latina, continente herdeiro das promessas da Virgem Maria em Guadalupe. Unimo-nos também especialmente aos demais países de língua portuguesa e de língua espanhola, alguns dos quais relacionamos em nossa lista de contatos (abaixo, trazemos toda a relação).

 A preparação e a Consagração poderão ser feitas em qualquer lugar, já que é um ato interior e espiritual. Porém, São Luís recomenda que se faça a Consagração durante a Santa Missa. É um ato significativo a Consagração ser feita de forma pública e comunitária.

São Luís recomenda que se faça 30 dias de preparação, com algumas orações simples, que poderão ser feitas individualmente ou em grupo, a começar no dia 12 de Novembro de 2014 ou 30 dias antes da data da Consagração. As orações são indicadas no próprio “Tratado” (n. 227, 233), e indicamos também abaixo em nosso “Material de Apoio”.

Leitura do Livro
 

De forma geral, recomendamos que não se consagre e nem mesmo que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do “Tratado”, pois como poderá preparar-se bem para a Consagração, sem conhecê-la?

Temos abaixo, em nosso “Material do Apoio”, o “Tratado”, em versão PDF, impressa ou em áudio.

Grupos de Preparação: como organizar?

Recomendamos que aqueles que puderem participem de um grupo de preparação para a Consagração, que se reúnam para estudar o “Tratado” e rezarem juntos.
O grupo poderá ser formado espontaneamente, por iniciativa de pessoas que desejam se consagrar ou pessoas que já se consagraram e desejam ajudar a preparar outras para a Consagração (é importante a participação dos que já se consagraram no grupo, pelo seu testemunho a ser partilhado).
 
Temos Representantes que estão à frente da nossa Campanha em várias cidades do Brasil e demais países relacionados abaixo, e poderão ir formando Grupos de preparação na medida em que forem procurados para isso. Os contatos dos nossos representantes podem ser encontrados ao final desta postagem.
Em relação à formação dos grupos, algumas sugestões:

  •  É importante que participem deste grupo somente pessoas que já tenham uma fé católica e uma busca de vivência cristã, caso contrário, o grupo poderá se tornar um local de debate e se afastar do seu objetivo, atrapalhando as pessoas que querem se Consagrar (é claro que este diálogo é importante, mas há outros locais para isso).
  •  
Aqui não importa o número e sim aqueles que a Virgem enviar. Três pessoas já é um grupo!

  • A frequência dos encontros do grupo poderá ser feita conforme a disponibilidade: semanal ou quinzenal. Como o nosso tempo é relativamente curto, sugerimos que durante o mês de Setembro, organizem-se os grupos. Para que na primeira semana de Outubro iniciem-se encontros semanais, para no dia 12 de Novembro iniciarmos as orações de preparação.
  • O local da reunião poderá ser em residências ou, na medida do possível, em paróquias, comunidades, seminários, casas religiosas, etc.
  • O encontro poderá iniciar com a Oração do Santo Terço, seguida de um estudo de um ou mais capítulos do Tratado.
  • Conforme o tempo disponível e o número de encontros, pode-se dividir para que em cada encontro se estude um ou mais capítulos do Tratado (o livro tem 8 capítulos, mais a Introdução).
  • Há várias opções para a organização dos encontros:

a.  Em forma de palestras, com pessoas preparadas para isso (principalmente nos grupos maiores).
b. Em forma de partilhas (principalmente nos grupos menores), onde todos possam ler antes do encontro o(s) capítulo(s) estudado(s), e em cada encontro algumas pessoas do grupo fiquem responsáveis em conduzir um momento partilha, comentando sobre os pontos que mais lhe chamaram atenção, e oportunizando que todos do grupo comentem também. O fato de pessoas diferentes ficarem responsáveis pela condução propicia mais a participação e envolvimento de todos, e incentiva a própria leitura do Tratado.
c. Em forma da apresentação de vídeos, com as 4 aulas do Pe. Paulo Ricardo, explicando o Tratado parte por parte, que podem ser assistidas via internet (ver abaixo, em nosso material de apoio) ou adquiridas em DVD.

  • No dia 12 de Dezembro de 2014 ou data próxima, a Consagração poderá ser feita em grupo (com ou sem Santa Missa).

Consagração dos jovens


 

Com a recente canonização de São João Paulo II e a preocupação que o Papa Francisco tem mostrado pelos jovens, nosso olhar se volta especialmente para eles. Foi inspiração de São João Paulo II a “Teologia do Corpo” e a “Jornada Mundial da Juventude”, levando pelo mundo a cruz e o ícone da Virgem Maria.
Vamos por isso, de uma maneira especial neste momento histórico que vive a juventude católica no Brasil, nos esforçar especialmente para que a Consagração seja conhecida e vivida pelos jovens.

Empenhemo-nos também tendo em vista que a Consagração, enquanto meio para renovação e vivência plena do nosso Batismo, possa suscitar santas e numerosas vocações ao Sacerdócio, à Vida Consagrada, à Vida Missionária e famílias santas que possam gerar filhos santos para Deus!

É a Virgem Maria Quem gera o Cristo em nós, e por isso Ela é também a Mãe das Vocações.


Consagração das Crianças

 


Incentivamos que os pais formem também seus filhos para se consagrarem totalmente a Virgem Maria, e que se façam grupos para a preparação das crianças para a Consagração, pois, se a Santíssima Virgem pode purificar nossas obras, oferecê-las a Deus (como fala no “Tratado”, n. 146-150), e com isso muitos se salvarem pela entrega, oração e penitência de uma pessoa, mesmo sendo nós tão pecadores, o que Ela não poderá fazer com a pureza da Consagração de uma criança?

Lembrando que em Fátima (Portugal, 1917), Lourdes (França, 1858), La Salette (França, 1846) e outros lugares, a Virgem apareceu para crianças!

A preparação das crianças, é claro, se dá por um material especial preparado para elas, que é o livro “Crianças na Escola do Imaculado Coração”, podendo ser adquirido abaixo.

Material de Apoio


Perguntas e respostas sobre a Consagração Total

As dúvidas mais comuns estão respondidas em:

As dúvidas que ainda restarem poderão ser respondidas também por este e-mail:
Representantes da Campanha no Brasil e outros países

Dispomos aqui os contatos das pessoas que estão à frente das nossas Campanhas em várias cidades do Brasil e exterior; essas pessoas poderão ir formando os Grupos de Preparação, na medida em que forem procuradas para isso pelos que desejarem. Temos também o nosso grupo e nossa página no Facebook.
Divulgação desta postagem

Pedimos que esta postagem seja divulgada nos diversos sites e blogs católicos, bem como listas de e-mails, Facebook, Twitter, Whatsapp e assim por diante… para formarmos uma grande rede de Consagração à Santíssima Virgem!



Importante – Envio dos dados!

Os que desejam participar da nossa Campanha, fazendo a Consagração ou sua Renovação, em qualquer local, deverão se cadastrar clicando no link abaixo:

sábado, 23 de agosto de 2014

Oração Eucarística: "Qual o momento adequado para nos ajoelharmos?"

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Dando sequência à série de dúvidas litúrgicas dos nossos leitores, respondemos e publicamos uma comum: Na Oração Eucarística, qual o momento adequado para nos ajoelharmos?

"Na Oração Eucarística I (Cânon Romano), em qual momento ajoelhar-se? Vi explicações que não se deve ajoelhar quando se pronuncia "abençoai estas oferendas" e sim quando se diz "santificai estas oferendas". Nesse caso seria após os "comunicantes próprios". Mas essa explicação não é geral, pois na Oração Eucarística V (Congresso de Manaus) não há "santificai essas oferendas". Logo, a resposta que encontro com frequência não me convenceu. Por outro lado, é no "abençoeis estas oferendas" que o sacerdote traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo. Esse poderia ser o sinal do momento adequado para ajoelharmo-nos. Essa regra se encaixa em todas as 14 orações eucarísticas. Se assim o for, na Oração Eucarística I, o momento adequado seria logo após o prefácio. Resta-me, portanto a dúvida sobre o momento certo, se é que ele existe, pois antigamente durante praticamente toda oração eucarística se ficava de joelhos." (Prof. Eduardo Wanderley)

******* 
Primeiramente, é necessário saber que em todas as Orações Eucarísticas, o que se segue é o toque dos sinos, durante o gesto da Epiclese, isto é, daquele em que o sacerdote que preside, impõe as mãos sobre as oferendas, como que formando uma “pomba” e não é com o sinal do traçado da cruz, que vem seguida, mas pelo gesto e pelas palavras de invocação do Espírito Santo que, em todas as orações eucarísticas, acontece antes das palavras da consagração, com o verbo “santificar”, seja na forma infinitiva, imperativa ou, sobretudo, invocativa.



As exceções acontecem justamente a Oração Eucarística usada apenas no Brasil, do Congresso Eucarístico de Manaus (V), que não usa o verbo “santificar”, mas pede que “mande” o Espírito Santo. As outras, uma sobre a reconciliação e duas para missas com crianças usam de palavras que se referem à misericórdia divina e as outras duas à paternidade amorosa de Deus, também usam os verbos mandar, enviar, respectivamente.

Em todas elas, o “estender as mãos” e, só em seguida, traçar o sinal da cruz são os momentos apropriados e para os quais os coroinhas (ou acólitos instituídos) devem estar atentos, para poderem tocar os sinos, como sinal para que a assembleia se ajoelhe.

Na Oração Eucarística I ou Cânon Romano:

Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas...

Na Oração Eucarística II:

Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito...

Na Oração Eucarística III:

Santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos...

Na Oração Eucarística IV:

... nós vos pedimos que o mesmo Espírito Santo santifique estas oferendas...

Na Oração Eucarística V:

... mandai o vosso Espírito Santo, a fim de que as nossas ofertas se mudem...

Na Oração Eucarística VI-A (Para Diversas Circunstâncias):

... que envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes dons...

Na Oração Eucarística VI-B (Para Diversas Circunstâncias):

... que envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes dons...

Na Oração Eucarística VI-C (Para Diversas Circunstâncias):

... que envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes dons...

Na Oração Eucarística VI-D (Para Diversas Circunstâncias):

... que envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes dons...

Na Oração Eucarística VII (Sobre a Reconciliação I):

... olhai vosso povo aqui reunido e derramai a força do Espírito, para que estas ofertas se tornem...

Na Oração Eucarística VIII (Sobre a Reconciliação II):

Cumprindo o que ele nos mandou, vos pedimos: Santificai, por vosso Espírito, estas oferendas.

Na Oração Eucarística IX (Para Missas com crianças I):

... pedimos que mandeis vosso Espírito Santo para que estas ofertas e tornem...

Na Oração Eucarística X (Para Missas com crianças II):

Enviai, ó Deus nosso Pai, o vosso Espírito Santo para que este pão e este vinho...

Na Oração Eucarística XI (Para Missas com crianças III):

... mandai vosso Espírito Santo para santificar este pão e este vinho...
  
Mas não é algo tão simples de responder assim. Esta temática já foi (e ainda é) causa de grandes debates teológicos e litúrgicos. Há diferenças entre os ritos latinos (ocidentais) e os orientais, de diversos ritos.



A Instrução Geral do Missal Romano, por exemplo, determina que “os fiéis se ajoelhem durante a consagração” (nº 43). E no nº 79, alínea c, explica: “… a epiclese, na qual a Igreja implora por meio de invocações especiais a força do Espírito Santo, para que os dons oferecidos pelo ser humano sejam consagrados, isto é, se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo”.

O ficar de joelhos é uma norma invariável e aplicada a todos os fiéis e para os clérigos abaixo e a partir do grau de Diácono: A Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR) assim se expressa na sua última edição (2003):  “A partir da epiclese até a apresentação (elevação) do cálice, o diácono normalmente permanece de joelhos” (n. 179b).

O Papa Bento XVI, na Exortação Apostólica Sacramentum caritatis, no número13, nos ensina que: “neste horizonte, compreende-se a função decisiva que tem o Espírito Santo na celebração eucarística e, de modo particular, no que se refere à transubstanciação. É fácil de comprovar a consciência disto mesmo nos Padres da Igreja; nas suas Catequeses, São Cirilo de Jerusalém recorda que “invocamos Deus misericordioso para que envie o seu Santo Espírito sobre as oblações que apresentamos a fim de Ele transformar o pão em corpo de Cristo e o vinho em sangue de Cristo. O que o Espírito Santo toca, é santificado e transformado totalmente”.(Catequese 23, 7: Patrologia Grega 33, 1114s.) Também São João Crisóstomo assinala que o sacerdote invoca o Espírito Santo quando celebra o Sacrifício: (Cf. Sobre o sacerdócio, 6, 4: PG 48, 681.) à semelhança de Elias, o ministro atrai o Espírito Santo para que, “descendo a graça sobre a vítima, se incendeiem por meio dela as almas de todos”.(Ibid., 3, 4: o.c., 48, 642.) É extremamente necessária, para a vida espiritual dos fiéis, uma consciência mais clara da riqueza da anáfora: esta, juntamente com as palavras pronunciadas por Cristo na Última Ceia, contém a epiclese, que é invocação ao Pai para que faça descer o dom do Espírito a fim de o pão e o vinho se tornarem o corpo e o sangue de Jesus Cristo, e para que “a comunidade inteira se torne cada vez mais corpo de Cristo”.(Propositio 22.) O Espírito, invocado pelo celebrante sobre os dons do pão e do vinho colocados sobre o altar, é o mesmo que reúne os fiéis “num só corpo”, tornando-os uma oferta espiritual agradável ao Pai.”(Cf. Propositio 42: “Este encontro eucarístico realiza-se no Espírito Santo, que nos transforma e santifica. Ele desperta no discípulo a vontade decidida de anunciar aos outros, com desassombro, tudo o que ouviu e viveu, para conduzi-los, também a eles, ao mesmo encontro com Cristo. Deste modo o discípulo, enviado pela Igreja, abre-se a uma missão sem fronteiras”.).

Mas, afinal o que é a Epiclese? A Epiclese ou Epíclese (do grego antigo: ἐπίκλησις - epíklesis, fusão das palavras pí e kaleô: "chamar sobre") é a oração de invocação que pede a descida do Espírito Santo nos sacramentos. É a invocação que se eleva a Deus para que envie o seu Espírito Santo e transforme as coisas ou as pessoas. Também do latim, in-vocare.

Na Oração Eucarística da Missa há duas epicleses (cf. IGMR 79c):

a) a que o sacerdote pronuncia sobre os dons do pão e do vinho, com as mãos estendidas sobre eles, dizendo, por exemplo: “Santificai estes dons, derramando sobre eles o Vosso Espírito, de modo que se convertam, para nós, no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Oração II) – e a epiclese “consacratória”; outras Orações Eucarísticas pedem que o Espírito “torne”, “abençoe”, “santifique”, “transforme” o pão e o vinho;

b) a que o sacerdote diz na mesma Oração Eucarística, depois do memorial e da oferenda, pedindo a Deus que de novo envie o seu Espírito, desta vez sobre a comunidade que vai participar da Eucaristia, para que também ela se transforme, ou se vá construindo na unidade: “humildemente Vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos pelo Espírito Santo congregados na unidade” (Oração II) – e a epiclese “de comunhão”, que, noutras Orações Eucarísticas, pede que “sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito”; “Derramai sobre nós o Espírito… fortalecei o vosso povo com o Corpo e o Sangue do vosso Filho e renovai-nos a todos à sua imagem”… Estas duas epicleses, nas Anáforas orientais e na da liturgia hispano-moçárabe, estão unidas e dizem-se depois do relato da instituição. Enquanto que na liturgia romana – e em algumas das orientais, como a alexandrina – situam-se uma antes da consagração e a outra depois. Foi um enriquecimento que, agora, no rito romano, se tenha decidido nomear claramente o Espírito na primeira epiclese, nas novas Orações Eucarísticas: no cânon romano, existe a invocação a Deus, mas sem, explicitamente, nomear o Espírito. A epiclese não faz só parte da Eucaristia. A oração consacratória central de todos os sacramentos, depois da anamnese ou memória de louvor a Deus, contém sempre a oração de epiclese, pois, invocando a força do Espírito nos sacramentos, estamos reconhecendo que é Deus quem salva e que o protagonismo é da ação do seu Espírito santificador. 


• pede-se-lhe que santifique a água do Batismo: “Receba esta água, pelo Espírito Santo, a graça de vosso Filho Unigênito, para que o homem, criado à vossa imagem, no sacramento do Batismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo”;
• na Missa Crismal invoca-se o Espírito sobre os óleos para os sacramentos e, a seguir, na Confirmação, pede-se a Deus que envie o seu Espírito sobre os confirmandos para que os encha de seus dons;
• no sacramento da Reconciliação também se nomeia o Espírito: “enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados”;
• na Unção dos Doentes o sacerdote ora pelo doente na fé da Igreja: “é a epiclese própria deste sacramento” (CIC 1519);
• no sacramento da ordem é onde, talvez, com maior expressividade o bispo, impondo as mãos sobre a cabeça dos ordenandos e pronunciando a seguir a invocação do Espírito, põe em relevo a força da epiclese;
• e, finalmente, no Matrimônio: “Na epiclese deste sacramento, os esposos recebem o Espírito Santo como comunhão do amor de Cristo e da Igreja” (CIC 1624).

Como dizia São Cirilo de Jerusalém, no século IV: “Depois de santificados por esses hinos espirituais, suplicamos ao Deus benigno que envie o Espírito Santo sobre os dons colocados, para fazer do pão corpo de Cristo e do vinho sangue de Cristo. Pois tudo o que o Espírito Santo toca é santificado e transformado” (Catequeses Mistagógicas V,7). “O Pai atende sempre a oração da Igreja do seu Filho, a qual, na epiclese de cada sacramento, exprime a sua fé no poder do Espírito. Tal como o fogo transforma em si tudo quanto atinge, assim o Espírito Santo transforma em vida divina tudo quanto se submete ao seu poder” (CIC 1127). (Cf.: VAGAGGINI, Cipriano. O sentido teológico da liturgia. São Paulo: Loyola, 2009. pp. 210-226.)

No Catecismo da Igreja Católica (CIC), a epiclese também é explicitada:

§1105 A epiclese ("invocação sobre") é a intercessão na qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito Santificador para que as oferendas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo, e para que ao recebê-los os fiéis se tomem eles mesmos uma oferenda viva para Deus.

§1353 Na epiclese ela pede ao Pai que envie seu Espírito Santo (ou o poder de sua bênção) sobre o pão e o vinho, para que se tornem, por seu poder, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, e para que aqueles que tomam parte na Eucaristia sejam um só corpo e um só espírito (certas tradições litúrgicas colocam a epiclese depois da anamnese). No relato da instituição, a força das palavras e da ação de Cristo e o poder do Espírito Santo tornam sacramentalmente presentes, sob as espécies do pão e do vinho, o Corpo e o Sangue de Cristo, seu sacrifício oferecido na cruz uma vez por todas.

Atentos ao gesto de impor as mãos sobre as oferendas, os acólitos tocam os sinos (ou sinetas) na igreja e todos se ajoelham, pois é a descida do Espírito Santo sobre as espécies do pão e do vinho sobre o altar.

Juntamente com o momento seguinte, no qual o sacerdote toma em suas mãos, primeiro o pão e, depois, o cálice com o vinho, repetindo as mesmas palavras que o Senhor pronunciou durante a Última Ceia, a epiclese atualiza o momento sagrado, no tempo e no espaço, em que a Hóstia sobre o Altar se transforma no Corpo de Cristo, e o Vinho dentro do Cálice se transforma no Sangue de Cristo.

Este é um momento sacratíssimo! Nossos olhos e nossos corações devem estar fixos para o altar. Ali, a poucos metros de nós, está acontecendo o maior milagre da face da terra: o Nosso Deus mais uma vez se digna descer do Céu e vir até nós, pobres pecadores, para dar-Se a nós como Alimento e Penhor da Eternidade!

Jamais nos deixemos levar pelas distrações, ou pelo cansaço, ou pelas preocupações, ou por qualquer outra situação. Estejamos atentos com os olhos do corpo e da alma!

Na Forma Extraordinária (“Tridentina”):


Na chamada "Missa Tridentina", o momento de ajoelhar-se acontece após o canto do Sanctus e no  sequente início do Cânon, às palavras “Te igitur...” (A Vós...). Porém, esta é uma das orações em voz baixa. Então, é necessário os acólitos estarem atentos ao término do Sanctus, para tocarem as sinetas, pois, apenas eles verão este momento. 

Após o “Communicantes” – memória dos Santos – às palavras “Hanc igitur” (Esta oblação), em preparação à consagração, o celebrante estende as mãos sobre as oblatas à semelhança do gesto que outrora fazia o sumo sacerdote, que estendia as mãos sobre a vítima que se imolava em expiação dos pecados. Significa, na Nova Lei, que Jesus Cristo se substitui a nós, como vítima imolada.

Como é o próprio Espírito Santo que opera a mudança do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Nosso Senhor, no Santo Sacrifício da Missa, é justo que seja mencionado no correr deste sacrifício. A Igreja o invoca, a fim de que, assim como ele formou Nosso Senhor no seio da Virgem Maria, digne-se apresentá-lo de novo sobre o altar.

Este gesto é muito importante de ser notado, ele nos vem da antiga Lei. Quando se apresentava no templo uma vítima para ser oferecida, o rito de imposição das mãos tinha um sentido duplo e uma dupla eficácia. A vítima era, mediante o rito, isolada, separada para sempre do uso profano e posta a serviço e honra de Deus. O Senhor tomava possessão da hóstia, qualquer que fosse. Ora, a Igreja, depois de ter separado o pão e o vinho do uso profano, no Ofertório, e tê-los apresentado a Deus, insiste, agora que a Consagração está próxima. Na santa impaciência de sua espera quase realizada, para que a oblação seja favoravelmente acolhida diante de Deus, o padre estende as mãos sobre o pão e o vinho e diz estas palavras:

Hanc igitur oblationem servitutis nostrae, sed et cunctae familiae tuae, quaesumus, Domine, ut placatus accipias: diesque nostros in tua pace disponas, atque ab aeterna damnatione nos eripi, et in electorum tuorum jubeas grege numerari(Esta oblação que nós, vossos servos, e toda a vossa família, Vos oferecemos, aceitai-a, Senhor, benignamente; firmai na paz os dias da nossa vida, livrai-nos da eterna condenação e ordenai sejamos contados na sociedade dos vossos eleitos.).

O Papa Bento XVI, com o Motu proprio Summmorum Pontificum, ressaltou que esta forma é "um duplo uso do único e mesmo Rito [romano]". Portanto, nos dois usos é permitido que nos ajoelhemos nos momentos apropriados. 

Assim, oferecendo o Santo Sacrifício da Missa, neste momento em que designa tão especialmente sua oferta, o padre reza por si mesmo, por todos aqueles que estão presentes e por todos os que lhe estão unidos, e pede que a paz nos seja dada neste mundo, que evitemos o inferno e que nos alegremos com os eleitos na glória do céu.


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Bibliografia:

ALDAZÁBAL, José. A Eucaristia. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002.
AUGÉ, Matias. Liturgia – História, Celebração, Teologia, Espiritualidade. São Paulo: Ed. Ave Maria, 1996.
BENTO XVI. Summorum Pontificum. São Paulo: Ed. Paulinas. Nº 191, 2007.
__________. Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis. São Paulo: Ed. Paulinas. Nº 190. 2007.
CERIMONIAL DOS BISPOS. São Paulo: Ed. Paulus, 1988.
Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Ed. Loyola, 2000.
CNBB. Instrução Geral do Missal Romano e Introdução ao Lecionário. Brasília: Ed. CNBB, 2008.
COELHO, Dom António. Curso de Liturgia Romana. Braga – Portugal: Ed. Pax, 1943.
GUÉRANGER, Dom Prosper. Missa Tridentina – Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa. Rio de Janeiro: Ed. Permanência, 2010.
JOÃO PAULO II. Encíclica Ecclesia de Eucharistia. São Paulo: Ed. Paulinas. Nº 185, 2003.
JUNGMANN, Josef Andreas. Missarum Sollemnia. São Paulo: Paulus, 2009.
Ordo Missae. Campinas: Ed. Ecclesiae, 2014.
RATZINGER, Joseph. Introdução ao espírito da Liturgia. Prior Velho –Portugal: Ed. Paulinas. 2010.
VAGAGGINI, Cipriano. O sentido teológico da liturgia. São Paulo: Ed. Loyola, 2009.





  

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Convite: Missa na Forma Extraordinária em Santo Amaro

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A pedido do leitor José Tadeu Hoe, divulgamos novamente a missa no rito tradicional em Santo Amaro:


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Crisma e Missa Prelatícia no Rito Tradicional em Brasília

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No dia 15 de agosto de 2014, na grande festa litúrgica da Assunção da Santíssima Virgem, mais graças especiais do Bom Deus para o tão recente apostolado da Capela Nossa Senhora das Dores, em Jardim Botânico, DF. 


Dom José Aparecido Gonçalves, Bispo Auxiliar de Brasília, foi à capela para conferir o santo Sacramento da Crisma, no Rito Tradicional, a cerca de uma dúzia de jovens, que foram confirmados na fé e feitos perfeitos cristãos e soldados de Cristo após a imposição das mãos episcopais e a unção com o óleo do Crisma. 

O Rito completo é breve, em vista daquele na Forma Ordinária e fora da Missa.




Após a chegada o Bispo, toda a paramentação se deu em frente ao altar.






Já paramentado, o Bispo entoa o Veni Creator Spiritus.





 


 Alocução acerca do Sacramento a ser recebido.






 Invocação do Espírito Santo sobre os crismandos.



Invocação dos Dons sobre os crismandos.



Cada crismando se ajoelha aos pés do Bispo e fala seu nome. O padrinho ou madrinha
pousa a mão direita sobre o ombro direito do confirmando.



Unção do Santo Crisma


O famoso "tapinha no rosto" após a unção
Em que, na verdade, é o desejo de Paz:
"Pax tecum!"




Após a oração sobre os crismados, o Bispo os abençoa e, por sua imposição, os confirmados recitam o Credo, Pater noster e a Ave Maria.





Feitas estas últimas orações, o Bispo retira os paramentos usados no Ritual do Sacramento.






Após a deposição dos paramentos e insígnias, o Bispo faz as orações que lhe são próprias, por cada uma delas e se prepara para a paramentação para a Missa.



Após o belíssimo rito do sacramento da Crisma, foi também Sua Excelência Reverendíssima Dom José Aparecido quem rezou a Santa Missa em honra à Assunção de Nossa Senhora. Em sua Missa Prelatícia (forma específica de uma missa lida – e não cantada – pelo bispo), Dom José contou com a assistência de padres e seminaristas do Instituto Bom Pastor (IBP). 










As relíquias sobre o altar são: do lado esquerdo de quem olha: São Pio V (de 2ª Classe) e São Pio X (1ª Classe). Do lado direito de quem olha: Santa Luzia, Virgem e Mártir e de Santa Rosa de Lima, Padroeira da America Latina.









































Do Instituto Bom Pastor, além do Padre Daniel Pinheiro, reitor da Capela, estavam presentes o Padre Matthieu Raffray, Superior do Distrito da América Latina (em viagem a partir da França para algumas cidades brasileiras), o Diácono Pedro Henrique Gubitoso (que nestas celebrações conduziu o canto gregoriano e o órgão), e o seminarista Ivan Chudzik (como cerimoniário). Aliás, desde o começo do mês passado, praticamente todos os seminaristas brasileiros do instituto têm passado por Brasília para auxiliar o Pe. Daniel em seu apostolado, possibilitando, inclusive, a realização de algumas Missas Solenes aos Domingos. 

Sem dúvida, agradecem sobretudo os fiéis, que podem conhecer de modo mais perfeito toda a beleza e o esplendor da liturgia católica tradicional. 

Após a Santa Missa, seguiu-se uma pequena confraternização em honra à Assunção de Nossa Senhora e pela recepção do sacramento pelos crismados.


Créditos das Fotos e explicitação do Rito: Cleiton Robsonn.
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