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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Reforma da reforma e cores litúrgicas

Continuando nossa série de sugestões para uma "reforma da reforma" a ser feita pela Igreja (e não por sacerdotes ou leigos, à revelia das normas emanadas pela Santa Sé), mencionemos as cores litúrgicas em ambas as formas do rito romano.

Na grande maioria dos casos, a reforma de Paulo VI manteve as cores clássicas da liturgia tradicional. Sem embargo, algumas mudanças causaram espécie em um não pequeno número de fiéis e clérigos. E isso pelo despropósito, pelo gosto por novidades, e pela ruptura do significado que tais cores davam às datas específicas.

Um primeiro ponto, então, em uma eventual e futura unificação do rito romano, é recuperar para este a cor preta como obrigatória em funerais, Missas de exéquias e Missas do dia de Finados. A opção de roxo nunca foi parte do rito romano para tais celebrações. A própria IGMR atual, referente à forma ordinária, ao rito romano moderno, diz que o preto pode continuar sendo usado onde for costume. Ora, se o roxo nunca foi prescrito nem usado, então o costume era, por óbvio, somente o preto, de modo que a própria IGMR se contradiz ao apresentar a opção de roxo. Na "reforma da reforma" entendida como um movimento atual de resgate dos usos tradicionais na forma ordinária, o Salvem recomenda que se use o preto com cada vez mais frequência. Já na "reforma da reforma" entendida como um movimento futuro de unificação dos ritos antigo e moderno, somos da opinião de que se deve prescrever como única cor litúrgica para tais celebrações o preto, excluindo o roxo.

Outra questão é quanto às cores da Semana Santa. Elas foram mudadas do rito antigo para o novo, e pensamos que, embora movidos por boas intenções, tais mudanças não se justificam perante o grande simbolismo das prescrições tradicionais. Volte-se, pois, em uma futura unificação, ao esquema de 1962: Domingo de Ramos com roxo (e não com o vermelho atual); no Ofício de Quinta-feira Santa, roxo (mantendo-se o branco apenas para a Missa); roxo também na desnudação dos altares; Sexta-feira Santa Paixão, preto para a Solene Ação Litúrgica, com roxo para a Comunhão (e não o atual vermelho de mártires: Cristo não é mártir, mas o Salvador, e o preto demonstra nosso luto pela morte do Senhor); Solene Vigília Pascal, começando com o roxo e mudando ao branco ou dourado quando começar a Missa propriamente dita.

Enfim, no Rito do Batismo, parece-nos muito saudável recuperar o simbolismo do ritual antigo, começando as cerimônias com o roxo e só mudando ao branco ou dourado após os exorcismos.
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