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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Em Roma: Crismas na Forma Extraordinária do Rito Romano

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Publicamos algumas fotos de duas Santas Missas na Paróquia pessoal Santíssima Trindade dos Peregrinos, de responsabilidade da Fraternidade Sacerdotal São Pedro - FSSP, nas quais se ministrou o Sacramento da Crisma.

A Primeira foi oficiada por S, Ex, Rev.ma Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney no dia 26 de setembro deste ano, durante a Visita Ad Limina Apostolorum.


























Na segunda Cerimônia S. Eminência Dom Darío Castrillón Cardeal Hoyos confere o Sacramento da Crisma no dia 05 de dezembro de 2009.





















Conferências sobre liturgia em Farroupilha, RS

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Dos dias 22 a 26 de setembro, o Regnum Christi no Rio Grande do Sul promoveu, no Farina Park Hotel, em no interior do município de Farroupilha, RS, um cursilho para as senhoras do movimento, dirigido pelo Pe. Federico Juárez, LC, para que aprofundassem na fé e no conhecimento. Além de vários padres legionários de Cristo, e a presença de consagradas do Regnum Christi, dei algumas conferências, inclusive sobre liturgia.

O eixo do cursilho foi o subjetivismo filosófico e prático, suas consequências, e como combatê-lo: “afogar o mal com abundância de bem”, era a grande frase motivadora.

O tema da liturgia foi tratado por mim, indiretamente, na palestra sobre o relativismo – e sua origem no antropocentrismo radical (o egocentrismo). Na ocasião, levantei a idéia de que o relativismo ajuda a promover a liturgia mal celebrada por conta de um certo narcisimo.

Uma segunda conferência falou da crise de autoridade, em que os problemas da desobediência na liturgia foram abordados en passant.

Outra palestra foi específica sobre liturgia: o sentido da Missa, teologia do sacrifício, importância das rubricas sem que se caia no rubricismo, “lex orandi, lex credendi”, espiritualidade litúrgica, como fazer apostolado litúrgico. Também foi apresentado o “Salvem a Liturgia” para as senhoras presentes.

Aliás, o Salvem foi representado não só por mim, como por minha esposa, Aline, que também é do Regnum Christi, e participou do cursilho, além de dar uma palestra, no sábado à tarde, sobre o seu apostolado específico desenvolvido mediante o blog de modéstia e elegância, o Femina.

“Reforma da reforma” e promoção do adequado culto litúrgico também se fazem mediante palestras, que constituem um bom complemento, por assim dizer, ao nosso trabalho aqui no blog.

Abaixo, cenas de duas conferências:

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Com o Denzinger na mão (citando a Mediator Dei), a imagem da Virgem de Guadalupe ao lado, e uma cuia de mate sempre pronto...


O título do slide ao fundo é significativo em uma palestra sobre a crise da autoridade e suas conseqüências na liturgia

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Catequese do Papa: "A Liturgia é uma grande escola de espiritualidade."

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Estive na Audiência Geral do Santo Padre nesta quarta-feira, dia 29 de setembro. O Santo Padre falou de Santa Matilde e focou, principalmente, o exemplo desta grande santa em viver uma profunda espiritualidade litúrgica.
(Foto da Audiência Geral do dia 29/09)

Ao falar de Santa Matilde o Santo Padre usou o exemplo de Santa Gertrudes, sua irmã:

"Gertrudes ofereceu às monjas uma elevada instrução intelectual, que lhes permitia cultivar uma espiritualidade fundada na Sagrada Escritura, na Liturgia, na tradição patrística, na Regra e espiritualidade cistercienses, com particular predileção por São Bernardo de Claraval e Guilherme de Saint-Thierry. Foi uma verdadeira mestra, exemplar em tudo, na radicalidade evangélica e no zelo apostólico. Matilde, desde a sua juventude, acolheu e vivenciou o clima espiritual e cultural criado pela sua irmã, oferecendo depois sua marca pessoal."

Continua o Santo Padre: "É impressionante a capacidade que esta santa [Matilde] tinha de viver a Liturgia em seus vários componentes, inclusive os mais simples, levando-a à vida monástica cotidiana."

Ao falar do grande legado que Santa Matilde deixou como exemplo para a nossa vida cristã o Santo Padre menciona;

"Queridos amigos, a oração pessoal e litúrgica, especialmente a Liturgia
das Horas e a Santa Missa são as raízes da experiência espiritual de Santa Matilde de Hackeborn. Deixando-se guiar pela sagrada Escritura e nutrir pelo Pão eucarístico, Ela percorreu um caminho de íntima união com o Senhor, sempre na plena fidelidade à Igreja. É isso também para nós um forte convite a intensificar a nossa amizade como Senhor, sobretudo através da oração cotidiana e da participação atenta, fiel e atrativa na Santa Missa. A Liturgia é uma grande escola de espiritualidade."
A Catequese completa pode ser lida aqui.

Obs.: Na Audiência o Santo Padre saudou os Seminaristas do Pontifício Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae, dirigido pela Congregação dos Legionários de Cristo.

"Saúdo os alunos do Pontifício Colégio Internacional "Maria Mater Ecclesiae" de Roma, oferecendo para cada um a minha recordação na oração para que o Senhor sempre encha-os com os dons da Sua graça!"

domingo, 3 de outubro de 2010

Transitus de São Francisco de Assis

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A celebração do Transitus de São Francisco de Assis, tradição das Ordens Franciscanas, encerra o mistério da vida, morte e ressurreição. Conhecedores desta realidade maravilhosa e, ao mesmo tempo, angustiante e cheia de esperança, na tarde de hoje em todo o mundo, os franciscanos, a exemplo do Seráfico Pai, celebram o dom da vida. Desde esta tarde até as segundas Vésperas do dia seguinte (4/10), toda a Liturgia se reveste e é celebrada com o grau e caráter de Solenidade.


Quando ouvimos falar em "trânsito" logo pensamos em carro e nos engarrafamentos das grande cidades do Brasil, como Rio de Janeiro ou São Paulo, ou de outros Países, como Nova York, Paris, Madri, Roma ou Lisboa. Mas, aqui no nosso caso, quando falamos em "trânsito" falamos em "passagem", ou seja, da passagem de São Francisco de Assis deste mundo para a eternidade, isto é, de sua morte, acontecida na tarde do dia 3 de outubro de 1226, um sábado. São Franscisco tinha mais ou menos 44 anos de idade. Ele morreu cantando um salmo, na presença de seus confrades.

No domingo seguinte, 4 de outubro, foi sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis; o cortejo fúnebre passou antes pelo mosteiro de São Damião, para que Santa Clara pudesse se despedir.

Em quase todos os conventos da Primeira Ordem (OFM, OFMConv e OFMCap) a solene "Páscoa" do Santo de Assis, é celebrada como uma paraliturgia, dentro da celebração do ofício de Vésperas. Portanto, com toda estrutura própria: canto do hino, salmodia, cântico evangélico, preces... acrescido, em alguns lugares de uma "encenação", que recorda os últimos momentos do "Alter Christus" nesta terra dos homens.


Para a Igreja e para a humanidade, São Francisco tornou-se inspiração daqueles valores mais essenciais do Evangelho. Por isso sua mensagem atravessou os séculos, e continua a despertar no coração da humanidade aquilo que de melhor ela pode realizar.


Abaixo, a antífona gregoriana mais solene desta celebração, entoada pelo coro dos frades.





sábado, 2 de outubro de 2010

Bento XVI menciona os Santos Anjos em Audiência Geral

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"Por fim, saúdo os jovens, os enfermos e os recém-casados. A festa de hoje dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a proximidade da Memória do Santo Anjo da Guarda, incita-nos a pensar sobre o cuidado providente de Deus que cuida de cada pessoa humana. Olhem ao seu lado, queridos jovens, para presença dos Anjos e sejam guiados por eles, de modo que toda a sua vida seja iluminada pela Palavra de Deus, vós, queridos doentes, auxiliado por seus Anjos da Guarda juntem os seus sofrimentos aos de Cristo pela renovação espiritual da sociedade humana. E vocês, queridos noivos usem muitas vezes a ajuda de seus anjos da guarda para que vocês possam crescer no testemunho constante de um amor verdadeiro"

Bento XVI. Audiência Geral do dia 29 de setembro de 2010




Pode ser visto aqui o Parvum Officium Sancti Angeli Custodis - Pequeno Ofício aos Santos Anjos da Guarda.

Onde estão os anjos na Liturgia da Igreja?

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Súpplices te rogámus, omnípotens
Deus: iube hæc perférri per manus
sancti Angeli tui in sublíme altáre tuum,
 in conspéctu divínæ maiestátis tuæ;
ut, quotquot ex hac altáris participatióne
sacrosánctum Fílii tui Corpus et
Sánguinem sumpsérimus, omni benedictióne
cælésti et grátia repleámur.

(Canône Romano ou Oração Eucarística I)

Humildemente Vos suplicamos, Deus
todo-poderoso, que esta nossa oferenda
seja apresentada pelo vosso santo Anjo
no altar celeste, diante da vossa divina
majestade, para que todos nós, participando
deste altar pela comunhão do
santíssimo Corpo e Sangue do vosso Filho,
alcancemos a plenitude das bênçãos
e graças do céu.

(Tradução literal do Texto em Latim - incluindo as partes omitidas na tradução brasileira)



Publicamos a seguir, um artigo do Professor Felipe Aquino, publicado em seu site.
Uma das provas mais claras da realidade dos anjos, é o culto litúrgico que a Igreja lhes presta. Sabemos que na vida da Igreja, “lex orandi, lex credendi”; a norma da fé é a norma da oração, reza-se conforme se crê. Santo Agostinho, já no século IV, afirmava que “é preciso honrar os anjos testemunhando´lhes amor e respeito, mas não adoração, a qual somente a Deus é devido”. Aos poucos, na vida da Igreja , foram se tornando comuns as orações e os oratórios em honra dos anjos. No século VI já se celebrava a festa de São Miguel Arcanjo. No século IX, a Igreja instituiu a Missa em louvor dos Santos Anjos. 
A partir do século XIII surgem muitos templos dedicados aos três santos Arcanjos. No século XVI o culto aos anjos já se estendia a toda a cristandade. Em 1561 o Papa Pio IV consagrou a “Santa Maria e aos sete anjos” a igreja que Michel Angelo construiu no local do salão das Termas do imperador romano Dioclesiano. É o que se chama igreja de Santa Maria dos Anjos. Em 1526 o Papa Leão X, a pedido de François d’Estaing, bispo de Rodez, aprovou a festa dos Anjos da Guarda. No século XVII foi composta a oração ao Anjo da Guarda, que São Luiz Gonzaga tanto gostava de rezar: “Santo Anjo de Deus que sois a minha guarda e a quem eu fui confiado por celestial piedade, iluminai-me, guardai-me, regei-me, governai-me. Amém!”
Em 1670, o Papa Clemente X aprovou a festa universal dos Santos Anjos da Guarda para o dia 2 de outubro. E, após o Concílio Vaticano II, os Santos Arcanjos [passaram a ser] celebrados no dia 29 de setembro. Na santa Missa, que é a Oração litúrgica por excelência, vemos os anjos presentes em todas as partes: no ato penitencial ( ... peço à Virgem Maria, aos Anjos e santos, e a vós irmãos que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor); no Glória; no Credo e na Oração Eucarística. “Por isso, com todos os anjos e santos proclamamos a vossa glória, cantando a uma só voz” (Oração eucarística II). “Eis pois, diante de Vós todos os anjos que vos servem e glorificam sem cessar, contemplando a vossa glória. Com eles, também nós, por nossa voz, tudo o que criastes, celebramos o vosso nome, cantando a uma só voz: ...” (Oração Eucarística IV) 
Na festa dos Arcanjos (29 de setembro), a Igreja invoca a proteção dos anjos: “Alimentados na força do pão do céu, dai´nos, ó Deus, sob a proteção dos vossos anjos, progredir no caminho da salvação. “ (Depois da comunhão) Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim: “Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei que sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu.” (Oração do dia) Na despedida dos defuntos a Igreja roga: “Para o Paraíso te levem os anjos”. Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação.” (Sobre as oferendas) 
Na Liturgia da Festa dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja implora a sua proteção: “Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandai os vossos anjos para guardar´nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio.” (Oração do dia) “Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas em honra dos santos anjos e fazei que, velando sempre ao nosso lado, nos guardem dos perigos desta vida e nos levem à vida eterna. “ (Oração sobre as oferendas) “Ó Deus, que alimentais com tão grande sacramento a nossa peregrinação para a vida eterna, guiai´nos por meio dos vossos anjos, no caminho da salvação e da paz.” (Oração depois da Comunhão) Pela orações acima, oficiais em nossa liturgia, vemos que a Igreja não tem dúvida sobre a existência e ação dos anjos.
Quem negar isto se põe, voluntariamente, fora dos ensinamentos e da fé da Igreja, e deixa de ser plenamente católico. Embora o Magistério da igreja não tenha definido como dogma de fé, a tutela dos anjos sobre os homens, alguns santos doutores da Igreja afirmaram a mesma concepção judaica de que o povo de Deus, as dioceses, as nações, etc., e cada pessoa tem um anjo protetor particular. Não há porque não aceitar tal concepção. S. Basílio Magno (330-369), doutor da Igreja, afirmou que “cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi´lo à vida” (Eun. 3,1). Na Festa dos santos Arcanjos, a Igreja assim vê a glória de Deus manifestada em seus anjos: “Pai Santo, Deus eterno e todo poderoso, é a Vós que glorificamos ao louvarmos os anjos que criastes e que foram dignos do vosso amor. A admiração que eles merecem nos mostra como sois grande e como deveis ser amado acima de todas as criaturas. Pelo Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, louvam os anjos a vossa glória, as dominações vos adoram, e, reverentes, vos servem potestades e virtudes. Concedei-nos também a nós, associar-nos à multidão dos querubins e serafins, cantando a uma só voz...” (Prefácio).

Santos Anjos da Guarda: "Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção"

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Transcrevemos um belo texto em atenção à memória de hoje, dos santos anjos da guarda:

Dos Sermões de São Bernardo, abade
(Sermo 12 in psalmum Qui habitat, 3.6-8: Opera omnia, Edit.Cisterc. 4[1966]458-462)

A teu respeito ordenou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos (Sl 90,11). Louvem o Senhor por sua misericórdia e suas maravilhas para com os filhos dos homens. Louvem e proclamem às nações que o Senhor agiu de modo magnífico a favor deles. Senhor, que é o homem para que assim o conheças? Ou por que inclinas para ele teu coração?

Aproximas dele teu coração, enches-te de solicitude por sua causa, cuidas dele. Enfim, a ele envias o teu Unigênito, infundes o teu Espírito, prometes até a visão de tua face. E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os teus santos espíritos a servir-nos, confias-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos.
A teu respeito, ordenou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança. Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção. Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor. Estão aqui para proteger, para te serem úteis.

Na verdade, embora enviados por Deus, não nos é lícito ser ingratos para com eles, que com tanto amor lhe obedecem e em tamanhas necessidades nos auxiliam. Sejamos-lhes fiéis, sejamos gratos a tão grandes protetores; paguemos-lhes com amor; honremo-los tanto quanto pudermos, quanto devemos. Prestemos, no entanto, todo o nosso amor e nossa honra àquele que é tudo para nós e para eles; de quem recebemos poder amar e honrar, de quem merecemos ser amados e honrados.

Assim, irmãos, nele amemos com ternura seus anjos como futuros co-herdeiros nossos, e enquanto esperamos nossos intendentes e tutores dados pelo Pai como nossos guias. Porque agora somos filhos de Deus, embora não se veja, pois ainda estamos sob tutela quais meninos que em nada diferem dos servos.

Aliás, mesmo assim tão pequeninos e restando-nos ainda uma tão longa, e não só tão longa, mas ainda tão perigosa caminhada, que temos a temer com tão poderosos protetores? Eles não podem ser vencidos, nem seduzidos, e ainda menos seduzir, aqueles que nos guardam em todos os nossos caminhos. São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu.
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