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terça-feira, 2 de março de 2010

Missa Afro = Inculturação?

Se fizermos uma pesquisa rápida no You Tube com os termos “Missa Afro”, teremos um retorno de várias páginas de vídeos, dentre os quais, destaquei, com indignação, os vídeos abaixo.

Os defensores da chamada “Missa Afro” dizem ser uma inculturação a fim de contemplar a cultura afro-brasileira, mas, e, nisso concordo com D. Estêvão Bettencourt, “o espetáculo daí resultante não atingiu a sua finalidade, que era elevar as mentes a Deus em atitude de oração; lembrou muito mais os festejos folclóricos do nosso povo, associados a Carnaval e a cultos não cristãos”.

A inculturação tem como finalidade transmitir as verdades do evangelho, apresentando-as de forma que os destinatários as possam compreender e viver, aproveitando as expressões culturais de povos não-europeus, que guardam, assim, sua identidade. Não é tarefa das mais fáceis, podendo fácilmente descambar para o abuso, como se pode verificar dos vídeos.

Inculturar é assumir, dentre os elementos da cultura (linguagem, gastos, símbolos…) de cada povo, aqueles que possam ser veículos fiéis e dignos da fé católica, não deteriorada nem adulterada. (…)Quaisquer que sejam os gestos e sinais aplicados à Liturgia, deverão sempre contribuir para que se levem as mentes a Deus numa atitude de oração e adoração. Caso este objetivo não seja atingido, mas, ao contrário, se provoque dispersão e perplexidade entre os fiéis, os símbolos não podem ser considerados autênticos.*

Não, o Concílio Vaticano II não chancela a – desculpem o termo, mas é o que cabe na minha indignação – palhaçada que são as Missas Afro:

“A Igreja não deseja impor na Liturgia uma forma rígida e única para aquelas coisas que não dizem respeito à fé (para aquelas coisas que dizem respeito a fé, não pode haver flexibilização) ou ao bem de toda a comunidade. Antes, cultiva e desenvolve os valores e os dotes de espírito das várias nações e povos. O que quer que nos costumes dos povos não esteja ligado indissoluvelmente a superstições e erros, Ela o examina com benevolência e, se pode, o conserva intato. Até, por vezes, admite-o na própria Liturgia, contanto que esteja de acordo com as normas do verdadeiro e autêntico espírito litúrgico (ou seja, o que é superstição, erro e contrário à fé e ao espírito litúrgico, não pode ser inserido na liturgia !)” (Constituição Sacrosanctum Concilium n° 38).

Importante ainda destacar o que diz a Instrução Varietates Legitimae, que trata do assunto (n° 30 e 37):

Para preparar una inculturación de los ritos, las Conferencias episcopales deberán contar con personas expertas tanto en la tradición litúrgica del rito romano como en el conocimiento de los valores culturales locales. Hay que hacer estudios previos de carácter histórico, antropológico, exegético y teológico. Además, hay que confrontarlos con la experiencia pastoral del clero local, especialmente el autóctono . El criterio de los «sabios» del país cuya sabiduría se ha iluminado con la luz del Evangelio, se rá también muy valioso. Asimismo la inculturación tendrá que satisfacer las exigencias de la cultura tradicional aun teniendo en cuenta las poblaciones de cultura urbana e industrial.

Las adaptaciones del rito romano, también en el campo de la inculturación, dependen únicamente de la autoridad de la Iglesia. Autoridad que reside en la Sede apostólica, la ejerce por me dio de la Congregación para el culto divino y la disciplina de los sacramentos (Somente a Santa Sé, pela Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos pode autorizar a inculturação) (78); y, en los límites fijados por el derecho, en las Conferencias episcopales (79) y el obispo diocesano (80). «Nadie, aunque sea sacerdote, añada, quite o cambie cosa alguna por iniciativa propia en la liturgia»** (81). La inculturación, por tanto, no queda a la iniciativa personal de los celebrantes, o a la iniciativa colectiva de la asamblea (82) (Ou seja, não é assim, à la vonté !).

As Missas Afro que se vêem aos montes por aí não cumprem nenhum dos requisitos para a inculturação, não podendo ser consideradas como tal. São fruto do desconhecimento do verdadeiro espírito da liturgia e da desobediência das normas prescritas pela Santa Sé.

Voltando à pesquisa no YouTube, o que mais revolta é que muitos dos vídeos postados o foram por padres, ou seja, aqueles que deveriam ser os guardiões da Sagrada Liturgia são os primeiros a promover os abusos. Nesse Ano Sacerdotal, rezemos pelos nossos sacerdotes e cuidemos dos nossos seminários, para que sejam formados sacerdotes mais conscientes de sua responsabilidade com a Liturgia.

*Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” – D. Estevão Bettencourt, osb. – Nº 403 – Ano 1995 – Pág. 560

**Ninguém, ainda que seja sacerdote, adicione, retire ou modifique coisa alguma por iniciativa própria na liturgia.

25 comentários:

  1. Essa pataquada acontece todo ano em minha cidade... o pior é que se a gente fala alguma coisa nos acusam de racistas...

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  2. Em minha cidade ocorre o mesmo. Como eu já sei quando será realizada, deixo de ir à "missa" no horário. Todos dizem que é "muito bonita". A questão restringiu-se a isso: é bonita e não feia. Ninguém se lembra de indagar: é lícita ou ílicita? Só rezando mesmo para que isso mude.

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  3. O grande problema da inculturação é falta de critérios. A inculturação está a serviço da Evangelização e não para fazer que a liturgia esteja se resuma a uma ou outra expressão cultural. Se estivéssemos na África, num contexto de missão "ad gentes" ainda poderia ser algo a ponderar.
    Mas, sendo no Brasil, com elementos estranhos à cultura brasileira, acaba por prestar um desserviço à missão da Igreja.
    Nem na África as celebrações são assim. O povo africano é muito zeloso. Suas celebrações tem danças, são animadas, instrumentos musicais próprios, mas são muitíssimo diferentes desse "arremedo litúrgico".
    Para a inculturação, é necessário prudência e critério.

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  4. Artigo exclarecedor, Maite!

    As missas chamadas de "missa-afro" são celebradas em muitas dioceses, especialmente nas CEB's. No entanto, o que pouca gente sabe, sobretudo os próprios afro-descendentes, é que na Africa, sobretudo, na Etiópia, existe uma Igreja oriental de ramos tanto católico, como ortodoxo que é a Igreja Católica Etíope ( http://www.ecs.org.et/Church.htm#Church ).
    O que a Igreja Etíope tem haver com a chamada missa-afro? Apenas o fato que ambas fazerem uso de danças e palmas nas celebrações litúrgicas. No entanto, a litúrgia da Igreja Etiope faz parte da família litúrgica de ritos que chamamos "Alexandrinos", bem diferente do rito romano e sem elementos de religiões espíritas afros. Algumas caracterisiticas dessa Igreja (tanto a católica e ortodoxa) são as seguintes:
    "Igreja etíope nasceu ligada à Sé de Alexandria, no Egipto, e separou-se da comunhão católica em 451, durante o Concílio de Calcedónia. Cercada pelo islão e sem contactos com o exterior, a Igreja desenvolveu-se por si própria, com tradições bastante peculiares e marcadamente judaicas e sustentada pelos monges. O cristianismo etíope sobreviveu à pressão islâmica, entre outros factores, porque os textos sagrados foram traduzidos em ge’ez - uma língua semita antiga e que ainda hoje é a língua litúrgica - e se desenvolveu uma liturgia inculturada". (fonte : http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEukVplVEEoqKCiDhf ).
    Percebemos, portanto que as "missas afros" no rito romano nada tem de inculturação e sim de sincretismo religioso. Ora, se os afro-descendentes desejam uma liturgia afro, deveriam procurar na fonte, ou seja, na Igreja Católica Etíope; ai talvez, os bons litúrgistas conseguiriam fazer uma inculturação dos elementos litúrgicos etiopes na litúrgia romana; quem sabe até mesmo uma ação missionária dessa Igreja com os afro descendentes, assim como acontece com as outras Igrejas de rito oriental.
    O fato é que não podemos aceitar o que vimos nos videos e isso não tem nada a ver com preconceito racial, mas tem haver com zelo litúrgico, o que é bem diferente!

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  5. Bom, dizer que é mais do que apenas vergonhoso é pouco perante tamanha desgraça que esses sujeitos fizeram, se esses "padres" querem se vestir, agir e dançar como pais de santo que virem logo de uma vez e nao façam essas barbaries dentro do templo santo de Deus. perderam o respeito e infelizmente muitos bispos sabem que essa palhaçada acontece debaixo de suas barbas e mesmo assim nao fazem nada. Muitos parecem ter esquecido que isso não diz respeito à nossa cultura, tudo ali nos é estranho.

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  6. Essa é mais uma prova de que a fumaça de satanás por alguma fresta entrou no Templo de Deus.
    Miserere nostri Domine.
    Jean

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  7. Isso é culto de macho !! essa frescurada que fica enclausuradas nestas batinas imundas com cheiro de mofo não sabem o que é inculturaçao. criticam por criticar.

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  8. É inadmissível! É revoltante! É nojento o que essa gente faz com a Liturgia!

    Não possuem o menor senso de sagrado, querem atribuir a Deus um culto pagão! Se querem oferecer cultos pagãos, essas pessoas tem todo o direito, mas o façam para deuses pagãos e em seus terreiros, não nos templos sagrados.

    Parabéns ao blog SL por não se calar diante de tamanha atrocidade

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  9. É incrível perceber quanta ignorância há no pseudo artigo da Maite, da mesma forma chega a ser uma ofença à inteligência de qualquer pessoa os comentários que a apóiam.
    1º as ditas "missas afro" são adaptações à realidade do povo afro-brasileiro onde é celebrada e não propriamente inculturação. Afinal o rito utilizado é o romano e não há nenhuma alteração estrural, apenas um enriquecimento simbólico nas expressões liturgicas.
    2º Dizer que dança, música percusiva, oferta de alimentos (em sinal de reconhecimento, agradecimento ou fartura), uso de roupas coloridas não fazem parte da cultura brasileira é no mínimo falta de percepção da realidade nacional.
    3º Os documentos citados referem-se as alterações no ritual (com ocorreu no Congo que tem um rito próprio para a celebração da eucaristia)e não às adaptações litúrgicas. Mesmo porque as adaptações já estão previstas na SC (30-42). Além disso as Conferências Episcopais Latino-Americanas e a CNBB sancionaram esse tipo de celebração que remotam os anos 1970.
    Sugiro aos "doutos" liturgos que olhem para as pessoas que celebram a fé em Jesus Cristo e não se esqueçam que as normas liturgias existem justamente para que as expressões de fé não sejam a repetição morta da lei

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    1. Maite, voce está corretissima, o que importa é saber que a cultura afro ira insistir para que esses preconceituosos sejam minoria no pais.

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  10. Prezado anonimo, sua resposta está em:
    http://www.salvemaliturgia.com/2010/05/missa-afro-inculturacao-parte-ii.html

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  11. oh baxaria!!
    o pior como o irmão falou ai a cima se fomos falar somos criticados e xamados de racistas!

    Que de fato isso mude em nossas paroquias!

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  12. Isso é qualquer coisa menos rito Católico. Viva Papa Bento XVI que está acabando com esses povo que se diz católico.

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    1. Viva mesmo! Você é primeir a descer pelo ralo....

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    2. Graças a Deus, BENTO XVI, chegou para acabar com hipocrisia de pessoas racistas e falsos católicos, que dizem que vao na igreja para rezar, quando na verdade cultuam o demonio dentro de si.

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    3. Pode chorar, por que não só não acabou como até multiplicou!

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  13. Isso que estão fazendo com a Santa Missa é uma palhaçada. Eles não sabem da gravidade desses atos horríveis e anti-liturgicos. Que Deus tenha piedade dessas abominações.

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    1. Deus tem muita piedade, sim. A maior prova é que Ele permite que ignorantes como você continuem vivendo impunemente.

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  14. Respeito a devoção dos correligionários católicos, também sou um fiel e convicto, mas creio que é inegável a importância do resgate cultural daqueles que foram esmagados em sua integridade física e arrasados em sua religiosidade, inclusive sob a bênção de Roma, em tempos de colonização europeia. Animação, batuque, trajes típicos, em nada ferem a essência do que realmente cremos, que é no Cristo Eucarístico, no poder e na luz do Espírito Santo, na Virgem Maria Santíssima e na glória de Deus Pai, Todo-Poderoso.
    Visitem periodicamente a história e percebem que, em comparação às atrocidades promovidas pelo missionário e pelo colonizador em nome da fé cristã católica, as missas afro tornam-se, na realidade, uma mínima forma de compensar o genocídio cultural ao qual foram submetidos os nossos irmãos afrodescendentes.
    Pena que, pelo que percebo, a maioria dos que aqui dirigem seus comentários, desconhecem ou mesmo negam a importância de outras religiões.
    Aliás, infelizmente, enquanto formos ensinados que somos nós, católicos, os únicos donos da verdadeira fé e da salvação, dificilmente aceitaremos qualquer interação religiosa.
    (Misael da Silva Carneiro)

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    1. DEUS SEJA LOUVADO! FINALMENTE UMA RESPOSTA INTELIGENTE!!!!!

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  15. Maite,
    Pesquise então no seu amado Youtube como é celebrada uma missa em qualquer país da África. É repleta de cantos, danças típicas e atitudes que aos nossos olhos ocidentais seriam considerados de origem pagã, mas no entanto louvam o mesmo Deus e o mesmo Jesus, veneram a mesma Virgem Maria e celebram os mesmos ritos e sacramentos.
    Seu artigo fundamentado em sua visão do texto do Concílio o da instrução citada não é racista, mas é preconceituoso.
    Você e seus apoiadores acham que a palavra de Deus tem um padrão mundial para ser levada entre os povos? Parece-me que tu queres restringir a evangelização para pessoas de cultura semelhante à sua e isso seria totalmente contra a vontade de nosso Salvador.

    Agora, quando pensamos em exageros, tudo é condenável.
    Eu particularmente não gosto de "missas show", tão tradicionais no Brasil e que tornam famosos padres cantores. Porém, é uma forma de evangelizar. Melhor assim, do que deixar pessoas nas mãos de pastores corruptos ou pior ainda, deixá-las sem religião.

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  16. Realmente a palavra do papa é certa quando ele diz que o diabo ganha mais espaço no mundo por que as pessoas não acreditam que ele existe... amigos... muitos aqui precisam ter um pouco mais de conhecimento da palavra... e da doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, antes de sair falando blasfêmias... a celebração afro aceita pela igreja, é uma celebração com todos os rituais de uma celebração normal, contanto ela é muito... muito alegre pois se trata de uma expressividade de alegria e agradecimento pela liberdade... amigos... quando conquistamos a vitória ficamos alegres e queremos dançar... e comer e festejar... em nenhum momento atabaque, meia lua, violão, pandeiro foram utilizados para ofender ou desrespeitar a Deus, a Maria e a Igreja... nós celebramos e adoramos a Deus... prestem atenção... não permitam que o encardido usem vocês para destruir uma forma tão linda de adorar a Deus... na nossa comunidade celebraremos com todo amor, respeito e alegria a celebração afro mais um ano e para vocês que não sabem do que estão falando pois ainda precisam se aproximar mais de Deus e de sua igreja... a paz de Cristo e o amor de Maria... axé...

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  17. Admito que a missa afro aqui ou acolá vez ou outra o "espetáculo" como dito acima, não atinja sua finalidade, via de regra preparadas por pessoas que não possuem muito conhecimento ou intimidade com a liturgia. Porém, não se pode negar a sua legitimidade, muito mais próxima da cultura brasileira, cuja população composta de 51% do povo negro, com exceção de algumas regiões. A europeização da Igreja Católica, na América Latina perde cada vez mais espaço, pois não consegue dialogar com todas as culturas locais. Agora, vemos também ritmos musicais, notadamente dos grupos de jovens dentro da igreja, muito assemelhados ou idênticos a Rock in roll, que não nos representa, e são plenamente admitidos. Então isso pode. Ao encontro das colocações do Anônimo acima, criticar o diferente pode, mas dizer que não estão louvando à Deus é uma falácia. Muitos desses críticos não saem da igreja, mas não estão com Cristo.

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  18. Meu Deus, Alguns comentários são muito tristes, pois já fui em missa afro e percebi realmente uma missa com cantos alegres com uma igreja ornamentada remetendo a cultura africana e uma assembleia muito fiel a igreja católica e acima de tudo com um amor irrestrito a Santa Eucaristia. Muitos não gosto do rito em língua latina e preferem o rito na língua local. Aquele fiel que não gosta da missa em latim esta cometendo alguma gravidade em procurar a missa em português. Tenho certeza que a missa afro é realizada esporadicamente nas paróquias sendo realmente comum o rito tradicional. Muitos casam em cerimonias "riquíssimas" mas muitas paroquias realizam casamentos comunitários, estes tem menos valor que o primeiro, evidente que não. O Pe. Marcelo Rossi e outros padres cantores animam suas missas com cantos interpretados de forma extremamente contagiante e será isto muito diferente daqueles cantos cantos interpretados com instrumentos que remetem a cultura afro-descentes, ou melhor orquestrados com o melhor da musica clássica que digo também é lindíssimo.
    A liturgia é linda em nossa igreja, pois ela tem, em minha humilde opinião, a função de encontramos e adorarmos Jesus Cristo em especial no Sacramento da Eucaristia.
    A missa: tradicional, afro, indígena, romana, carismática... é linda, é maravilhosa e é nela que podemos adorar, receber e comungar Jesus em nosso coração e com os irmãos (negros, brancos,vermelhos, amarelos....) Não enxergo racismo naqueles que não gostam da missa afro, mas temo aqueles que acham que existam missas melhores ou piores, pois são todas iguais, afinal Deus e por e todos e Cristo se faz presente em todas as consagrações.

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