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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Passos para melhorar a liturgia na paróquia

Reverendo padre, se o senhor deseja melhorar a liturgia em sua paróquia, para afiná-la com as normas da Igreja e o grande desejo do Santo Padre em resgatar o seu papel como verdadeiro culto a Deus, abaixo damos alguns passos que pensamos ser úteis para seguir. Tijolo a tijolo, vamos fazendo a obra do Senhor.

1ª FASE

Trata-se, senhor padre, de implementar as normas litúrgicas, mediante um roteiro com o mínimo que o senhor precisa para que a Missa seja dignamente celebrada de acordo com o Missal. Ainda nessa primeira fase, o senhor irá trabalhando em um ponto facultativo, mas muito importante para nossa identidade católica romana: a Missa em latim.

1. Organizar um grupo de estudos litúrgicos. Chamar os ministros extraordinários, os responsáveis pelos setores, os acólitos, os clérigos da paróquia, membros do conselho ou diretoria, e equipe de liturgia, e compartilhe com eles textos da Instrução Geral do Missal Romano, da Instrução Redemptionis Sacramentum, da Encíclica Mediator Dei, da Encíclica Ecclesia de Eucharistia, e textos de formação em liturgia do Salvem a Liturgia e do Veritatis Splendor. Falar, nesse grupo, da importância do latim. A primeira reunião deve tratar das normas básicas e do que irá mudar na paróquia, baseado no ponto 4 adiante.

2. Concomitantemente, estabelecer um horário, duas vezes por semana, para atendimento de confissões NO CONFESSIONÁRIO, vestindo batina e estola roxa, podendo usar sobrepeliz. Anunciar amplamente esse horário.

3. Fundar um coral para treinarem peças fáceis de canto gregoriano: Missa De Angelis, Missa Orbis Factor, Pater Noster, Tantum Ergo, Pange Lingua, Adoremus in Aeternum etc.

4. A partir da primeira reunião, fazer na próxima Missa uma “faxina geral”: os ministros extraordinários ficam na nave e não no altar, e só são chamados em casos realmente extraordinários; a Comunhão será dada só na boca, proibindo-se na mão; incentivar antes de distribuir a Comunhão que os fiéis se ajoelhem; usar paramentos completos, incluindo casula; colocar sobre o altar seis velas e um crucifixo, em “arranjo beneditino”; flores só se o tempo litúrgico permitir; usar incenso, auxiliado pelos acólitos; o Kyrie, o Gloria, o Sanctus e o Agnus Dei rezados ou cantados conforme a letra do Missal, ainda que em português, sem alteração nenhuma do estabelecido; deixar certa liberdade apenas nas músicas de Entrada, Ofertório e Comunhão; a purificação seja feita pelo senhor, não pelos outros; cessem todos os abusos, proibidos pela Redemptionis Sacramentum. Isso permanecerá em todas as Missas seguintes.

5. Um sermão, fora da Missa, pode ser pregado a todos os fiéis, anunciando as mudanças e os motivos. O senhor pode usar batina, sobrepeliz e estola nesse sermão.

6. Após duas ou três Missas, introduzir, nas Missas de Domingo o Pai Nosso cantado em gregoriano.

7. Fazer, todas as quintas-feiras, no horário mais apropriado, a Solene Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, com cantos e orações em latim, e conforme o rito correto, com paramentos adequados, incenso, ostensório.

8. Conforme o grupo for amadurecendo, um ou dois meses após a primeira reunião, marcar um dia para uma Missa em latim, no rito moderno mesmo, esse que sua paróquia utiliza. Como o senhor já celebra essa Missa diariamente, não será difícil, apenas requerendo certo treino na pronúncia. Essa Missa não precisa ser toda cantada, mas se houver um coro treinado pelo menos para o Pater Noster, Kyrie, Gloria, Sanctus e Agnus Dei, seria interessante. Use a melodia da Missa De Angelis (VIII) para o coro, que é mais fácil.

9. A essa altura, o coro gregoriano já pode adquirir o Graduale Romanum ou o Graduale Simplex, com os monges de Solesmes, e procurar ensaiar o Próprio das Missas mais importantes (pelo menos uma de Quaresma, as da Semana Santa, a da Páscoa, uma de Advento, a de Natal, Pentecostes, Sagrado Coração, alguma mariana etc).

10. Celebrar, após um mês da primeira Missa, novamente em latim, ainda no rito novo, desta vez toda cantada, ou menos com a Coleta, Evangelho, Sobre as Oferendas, Prefácio, e Depois da Comunhão, cantados, além do Pater Noster, Kyrie, Gloria, Sanctus e Agnus Dei.

2ª FASE

Dados os passos acima, a paróquia já estará não só obedecendo as rubricas, o que é algo raro no Brasil, como vivendo uma espiritualidade litúrgica profundamente conectada com a tradição do rito romano. Se, entretanto, o senhor julgar oportuno, pode dar mais alguns passos, para melhor ajudar o Papa na implementação do que se vem chamando “reforma da reforma”.

Embora os passos acima já sejam uma grande conquista, não se poderá deixar de elogiá-lo, senhor padre, caso queira deixar ainda mais clara a sua fidelidade ao Sucessor de Pedro, no auxílio de seu apostolado, pelos pontos abaixo. São facultativos, mas ao nosso ver, vivamente recomendados. Noutros termos, tendo feito o que a Igreja manda, caso o senhor queira ainda amoldar a liturgia em sua paróquia aos desejos e pedidos do Santo Padre, eis algumas atitudes adicionais que o senhor pode adotar:

1. Fixar uma Missa semanal em latim, em um dos horários de Domingo.

2. Tomar aulas de “Missa tridentina”, para aprender a forma extraordinária do rito romano. Existem DVDs por aí, e o Salvem a Liturgia poderá ajudá-lo nisso.

3. Adotar a posição versus Deum para todas as Missas, inclusive as celebradas em português:

a) se houver dois altares no presbitério, um antigo, “colado à parede”, e outro novo, remover o novo para outro local da igreja ou para outra igreja, oratório ou capela;

b) havendo só o novo, ver se é possível transportá-lo para junto à parede, e instalar sobre ele um retábulo, com o sacrário, a cruz, imagens de santos, notadamente do titular da igreja. É interessante colocar alguns degraus e um pavimento um pouco acima do restante do presbitério;

c) se esse altar novo, sendo o único, for fixo ao pavimento, não podendo ser transportado, adaptá-lo à celebração exclusivamente versus Deum, colocando um retábulo sobre ele, como no item “b”;

d) se, no caso anterior, o espaço entre o altar novo fixo e os degraus do presbitério for muito curto, impedindo que o sacerdote nele celebre versus Deum, procurar fazer uma obra na arquitetura da igreja para corrigir esse problema.

4. Ornar o altar versus Deum com flores, se o tempo litúrgico permitir, as seis velas e a cruz, além do retábulo, sacrário, imagens etc.

5. Construir uma mesa de Comunhão (balaustrada), entre o presbitério e a nave, para que os fiéis comunguem de joelhos, um ao lado do outro.

6. Celebrar sua primeira Missa na forma extraordinária.

7. Se os fiéis desejarem – e é bom formá-los para que desejem –, estabelecer um horário semanal para a Missa na forma extraordinária, de modo a ter, em cada Domingo: Missa em português na forma ordinária, Missa em latim na forma ordinária, Missa em latim na forma extraordinária.

8. Com o tempo, as Missas em latim, nas duas formas, sejam solenes (com diácono) ou, ao menos, cantadas (sem diácono, mas inteiramente cantadas e com incenso). Se for útil, além das Missas latinas cantadas ou solenes, pode-se ter Missa latina “baixa” nos Domingos e nos dias de semana.

Apêndice I: Modelo de horário para uma paróquia com um padre

Segundas, terças e quartas
17h30 – Terço
18h – Missa (forma ordinária, português)

Quintas
17h30 – Solene Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento (latim), com terço
18h30 – Missa (forma ordinária, latim)

Sextas
15h – Via Sacra
17h30 – Terço
18h – Missa (forma extraordinária, latim)

Sábados
8h – Missa de sábado (forma ordinária, português)
17h30 – Terço
18h – Missa de Domingo antecipada (forma ordinária, português)

Domingos
8h – Missa Solene ou Cantada (forma extraordinária, latim)
10h30 – Missa Solene ou Cantada (forma ordinária, latim)
18h – Missa rezada (forma ordinária, português)

Apêndice II: Modelo de horário para uma paróquia com mais de um padre

Segundas, terças e quartas
7h30 – Missa (forma extraordinária, latim)
17h30 – Terço
18h – Missa (forma ordinária, português)

Quintas
7h30 – Missa (forma extraordinária, latim)
17h30 – Solene Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento (latim), com terço
18h30 – Missa (forma ordinária, latim)

Sextas
7h30 – Missa (forma extraordinária, latim)
15h – Via Sacra
17h30 – Terço
18h – Missa (forma ordinária, português)

Sábados
7h30 – Missa de sábado (forma extraordinária, latim)
8h15 – Missa de sábado (forma ordinária, português)
17h30 – Terço
18h – Missa de Domingo antecipada (forma ordinária, português)

Domingos
7h – Missa rezada (forma extraordinária, latim)
8h – Missa Solene ou Cantada (forma extraordinária, latim)
9h30 – Missa rezada (forma ordinária, latim)
10h30 – Missa Solene ou Cantada (forma ordinária, latim)
18h – Missa rezada (forma ordinária, português)
19h – Missa Solene ou Cantada (forma ordinária, português, com cantos em latim)

12 comentários:

  1. Nossa, não sabia que para melhorar a liturgia de uma paróquia fosse necessário abandonar:
    - A comunhão na Mão: "a Comunhão será dada só na boca, proibindo-se na mão" (sendo que não é proibida, mas no Brasil, com a licença do ordinário, permitida)
    - Abolir a missa versus populum: "Adotar a posição versus Deum para todas as Missas, inclusive as celebradas em português" (sendo que a posição versus populum é plenamente aceita para o Rito Romano Ordinário, veja que o Papa mesmo o celebra praticamente sempre)

    Creio que esta pretensa "reforma da reforma", ao menos no espírito que a esta movendo, consistiria em abandonar grandes passos dados pela Igreja no Concílio Vaticano II...
    Que pena.

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  2. Rafael
    Parabenizo-o pela excelente sugestão ao retorno a espiritualidade litúrgica profundamente conectada com a tradição do rito romano, mas, sabemos ser uma tarefa quase que impossível para algumas Paróquias, por exemplo:
    - Retirar ministros (MECE) do presbitério atualmente, em algumas paróquias é tarefa quase que impossível como já mencionei. Existem ministros que se acham quase donos da paróquia, e no presbitério, um concelebrante, não se ajoelham na consagração. Já vi párocos serem trocados de paróquia pelos bispos, por não se adaptarem as formas e costumes das comunidades. Comunidades estas, localizadas em áreas de classe alta e detentoras de uma folha de arrecadação do dízimo bastante considerada pela diocese. Para se mudar alguma coisa nestas comunidades, deve ter o aval do conselho das pastorais.
    Existem reformas e até construção de Igrejas nestas comunidades, sem o acompanhamento efetivo de um pároco que decida, que diga como tem que ser as coisas, fica tudo por conta do conselho pastoral comunitário responsável pela construção ou reforma. Agora, retirar a imagem do Santo Padroeiro do local principal (abside), onde a comunidade acha que deve ficar, não é tarefa fácil para um pároco, muitas vezes, sem nenhum preparo, experiência e sem o apoio da diocese. É um fato!
    Existe hoje na minha paróquia, uma grande dificuldade em quebrar o vício de todos os músicos, MECEs, leitores, coroinhas, comungarem diretamente no Santo Altar, como se fossem concelebrantes.
    Outro grande fato é que a maioria das paróquias encontra-se hoje “renovadas carismaticamentes/protestantizadamentes”. Não aceitam nenhuma reforma da reforma.
    Rezo para que sugestões como esta, não se tornem utopias. Se tornem realidades neste novo século.
    Dúvidas:
    “Comunhão será dada só na boca, proibindo-se na mão;”
    Esta proibição é lícita na Igreja?
    Pode-se celebrar a Missa no rito extraordinário em português?
    Paz e Bem!
    André

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  3. Caro Rafael, parabéns pela forma prática como coloca seus textos. Certamente, os frutos virão mais rapidamente!
    Minha dúvida se dá na questão do altar junto a parede. Letra B, do passo 3 da 2ª fase. É certo que a proposta é transformar as mesas que a maioria das igrejas e chamadas CEB's no Brasil (Que por sinal, precisam ter sua nomenclatura mudada urgentemente, ao menos, para capelas) tem em altares. Mas e a IGMR de Paulo VI não fala da proibição do altar junto a parede? Como argumentar e proceder? É possível transformar nossas mesas em altares, mesmo afastados da parede, com sacrário, pavimento para velas, flores, crucifixo e imagens? E como ficariao fato do padre "sumir" durante a incensação do altar, ao circuncidá-lo?
    Grato,
    Danilo

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  4. Sr. Anônimo,

    É óbvio que são práticas permitidas. Por isso que dei SUGESTÕES. Pensei ter sido claro. Não é porque A e B são lícitos, que A não seja melhor do que B.

    ---

    Danilo,

    A IGMR fala nisso como ideal, pois não se pode interpretar a lei litúrgica fora da grande tradição do rito romano.

    Ademais, a IGMR menciona os novos altares fora da parede ONDE FOR POSSÍVEL. Basta "tornar impossível".

    Enfim, o padre não some na incensação de um altar junto à parede, pois não o circunda. A circundação só se faz onde seja POSSÍVEL, dado que não se está obrigado ao impossível. A prática de circundar o altar já existia no rito anterior, mas só aos altares separados da parede.

    ---

    Protoklitos,

    Também acho difícil, mas nada é impossível para Deus. Façamos nossa parte. ;)

    A permissão de Comunhão na boca é um indulto dado por tolerância. Sempre pode ser removido, e vários Bispos já o fizeram.

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  5. Caro Rafael
    Tenho acompanhado com interesse o seu apostolado e o parabenizo pela coragem de provocar temas no mínimo polêmicos no nosso Brasil.
    Das suas sugestões penso ser muito difíceis de implementar. Os padres considerados fiéis ao Magistério e às rubricas litúrgicas, além de incompreendidos são até perseguidos pelos confrades do clero e, às vezes, até por seus superiores, os quais poderiam removê-los com muita facilidade. Ademais, como seria possível esse itinerário de reforma quando uma Paróquia, além da Matriz tem quinze capelas sob a responsabilidade de um padre só?!
    Nossa Paróquia só tem um ano e seis meses de fundação; nosso padre é muito zeloso pela liturgia, toda sexta-feira tem celebrado "versus Deum", na forma Ordinária em português e não deixa passar uma solenidade de qualquer jeito, apesar das dificuldades de meios, humanos e materiais, que a Paróquia apresenta.
    Infelizmente a realidade está ainda longe das suas sugestões, que me parecem, embora excelentes, uma utopia.
    Nas minhas orações tenho suplicado a bênção de Deus sobre todos os que fazem o Salvem a Liturgia.
    Seu Irmão em Cristo
    Francisco de Assis

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  6. Caro Rafael
    Tuas sugestões foram CLARÍSSIMAS, mas, sujeitas a questionamentos, claro! Porém, impraticáveis na sua totalidade, pelas Paróquias do nosso amado Brasil.
    André

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  7. Por que são impraticáveis? Vejamos:
    Na nossa diocese existem em média trinta Paróquias, com no mínimo três capelas, algumas com cinco e até oito capelas, distribuídas para sessenta padres. Destes sessenta padres, 60% são ligadíssimos a TL (sabe o que quer dizer com isso, não?), 30% são enraizados na RCC (jamais irão trocar de nave), restando apenas 10%, dos quais, apenas dois padres demonstram interesse (celebram no rito tridentino, sem apoio da comunidade), os outros são descartáveis, nunca viram, não querem ver e não gostam...!”É dar um passo para o passado!”
    Na nossa Paróquia existem quatro Igrejas para um só padre administrar, são quase trinta pastorais, várias catequeses, infância missionária, pré-catequese, catequese para adultos, catequese para deficiente (surdo/mudo), cursos para noivos, cursos bíblicos, confissões, casamentos, batizados, visitas a doentes, etc, etc. Com dois anos de Paróquia ainda não conseguiu exterminar com o condicionamento das palmas nas Santas Missas, e nem vai conseguir!
    Agora, falar ao pároco que ele vai ter que ter um tempinho, para praticar com a comunidade os passos da 1ª e 2ª fase das sugestões supracitadas...,
    Sem falar no seu poder de persuadir seu Arcebispo (simpático p/TL) e seu auxiliar carismático.
    É uma realidade!
    Paz e Bem!
    André

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  8. Protoklitos - você tem toda razão e, quando lhe perguntei sobre a impraticabilidade, eu mesmo tinha coisas parecidas em mente.

    Entretanto, eu quero acreditar que, mesmo lentamente, bispos TL darão lugar a bispos ortodoxos, e que mesmo antes disso alguns sacerdotes vão se interessando e abrindo às portas para a dignidade litúrgica. E que isto se espalhe!

    Eu, que com alguma freqüência tenho a lamentável tendência ao pessimismo, me tenho surpreendido com o avanço e a boa recepção da dignidade litúrgica em certos lugares do Brasil.

    Só para finalizar - eu não sou padre, e talvez devesse ficar quieto por não conhecer de perto as dificuldade que um sacerdote enfrenta; mas qual é a dificuldade em acabar com as palmas?

    Eu vejo padre mandar bater palma, e o povo atende imediatamente. Não vai também atender se o padre mandar parar?

    em Cristo,
    Alfredo

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  9. Em minha paróquia, também seria muito difícil seguir todas estas recomendações (por exemplo, celebrar a missa todos os dias), pois nosso pároco, além de dar conta de dezenas de comunidades rurais, afastadas da Igreja Matriz, ainda tem alguns compromissos no Seminário de nossa diocese.

    Felizmente, ele tem-se mostrado bastante aberto a esta "restauração da liturgia", certamente apoiado pelo nosso bispo. Por exemplo, desde o início do ano, ele tem feito os Ritos Iniciais (sinal da cruz, ato penitencial, etc.) e Finais (oração após a comunhão, bênção final) da cátedra, em todas as missas (algo que, costumeiramente em nossa paróquia, só era feito em missas solenes).

    Ainda temos muito trabalho pela frente para acabar com certos vícios litúrgicos (como não se ajoelhar durante a consagração e cantar músicas inadequadas para o tempo litúrgico em questão), mas rogamos ao Espírito Santo que nos inspire e nos conduza neste trabalho da forma que mais bem lhe aprouver.

    Para este próximo ano, quando celebraremos o jubileu do centenário de nossa Igreja Matriz, estou certo de que muitas coisas vão mudar em nossa paróquia.

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  10. Estava lendo esses post e decidi partilhar as conquistas de nossa paróquia. Ainda estão muito longe do sugerido mas já são passos que foram dados em apenas dois anos. No início foi preciso conquistar o silêncio durante a S. Missa na matriz em em algumas capelas. Na matriz conseguimos melhorar o presbitério com um novo sacrário agora ao centro e uma lâmpada para o sacrário. Adotamos o costume de dois castiçais sobre o altar e a cruz ao centro. Não usamos seis porque não temos um conjunto completo. Foram adquiridas novas âmbulas, mais adequadas e dignas. Conseguimos ainda adquirir uma Cruz paroquial,sineta,ostensório, baldaquino, turíbulo e naveta,novo e digno cálice, lecionário ferial e santoral. Passamos a utilizar o véu do cálice e a bolsa para o corporal. Muitas vezes há a celebração Versus Deum. Recuperamos a distinção entre o ato penitencial e o kyrie. Os ministros extrodinários permanecem na nave e somente usam o traje (o jaleco) na hora de auxiliar se for realmente necessário. Nas missas há atuação de coroinhas e quando solene, de acólitos. Sempre se faz uso da casula em todas as Missas. Nas grandes festas como Corpus Christi há procissão solene com a confeccção de tapetes o que foi uma novidade para o local. Na semana santa procuro utilizar tanto paramentos góticos quanto romanos, tanto versus populum como versus Deum. Os fiéis já cantam um Kyrie popular (moderno) para se familiarizarem-se e posteriormente se possível cantarem um gregoriano. Já conseguimos cantar ao menos o refrão do salmo do dia e também a aclamção ao Evangelho que é proposta pelo lecionário. Falta ainda a questão do glória. Uma liturgia mais digna e mais de acordo com o movimento que o Santo Padre impulsiona pode levar algum tempo, mas o importante é começar e implantar um passo após o outro. Quando os fiéis estão acostumados com uma mudança se parte para outra e assim sucessivamente. A gente só se dá conta do que já conquistou quando vê outra celebração e se dá conta da tragédia litúrgica que assola a Igreja, mas que está com seus dias contados.

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  11. Na minha paróquia essas sugestões são IMPOSSÍVEIS porque o padre da minha paroquia bate palmas na missa e ainda incentiva, não usa casula ,MECEs sem se ajoelhar na consagração ,leitores de casulinha , comunhão self - service , comunhão na mão , benção do santissimo sem pluvial ,
    benda com guitarra e baixo , oração da paz e a doxologia dita por fieis altar sem arranjo benedito .


    em cristo ,
    thiago emmanuel






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