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domingo, 6 de junho de 2010

Solenidade de Corpus Christi em Frederico Westphalen

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Na quinta-feira após a solenidade da Santissima Trindade, celebramos a Solenidade do Sacratissimo Corpo e Sangue do Senhor (ou como bem conhecemos a Solenidade de Corpus Christi).

Em Frederico Westphalen – RS, a solenidade foi celebrada ás 15hs defronte a Catedral Diocesana de Santo Antonio, presidada pelo bispo diocesano Dom Antonio Carlos Rossi Keller, concelebrada por oito padres e com a presença de milhares de fieis, provenientes e toda a região.

Por se tratar se uma celebração, celebrada fora da Igreja, ou seja não se tem as disposições arquitetonicas nas quais já se esta acostumado, não temos delimitadamente, nave, cupula, presbiterio. No entanto, na disposição arquitetonica da Catedral foi na medida do possivel, fazer tal separação, conseguindo distinguir onde teve lugar a catedra, o altar, o ambão. E tendo como disse o Kairo (também deste apostolado), a praça da matriz, como uma grande nave, onde se encontrava todo o povo.

Em poucas palavras se pode afimar, que foi um grande momento de adoração e manifestação de amor, a Cristo presente no Santissimo Sacramento.

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sábado, 5 de junho de 2010

“Nada incluindo que não eleve a Deus os ânimos dos que oferecem o santíssimo sacrifício”

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por Lorenzo Cappelletti:

Assim no decreto dogmático De sanctissimo sacrificio missae, o Concílio de Trento fala do Cânon Romano

“Sendo conveniente que as coisas santas devam ser operadas santamente, e constando ser este sacrifício a coisa mais santa entre todas, a Igreja Católica, para que fosse oferecido e recebido dignamente e com reverência, estabeleceu há muitos séculos o sagrado Cânon, tão livre de todo erro nada incluindo que não emane em máximo grau, certa santidade e piedade, e eleve a Deus os ânimos dos que oferecem o santíssimo sacrifício, porque o Cânon consta das mesmas palavras do Senhor e das tradições dos Apóstolos, assim como do que foi piamente estabelecido pelos santos Pontífices” (Decreto dogmático do Concílio de Trento sobre o Santíssimo Sacrifício da Missa )

Incipit do Cânon Romano, Missal romano de 1502, Tesouro de
Santo Urso, Aosta, Itália

O primeiro ato da Sessão XXII celebrada em 17 de setembro de 1562 em Trento, na qual seriam aprovadas a doutrina e as normas sobre o sacrifício da missa, foi um ato ecumênico aparentemente alheio à questão: a leitura da declaração de obediência do patriarca de Mossul, Ebed Iesu. Para receber confirmação da sua eleição pelo Papa Paulo IV viera a Roma no final do ano precedente partindo do atual Iraque meridional. Esse personagem não era senão o longínquo predecessor de Raphaël Bidawid, o atual patriarca dos Caldeus [falecido em 2003; o atual patriarca é Emmanuel III Delly, ndr]. Não era um exemplo de santidade, mesmo assim foi ele quem uniu oficialmente a partir daquele momento Bagdá a Roma.

Afirmava – são notícias dadas pelo cardeal Da Mula encarregado pela sua acolhida – que da sua sede dependiam mais de 200 mil cristãos, que eles, os Caldeus, tinham recebido a fé dos apóstolos Tomé e Tadeu, e de Mari discípulo deles, que possuíam todos os livros do Antigo e do Novo Testamento, e além disso as traduções de muitos padres gregos e latinos e outros escritos desconhecidos aos latinos que remontavam à idade apostólica; que lá praticava-se a confissão auricular, tinha-se quase os mesmos sacramentos da Igreja romana (iisdem fere quibus nos), veneravam-se as imagens dos santos e rezava-se pelos defuntos como se fazia em Roma. E, quanto ao Cânon, que usavam quase o mesmo Cânon que se usava em Roma (Canone iisdem fere verbis in celebranda missa).

Quando a sua declaração foi lida, o nosso Ebed Iesu, abastecido de ricas doações (amplis muneribus), já tinha retornado à pátria, pois lá a sua presença era indispensável, dizia. Os historiadores dizem que "o verdadeiro motivo pelo qual não tinha aparecido em Trento era pelo fato de que não entendia nenhuma língua ocidental" (Hubert Jedin). Não teria entendido nada do que seria dito, justamente naquela sessão sobre o sacrifício da missa e sobre o Cânon. Por outro lado os Caldeus não o colocavam em discussão. O cardeal Da Mula, aliás, concluía assim a carta de apresentação recordada acima: "Os vãos argumentos dos hereges são rejeitados também pelo fato de que a dignidade da Igreja e a doutrina da salvação, opugnada por gente próxima a nós, há mil e quinhentos anos continuou a mesma junto a gente tão afastada de nós, no meio de tantas mudanças, de trocas de rei e de reinos, sob a pesada e constante perseguição dos infiéis através de injustiças e de malversações, no meio da barbárie". Nada mais atual se pensarmos não somente ao Iraque, mas também à China. Com efeito, os protestantes, recusavam aquela missa e principalmente aquele Cânon que Ebed Iesu reconhecera tão familiar. E desta recusa fizeram uma bandeira. Tinham também as suas razões.

Em termos gerais – escrevia o beneditino Gregory Dix, numa obra realizada na época da segunda guerra mundial, mas que permanece um clássico da história da liturgia – "o corpo de Cristo tinha assumido o aspecto de uma grande máquina absolutamente humana de salvação através de sacramentos colocados em obra por motivos absolutamente humanos por homens que agiam em nome e com a técnica de um Cristo ausente. Máquina que vinha crescendo de modo muito complicado. [...] Toda a sua força e a sua energia eram absorvidas para manter a si própria em função.

[...] A vida da Igreja estava nas mãos da máquina e a máquina funcionava, mas não se pode dizer mais nada". A difusão de todo gênero de abusos era a imediata conseqüência disso, tanto que o próprio Concílio estabeleceu uma comissão especial que, em ordem à celebração da missa, providenciou em recolher centenas destes: as conversas com os fiéis antes da celebração e o uso de gestos teatrais por parte dos sacerdotes, o colocar-se em frente ao sacerdote celebrante por parte dos fiéis e assim por diante. Mas, uma coisa era evidenciar os abusos, outra era abolir o prefácio, substituir o Pai Nosso com uma paráfrase moralista, principalmente abolir o Cânon, pela razão de que introduziria o culto pagão na Igreja. Lutero comparava o Cânon romano ao altar que Acaz colocou no lugar do altar de bronze no templo de Salomão (cf. 2Rs 16, 7-18): "O ímpio Acaz retirou o altar de bronze e o substituiu com um outro encomendado em Damasco. Falo do pobre e abominável Cânon, coleta de omissões e de imundícias: ali a missa começou a se tornar sacrifício, ali foram acrescentados o ofertório e orações mercenárias, ali foram colocadas entre o Sanctus e o Gloria in excelsis seqüências e frases. [...] E até hoje não se deixa fazer acréscimos a este Cânon". Os outros reformadores escrevem coisas ainda piores.

A defesa do Cânon

O Concílio de Trento tomou as defesas do Cânon.

Em Bolonha, no período tumultuado mesmo assim fecundo em que o Concílio, ou melhor parte deste, se estabeleceu por menos de um ano, ou seja entre 1547 e 1548 (por causa de uma epidemia de tifo em Trento, onde tinha sido inaugurado o Concílio em dezembro de 1545), os teólogos começaram antes de tudo a defender a forma da missa assim como historicamente tinha se formado, na base do princípio guia (que felizmente não será mais abandonado), assim sintetizado por um outro grande liturgista Burkhard Neunheuser: "Reformar, porém sem perder o contato com o período precedente, isto é continuando a tradição medieval". Princípio que não se resolvia numa petição de princípio. Com efeito, escreve Dix, "as implicações do texto da liturgia podiam ser ignoradas no ensinamento e na prática do tempo, mas ele ainda continha, como num cofre, não o ensinamento medieval, mas aquelas antigas e simples verdades sobre a eucaristia que Gregório Magno tinha preservado e Alcuino tinha fielmente transmitido". Foi um ato de humildade e de sabedoria, mesmo porque – só muito tempo depois deu-se conta disso – muitos dos textos patrísticos, nos quais baseava-se ambos os lados, eram corruptos e muitos, como "os tão importantes padres sírios, eram completamente desconhecidos" (Dix). Talvez não a Ebed Iesu.

Certamente o Cânon Romano contém passagens um pouco difíceis (obscuriora loca), dirá o esquema de decreto nascido daqueles primeiros debates e precisa de uma explicação. Mas o Concílio, que voltara a Trento em 1551, teve uma nova interrupção a partir de abril de 1552. Por um biênio, nas previsões. Na realidade o Concílio se reabriu somente depois de dez anos e aquele esquema permaneceu no seu estado de crisálide. Foi durante o verão de 1562, quando Ebed Iesu já tinha voltado para junto dos Caldeus, que o trabalho se intensificou. Jedin: "Em Trento, dava-se conta de que a doutrina do sacrifício da missa, que então estava em programa, não era inferior em significado religioso e em importância eclesiástica à doutrina da justificação que o Concílio definira quinze anos antes, talvez até mesmo a superava. Tratava-se de compreender o mistério central da fé, no qual atua-se constantemente a união da Igreja com seu chefe". A discussão acirrada que foi iniciada em 20 de julho levou a um primeiro "projeto de agosto" que porém foi julgado muito extenso. Alguns canonistas chegavam até mesmo a sustentar que era supérfluo expor a doutrina sobre o sacrifício da missa: bastaria defender o Cânon da missa para dizer a doutrina católica sobre o sacrifício. Todavia decidiu-se manter a estrutura do "projeto de agosto", que, em analogia com o decreto De iustificatione, deveria ter uma série de capítulos doutrinais seguidos por cânones. Deste modo os padres receberam entre o dia 4 e 5 de setembro um novo esquema, o "projeto de setembro" que seria aprovado na sessão solene de 17 de setembro, aquela com a qual iniciávamos o nosso artigo, e que se coincluiu "muito tarde. E todos cansados", dizem as crônicas, os padres voltaram às suas moradias. Fadiga não vã. O verdadeiro e próprio grito com o qual o bispo de Ventimiglia concluíra a homilia da missa de abertura daquela sessão tinha sido ouvido: "Salvai-nos Senhor, nós sucumbimos!".

A sessão conclusiva do Concílio de Trento em 1563, pintura de Nicolò Dorigati (1692-1748)

Um acréscimo não supérfluo

Além disso entre o dia 5 e 17 de setembro, foram feitos acréscimos, entre os quais um essencial ao capítulo IV, por insistências e orações ao Espírito Santo de algum padre ou de algum teólogo. O capítulo IV, ainda no último esquema, falava do Cânon como instituição eclesiástica, sem qualquer referência à sua antigüidade nem à tradição da qual tinha nascido. No entanto, no texto definitivo, sem empenhar-se justamente em especificar as datas e as partes da sua composição e fazendo com que de qualquer modo remontasse à Igreja ( Ecclesia catholica sacrum Canonem instituit), o Concílio fala do Cânon instituído "há muitos séculos" e formado "pelas mesmas palavras do Senhor", a partir "das tradições dos Apóstolos" e "do que foi piamente estabelecido pelos santos Pontífices". É por isso (enim está escrito no texto latim), isto é, por que recolhe o depósito da tradição, que está livre de todo erro. E somente assim pode ser condenado, no correspondente cânon 6, quem pede a sua ab-rogação. Não contendo erros ("porque o Cânon consta das mesmas palavras do Senhor e das tradições dos Apóstolos assim como do que foi piamente estabelecido pelos santos Pontífices"), justamente por isso (ideoque) não deve ser ab-rogado.
Sobre as partes obscuras do Cânon e sobre a sua explicação presentes no esquema de 1552, não se fala mais no texto final.

Seria preciso entender por quê. "Por razões de brevidade" – escreve, num artigo pós-conciliar e mesmo assim já datado sobre o Cânon romano, Jerôme P. Theisen – e parece subentender "infelizmente!". Theisen lamenta que o Concílio de Trento, particularmente com referência ao Cânon, tenha tido uma reação puramente defensiva, não tenha sido criativo e verboso, como agrada hoje. Por favor, refletir sobre esta passagem pré-conciliar apenas por data, de Dix: "A vantagem da Contra-reforma foi que ela conservou o texto de uma liturgia que substancialmente remontava a muito antes do desenvolvimento medieval. Com isso preservou aquelas primitivas formulações nas quais repousava a verdadeira solução das dificuldades medievais, mesmo se foi preciso muito tempo antes que a Igreja pós-tridentina usasse disto para o objetivo. Os protestantes, ao contrário, abandonaram todo o texto da liturgia e especialmente aqueles seus elementos que eram um genuíno documento da Igreja primitiva que eles afirmavam que estavam restaurando. Introduziram no seu lugar formas que derivavam e exprimiam a tradição medieval da qual nascia o seu próprio movimento".

Heterogênese dos fins.

(Revista 30Giorni nella Chiesa e nel mondo n. 2/3 2010)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O pensamento dos Bispos acerca da Eucaristia

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Neste dia em que a Igreja celebra Corpus Chirsti, o Salvem a Liturgia traz um especial com o pensamento de alguns Bispos acerca da Eucaristia:

"Tudo na Igreja se ordena para a Eucaristia e da Eucaristia. Parte novamente para o labor apostólico, a fim de buscar e conduzir tantos outros à  mesa da verdadeira vida, à mesa do Senhor. Portanto, é na Santa Missa, que temos o  ponto alto de nossa missão, uma expressão intensa de nossa fé em Jesus Cristo e um novo impulso para anunciá-lo a todos."

+ Dom Frei Cláudio Cardeal Hummes,OFM
Arcebispo Emérito de São Paulo-SP
Prefeito da Congregação para o Clero



"A Igreja que se reúne em torno da Eucaristia quer dizer: a Igreja que se reúne em torno de Jesus Cristo. Isto é a Igreja! E a partir desta realidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo é que nós olhamos o mundo, as questões deste tempo em que estamos inseridos, os problemas, as angústias, as esperanças e procuramos tirar as lições; procuramos partir de novo com esperança para a vida, a transformação deste mundo, segundo o Evangelho, segundo o Reino de Deus."

+ Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo-SP


"'Jesus Cristo está presente na Sagrada Liturgia', ensina-nos a Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concilio Ecumênico Vaticano II: Presente Ele está na Assembleia reunida em seu nome. E nós tantas vezes professamos: Ele está no meio de nós! Está presente nos ministros que agem em seu nome, no seu lugar, na sua pessoa, in persona Christi. Presente nos Sacramentos, presente especialmente na Santíssima Eucaristia, pois as espécies do pão e do vinho consagrados, tornam-se seu Corpo e Sangue: Isto é o meu corpo entregue por vós, este é o cálice do meu sangue derramado por vós, diz o Senhor. Como nos ensinou o servo de Deus João Paulo II: 'Na Eucaristia, se realiza de maneira sublime a Palavra de Jesus que diz: Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos'."

+ Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB

"A finalidade da Eucaristia é nos unir profundamente a Cristo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” nos ensina o Senhor. A Eucaristia é verdadeiramente um banquete. Basta lembrarmos que, quando celebramos a Eucaristia, a primeira coisa que vemos é uma “mesa” rodeada de flores. Todo altar nos dá esta ideia de refeição, de banquete, de ceia. Mas a Eucaristia não é somente o memorial da Ceia do Senhor. Ela é também sacrifício. Memorial da Morte e Ressurreição do Senhor Jesus Cristo. O sacrifício único de Jesus na cruz se atualiza em cada Eucaristia que celebramos. A Eucaristia é a presença viva do Senhor em nosso meio. Por isso as nossas igrejas precisam estar de portas abertas para que o povo visite o Senhor no sacrário para adorá-lo. Nossas igrejas não são museus. Não são templos para viverem fechados."

+ Dom Raymundo Damasceno Assis
 Arcebispo de Aparecida-SP
Presidente do CELAM






"Na Eucaristia, os cristãos afirmam a dignidade absoluta de cada filho de Deus. Comungando o Cristo no sacramento da Eucaristia, nos tornamos pessoas eucarísticas. Na Eucaristia, realiza-se o sonho de todo ser humano, a felicidade e a liberdade, que consistem em servir ao próximo, do mesmo modo como Jesus. Na oferta de sua vida, no seu sacrifício, experimentamos o amor do Senhor por cada ser humano."
+ Dom Eusébio Oscar Cardeal Scheid, SCJ
Arcebispo Emérito de São Sebastião do Rio de Janeiro-RJ

 
"Eucaristia é mistério de fé, porque este Pão não é, apenas, o símbolo da presença do Senhor entre os seus, por sua mensagem e por sua graça. Este Pão é Cristo, como Ele próprio afirmou “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (cf Jo 6,51). Não é um argumento humano que nos leva a aceitar esta presença do Senhor no pão eucarístico, mas somente a fé."
+ Dom José Cardeal Freire Falcão
Arcebispo Emérito de Brasília-DF


 
"A Eucaristia é resultado ardente de Jesus. Eucaristia forma discípulos quando descobrimos que preparamos bem as coisas da nossa fé. Se hoje as pessoas que estão aqui aprendessem só uma coisa eu ficaria feliz. Que ninguém faça esta pergunta: é obrigado ir a missa no domingo? Não é obrigado... É um prazer, é uma satisfação, é um privilégio! Discípulo é aquele que não se "arrasta" pelas coisas e sim as faz com amor. A Eucaristia ensina que cada um de nós deve viver de tal forma que um dia possamos dizer: "Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim". O mesmo ocorre entre nós, quando espalhamos a paz junto com os outros, quando de uma massa apática nós nos tornamos uma comunidade de irmãos. Eucaristia gera fraternidade. Na nossa Igreja guardamos a Eucaristia como o bem mais precioso e aqui ela está formando discípulos. Celebrá-la é dar a devida importância a todas as pessoas, é levar em conta que dentro de uma comunidade existem pessoas sadias e enfermas. Deus não brinca conosco, Deus tem milhões de caminhos para salvar uma pessoa, mas o caminho da vida na Igreja passa por uma preparação e participação na Eucaristia. É nessa direção que caminhamos. Eucaristia ensina a ser discípulo; ensina a ser Igreja."
+ Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém-PA



"Agradecer a Deus pela Eucaristia é fazer atualização do sacrifício de Cristo na cruz para a nossa salvação.  Que o Senhor Jesus se faça o centro da nação, para que esta possa testemunhá-lo no seu dia a dia através de uma vida coerente com a fé."
+ Dom João Braz de Aviz
Arcebispo Metropolitano de Brasília-DF


  

"A Eucaristia é o centro da nossa vida! É fonte geradora de todo o entusiasmo, de todo o dinamismo pastoral. Da Eucaristia parte toda a luz e da Eucaristia volta toda a maturidade da fé dos nossos agentes. É muito importante porque precisamos compreendê-la retamente, em todos os aspectos do Mistério Eucarístico; seja em seu significado teológico, seja na sua celebração litúrgica, sem particularismos, sem interpretações, na fidelidade à liturgia, como a Igreja nos oferece, mas, sobretudo, na compreensão profunda do Mistério celebrado. E para introduzir os fiéis, pedagogicamente, no Mistério Eucarístico celebrado é preciso que os sacerdotes que são colocados como ministros da Eucaristia, como presidentes da celebração eucarística, tenham o conhecimento do Mistério Eucarístico. O fim disto é que, por meio do seu serviço sacerdotal o povo possa sentir momento por momento o seu significado."

+ Dom Frei João Wilk, OFMConv.
Bispo Diocesano de Anápolis-GO

 

"A consciência da centralidade da Eucaristia está crescendo cada vez mais. Já faz tempo que  procuramos refletir sobre a centralidade da Eucaristia, ou seja, da mesa da Palavra à mesa do Pão. A primeira sem a segunda fica uma caminhada claudicante; a segunda sem a primeira pode ser uma farsa. Então, devemos sempre articular as duas, levando a Eucaristia a ser o centro do ser e do viver e do agir dos cristãos. Daí entendermos que a Eucaristia é sempre Eucaristia e se um Bispo não tem um coração eucarístico, como vai querer que a Diocese o tenha?!

+ Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Diocesano de Taubaté-SP
 

 

"Na celebração da Eucaristia, partimos o mesmo Pão, o Corpo do Senhor, para levar a todos os que o comem à unidade da Igreja, o Corpo místico de Cristo. A finalidade da comunhão com Cristo na Eucaristia não é somente a de unir-nos a Cristo, mas também a de unir-nos entre nós, irmãos, e fazer-nos amar o que Ele ama e como Ele ama."
+ Dom José Negri, PIME
Bispo Diocesano de Blumenau-SC





 

 
"Sem padre, não há Eucaristia, e, sem Eucaristia, não há Igreja."

+ Dom Frei Joaquín Pertíñez Fernandez, OAR
Bispo Diocesano de Rio Branco-AC

 


"A Eucaristia significa ação de graças, mas significa também abertura, compromisso e partilha e isso deve acontecer na vida de todos os brasileiros, sobretudo na vida do jovem."

+ Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto-SP

A Divina Eucaristia

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Para meditação sobre a Eucaristia, inestimável dom, publicamos um texto da Ordem da Santa Cruz e do Opus Angelorum:

É interessante ver que o Senhor realizou as Suas maiores obras nas últimas horas de Sua vida terrena. Sua Paixão, começando com a agonia no Monte das Oliveiras até o Seu último suspiro na cruz, é obra maior do que todos os Seus milagres juntos e, por isso, estas horas foram as mais decisivas da vida do Senhor. Se Ele não tivesse passado estas horas de Sua Paixão, nós ainda não seríamos redimidos. Faltaria o mais importante daquilo que fez em nosso favor.

Afinal, foi no alto da Cruz que Ele consumou a Sua obra, dizendo "Tudo está consumado!"

Por ser obra tão grande, perfeita e importante, a Paixão de Jesus sempre ficará presente na história, como escreve o Catecismo da Igreja Católica: "Quando chegou Sua hora, viveu o único evento da história que não passa: Jesus morre, é sepultado, ressuscita dentre os mortos e está sentado à direita do Pai 'uma vez por todas'. É um evento ... único ... (que) abraça todos os tempos e nele se mantém presente" (cf. Cat. 1085). Este texto do Catecismo nos fala claramente: a Paixão, morte e ressurreição do Senhor é algo presente também em nossos dias. E se perguntarmos como isso é possível, devemos olhar para o Mistério da Santíssima Eucaristia. O Senhor não abandonou os Apóstolos sem antes ter deixado o Santíssimo Sacramento, que é a perpetuação de tudo o que Ele tinha feito em favor de Seus amados.

Isto é algo que nós homens nunca conseguiremos imitar. Podemos, por exemplo, filmar um acontecimento e depois ver novamente o que aconteceu no filme. Por exemplo, o filme de Mel Gibson sobre a Paixão de Cristo, mesmo se fosse uma filmagem de Jesus mesmo em Sua Paixão, é muito diferente daquilo que é a Santa Missa. Este filme seria menos real do que aquilo que acontece na Missa, pois mostraria como foi a Paixão, mas na Paixão mesma não mudaria nada, enquanto a celebração da Santa Missa faz presente o acontecido de tal maneira que misteriosamente podemos participar naquilo que Jesus fez nestas horas e receber o fruto de Sua obra maravilhosa.

Ao instituir o Santíssimo Sacramento, o Senhor deu aos homens a possibilidade de viver perto d'Ele e de unir cada instante da vida com a Sua obra e Sua vida, Sua Encarnação, Paixão, morte e ressurreição. Com isso, Ele quis provocar uma mudança radical de toda nossa vida. Em seguida, vamos tentar aplicar isso a nosso trabalho, pois o Senhor quer mudar também o sentido do trabalho humano por meio da Santíssima Eucaristia.

A Santíssima Eucaristia e o trabalho humano

Já no início de Seu discurso sobre o Pão da vida disse: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará" (Jo 6, 27). Quer dizer que ao instituir o Santíssimo Sacramento, o Senhor quis mudar realmente o sentido de nosso trabalho. "Trabalhai não pela comida que perece" é uma palavra que toca a raiz de nossa existência, pois todo homem tem que trabalhar para ganhar o pão de cada dia, senão vai morrer de fome. E o próprio São Paulo nos exorta: "Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer" (2 Tess 3, 10).

A Santíssima Eucaristia é algo tão precioso que não pode haver coisa alguma em nossa vida sem relação com este "Santíssimo e Diviníssimo" Mistério. Quando o Senhor nos admoesta "Trabalhai não pela comida que perece", podemos perceber por detrás destas palavras a Sua preocupação de que, ao começar a trabalhar pelo pão que perece e pelas coisas terrenas - nos esqueçamos do grande Dom da Santíssima Eucaristia. O Senhor não quer que trabalhemos sem nos aproximar mais do Pão celeste por meio deste mesmo trabalho.

E, de fato, o nosso trabalho tem uma ligação íntima com a Santíssima Eucaristia. Não reza o sacerdote no ofertório da Santa Missa: "Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora Vos apresentamos, e para nós se vai tornar Pão da vida"?

Por meio desta prece, o sacerdote oferece todo nosso trabalho ao Pai Celeste. Desta maneira tudo o que fazemos é transformado e é participação na obra do Senhor. Mas não somente isso, até podemos dizer que sem o trabalho humano nem haveria Missa,
pois não teríamos pão se ninguém semeasse o trigo e o colhesse, se outro não fizesse deste trigo farinha, se outro não fizesse da farinha uma massa e desta massa um pão.

Vemos que o sentido de nosso trabalho não é simplesmente ganhar dinheiro, o sustento da vida, por mais necessário que seja isso, mas o trabalho tem um sentido muito mais profundo. E a Santa Missa nos revela este sentido: como o pão é feito por meio do trabalho humano e depois é transformado no Corpo de Cristo, assim todo nosso trabalho deve servir para a edificação do Corpo de Cristo, também pelo Seu Corpo Místico que é a Santa Igreja, o Reino de Deus na terra.

O Senhor poderia ter escolhido outra coisa, por exemplo, uma pedra preciosa para ser transformada em Seu Corpo e uma fruta saborosa a ser transformada em Seu Sangue, mas não quis assim. Usou pão, que desde o paraíso perdido o homem ganha "no suor de seu rosto", e com isso nos ensina que sem esforço humano, sem trabalho da parte dos homens, Ele não quer realizar o mistério da transubstanciação. O Senhor não quer converter qualquer coisa em Seu Corpo, mas escolheu o pão que exige de nossa parte a colaboração para preparar o Divino Mistério, como também quer a colaboração dos sacerdotes na transformação do pão em Seu Corpo. "Trabalhai, não pela comida que perece" eis a razão de nosso trabalhar: o Pão do céu!

Recebemos um salário pelo trabalho, e assim deve ser. Mas, ao ofertar o nosso trabalho ao Senhor na Missa pelas mãos do sacerdote, Ele aceita também tudo o que fizemos, se foi na reta intenção que o realizamos, e nos "paga" também o salário: nos dá o Pão do céu! Este é o verdadeiro salário de nossas obras. São as moedas celestes, as graças que nos fazem merecer entrar pela porta do céu.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Missa: questão de amor

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Conselhos de Dom Javier Echevarría, prelado do Opus Dei.

Leia aqui.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ações cerimoniais

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Na liturgia, é preciso executar determinadas ações, fazer certos gestos, portar-se de uma maneira adequadamente disposta. Chamamos a tais procedimentos ações cerimoniais, pois se executa, por eles, uma dada cerimônia. Em alguns momentos, deve-se sentar, em outros ajoelharem-se ou ficar de pé. É necessário, igualmente, juntar as mãos ou elevá-las, falar em voz alta ou baixa, segurar objetos, ler, fazer o sinal-da-cruz etc.

Cada uma dessas ações cerimoniais reveste-se de fundamental importância para a correta celebração litúrgica, de vez que são permeadas de forte carga simbólicas. Mesmo as que não possuem significado mais profundo, sem embargo, têm a sua respeitabilidade e, dependendo do caso, são, no mais das vezes, preceptivas: servem para demonstrar, no mínimo, a unidade do rito romano, transmitir sua antiguidade, conectar-nos com a rica tradição da Igreja, explicitar beleza e elegância em cada detalhe.

Embora haja uma sadia diversidade na Igreja, que se reflete em certos aspectos da liturgia, ainda que em um mesmo rito, cumpre manter uma mínima unidade e, até mesmo, uniformidade nos gestos e ações, conforme nos mandam as rubricas de cada livro litúrgico. As ações cerimoniais uniformemente adotadas passam-nos a mensagem da universalidade da Igreja, da solidez do rito e da seriedade do culto católico. Por sua fiel observância, denotamos que o centro da liturgia é Jesus Cristo, não o homem. A Missa, a Liturgia das Horas, a celebração dos sacramentos, as procissões, enfim, cada ato de culto público instituído pela autoridade da Igreja, conquanto tenha por beneficiário o homem, têm por destinatário a Deus. Trata-se de atividades teocêntricas, nunca antropocêntricas. E, como é o Senhor quem está no centro e no fim da liturgia, importa a Ele agradar pela adoração “em espírito e verdade” (Jo 4,23), e não satisfazer nossas paixões ou gostos particulares. Nesse terreno, é a Igreja Católica, depositária da verdade e representante da vontade de Deus, quem deve regular, nunca nossas opiniões, muitas delas recheadas de subjetivismo e relativismo, tão em voga nos tempos hodiernos.

A possibilidade de eleger cerimônias, diálogos, ritos e gestos mais simples não seja invocada para sepultar o fausto da solenidade litúrgica.

Enfim, deve-se lembrar o princípio da nobre simplicidade, sobre o qual já discorremos, na execução de cada ação cerimonial. Um ar de distinção, de sobriedade unidade à beleza, de decoro e graciosidade, de elegância sem afetação, de gravidade, deve reinar no culto. As ações sejam simples, sem um desnecessário rebuscamento, que soe totalmente artificial, forçado.

Essa simplicidade, porém, seja nobre e grave, com a consciência de que estamos em local sagrado, diante do Deus Altíssimo, e celebrando com uma liturgia herdeira da riquíssima e bimilenar tradição eclesiástica, em que cada gesto deve demonstrar o que significa para melhor adoração a Deus e maior compreensão do próprio homem que O cultua. Impere, pois, além da acuidade na observância dos detalhes das rubricas, uma seriedade em sua execução. Esta acuidade e seriedade são, enfim, demonstrações de zelo pela liturgia e pelas normas da Igreja, o que, por sua vez, é fruto do amor a Deus e às almas.

Assim, de nada adianta termos uma Missa em que o padre use casula, tenha incenso, execute cantos em latim, a Comunhão seja dada na boca e de joelhos, etc, mas cujo celebrante seja desleixado em sua postura: caminha como quem está andando pela rua, sem solenidade; "descansa" as mãos sobre o altar; olha para qualquer lado ou fixa o olhar no povo; não tem a postura ereta, solene.

A naturalidade com que se deve celebrar não pode nunca vulgarizar o culto, como se estivéssemos diante de algo banal. Naturais devemos ser como quem está diante de um Pai amoroso, mas sem esquecer que se trata de uma celebração profundamente sobrenatural, na qual é o próprio Cristo quem celebra mediante Seus ministros sagrados. A liturgia não é algo do dia-a-dia, comum, porém um sair da normalidade, do ordinário: é criar o céu na terra, é sair da habitualidade e colocar-se diante do trono do Altíssimo e do Cordeiro, é refletir a adoração celebrada na corte celestial, é fazer presente o descrito no Apocalipse, é unir a Igreja Militante e a Padecente à Triunfante.

Celebrar a Missa de qualquer jeito – sem obedecer ao disposto nas rubricas, sem atender àqueles aspectos de solenidade e exuberância que embelezam o culto e demonstram o esplendor católico, e, mais ainda, sem aquele cuidado de observar até mesmo aquilo que não está descrito nas regras (mas que é absolutamente fiel ao senso litúrgico) – é não diferenciar entre as esferas material e espiritual, é banalizar o que há de mais espetacular no universo, é conceber a liturgia de maneira antropocêntrica.

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