segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Padre, use o preto em finados! Mesmo na forma ORDINÁRIA!
domingo, 24 de outubro de 2010
Ordenação sacerdotal do superior da Comunidade Missionária de Jesus, na fronteira do Paraguai com o Brasil
Seu superior, Pe. Jorge Miguel Martinez Florentín, foi ordenado sacerdote no último dia 3 de outubro, na Catedral de Ciudad del Este, por seu Bispo Diocesano, Dom Rogelio Livieres Plano. Na ocasião, outros diáconos foram ordenados presbíteros também.
Abaixo, algumas fotos:
sábado, 23 de outubro de 2010
Boa preparação para o sacerdócio: receitas do Papa
Boa preparação para o sacerdócio: receitas do Papa
Maturidade, estudo, intimidade com Deus e pertença eclesial
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 18 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - O sacerdote católico "existe para levar Deus aos homens" e, antes de tudo, deve ser um "homem de Deus": assim exorta o Papa Bento XVI aos seminaristas, em sua carta, divulgada hoje, aos aspirantes ao sacerdócio do mundo inteiro.Nesta mensagem, na qual recorda seus anos no seminário, o Papa exorta os seminaristas a aproveitarem bem seu tempo de formação, mediante o estudo da teologia e o crescimento pessoal e espiritual.
Entre as "receitas" que o Papa oferece aos seminaristas, ele sublinha a importância da vida sacramental, da integração na Igreja, do estudo da teologia e do direito canônico, da maturidade e da compreensão e vivência serena do celibato.
Oração
Antes de tudo, afirma, um seminarista deve "aprender a viver em contato permanente com Deus", deve "orar em todo momento".
Não se trata de "recitar orações continuamente", mas de "não perder jamais o trato interior com Deus", que é o sentido da oração.
"Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida."
Eucaristia e confissão
Mas Deus, afirma o Papa, "não é somente uma palavra. Nos sacramentos, Ele se entrega a nós em pessoa, por meio de realidades corporais".
Por isso, continua, é necessário que a Eucaristia seja "o centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida (...); celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas".
Para celebrar bem a Eucaristia, acrescenta o Papa, "é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração".
"A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando."
Bento XVI sublinha também a importância da confissão no itinerário de um futuro sacerdote: "Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade".
"Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim."
O importante, segundo o Papa, é "continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo".
Amar a teologia
O tempo no seminário é sobretudo tempo de estudo, recorda o Papa: "Uma das principais tarefas dos anos no seminário é capacitar-vos para dar razões da vossa fé".
"Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis", exorta.
O Papa reconhece que, "muitas vezes, as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral"; porém, "não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade".
Somente assim a fé se torna "resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos".
Sublinha também a importância de "conhecer profundamente a Sagrada Escritura em sua totalidade, em sua unidade entre Antigo e Novo Testamentos", assim como "conhecer os Padres e os grandes concílios" e "as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social da Igreja".
Também é importante "a teologia ecumênica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta".
E finalmente, explica o Papa, é importante "amar o direito canônico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor".
Maturidade
Outro dos aspectos aos quais o Papa dá grande importância é a maturidade e o equilíbrio pessoal, especialmente quanto à vivência do celibato, à integração da sexualidade na própria personalidade.
A sexualidade, afirma Bento XVI, "é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva".
Recordando os recentes escândalos de abusos de menores por parte de membros do clero, o Papa afirma que estes fatos, "que há que reprovar profundamente, não podem desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura".
"Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura", acrescenta, recordando a importância de "tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim".
O sacerdote, "que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente íntegro".
Sentido de Igreja
O seminarista, que frequentemente, nos últimos tempos, procede de âmbitos diversos e às vezes dos novos movimentos e carismas, deve ser, antes de tudo, "homem de Igreja", acima de particularismos, sublinha o Papa.
"Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade", afirma.
"O seminário - recorda - é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro."
"Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de seminário."
Espiritualidade
Bento XVI afirma também, por último, que não se deve desprezar a piedade popular; "é certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado".
"Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande patrimônio da Igreja. A fé fez-se carne e sangue", explica o Papa.
"Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima", conclui.
(Inma Álvarez)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Pedido aos leitores
Temos uns 15 pedidos de padres e seminaristas e alguns livros que precisamos para o próprio apostolado. Recentemente, por exemplo, foi lançada uma série de breviários em latim, na forma ordinária, em seis volumes, totalizando U$ 900. Há também missais em latim, em ambas as formas, para mandarmos às paróquias e a sacerdotes e leigos interessados.
Querendo colaborar com essa campanha, seja com o valor total, seja com qualquer outra quantia, por favor, usem o seguinte link:
Com ele, se pode usar cartão de crédito, transferência eletrônica, ou mesmo gerar um boleto de qualquer banco.
Doadores internacionais podem utilizar o PayPal:
Muito obrigado por nos ajudar a "salvar a liturgia"!
Missa prelatícia celebrada por D. Fernando Guimarães em Fortaleza, CE
Estando em Fortaleza em função de uma visita apostólica à igreja grego-católica melquita, Dom Fernando Guimarães, membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica e grande incentivador da aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, celebrou Santa Missa Prelatícia cantada na Forma Extraordinária do Rito Romano, domingo, 10 de outubro, às 10h30, na Paróquia de São João do Tauape, em Fortaleza - Brasil.
Fotos abaixo:
O Pe. Almir, FSSP, amigo do Salvem a Liturgia, e membro da Comissão Ecclesia, já tinha nos alertado para alguns detalhes acerca da Missa Prelatícia em seu comentário em um post sobre uma Missa celebrada em Bolonha.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Quatro novos Cardeais defensores da liturgia bem celebrada
Dom Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero, grande promotor da espiritualidade litúrgica entre os padres
Dom Raymond Leo Burke, Prefeito do Tribunal da Signatura Apostólica, defensor da forma ordinária com mais sacralidade, tendo celebrado e promovido, com entusiasmo, a forma extraordinária
Dom Albert Malcom Ranjith Patanbendige Don, Arcebispo de Colombo e Primaz do Sri Lanka, grande promotor da forma extraordinária e de uma "reforma da reforma" no uso moderno
Mons. Domenico Bartolucci, Maestro Perpétuo da Pontifícia Capela Sistina, e que nunca celebrou na forma ordinária, apenas na extraordinária
Que os novos Cardeais ajudem a salvar a liturgia!
Via Fratres in Unum, uma carta do Cardeal Ratzinger sobre liturgia
Abaixo, publicamos a carta do hoje Papa, tal qual está no site do Fratres, com negritos nossos. Já a carta do padre, que gerou a resposta, pode ser lida no próprio Fratres in Unum.
Resposta do Cardeal Ratzinger ao Padre Augé
18 de fevereiro de 1999
Reverendíssimo Padre,
Li com atenção sua carta de 16 de novembro, na qual o senhor formulou algumas críticas à Conferência dada por mim no dia 24 de outubro de 1988, por ocasião do 10º aniversário do Motu Proprio Ecclesia Dei.
Compreendo que o senhor não compartilhe de minhas opiniões sobre a reforma litúrgica, sua aplicação e a crise que deriva de algumas tendências nela escondidas, como a dessacralização.
Parece-me, no entanto, que sua crítica não leva em consideração dois pontos:
1. É o Sumo Pontífice João Paulo II quem concedeu, com o Indulto de 1984, o uso da liturgia anterior à reforma paulina, sob certas condições; posteriormente, o mesmo Pontífice publicou, em 1988, o Motu Proprio Ecclesia Dei, que manifesta sua vontade de ir ao encontro dos fiéis que se sentem vinculados a certas formas da liturgia latina anterior, e, para tanto, pede aos bispos conceder “de modo amplo e generoso” o uso dos livros litúrgicos de 1962.
2. Uma parcela não pequena de fiéis católicos, sobretudo de língua francesa, inglesa e alemã, permanecem fortemente vinculados à liturgia antiga, e o Sumo Pontífice não quer repetir com eles o que já havia ocorrido em 1970, onde se impôs a nova liturgia de maneira extremamente brusca, com o espaço de tempo de apenas 6 meses, enquanto o prestigioso Instituto litúrgico de Tréveris, de fato, para tal questão que toca de maneira tão viva o nervo da fé, justamente havia pensado num tempo de 10 anos, se não me engano.
Portanto, são estes dois pontos — isto é, a autoridade do Sumo Pontífice reinante e sua atitude pastoral e respeitosa para com os fiéis tradicionalistas — que deveriam ser levados em consideração.
Permita-me, então, acrescentar algumas respostas a suas críticas sobre minha intervenção.
1. Quanto ao Concílio de Trento, nunca disse que este havia reformado os livros litúrgicos. Pelo contrário, sempre sublinhei que a reforma pós-tridentina, colocando-se plenamente na continuidade da história da liturgia, não quis abolir outras liturgias latinas ortodoxas (cujos textos existiam há mais de 200 anos) e tampouco impor uma uniformidade litúrgica.
Quando disse que também os fiéis que fazem uso do Indulto de 1984 devem seguir os ordenamentos do Concílio, queria mostrar que as decisões fundamentais do Vaticano II são o ponto de encontro de todas as tendências litúrgicas e que, portanto, são também a ponte de reconciliação no âmbito litúrgico. Os ouvintes presentes, na realidade, compreenderam minhas palavras como um convite à abertura ao Concílio, ao encontro com a reforma litúrgica. Penso que quem defende a necessidade e o valor da reforma deveria estar plenamente de acordo com este modo de aproximar os “tradicionalistas” do Concílio.
2. A citação de Newman quer significar que a autoridade da Igreja nunca aboliu em sua história, com um mandado jurídico, uma liturgia ortodoxa. Verificou-se, por sua vez, o fenômeno de uma liturgia que desaparece, e então pertence à história, não ao presente.
3. Não gostaria de entrar em todos os detalhes de sua carta, ainda que não fosse difícil responder a suas diversas críticas a meus argumentos. No entanto, considero muito importante o que diz respeito à unidade do Rito Romano. Esta unidade não está ameaçada hoje pelas pequenas comunidades que fazem uso do Indulto e são, com freqüência, tratados como leprosos, como pessoas que fazem algo indecoroso, mais ainda, imoral; não, a unidade do Rito Romano está ameaçada pela criatividade litúrgica selvagem, com freqüência animada por liturgistas (por exemplo, na Alemanha se faz a propaganda do projeto “Missal 2000″, dizendo que o Missal de Paulo VI estaria já superado). Repito o que disse em minha intervenção: que a diferença entre o Missal de 1962 e a Missa fielmente celebrada segundo o Missal de Paulo VI é muito menor que a diferença entre as diversas aplicações denominadas “criativas” do Missal de Paulo VI. Nesta situação, a presença do Missal precedente pode converter-se em um baluarte contra as alterações da liturgia lamentavelmente freqüentes, e ser, deste modo, um apoio da reforma autêntica. Opor-se ao uso do Indulto de 1984 (1988) em nome da unidade do Rito Romano é, segundo minha experiência, uma atitude muito distante da realidade. Por outro lado, lamento um pouco que o senhor não tenha percebido, em minha intervenção, o convite dirigido aos “tradicionalistas” a se abrirem ao Concílio, a vir ao encontro da reconciliação, na esperança de superar, com o tempo, a brecha entre os dois Missais.
Todavia, agradeço por sua parresia, que me permitiu discutir francamente sobre uma realidade que nos resulta igualmente importante.
Com sentimentos de gratidão pelo trabalho que o senhor desenvolve na formação dos futuros sacerdotes, saúdo-o,
Seu no Senhor,
+ Joseph Card. Ratzinger
terça-feira, 19 de outubro de 2010
“Brilhe a vossa luz” (Mt. V,16): O exemplo dos Beneditinos de Núrsia, Itália
Visitem a página deste mosteiro e colabore com a reconstrução desta obra maravilhosa. Mais fotos para os amantes da vida monástica:
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Adoração a JESUS SACRAMENTADO |
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| Modéstia |
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| Zelo |
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| Alegria (diferente de euforia) |
| Nesta foto pode-se ver o folheto da Missa com o Papa |
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Resumo autorizado da Mediator Dei
Para os que não leram a Encílica - e também para os que há tempos não travam contato com ela -, apresentamos um breve resumo, autorizado e divulgado pela própria Sala de Imprensa da Santa Sé, em 1947, e que encontramos nas páginas do antigo jornal da Arquidiocese de São Paulo, "O Legionário":
A Encíclica Mediator Dei constitui o segundo capítulo da obra iniciada em 1943, com a publicação da encíclica Mystici Corporis.
O atual documento trata da santidade do culto interno e externo que está em íntima relação com a prática da fé, com o exercício da virtude e com a verdadeira natureza do povo cristão. Embora dirigida a toda a Igreja Católica, a Encíclica, por motivo de ordem prática, refere-se quase que exclusivamente à liturgia da Igreja Latina, na qual se esboçou, nos últimos anos, um movimento de fé, que produziu frutos espirituais em número considerável. Mas precisamente porque se manifestou como uma reação àqueles que acusam de inertes e negligentes, esse movimento nem sempre se conservou dentro de seus justos limites, tendo provocado reações principalmente por parte daqueles que são contrários a qualquer novidade.
Evidentemente, isto constitui sério perigo à caridade e à unidade da fé e é em virtude disso que o documento pontifício faz um apelo aos preguiçosos e àqueles que temem qualquer espécie de justo progresso, julgando ao mesmo tempo ser necessário freiar os imprudentes.
A presente Encíclica pode, portanto, de certo modo, ser chamada a “Encíclica do Santo Equilíbrio do Corpo Místico de Cristo”, levando-se em conta ainda outros motivos além daqueles que já foram expostos. Na realidade, tanto no terreno político como no social, vemos sempre manifestar-se na prática da religião uma tendência à criação de oposições e conflitos, onde na verdade não existe oposição ou conflito, mas, simples divergências de opiniões que podem e mesmo devem ser harmonizadas num plano de unidade superior.
Após dar uma idéia das diferentes oposições que se criaram artificialmente e esclarecê-las, o Papa dá sua opinião autorizada sobre todas as questões suscitadas nos últimos tempos no terreno especulativo e prático da santa liturgia. Desse modo, considera-a importante, não só para salvaguardar a santidade do culto e a pureza da fé, mas também para fazer aumentar a intensidade da vida espiritual.
Foram desenvolvidas, em particular, algumas questões de caráter prático, como canto moderno, o uso do missal por parte dos fiéis, os meios mais apropriados para fazerem os fiéis participarem da santa missa, o uso da língua latina, a cor dos ornamentos, as imagens dos santos e finalmente a criação de uma comissão em cada diocese, encarregada de assegurar a observação das normas litúrgicas.
Depois da introdução, onde estão expostos os motivos que levaram o Papa a publicar um novo documento, vem o desenvolvimento, dividido em quatro partes.
Na primeira, são expostos o caráter, a origem e o desenvolvimento da liturgia. Os seus parágrafos dão especial importância ao justo equilíbrio em Cristo àquilo que chama devoção objetiva, à dignidade sacerdotal e ao respeito pela antigüidade.
O objeto da segunda parte é o culto da Eucaristia: trata da natureza do sacrifício eucarístico, da maneira como é oferecido na Santa Missa. Trata, igualmente, da defesa enérgica da adoração do Santíssimo Sacramento, tal como se desenvolveu no curso do século.
A terceira parte explica como os mistérios da Redenção se encontram presentes nos atos litúrgicos. Recomenda calorosa devoção à Santa Virgem e a participação do povo nos atos solenes da liturgia católica.
A quarta parte é consagrada às exortações pastorais. Faz fervorosas recomendações de meditação, de exame de consciência, de prática de exercícios espirituais, de participação total nos sacramentos, de novenas em homenagem ao Sagrado Coração e à Santa Virgem. Não é proibido disciplinar estes atos com regras litúrgicas; é necessário, porém, impregná-los do mais absoluto espírito litúrgico.
O Papa retoma as palavras contidas na encíclica Mystici Corporis a respeito da confissão e da devoção, recomendando justa liberdade no caminho da vida espiritual, uma vez que as veredas do Santo Espírito são múltiplas. O Papa aproveita-se da oportunidade para pôr em particular relevo a prática dos exercícios espirituais, segundo o método de Santo Inácio, em virtude deles terem demonstrado ser de uma maravilhosa eficiência para a renovação do espírito apostólico e litúrgico. Em conseqüência, recomenda o desenvolvimento do espírito litúrgico por meio de sermões, artigos, reuniões e congressos. “É também necessário – diz o Papa – zelar atentamente para impedir a infiltração dos erros difundidos em nossa época e, em particular, do falso misticismo, do arqueologismo litúrgico exagerado, do quietismo e do naturalismo”.
Finalmente, no epílogo, que se propõe a estimular os fiéis a praticarem o bem e refrear os excessos, a Encíclica recomenda calorosamente o espírito de fervor, prudência, submissão e concórdia.
Este breve resumo basta para mostrar o número e a importância do tesouro contido nesse novo documento, que será certamente lido e estudado a fundo pelos círculos litúrgicos. A nova encíclica sacudirá os preguiçosos de sua inércia, assim como os negligentes e reconfortará os fervorosos; conterá o ímpeto dos audaciosos e iluminará a consciência de todos os povos.
domingo, 17 de outubro de 2010
Missa em latim na forma ordinária, em Caconde, SP
"Somente se a relação com Deus é justa também as outras relações do homem – as dos homens entre si e do homem com as outras realidades criadas – podem funcionar" (J. Ratzinger - Bento XVI)
O Santo Sacrifício da Missa em Caconde, no último dia 2 de Outubro, foi celebrado pelo Revmo. Padre RobertoMiranda, Reitor do Santuário Diocesano Eucarístico de Nossa Senhora do Rosário em Mococa, que vem sedestacando em toda região por seu reconhecido alinhamento com o Papa Bento XVI em assuntos litúrgicos, bem como por seu trabalho fecundo à frente do Santuário naquele município.
O Rito celebrado na Basílica de Nossa Senhora da Conceição do Bonsucesso foi o Romano na forma ordináriaem Latim, sendo que e durante a Santa Missa três novos Cavaleiros da Ordem de São Maurício e São Lázaro foram “investidos". A Ordem de São Maurício e São Lázaro é tradicionalíssima, remonta até a Legião Tebana, (século III) dela fazendo parte altos dignitários eclesiásticos, Cardeais, Arcebispos, Bispos e prelados da Cúria Romana e ao redor do mundo, citando como exemplo Sua Eminência o Cardeal Tarcisio Bertone, S.D.B, Secretário de Estado do Vaticano. Abrigando em seus quadros, sobretudo leigos atuantes em suas comunidades, a Ordem preserva os valores da Cavalaria Cristã, atua em favor da vida humana, a serviço dos necessitados e vivendo sempre efetivamente a perene vocação para a caridade.
Ao lado de outras Ordens milenares como as: Soberana e Militar de Malta, e Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, a Ordem de São Maurício e São Lázaro congrega Cavaleiros e Damas em diversos países, sendo sua sede em Genebra na Suíça. Sua Eminência o Cardeal Giovanni Cheli, que foi Núncio Apostólico junto das Nações Unidas é o “Cardinalis Patronus” da Ordem e o Grão Prior atual é o Monsenhor Francesco Saverio Salerno, Bispo de Ceverteri e Conselheiro de Estado da Pontifícia Comissão da Cidade do Vaticano. O Grão Mestrado é por tradição do Chefe da Casa de Savóia, uma das mais antigas dinastias européias, com Reis e Cruzados entre seus antepassados, e que governou o Piemonte, a Sardenha e a Itália. A Casa de Savóia, Guardiã do Santo Sudário, tem em sua genealogia cinco beatos e um expressivo rol de servos de Deus e veneráveis declarados oficialmente pela Igreja.
A Santa Missa em Caconde teve acompanhamento de Canto Gregoriano e órgão, apropriados para o Rito Romano e que pode ser celebrado em duas formas: a ordinária e a extraordinária. A forma ordinária trata-se da Missa “Nova”, ou de Paulo VI, como é celebrada após a reforma litúrgica que veio depois do Concílio Vaticano II; a forma extraordinária é a Santa Missa Tridentina, ou de São Pio V, e que foi celebrada por séculos, tendo sido assistida por nossos antepassados através de gerações. A Missa Tridentina foi recente e efetivamente favorecida pelo “Motu Próprio” de Bento XVI. Segundo vários teólogos, inclusive Ratzinger, o atual Pontífice, a Missa Tridentina, pelo seu desenvolvimento orgânico através dos séculos, traduz com excelência a Fé Católica. Cabe frisar que foi no período desta forma do Rito que ocorreu a expansão da Fé e são, também, deste período uma plêiade de Santos e Santas prodigiosos que povoam os Altares.
Em Mococa, com vivo apoio de Dom David Dias Pimentel, Bispo de São João da Boa Vista, no Santuário do Rosário do qual o Padre Roberto Miranda é Reitor, todos os sábados às 15h há Santa Missa Tridentina, ou seja, na forma extraordinária. Fiéis de outras cidades e mesmo de outras dioceses paulistas e mineiras acorrem até lá para assistir às celebrações. Digno de nota é que não há outra divulgação que o “boca a boca”, o que prova a força de atração do Rito tradicional.
A Santa Missa em Latim - na forma ordinária, nova, de Paulo VI - na Basílica foi uma oportunidade de se reviver um pouco da bicentenária tradição litúrgica da Paróquia de Caconde, que remonta aos idos de 1775.
É justo registrar que as leituras do evangelho foram feitas em Português e que a Homilia foi feita, também, em Português, inclusive muito rica e instrutiva, sendo que apenas os ritos foram em Latim, língua universal da Igreja, conforme prevê o Rito.
Igualmente, é importante reforçar que não há absolutamente nada nos documentos do Concílio Vaticano II sobre a abolição do Latim na Igreja, ao contrário, aqueles documentos reforçam a importância do Latim na liturgia, língua litúrgica que pertence por direito a todos os fiéis no mundo inteiro. O retorno do Latim na S. Missa, bem como o Canto Gregoriano e a Comunhão de joelhos e na boca, vão ao pleno encontro da “Reforma da Reforma” desejada por Bento XVI, ou seja, um Novo Movimento Litúrgico.
Ainda Cardeal, J. Ratzinger já dizia: “Somente se a relação com Deus é justa também as outras relações dohomem – as dos homens entre si e do homem com as outras realidades criadas – podem funcionar”. O Cardeal Antonio Cañizares, conhecido como “pequeno” Ratzinger por sua afinidade com o Papa, e que é o atual Prefeito da Congregação do Culto Divino, afirma “ser necessária uma volta de 180º” que promova o resgate da sacralidade e o devido respeito à Real Presença de Jesus Cristo na Eucaristia. Tudo num processo gradual de correta interpretação do último Concílio à Luz da tradição e em consonância com os outros vinte Concílios Dogmáticos que vieram antes, trata-se da Hermenêutica da Continuidade, como ensina o Papa Bento XVI.
O Conde Giuseppe Lantermo Torre di Montelupo, Cônsul de San Marino e Delegado no Brasil da Ordemelogiou publicamente ao Padre Roberto Miranda pela belíssima celebração, sua atualizada “equipe” litúrgica de Mococa, as Irmãs, o serviço do Altar e o brilhante cantor gregoriano, William Cardoso. Agradeceu, também, ao Reitor da Basílica de Caconde, Padre Ivan Gandolfi, por ter cedido o belíssimo ebem cuidado Templo para a S. Missa, justificando que o Reitor não pode estar presente por motivo de viagem ao exterior. Agradeceu, ainda, ao Vigário Paroquial Padre Ricardo Rezende, destacando a participação do Seminarista João Ricardo Ramos na cerimônia, que inclusive traduziu parte da mesma para o italiano, poishavia europeus assistindo à Missa. O Conde lembrou a cooperação da Secretária Paroquial Margarete Almeida Cruz, do Sacristão e Coroinhas de Caconde e registrou o talento da organista Cleonice Marques de Freitas.
O evento na Basílica repercutiu positivamente na Rede Vida de Televisão e em outros veículos de comunicação católicos.Abaixo, algumas fotos da Missa:
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O Delegado da Ordem comunga de joelhos
Cavaleiros e damas da Ordem














