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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Missa Tridentina? Não, é a missa nova

Por Juliana Fragetti Ribeiro Lima

Dia 26 de Julho de 2009, 10h30 da manhã, região de Interlagos, zona sul de São Paulo – SP. Um local simples, humilde, periferia, havia todos os fatores que alguém possa elencar “com autoridade” para não celebrar em latim. Afinal, falam, somente pessoas cultas entenderiam o latim, etc. Nesse dia tivemos a prova cabal e concreta da falácia desse pseudo-argumento.

Em uma bela iniciativa pastoral, o Pe. Tiago Roney Sanxo, pároco da Igreja de S. Joaquim e Sta. Ana, se propôs a celebrar uma vez ao mês em latim. A princípio ele usará o rito romano reformado (pós-Vaticano II, ou o rito de Paulo VI). Pretende futuramente alternar entre as duas formas do rito romano (reformada e tridentina).

No dia dos padroeiros, ele fez a missa inaugural. Tendo ela sido celebrada pelo Pe. Renato Leite (padre diocesano de Sto. Amaro também) em latim e versus Deum - ou ad Orientem -, essa missa foi um primor litúrgico. Tendo o Kyriale cantado em canto gregoriano e diversas partes também (o Pai Nosso, as respostas ao sacerdote), ela primou pela beleza.

Essa missa teve tudo o que teria direito. Usando uma linda casula romana toda dourada, ele entra com uma comitiva de acólitos. O perfume do incenso toma toda a igreja. Vimos as leituras e a oração dos fiéis e após o Evangelho ser lido, fomos premiados com um lindo sermão sobre o valor do sofrimento. Algo raro hoje. Enquanto muitos (ou quase todos) querem regar um “evangelho” adocicado, o Pe. Renato teve o brio de não maquiar a real mensagem de Cristo.

Depois cantamos o Credo e começou a consagração. Foi usado o Cânon Romano (Oração Eucarística I). Após a consagração, teve lugar a comunhão. Todos comungaram de joelhos e na boca – antiga tradição da Igreja e jamais abandonada – em profunda reverência. Não houve profanações ali, ao contrário, viu-se ali um resgate da identidade litúrgica da Igreja.

Ah, mas e o argumento de que as pessoas não participam, que não entendem o latim, etc? Ficou provado que era falso. As pessoas amaram a missa, participaram sim. Porém participar não é igual a sair dançando. Que o Pe. Tiago seja muito abençoado nessa iniciativa dele para seus paroquianos, levando-os a conhecer a real tradição litúrgica da Igreja.

Vídeo da Oração Eucarística I (Cânon Romano):



Fotos:



















22 comentários:

  1. Há!...
    Se todas as Missas Novas fossem celebradas assim...

    Melhor e mais pura, só a Santa Missa no Rito Tridentino.

    DEO GRATIAS.

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  2. José,

    Pura? Que eu conheça a maior parte das missas tridentinas celebradas no Brasil não são nem um pouco puras, têm muitas adições ou costumes locais introduzidos como se fossem universais até.

    (Nada contra a mesma, pelo contrário, mas não me venha querer fazer essa comparação meio que "uma é melhor que a outra" sem argumentos fortes para isso)

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  3. Notem que a missa ao que parece teve as orações do Ofertório do rito de S. Pio V e na consagração do cálice foram utilizadas as palavras do Canon da missa tradicional. Afinal, na missa de Paulo VI o Ofertório foi extirpado e alteradas as palavras antes imutáveis do Canon... Isso sem dúvida ajuda a resguardar a fé no sacrifício, tão depreciada pela reforma litúrgica.

    Sobre os tais "costumes locais", não conheço e nada posso dizer a respeito. Nas que fui, não tinha adição alguma.

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  4. Fui à uma missa na forma extraordinária em Niterói que pode ilustrar dois aspectos elencados aqui. A primeira, da simplicidade do povo. Povo simples, moradores da região (centro de Niterói), assistindo e participando da missa.

    A segunda coisa, os "costumes locais". Claramente foi a mesma missa a que assisto em São Paulo, por exemplo, mas várias coisas foram diferentes, por exemplo, um Credo cantado em português, que era semelhante ao símbolo dos apóstolos.

    Mesmo uma "Missa Cantata" na mesma igreja (agora falo da Santa Luzia em SP), pode ter formas distintas de celebração. Pe. Jonas e Pe. Buck, ambos celebram de acordo com as rubricas, mas de formas mui distintas.

    E ao que defende o purismo da forma extraordinária eu pergunto: você reza o segundo Confiteor?

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  5. Eu confesso estar muito lisonjeada. Fico muito feliz de ter colaborado com esse blog a quem admiro muito e mais: de o New Liturgical republicar esse texto internacionalmente.

    Quando me propus a fazer o relato dessa missa ao Rafael Vitola Brodbeck, queria somente registrar tal iniciativa do Pe. Tiago, a quem admiro muito, e mostrar que a missa não deixa de ser celebrada em latim ou não por causa de condições sociais, etc. Mas que isso é somente querer viver a liturgia que a Igreja nos propõe há séculos.

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  6. Infelizmente aquela senhora com o véu passando na hora da consagração duas vezes não foi nem um pouco conviniente...mas nem tudo é perfeito sem duvida nem del onge lembra a deturpação do m novo ordo nas missas de nossas paroquias...

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  7. A senhora com o véu, em questão, é a própria articulista, que também estava se revezando como fotógrafa. Por isso a movimentação, para fotografar a consagração.

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  8. Bem, em todo caso para que ela aparecesse alguem fotografou ela no monento do deslocamento... Mas isso é de menos importancia claro. Diante das profanações existentes nem se compara. Alem disso foi por necessidade de mostrar a missa como deve ser. Explicação aceita.

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  9. Normalmente, um comentário é apenas um pequeno resumo das nossas opiniões. Naturalmente, espera-se que sejam opiniões perfeitamente solidificadas.
    Quando disse atrás, que a Missa no Rito Tridentino é mais pura, é porque já foi passada por um crivo ao longo de centenas de anos.
    E centenas de anos passaram, sem ter havido alterações de substância.
    Não quero entrar sequer na discussão da dúvida da legalidade de a Igreja ter alterado o Rito Tridentino, que está protegido por Bula Papal de S. PIO V.
    Mas se temos consciência do que é e para que serve a Missa, o Rito Extraordinário não permite "invenções". Por isso digo que o Rito é mais puro. Basta ler as orações em português para se perceber que este Rito "respira" muito mais Espiritualidade. O Sacerdote, mesmo que não seja muito humilde por natureza própria, se seguir o Rito corretamente, não mostra ao povo essa "fraqueza" (não é permitido inventar).
    Agora quanto ao proveito que tiramos da Missa Tridentina ou da Missa Nova já é muito pessoal. Depende da nossa disposição. E só Deus conhece o interior de cada um.
    Eu não vou mentir. Para mim, o Rito Novus Ordo decepcionou-me e não me alimenta convenientemente. Já a Missa Tradicional, para mim, é alimento. Agora até consigo mais facilmente, vencer algumas tentações, além de que, rezar, já não sinto como uma obrigação, mas um prazer, um gosto que não sentia quando frequentava a Missa Nova. Mas isto aconteceu comigo. É una experiência pessoal.

    Em resposta ao amigo Ipereira, sobre o segundo Confíteor (antes da comunhão), tenho verificado que em relação a esse pormenor, nem todos os Missais são iguais. Uns prevêem-no, outros não.
    Se posso emitir uma opinião, prefiro rezar o segundo Confíteor. Mas durante uma Missa, os momentos de silêncio nem sempre permitem rezá-lo se ele não estiver previsto.

    Em relação às fotografias durante a Consagração, é mais um pormenor que me leva a dizer que o Rito Extraordiário é mais puro.
    A Consagração leva à Transubstanciação, que é o MAIOR MILAGRE de todos os tempos. O TUDO faz-se nada para que "os verdadeiros nadas" que somos nós, possam "ressuscitar" com Cristo.
    E há quem prefira tirar fotografias, do que estar ajoelhado para Adorar e VIVER esse momento.

    A Missa Nova como mostra o vídeo acima, Celebrada com respeito, em Latim e o Sacerdote "virado" para Deus, até faz esquecer um pouco as Missas Sacrílegas que vemos por aí (ou pela internet).
    Por isso eu disse:

    Há!
    Se todas as Missa Novas fossem Celebradas assim...

    Pelo menos assim.
    Mas reafirmo, agora por outras palavras:
    Não troco uma primeira Missa de um novo Padre Celebrada no Rito Tridentino, por uma Missa Nova Celebrada pelo Papa.

    Não tem discussão. É um direito que me assiste e que a Igreja agora o reconhece explicitamente.

    De Portugal:
    José Costa.

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    1. "Agora até consigo mais facilmente, vencer algumas tentações, além de que, rezar, já não sinto como uma obrigação, mas um prazer, um gosto que não sentia quando frequentava a Missa Nova. Mas isto aconteceu comigo. É una experiência pessoal."

      Aconteceu exatamente a mesma coisa comigo, sou nova e sempre tive contato com a missa nova, e simplesmente detestava ir à missa. Eu até pendi para o ateísmo.
      Quando trouxeram a missa extraordinária à minha cidade, tive um enorme aumento de fé e ânimo.
      Com certeza a missa nova tem a mesma validade, mas o que me fez ver a magnitude de Deus e dessa histórica igreja, foi conhecer a tradição da igreja e a missa dos santos.

      A missa extraordinária ao meu ver é o que vai animar a juventude e afastar os falsos católicos.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. José,

    Você falou: "E há quem prefira tirar fotografias, do que estar ajoelhado para Adorar e VIVER esse momento!"

    Oras, quer dizer então que você assevera que eu não vivi esse mometo sublime por estar fotografando? Quer dizer que o repórter que foi a Fátima no dia que N. Sra. apareceu a todos e houve o milagre do sol, não vivenciou aquilo tudo, só por estar cumprindo o se dever profissional? Que visão tosca, francamente. E, embora eu seja ardorosa defensora da missa tridentina, não troco uma missa com o Santo Padre por nada no mundo!

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  12. Quanta discursão por motivos de 2 ritos...
    Onde fica a caridade?
    Quem gosta de assistir o rito tridentino, ok...
    Quem gosta de assitir o rito novo, tbm ok...
    Não falo das missa shows e macumbíferas, é claro...
    Agora dizer que uma missa tridentina é mais bonita do que a celebrada pelo Santo Padre, acho um pouco exegerado...
    Mas...cada um te seus direitos, e é claro o DEVER OBRIGATÓRIO da CARIDADE...

    Marcelo Azevedo

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  13. Caro Marcelo Azevedo,
    Não é só a beleza do rito tridentino, mas, sim o respeito e a reverencia profundo no rito, deixando de lado a impressão de igualdade homem e Deus.
    Não confunda como tantos, a semelhança com a igualdade; Somos semelhantes e não iguais a Nosso Senhor.
    E o rito tridentino consegue resgatar novamente o respeito e reverencia devidos a Nosso Senhor presente a cada missa.
    Quanto a CARIDADE, eis uma que os santos padres estão fazendo, permitindo que celebre a missa no rito extraordinário, assim classificada pelo próprio Papa Bento XVI, que por muito tempo ficou esquecida.
    Deus ilumine muito esses padres que estão levando novamente a ordem e o respeito dentro das igrejas, renovando no altar de Cristo o sacrifício e não o sacrilégio.

    Pax Domine

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  14. Gostaria de parabenizar o site "Salvem a liturgia" por nos fornecer essa informação: a missa celebrada por Pe. Renato Leite.
    Já participei dessas missas aqui em Poços de Caldas algumas vezes e ouvi homilias maravilhosas deste sacerdote.

    Quero fazer parte deste site que divulga a beleza da nossa liturgia católica que infelizmente temos visto em nossas igrejas serem jogadas no lixo em nome de um tal modernismo.

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  15. qeria saber se é verdade a hsitoria que a missa q nós celebramos hoje, de frente para o povo , é mais antiga que a tridentina, datadas so seculos 1 E 2 depois de Cristo!

    isso é verdade?

    Eribelton Domingos

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  16. Paulo Henrique - Itaboraí/RJ17 de janeiro de 2012 14:31

    O que podemos fazer para termos isso em nossas paróquias? Como podemos solicitar para que se tenha ao menos um horario reservado ao rito extraordinário?
    É muiito belo, muito profundo, espiritual, etc. Inspira o respeito, a fé católica!!!

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    1. Caríssimo Paulo Henrique, o amigo talvez não tenha percebido que este do post NÃO é o rito extraordinário, mas o ordinário mesmo. Leia o título de novo e a matéria: Missa NOVA.

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  17. Missa Tridentina na Paraíba
    A Missa Tridentina na Paraíba é celebrada no seguinte local:

    Capela do Colégio Santa Teresinha
    Endereço: ASSTA, Rua Vigolvino Vanderley, 535, Centro, Campina Grande, PB
    Horário: Semana: 18h30 Domingos: 07h30.
    Responsáveis:Frei Matias, OFM.

    ESSA INFORMAÇÃO É VERDADEIRA? ENCONTREI NA INTERNET
    http://operacaotrento.blogspot.com.br/2010/11/missa-tridentina-na-paraiba.html

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  18. Kyrie eleison...
    Quanto tempo que eu não ouço...
    Quanta saudades eu tenho da velha cidadezinha que tinha um velho padre que celebrava a missa "velha".
    Existia toda uma mistica que nos levará para junto de Deus.
    Era a igreja que tinha elevado aos céus, ou ou céus que tinha descido a igreja.
    Bons tempos...

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  19. Olá! Estou postando como anônimo porque não tenho mais conta no Google, mas meu nome é Márcio de Souza, moro no RJ e eu sou doido pra participar de uma Missa Tridentina. Pena que são poucas as que têm por aqui e quando tem, o horário pra mim não dá porque sempre estou trabalhando. Mas aí é que tá o "problema", é que se eu participar uma vez de uma Missa Tridentina eu vou querer participar sempre.

    Deus lhe abençoe!

    Um grande abraço!

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  20. NA MINHA OPINIÃO A MISSA NOVA TEM SE PERDIDO QUASE QUE POR COMPLETO PRINCIPALMENTE NOS CANTOS E RITOS INTRODUZINDO RITUAIS COMO A CHAMADA MISSA SERTANEJA ACHO UM ABSURDO!

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