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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Semana Santa no Brasil com dignidade, sacralidade e respeito às rubricas - V (Missa Crismal em Frederico Westphalen - RS)

Com este Óleo Santo, Óleo dos catecúmenos, serão ungidos os catecúmenos ao receberem o batismo, a fim de poderem depois ser ungidos com o Sagrado Crisma. Receberão esta unção uma segunda vez no sacramento do Crisma. Recebê-la-ão também — se forem a isso chamados — durante as ordenações: os diáconos, os presbíteros e os bispos. No sacramento dos doentes, todos os doentes receberão a unção como óleo dos enfermos ( Cf. Tg. 5, 14.)

No último dia 31 de março, às 19h, na Catedral Diocesana de Santo Antônio, Sua Excelência Reverendissima Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen – RS, presidiu a Solene Missa Crismal, com a renovação das promessas sacerdotais do clero diocesano e do clero religioso que está na diocese, e a benção do óleo dos enfermos e dos catecúmenos e a consagração do Santo Crisma.


Ritos Iniciais


Homilia

Renovação das Promessas Sacerdotais


Apresentação do Òleo dos Enfermos


Benção do Óleo dos Enfermos

Benção do Óleo dos Catecumenos


Consagração do Santo Crisma

Incensação das Oblatas


Consagração




Podemos notar, que as imagens colocados ao fundo do presbiterio estão veladas, conforme o antigo costume, ainda presente em muitas paroquias, e indicado no missal romano na página do próprio do sábado da 4ª Semana da Quaresma.

3 comentários:

  1. PAX!
    Pareceu-me que entre os castiçais estão alguns arranjos florais. Podem ter flores em cima do altar do sacrifício? Pois nas aulas de liturgia que tive, o padre disse-me que no altar só pode ter as velas e o crucificado, nem sequer relíquias. Poderiam esclarecer-me a este respeito? Desde já obrigado!

    Miguel

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  2. Meu caro Miguel,

    Alguns sacerdotes, querendo ensinar sobre liturgia e acabar com os abusos das Missas-show, acabam indo para o extremo oposto: o minimalismo litúrgico. E, assim, impedem tudo o que é solene, pois colocam no mesmo "saco" as bagunças e as solenidades.

    Há dois tipos de progressistas litúrgicos: os que inventam, tocam rock, batem palmas, encenam o Evangelho (progressistas populares, diria), e os que inventam altos conceitos teológicos para justificar uma liturgia seca, desprovida de sua raiz tradicional e sem conexão com a história do rito (progressistas intelectuais). São esses progressistas intelectuais, por exemplo, que negam a Comunhão na boca e de joelhos, têm ojeriza ao versus Deum etc.

    Por vezes, os dois grupos se enfrentam. De fato, os intelectuais criticam os populares. Mas ambos estão errados. Os intelectuais conhecem a norma, geralmente, mas a desobedecem ou a distorcem, e mesmo a invocam, de modo frio, para justificar seus erros. Os populares, no mais das vezes, desconhecem, mas também não querem conhecer, pelo jeito...

    Bem, as flores podem, sim, ser colocadas sobre o altar. Isso é tradicional, sempre foi assim, por mais que os progressistas intelectuais esbravejem (aliás, por vezes, acusando os progressistas populares porque estes usam flores EM DEMASIA). As flores devem ser usadas, desde que fora da Quaresma, salvo solenidades, como São José, Anunciação (na Semana Santa, pode-se usar na Quinta-feira Santa). O uso de flores é até um símbolo de que não se está na Quaresma.

    Alguns progressistas (os populares) acabam exagerando nas flores, e colocam até folhagens que não têm flores, transformando o presbitério em uma "selva amazônica", ou usando flores na Quaresma, quando é proibido. Isso desperta a ira dos progressistas intelectuais, que, conhecendo a proibição do uso na Quaresma, e invocando teses teológicas modernistas e em descompasso com a tradição (os modernistas sempre querem reinventar a roda, começar de novo), condenam tudo!

    A liturgia não só permite as flores, como manda que se tenha as relíquias. Altar sem relíquias? Manda esse padre ler o Pontifical Romano...

    Um abraço,

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  3. Rafael e Miguel

    A IGMR fala das relíquias:

    302. Se for oportuno, mantenha-se o uso de depositar sob o altar a ser dedicado relíquias de santos [...]

    A questão então é que as relíquias devem ser depositadas sob (embaixo) do altar e não mais em cima como era costume.

    Sobre as flores traz a IGMR:

    305. [...] A ornamentação com flores seja sempre moderada e, ao invés de se dispor o ornamento sobre o altar, de preferência seja colocado junto a ele.

    Aqui não se está proibindo colocar flores sobre o altar, mas aconselhando que seja junto ao altar, ao lado, próximo (conforme cada templo). Nas missas na Basílica de S. Pedro nunca vi flores sobre o altar, mas sempre junto, próximas, sóbrias, sem tirar a atenção do foco principal. Mesmo na missa de Páscoa que é sempre na praça, se faz um verdadeiro jardim com belíssimos rododendros e outras flores em vasos, porém não há aranjos de flores sobre o altar, somente cruz e castiçais.

    E ainda mais:

    306. Sobre a mesa do altar podem ser colocadas somente aquelas coisas que se requerem para a celebração da Missa, ou seja: o Evangeliário [...], o cálice com a patena, o cibório, se necessário e, finalmente, o corporal, o purificatório,a pala e o missal. Além disso, se disponham de modo discreto os aparelhos que possam ajudar a amplificar a voz do sacerdote.

    307. Os castiçais requeridos pelas ações litúrgicas para manifestarem a reverência e o caráter festivo da celebração sejam colocados como parecer melhor, sobre o altar ou junto dele, levando em conta as proporções do altar e do presbitério, de modo a formarem um conjunto harmonioso e que não impeça os fiéis de verem aquilo que se realiza ou se coloca sobre o altar.

    Questão encerrada: vela em cima do altar ou junto dele, ninguém é obrigado a colocar os castiçais em cima do altar e nem deve, se tirar a visão do povo do sacrifício.

    308. Haja também sobre o altar ou perto dele uma cruz com a imagem do Cristo crucificado que seja bem visível para o povo reunido [...]

    De novo, cruz em cima ou perto. Tanto faz, o missal prevê as duas formas.

    Abraço,
    Sidnei

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