Manchetes

terça-feira, 15 de abril de 2014

O Tríduo Pascal na ausência de Sacerdote

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Como já dissemos no artigo sobre a celebração dominical na ausência do sacerdote Dominus Nobiscum, a realidade das comunidades paroquiais que carecem de sacerdote é algo triste e ao mesmo tempo uma situação espinhosa do ponto de vista litúrgico. Na Semana Santa isso se agrava muito, uma vez que se trata do núcleo do ano litúrgico e a procura pelas celebrações tendem a se multiplicar. É comum que, por comodismo ou impossibilidade, os fiéis não se dirijam a paróquias próximas para participar das celebrações ou várias comunidades se unam em uma igreja maior ou central afim de celebrar unidos.

Da mesma forma que se faz ao longo do ano, a atitude natural dessas comunidades é "adaptar" as celebrações do tríduo para serem dirigidas por leigos. Trata-se naturalmente de uma atitude ilícita, uma vez que nada se pode adaptar em matéria litúrgica sem a explícita autorização da Sé Apostólica. Então qual a solução? Como dar uma solução pastoralmente aceitável e ao mesmo tempo liturgicamente adequada? A solução que apresentamos é baseada na celebração da Liturgia das Horas, da adoração Eucarística e dos diferentes atos de piedade. Tudo de acordo com o que ordena a autoridade da Igreja, cuidando-se para suprir as deficiências da falta do sacerdote, mas sem tentar substituir esse ministério insubstituível.

Quinta-feira in coena domini
A manhã da quinta-feira santa é ainda quaresma, até a oração das quinze horas (nona) tudo se faz como que para a quaresma. Ao entardecer, porém, tem início o Tríduo Pascal. Aqueles que participam da Missa da Ceia do Senhor, com ela são introduzidos no Tríduo e não rezam as Vésperas deste dia. Para aqueles que não participam da Missa, a celebração das Vésperas pode ser uma excelente oportunidade para recordar a instituição do sacerdócio ministerial "à hora vespertina" acrescentando uma prece pelos sacerdotes e pedindo ao senhor mais vocações e também formadores capazes. Se houver diácono ou outro ministro autorizado para expor o santíssimo, se pode celebrar essa hora na presença do Santíssimo Sacramento exposto. Um detalhe importante é que o ofício de leituras deste dia é do ofício da quaresma, logo não pode ser unido com essas vésperas.

Sexta-feira da Paixão

Durante a noite, uma vigília, como a que se faz depois da Ceia do Senhor, pode ser mantida junto do lugar onde se guarda a reserva eucarística. Durante a vigília, tendo passado a meia noite, pode-se rezar o Ofício das Leituras da Sexta-feira Santa em formato de vigília com os cânticos e a leitura do  Evangelho da Paixão. Ou, se se preferir, também é uma boa opção rezá-lo pela manhã unido com as Laudes compondo o Ofício das Trevas.

À tarde se pode fazer a oração das quinze horas (nona) em recordação do momento em que Nosso Senhor expirou. Uma outra hora muito oportuna são as Vésperas, nas quais se dizem como preces a Oração Universal da Celebração da Paixão. Na tentativa de manter os fiéis unidos entre a celebração de uma hora e outra pode-se rezar algum ato de piedade como a Via Sacra ou ainda fazer uma piedosa leitura da Paixão de forma extra-litúrgica. 

A procissão do Senhor morto, por não ser procissão litúrgica, pode-se manter depois do por-do-sol ou noutro horário tradicional.

Domingo de Páscoa
De todos as celebrações do Tríduo, a mais prejudicada é certamente a Vigília Pascal: a mãe de todas as vigílias se celebra com a Santa Missa. Todavia, se não se puder celebrar com missa, pode-se fazer nas horas noturnas a celebração do Ofício das Leituras nas quais se faz as leituras da Missa, bem como os respectivos salmos, ao fim se acrescenta o Hino Te Deum expressando-se o Júbilo Pascal. Para o domingo de Páscoa, uma celebração dominical com a comunhão eucarística pode ser celebrada, de acordo com o que já foi descrito no outro artigo.




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Procissão e Missa do Domingo de Ramos Projeto Paroquial de São Francisco de Assis - Currais Novos/RN

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Procissão e Missa do Domingo de Ramos no Projeto Paroquial de São Francisco de Assis - Currais Novos/RN. Fotos enviadas pelo nosso leitor, Petterson Dantas, a quem aproveitamos para agradecer.













domingo, 13 de abril de 2014

Uma breve reflexão sobre os Ramos no Domingo de Ramos

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Chegados mais uma vez ao Domingo de Ramos, achei pertinente visar, para uma pequena reflexão, um – se não o - elemento proeminente dos santos mistérios deste dia. Creio que o seu significado, talvez devido à familiaridade, seja ignorado por muitos Católicos. Refiro-me, obviamente, aos ramos, que são abençoados e distribuídos neste dia.


Donde a presença dos ramos neste dia? Ora, encontramo-los no Novo Testamento, dirão com certeza, e estão presentes na entrada de Jesus em Jerusalém dias antes da Sua Paixão. Mas a pergunta que coloco aqui é: por que ramos, especificamente? Olhemos para as perícopes da entrada, em especial para aquelas que mencionam a existência de ramos – São Mateus, São Marcos, e São João. Porque nos falam os evangelistas da presença de ramos? Olhemos, não com familiaridade para estes textos, mas com olhos “novos”, de quem os lê (ou melhor, ouve) pela primeira vez. Convido a encarar este texto, não como um Católico do séc. XXI, mas como um Judeu do séc. I. O que a nós poderá passar despercebido como um “mero detalhe” que dá origem a um sacramental neste dia, para um judeu contemporâneo de Jesus encerava um significado profundo. Creio que conhecendo o seu significado para um judeu nos ajudará a entrar mais profundamente nos santos mistérios deste domingo.

A existência de ramos e gritos de Hosanna remetem-nos para o festival de Sucot, geralmente referido como Festa das/dos Tendas/Tabernáculos no Novo Testamento.

A observância de Sucot, cuja duração é uma oitava, foi estabelecida por Deus aquando do estabelecimento da Aliança com Israel no Monte Sinai, sendo uma das três festas de peregrinação obrigatória a Jerusalém. A festa era, grosso modo, uma festa de natureza agrícola, pois calhava na época da colheita (cf. Ex 23,16; 34,22); mas como toda a festa agrícola judaica, estava revestida de significado religioso também. Servia para “fazer memória” do tempo em que Israel vagueou pelo deserto, vivendo em tendas, antes de entrar na Terra Prometida, quando Deus os fez sair da casa do Egito:
«Habitareis nas tendas durante sete dias; todos os que nasceram em Israel deverão habitar em tendas, para que os vossos descendentes saibam que fiz habitar em tendas os filhos de Israel, quando os fiz sair da terra do Egipto.»
Estava prescrito a leitura da Lei durante a festa a cada sete anos: 
«Ao fim de sete anos, na Assembleia do Ano da remissão, pela festa das Tendas, quando todo o Israel comparecer diante do SENHOR, teu Deus, no lugar que Ele tiver escolhido, farás a proclamação desta Lei a todo o Israel. Reunirás o povo, homens, mulheres e crianças, e o estrangeiro que estiver nas tuas cidades, a fim de que escutem, aprendam e reverenciem o SENHOR, vosso Deus, e cumpram todas as palavras desta Lei. Os filhos deles, que ainda não conhecem, ouvirão e aprenderão a reverenciar o SENHOR, vosso Deus, enquanto viverdes na terra de que ides tomar posse, depois de passardes o Jordão.» 
Era também uma festa que prefigurava/antecipava a “colheita final” de Israel, quando este reuniria todas as nações em Deus. Dada a grandiosidade da festa, e da alegria a ela associada, começou a ter ligações à linhagem real: por exemplo, durante esta festa Salomão dedicou o Templo (1 Rs 8). Após o regresso do exílio na Babilônia, e com a ausência dum rei, a festa foi ganhando conotações messiânicas. Já o profeta Zacarias nos fala do dia em que as nações haverão de vir celebrar o Sucot a Jerusalém:
Os que restarem de todas as nações, que tiverem marchado contra Jerusalém, irão todos os anos adorar o Rei, o Senhor do universo, e celebrar a festa das Tendas. 
Era uma festa caracterizada por: alegria, “tendas”, ofertas, e ramos. São estes últimos que nos interessam hoje. 
No primeiro dia, apanhareis belos frutos, ramos de palmeira, ramos de árvores frondosas e dos salgueiros do rio; e regozijar-vos-eis na presença do SENHOR, vosso Deus, durante sete dias.
Os ramos – lulav, em hebraico – seriam de tamareira, e teriam murta e salgueiro atados juntamente. Crê-se que estas plantas serviriam de recordação do tempo passado no deserto, uma vez que correspondem a espécies comuns nesse ambiente. O lulav deveria ser apresentado pelos fiéis no Templo todos os sete dias que durava a celebração de Sucot, e as crianças eram obrigadas a levá-lo a partir do momento em que já conseguissem abaná-lo. Durante as celebrações no Templo (cujos símbolos Jesus identificou consigo mesmo em São João), o coro cantaria os salmos de Hallel (de louvor) – os Salmos 113 a 118. Quando eram cantados os Hosannas no Salmo 118 toda a assembleia abanava os seus ramos em direção ao altar.

Como já referi, na época de Jesus, esta festa já não estava associada ao rei “atual”, da casa de Davi, mas ao Filho de Davi que haveria de vir. Sucot haveria de ser a única festa que perduraria no final dos tempos, após a vinda do Messias; a grande festa de louvor em que Israel finalmente consumaria as núpcias com o Seu Senhor. Não é por acaso que no livro do Apocalipse nos surge a imagem da multidão composta por pessoas de todas as nações diante do trono do Cordeiro, com ramos nas mãos: 
Depois disto, apareceu na visão uma multidão enorme que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé com túnicas brancas diante do trono e diante do Cordeiro, e com palmas na mão.
Todo este simbolismo estaria presente na mente dum judeu do primeiro século. A presença destes sinais na entrada triunfal não implica a celebração da festa, mas o reconhecimento por parte do povo israelita, em quem estas imagens estariam bem presentes, de que o Filho de Davi tinha chegado, e que se iniciava o Sucot derradeiro (tal como São Pedro perguntou se deveria montar tendas aquando da Transfiguração).

Chegado ao fim desta breve exposição histórica, o que são para nós, então, os ramos que recebemos no Domingo de Ramos, que levamos em nossas mãos em procissão, e que eventualmente levaremos para casa? Estes ramos são testemunhos da nossa fé no Messias. São sinal de que o Filho de Davi salva. São reconhecimento do Cristo Rei. A liturgia bracarense demonstra isto duma forma sutil na procissão, através da cruz processional. Enquanto que no rito romano tradicional a cruz está velada, uma vez que nos encontramos já dentro do tempo litúrgico conhecido como "Tempo da Paixão", no rito bracarense a cruz é desvelada para a procissão, demonstrando que esta é uma entrada triunfal, de alegria. Estes ramos são uma lembrança de que, apesar de dentro de alguns dias o Senhor sofrer a Sua Paixão, “Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat”. São sinais escatológicos na medida em que revelam a nossa fé e esperança no Rei dos Reis que há de vir no fim dos tempos, para consumar as núpcias com a Sua Noiva, a Igreja,  enxugando as nossas lágrimas.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ordenações Diaconais de Franciscanos Conventuais em Roma

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No último dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, na Basílica dos Ss. XII Apóstolos (dos Franciscanos Conventuais), foram ordenados Diáconos os Freis Jozef Sukeník e Pablo Fan.

Frei Jozef é da Custódia da Eslováquia, enquanto Frei Pablo, que é chinês, pertence à Custódia de Assis. 

Frei Jozef chegou em Roma há dois anos, como professo temporário, e começou a estudar Cristologia na Faculdade Seraphicum e fez a profissão solene em outubro passado, na Eslováquia.

Frei Pablo Fan terminou os estudos teológicos em Assis e foi para Roma também em outubro passado,  para começar a licenciatura na Universidade Salesiana.

A celebração foi presidida com muita beleza e sobriedade pelo Bispo Conventual, Dom Frei Gianfranco Girotti. Os professos temporários serviram na Liturgia. Ressaltamos o detalhe dos paramentos romanos envergados pelo Bispo e pelos neo-diáconos.

Emocionante, como sempre, o canto da ladainha, com os candidatos prostrados em terra, antes de que o Bispo lhes impusesse as mãos. Após a celebração, como de costume, a fraternidade, parentes e amigos saudaram os novos Diáconos.

OFMConv. | Trad. Adapt. Cleiton Robsonn.
Por Frei Paolo M. Carola | Fotos dos Freis: F. Czarnowski, R. Wróbel e Breski, OFMConv.





































domingo, 6 de abril de 2014

Summorum Pontificum em Santa Maria: Missa na Forma Extraordinária em Pinhal Grande - RS

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Recebemos este relato e estas fotos do leitor Clécio Almeida:
No dia 4 de dezembro de 2013, a Paróquia São José - Pinhal Grande, RS, da Arquidiocese de Santa Maria, viveu a primeira noite do Tríduo em honra da Imaculada Conceição na Forma Extraordinária do Rito Romano.
A convite do revmo Pe. Pablo Zanini, o revmo Pe. Rodrigo Cabrera da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios – Quevedos, RS, celebrou a Missa do Commune Festorum B. Mariae Virginae diante de uma igreja repleta de fiéis.
Na ocasião, cinco seminaristas do Seminário Maior São João Maria Vianney, da Arquidiocese de Santa Maria, auxiliaram na elaboração de folhetos para o povo, que foram utilizados tanto para as respostas da Missa como para os cânticos. 
Foi a segunda vez que o revmo Pe. Rodrigo Cabrera celebrou a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano na Paróquia São José de Pinhal Grande. 
Convidamos a todos para curtirem nossa página no facebook: Summorum Pontificum em Santa Maria.

Breve catequese antes da Missa
Orações ao pé do altar
Evangelho
Sermão
Consagração

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