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sábado, 7 de abril de 2012

Semana Santa na Canção Nova

Nosso apostolado se define como um instrumento para tentar ajudar o Papa a promover a chamada "reforma da reforma": obediência às rubricas nas celebrações do rito moderno (forma ordinária), maior zelo na espiritualidade litúrgica, promoção da teologia litúrgica entre o clero e o laicato, popularização do rito antigo (forma extraordinária), inserção do rito novo na esteira da tradição litúrgica romana etc.

Nesse sentido, temos em conta que, na melhor das intenções, a Canção Nova nem sempre foi um exemplo de liturgia. Muitos aspectos negativos cercaram a histórica celebração de Missas e outros atos litúrgicos na TV Canção Nova, nos acampamentos etc, o que acabou influenciando negativamente várias Missas Brasil afora.

Todavia, como a intenção era reta, Deus os ajudou e, de coração aberto, puderam reconhecer o que o Papa vem nos pedindo continuamente com o seu Magistério e seu exemplo silencioso. A Semana Santa 2012, transmitida pela TV Canção Nova foi exemplar. Alguns pontos, claro, podem ser melhorados, como em qualquer agrupamento humano. No geral, todavia, foi extramemente positiva a celebração da Semana Maior nesse grande meio de comunicação católico que é a Canção Nova.

As fotos abaixo falam muito do que estamos tentando dizer, entretanto podemos, desde já, ressaltar alguns pontos positivos: arranjo beneditino dos castiçais e cruz no altar, paramentos romanos (que foram emprestados pelo Pe. Demétrio Gomes, membro do Salvem a Liturgia) - os góticos são lícitos e muito belos também, mas como havia um certo rancor no Brasil contra os romanos, é bom que a CN os use -, distribuição da Sagrada Comunhão de joelhos, uso de batina e sobrepeliz dos acólitos, introdução de cantos em latim e outros como prescreve o Missal para o Tríduo, introdução do silêncio, mais sobriedade no ambiente, desnudação dos altares, velamento das imagens, pluvial na procissão de Ramos, uso de um coro.

Há pontos negativos, claro, e os registramos para melhoria dessas celebrações na CN e para o ensino dos leitores que, certamente, devem ter acompanhado pela TV - para que sejam instruídos: o uso do pluvial na proclamação da Paixão, as duas cruzes para a adoração, os instrumentos musicais na Celebração de sexta (na tradição da Igreja, não há instrumentos no Tríduo, exceto no Glória da Missa In Coena Domini; pelas rubricas atuais, permite-se, desde que para sustentar o canto; infelizmente, usou-se o órgão para pequenos solos antes das músicas; por outro lado, o órgão e não a bateria-baixo-guitarra é um ponto positivo), falta da patena na distribuição da Comunhão (Cf. Redemptionis Sacramentum, 93).

Parabéns à Canção Nova. Mostrando, aos poucos, tijolo por tijolo, que quer colaborar na reforma da reforma e na liturgia digna. Parabéns, Mons. Jonas, que, tomando as rédeas da Comunidade, a coloca em sintonia com a Igreja!

Domingo de Ramos






Santa Missa "in Coena Domini"














Celebração da Paixão do Senhor















Solene Vigília Pascal










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