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sábado, 28 de setembro de 2013

"A criatividade nunca esteve presente na Liturgia cristã" - Dom Henrique Soares da Costa

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Por Dom Henrique Soares da Costa (grifos nossos):
Criatividade. Este conceito nunca esteve presente na Liturgia cristã. É-lhe totalmente estranho!

Na antiguidade mais primitiva, não havia ainda textos litúrgicos formados. É natural, é claro: a Igreja não nascera feita! Fundada pelo Cristo-Deus, foi plasmada pelo Seu Santo Espírito, conforme Sua própria promessa.
Mesmo não havendo ainda textos fixos para o rito liturgico, havia, no entanto, esquemas fixos, que os ministros sagrados deveriam seguir à risca. Portanto, cada ministro, tanto quanto pudesse, uns mais, outros, menos, compunham as orações. Em geral, escreviam-nas antes. Mas, dentro de um esquema fixo. A palavra chave nunca foi criatividade, mas fidelidade à Regra de Fé da Igreja e à lex orandi, isto é, à norma de oração da Igreja.

Logo cedo, os primeiros formulários litúrgicos foram sendo colocados por escrito e fixados. Finalmente, no século IV, com a liberdade de culto concedida aos cristãos, surgiram os grandes textos litúrgicos no Oriente, como a estupenda liturgia de São João Crisóstomo, e do Ocidente (pense-se na antiquissíma Tradição Apostólica de Hipólito de Roma). No Ocidente, a formação dos grandes textos foi mais complexa por vários motivos históricos e culturais. Em todo caso, no séculos VI e VII já se tinham os grandes formulários litúrgicos e a soleníssima Missa Estacional romana, que influenciaria toda a liturgia da Missa da Igreja latina (a Igreja do Ocidente, da qual o Bispo de Roma é o Patriarca, além de Papa de toda a Igreja do Oriente e Ocidente).

Em toda esta complexa e rica evolução histórica nunca se teve em mira a criatividade, mas a ortodoxia. Aliás, a palavra ortodoxia significa reta fé (reta opinião) e também reto louvor, reta glorificação de Deus! Assim, na Celebração litúrgica, o importante, a finalidade é o reto louvor ao Senhor Deus, exprimindo a reta fé pelos ritos sagrados que tornam autuantes na vida de cada crente e de toda a Igreja a salvação celebrada. A criatividade como ideal, objetivo e valor em si simplesmente não faz parte da realidade litúrgica, ao menos não nos vinte e um séculos de história da Igreja do Ocidente e do Oriente. Sendo assim, cedo ou tarde, com a graça de Deus, a ideologia da criatividade litúrgica desaparecerá do horizonte da Igreja, pois não faz parte do genuíno sentir eclesial. É questão de tempo...

Para fins de ilustração, trago alguns exemplos que exemplificam o problema da criatividade e como ela termina por retirar o culto a Deus do centro da Liturgia:

"Missa Mágica"
"Missa fantoche"


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ordenação Sacerdotal do Padre Wendell Mendonça

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No sábado 14 de Setembro, foi celebrada pelo Arcebispo Militar do Brasil Dom Osvino Both a Santa Missa na qual foi elevado à ordem dos presbíteros o Diácono Wendell Mendonça. A Santa Missa teve lugar na Igreja de São Sebastião em Serra do Machado no Estado do Sergipe. Concelebraram a santa missa o bispo auxiliar do Ordinariato Militar Dom José Francisco Falcão de Barros, padres do Ordinariato Militar e da Arquidiocese de Aracaju; serviram como diáconos o Irmão Estêvão, superior do Eremitério São João Batista da diocese de Ciudad del Este no Paraguai e Ir. Edcley, LC. Serviram como acólitos seminaristas da província eclesiástica de Aracaju, missionários de Nossa Senhora da África, entre outros. O mestre de Cerimônias foi o Padre Frederico Gurgel auxiliado pelo Pe. Genário e outros cerimoniários.


A preparação
A celebração foi preparada durante toda a tarde, as sacristias foram alocadas em prédios próximos à igreja, todas elas devidamente organizadas e preparadas, bem como a igrejas, com muito zelo. As casulas para os concelebrantes eram todas de um mesmo modelo.

Os paramentos preparados para o Arcebispo


 

Toda a decoração da igreja foi feita com flores brancas e vermelhas com arranjos florais ao lado do sacrário e das imagens de São Pedro e São Sebastião e flores brancas ao lado do altar e da imagem de Nossa Senhora, afim de destacar a nobre simplicidade da liturgia.




Ritos Iniciais e Liturgia da Palavra
 A celebração teve início às 18 horas, com a procissão saindo da sacristia em direção à igreja. O ordenando sentou-se ao lado de seus pais. O arcebispo presidiu a celebração. As leituras foram feitas pelos pais do ordenando. Os ritos transcorreram como de costume.
 


O Rito de Ordenação
O eleito foi chamado pelo Arcebispo. Em seguida foi feita a homilia na qual Dom Osvino ressaltou a realidade da sucessão apostólica e da vocação do presbítero de participar do sacerdócio real de Cristo pela comunhão com a ordem episcopal.Passou-se então à ordenação propriamente dita, a promessa de obediência, a ladainha, a imposição das mãos e a oração consecratória. O neosacerdote foi então revestido com as vestes sacerdotais destacando-se casula de modelo neocônica, teve suas mãos ungidas e foi saudado pelos sacerdotes presentes.








Liturgia Eucarística
 A liturgia eucarística é presidida pelo ordenante, o neosacerdote que toma parte pela primeira vez é o primeiro dos concelebrantes.


 


 

 Após a celebração o neosacerdote abençoou individualmente os presentes que lhe beijaram as mãos.

 
 


Agradecimento às fotógrafas: Simone Campos, Andrea Cammarota e Regiane Silva.
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